O fascismo tropical de Bolsonaro e Mourão

Bolsonaro-mourãoComo doutrina de Estado, o fascismo foi derrotado na Segunda Guerra Mundial. Sua emergência, na década de 1920, esteve diretamente relacionada às consequências da Primeira Guerra Mundial (1914-1918) e à ascensão do Bolchevismo na Rússia, de quem o fascismo plagiou várias práticas e ideias, colocando-as a serviço de um pensamento conservador e contrarrevolucionário. Continuar lendo

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Por que precisamos do politicamente correto

politicamente-corretoPara desespero de muitos que se colocam como conservadores, o politicamente correto veio para ficar, e não por acaso: se trata de uma postura voltada para a positivação de grupos que sofreram e ainda sofrem formas variadas de discriminação, exclusão e estigmatização, com destaque para negros, homossexuais e mulheres, ao que também podemos acrescentar indígenas e idosos, por exemplo. Continuar lendo

Dez razões por que a reforma trabalhista é ruim

carteriadetrabalhoA Reforma trabalhista aprovada pelo Congresso gerou muita celeuma na sociedade, nas redes sociais e na imprensa. Vendida pelo governo e pelos que se dizem liberais como algo que vai gerar empregos, atualizar a CLT e consequentemente melhorar a economia, o fato é que a reforma trabalhista não passaria numa campanha eleitoral e é muito, muito ruim para os trabalhadores. Vamos destacar dez pontos e na conclusão levantar algumas objeções aos que a defendem. Continuar lendo

O conservadorismo e a História

Edmund Burke, eminente pensador britânico conservador do século 18
Edmund Burke, eminente pensador britânico conservador do século 18

Declarar-se abertamente conservador tem sido uma ação cada vez mais difícil na era da informação em que vivemos. Além do viés quixotesco que norteia suas ações, um conservador também possui um sério problema cognitivo: ele precisa rejeitar o caráter dialético da história e aceitar as mudanças apenas naquilo que mantêm de aparente, isto é, na medida em que não alteram a estrutura da pirâmide social. Por isso as revoluções e os movimentos sociais são a própria antítese da alma conservadora. Continuar lendo

Por que nossos partidos não nos representam?

cartaz-manifestação-1Os protestos de todo o mês de junho serão lembrados como a maior manifestação espontânea da história brasileira. O movimento em si foi inovador e muito do que foi dito e escrito não pôde captar o espírito dessas manifestações porque tais análises se pautaram por categorias arcaicas. Tudo bem que tudo começou com as reivindicações do Movimento Passe Livre, uma entidade estudantil de esquerda sem vinculação partidária. Mas o que veio a partir daí fugiu-lhe aos objetivos iniciais e ao controle. Continuar lendo

O indivíduo contra o Estado

rio-de-janeiro-protestoNunca vi neste país do futebol as pessoas abrirem mão da Copa a favor da educação e da saúde. As pessoas recusando pão e circo pelas coisas que acham mais importantes […]. Acho que a frase que pede padrão Fifa para o país é genial, é genial pedir isso para educação e saúde. Porque tudo o que a Fifa pediu, o país começou a fazer. Mostra que é uma questão de vontade, que se quer pode fazer.

Peter Fry, professor da UFRJ, em entrevista ao G1

Foi curioso ver nos últimos dias os portais de notícias refletindo o assombro da sociedade diante do ineditismo dos eventos que estavam cobrindo. Assombro acompanhado pela incapacidade de avaliar, no calor dos acontecimentos, as razões de sua formação e a rejeição a formas tradicionais de manifestações políticas, com forte organização partidária e/ou sindical. Houve quem falasse em “revolução do indivíduo”, em algo inteiramente novo, uma participação espontânea de uma juventude que se organiza a partir da internet, sem a intermediação desses agentes institucionais e se colocando acima da mera questão ideológica. Continuar lendo

A importância das políticas de ação afirmativa

poder-da-escritaA incompreensão do que sejam as políticas de ação afirmativa leva as pessoas a fazer afirmações inadequadas acerca de sua aplicação. Desde as cotas para negros e índios nas universidades e leis de proteção às mulheres, idosos, entre outros grupos, essas políticas têm como alvo grupos sociais específicos vítimas  de discriminação, violência, exclusão e têm como objetivo corrigir e atenuar a desigualdade e promover mais equalização social. Continuar lendo