Como vamos lidar com o Islamismo?

mulher-muçulmanaA Europa vive um clima de tensão constante. A entrada massiva de imigrantes muçulmanos tem levado ao recrudescimento do choque de culturas entre estes e os nativos. E não é só isso. Os atentados terroristas nos últimos anos têm aumentado a xenofobia e o discurso nacionalista de alguns partidos. Esse inclusive foi um motivo apontado por alguns analistas para a saída do Reino Unido da União Europeia. Esses elementos parecem formar o fermento de algo muito desagradável prestes a surgir. Continue lendo

Estado Islâmico, Sharia e a democracia (im)possível no Islã

islãEnquanto escrevo estas linhas, o Estado Islâmico conta dezesseis anos de existência. O que seus líderes querem é construir um califado onde a única lei é a Sharia (ou Shariah), o código religioso que regula toda a vida privada e civil. Essa lei deriva do Alcorão e da Suna ou hadith, coletâneas de hábitos e práticas de Maomé registrados por seus familiares e amigos. Esse tipo de governo vigorou na Arábia Saudita do século 7. Califa quer dizer “sucessor”. É a pessoa que sucede Maomé no governo da comunidade. O califado é um estado regido pela lei islâmica e que deve abarcar todos os muçulmanos. Continue lendo

O Islã está acima de qualquer crítica?

islamDepois dos atentados de Paris e da celeuma de vozes que quiseram ser ou não ser Charlie, a poeira dos atentados baixou e uma questão me incomodou a partir disso: vamos continuar encarando os muçulmanos como coitados e vítimas enquanto eles cortam cabeças e fuzilam cartunistas ou críticos em qualquer lugar que quiserem? Claro que não se deve pregar o ódio ou intervenções militares irresponsáveis como as que temos visto desde a invasão do Iraque, mas é preciso deixar claro que em sociedades pluralistas e laicas, nenhuma religião está acima de toda crítica. Continue lendo

Islamismo e intolerância

islamDesde os atentados de 11 de Setembro 2001 contra as Torres Gêmeas e o Pentágono, o Islã se tornou um tema permanente nas mídias ocidentais. Muito se falou sobre Al Qaeda, terrorismo, jihad, homens bomba. Os atentados colocaram em evidência o radicalismo islâmico de uma forma até então inédita no Ocidente, mas de forma alguma esse radicalismo era recente. O fundamentalismo islâmico remonta à fundação da Sociedade dos Irmãos Muçulmanos em 1928, no Egito, uma organização que considera que apenas um Estado Islâmico pautado na sharia (lei sagrada derivada do Alcorão, da Suna e dos hadith – relatos documentados dos ensinamentos e ações de Maomé que não constam no Alcorão e que foram registrados por seus companheiros e familiares) é a única ordem política válida. Além do Egito, essa organização teve importantes ramificações e atuações no Paquistão, na Argélia, no Sudão e no Afeganistão, onde o êxito da resistência contra a ocupação soviética foi essencial para a difusão de suas ações para outros lugares do mundo, incluindo a Europa.   Continue lendo