Um perfil de Olavo de Carvalho

Recentemente, o texto “Olavo de Carvalho: um filósofo para racistas e idiotas” ultrapassou cinco mil compartilhamentos no Facebook e há meses é um dos textos mais lidos diariamente neste blog. No total, os textos sobre o filósofo de boteco publicados nesta página, até o momento em que escrevo estas linhas, somam mais de dez mil compartilhamentos nas redes sociais e mais de setenta mil visualizações e crescendo diariamente sem contar outros sites e blogs que os têm republicado. Devo isso aos leitores que têm ajudado a espalhar essas informações como gotas no oceano de mentiras com as quais Olavo contamina a internet há muitos anos. Como muitos leitores chegam aqui digitando o nome dele nos mecanismos de pesquisa, é importante advertir aos mais jovens ou mais inexperientes quem é Olavo de Carvalho. Embora possa passar a impressão de estar falando “mais do mesmo”, há elementos aqui importantes para quem quer ter perfil geral deste senhor. Antes, porém, preciso registrar uma resposta tardia. Continuar lendo

Resposta a Olavo de Carvalho III: apelações do filósofo de boteco

Olavo de Carvalho bem que tentou. Ao final, fez o que mais sabe: esperneou, xingou, agiu como criança mimada. Em seu último texto sobre nossa discussão, mandou a história pra longe e se fez de vítima. Insistiu em dizer que citei Boris Fausto e me desmenti, mesmo tendo demonstrado que a citação que havia feito originalmente não se referia a Boris Fausto (confira o texto “Resposta a Olavo de Carvalho – Parte II”).

Pateticamente, ainda quis me dar lição sobre fontes históricas, me indicando a leitura de “Apologia da História” de Marc Bloch, livro que ele diz ter lido aos 18 anos. Pelo visto, ele precisa ler e reler novamente. Ele também precisa ler “Do Conhecimento Histórico” de Henri Marrou, um manual antigo também, mas muito interessante e “História e Verdade” de Adam Schaff. Para Olavo de Carvalho, os fatos históricos é que devem adaptar-se a suas crenças. Por isso, ele não se envergonha em desprezar qualquer referência teórica que seja contrária a suas convicções. Continuar lendo

Resposta a Olavo de Carvalho – Parte II

No segundo texto que escreveu sobre mim no Mídia sem Máscara, em resposta a minhas considerações sobre a participação americana no golpe de 1964, Olavo de Carvalho limitou-se a repetir basicamente os mesmos argumentos sem apresentar nenhuma fonte nova que corrobore sua tese. Ele também diz que responde a meus textos pela importância que dá aos temas, não à minha pessoa. Seria um caso de auto-engano ou mentira deslavada? O que importa é sua demonstração de incômodo e enervação por eu ter mostrado equívocos de algumas de suas argumentações históricas. Ele começa dizendo que me atrapalhei e fiquei nervoso. Contudo, tenho mais razão para pensar que o sr. Olavo é quem de fato está nervoso. Sua tréplica está eivada de termos em caixa alta, algo que raramente ele faz. É de conhecimento geral que escrever com letras maiúsculas na internet equivale a gritar. Isso, sim, denota nervosismo. Ao lermos a resposta de Olavo não é difícil percebermos as razões pelas quais ele estava enervado. Vou elencar algumas: Continuar lendo

Resposta a Olavo de Carvalho

Combater a desinformação, especialmente em questões históricas, é uma tarefa árdua, demanda tempo e muito esforço. Já afirmei em outro texto que a história é um campo permanente de disputa, permeada por tentativas de silenciamento da memória em nome da legitimação de uma hegemonia. Posso estar cansando meus leitores ao falar novamente de Olavo de Carvalho, mas o silêncio ante a grosseria da desinformação deliberada pode ser muito prejudicial a alguns.

Olavo publicou um texto tentando refutar minhas críticas a ele no seu site Mídia sem Máscara. Ele inicia me chamando de insignificante e não dedica menos do que sete páginas (com promessa de continuação) a refutar algumas de minhas colocações, além de vários posts enfezados atacando minha pessoa no facebook. Se considero alguém insignificante não dedico meu tempo a escrever textos refutando suas críticas; essa é a primeira questão lógica que leva o idoso jornalista a entrar em contradição logo no começo do texto. Continuar lendo

Quando dois extremistas divergem

Os leitores que acompanham este blog sabem de minhas divergências com Olavo de Carvalho e seus seguidores. Tudo iniciou quando questionei por e-mail algumas de suas posturas “intelectuais”, após ter acompanhado por algum tempo suas publicações e seus vídeos. Ao invés de também responder por e-mail breves considerações que não chegavam a uma lauda, Olavo usou seu programa de rádio de quase uma hora para direcionar contra mim ataques histéricos de injúria e difamação. Ele parece usar esse recurso com o objetivo de querer “humilhar” seus adversários. Talvez imaginasse que isso me intimidaria e me reduziria ao silêncio. Continuar lendo

Fascismo e comunismo: resposta a um blogueiro histérico

Leonardo Bruno não cansa de escrever textos abjetos. Mas meu interlocutor é muito desonesto intelectualmente. No novo texto que escreveu em seu blog Conde Loppeux de la Villanueva em 01/02/2013 e intitulado “Cansando meus leitores com professores de história”, ele vem, como já é de seu feitio, com uma chuva de argumentos ad hominem. Mas além da desonestidade, há outra coisa: a ignorância de princípios elementares de Teoria da História. Acontece que Leonardo Bruno não é um historiador de formação, mas um diletante que consome livros anti-comunistas. Até aí tudo bem: há pessoas que consomem livros antirreligiosos, anti-capitalistas e por aí vai. O problema é que ele faz um verdadeiro espetáculo de horror ao arrotar superioridade intelectual, algo que ele parece sentir uma profunda necessidade de estar continuamente reafirmando, como se estivesse querendo aplausos frequentes de sua plateia. Continuar lendo