Escola sem partido

escola-3O estado de Alagoas foi o primeiro do país em que uma Assembleia Legislativa aprovou um projeto de lei que pune professores que opinarem em sala de aula sobre questões políticas, culturais, econômicas[1]. A lei é inspirada no projeto escola sem partido, que tramita no Congresso, de autoria do deputado Izalci Lucas (PSDB-DF). Já houve debates no Congresso sobre isso e os autores do projeto já foram recebidos no Ministério da Educação do governo Temer. O que isso significa para a educação e para o país? Continuar lendo

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Existe doutrinação ideológica nas escolas?

saladeaulaUma das acusações que parte da direita faz a muitos professores, tanto na escola básica como nas universidades,  é que estes não são apenas educadores, mas também doutrinadores políticos, usando apenas conceitos e referenciais marxistas em suas aulas. Até criaram um grupo chamado Escola sem partido e o assunto ganhou uma audiência na Câmara, no final do último mês de março, na qual participaram vários professores que falaram em “contaminação de pensamentos de ordem política, ideológica e religiosa em todas as etapas da educação brasileira” (Leia aqui sobre a audiência na Câmara).   Continuar lendo

Para quem é a história?

historia-livrosNossa época vivencia um crescente interesse por temas históricos, desde guerras e histórias regionais até biografias. Se você for a uma banca de revistas, verá vários periódicos especializados em temas históricos, como a Aventuras na História, História Viva, Revista de História da Biblioteca Nacional e por aí vai. O mercado editorial tem aproveitado bem essa demanda por história com publicações voltadas para o público não especializado, ou seja, para as pessoas que não cursam ou não são formadas em história. Nesse passo, é importante questionar o que tem gerado tanto interesse por história e a quem essa procura beneficia?  Continuar lendo

A importância (e o perigo) das ciências sociais

Durante a ditadura militar, sob a gestão de Roberto Campos no ministério do Planejamento, as disciplinas de filosofia e sociologia foram banidas da educação básica, a pedagogia tecnicista tornou-se hegemônica graças aos acordos realizados entre o MEC e a USAID e houve desmobilização do magistério com o acesso ao ensino superior sendo barrado às camadas mais pobres.  Nesse período, disciplinas como história e geografia ganharam o malfadado epíteto de “matérias decorativas” e permaneceram com essa característica até meados dos anos 1990. Continuar lendo