O que Fukuyama realmente escreveu em “O fim da História…”

fim do comunismoO livro O Fim da História e o Último Homem, do filósofo Francis Fukuyama, completa vinte e cinco anos. Publicado em 1992, teve origem em um artigo intitulado O Fim da História?, publicado três anos antes, em 1989 na revista The National Interest. Poucas obras que vieram a público neste mesmo espaço de tempo causaram tanta celeuma quanto esta. Celebrada por alguns e odiada por outros, o mundo acadêmico não ficou indiferente a ela. Hoje, com uma leitura atenta da obra e um olhar mais acurado sobre o contexto, é possível inferir que Fukuyama não foi bem compreendido por muitos e possivelmente nem lido por outros tantos. Então, ainda vale perguntar: o que ele realmente escreveu ali?

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Pós-teísmo

Don CupittDesde a década de 50 nossa civilização ocidental passou por transformações culturais profundas. Chamamos isso genericamente de pós-modernismo. É um conceito bastante controverso, porém suficientemente sedimentado nas ciências sociais para ser simplesmente rejeitado. As mudanças ocorreram na arquitetura, arte, literatura, moda, economia, comunicações, transportes e mudaram substancialmente nossa percepção de mundo, as relações interpessoais e diluíram identidades baseadas em noções de território, nacionalidade, etnicidade, política e religião. Continuar lendo

As razões do Iluminismo

Filósofos Iluministas reunidos no salão de madame Geoffrin. Óleo sobre tela de Anicet-Charles Lemonnier, 1812 Fonte: História Viva
Filósofos Iluministas reunidos no salão de madame Geoffrin. Óleo sobre tela de Anicet-Charles Lemonnier, 1812
Fonte: História Viva

O Iluminismo é um dos capítulos mais importantes na história do pensamento ocidental. Dele recebemos as noções de democracia, direitos civis e humanos, liberdade individual, governo constitucional, separação de religião e política. O Iluminismo também foi responsável pela substituição das escatologias pelas filosofias da história, ou seja, teorias sociais baseadas na noção de progresso e em estudos acerca do sentido e do futuro da história humana. As filosofias da história alcançaram seu ponto culminante no século 19 com o hegelianismo, o marxismo e o positivismo. Essas filosofias tinham em comum o otimismo com relação ao avanço da ciência e à possibilidade de a humanidade construir um futuro livre dos condicionamentos políticos e ideológicos. Continuar lendo