Por que não sou (mais) de esquerda

manifestação-de-esquerdaAinda existem duas formas de esquerda política no Brasil: a extrema-esquerda, professada por PSOL, PSTU, PCO, PCB, movimentos sindicais ligados a esses partidos e tem como característica o discurso extemporâneo da Guerra Fria, o anticapitalismo e até a defesa intransigente do socialismo. A outra frente é a esquerda moderada, com perfil socialdemocrata, e tinha no PT seu principal representante que, de 2003 ao impeachment de Dilma Rousseff, levou a reboque outras legendas como PDT, PSB, PC do B. Continuar lendo

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Esquerda e direita não se definem por intervenção estatal

Primeira Guerra MundialUma das coisas que muito se fala na internet é que esquerda e direita se definem pelo tamanho do Estado, ou seja, a esquerda seria mais Estado e direita menos Estado, a esquerda é um Estado forte e intervencionista e a direita um Estado liberal, com pouca ou nenhuma intervenção, especialmente na economia. Em geral, são os liberais que dizem isso. E nada poderia ser mais falso.  Continuar lendo

Caçadores de comunistas

foro-de-spNasci em 1983. Quando me entendi por gente, o Brasil já vivia na democracia e a Guerra Fria chegava ao fim. Lembro das imagens da Guerra do Golfo na TV, os jornalistas falando em Saddam Hussein e o Estados Unidos esbanjando para o mundo parte de seu repertório militar. De janeiro de 1992 em diante, ninguém falava mais em comunismo. O mundo havia mudado e eu aprenderia isso alguns anos mais tarde, ainda naquela década, no Ensino Médio. Continuar lendo

Cinco mentiras que a direita conta sobre Marx

marx-engelsMarx se tornou um alvo tão prioritário dos ataques dos gurus de direita na internet, que conhecer seu pensamento e sua história se tornou ainda mais importante pra quem quer fugir dessa incultura. E isso independe de se ser ou não marxista. Como Marx é um clássico, sua obra é essencial para se compreender a modernidade, como são Adam Smith, John Locke, Stuart Mill e tantos outros. Continuar lendo

Escola sem partido

escola-3O estado de Alagoas foi o primeiro do país em que uma Assembleia Legislativa aprovou um projeto de lei que pune professores que opinarem em sala de aula sobre questões políticas, culturais, econômicas[1]. A lei é inspirada no projeto escola sem partido, que tramita no Congresso, de autoria do deputado Izalci Lucas (PSDB-DF). Já houve debates no Congresso sobre isso e os autores do projeto já foram recebidos no Ministério da Educação do governo Temer. O que isso significa para a educação e para o país? Continuar lendo