Caçadores de comunistas

foro-de-spNasci em 1983. Quando me entendi por gente, o Brasil já vivia na democracia e a Guerra Fria chegava ao fim. Lembro das imagens da Guerra do Golfo na TV, os jornalistas falando em Saddam Hussein e o Estados Unidos esbanjando para o mundo parte de seu repertório militar. De janeiro de 1992 em diante, ninguém falava mais em comunismo. O mundo havia mudado e eu aprenderia isso alguns anos mais tarde, ainda naquela década, no Ensino Médio. Continue lendo

MBL: a face da nova-velha direita

mblO MBL nasceu como oposição ao PT e ganhou notoriedade na esteira da queda de popularidade de Dilma e da crise econômica. Foram eles quem puxaram as manifestações pró-impeachment desde 2014 nas redes sociais. Apesar disso, as manifestações inflaram em 2015 e 2016 menos pelo MBL do que pelo descontentamento social em relação aos resultados da política econômica do governo Dilma. Mas cabe questionar: o que o Movimento Brasil Livre representa hoje no país? Continue lendo

Cinco mentiras que a direita conta sobre Marx

marx-engelsMarx se tornou um alvo tão prioritário dos ataques dos gurus de direita na internet, que conhecer seu pensamento e sua história se tornou ainda mais importante pra quem quer fugir dessa incultura. E isso independe de se ser ou não marxista. Como Marx é um clássico, sua obra é essencial para se compreender a modernidade, como são Adam Smith, John Locke, Stuart Mill e tantos outros. Continue lendo

Escola sem partido

escola-3O estado de Alagoas foi o primeiro do país em que uma Assembleia Legislativa aprovou um projeto de lei que pune professores que opinarem em sala de aula sobre questões políticas, culturais, econômicas[1]. A lei é inspirada no projeto escola sem partido, que tramita no Congresso, de autoria do deputado Izalci Lucas (PSDB-DF). Já houve debates no Congresso sobre isso e os autores do projeto já foram recebidos no Ministério da Educação do governo Temer. O que isso significa para a educação e para o país? Continue lendo

Nem Ustra, nem Marighella

ustraAinda ecoa na sociedade as manifestações que marcaram a votação do impeachment na Câmara em 17 de Abril deste ano. Enquanto Bolsonaro votou contra o comunismo, contra o Foro de São e em homenagem ao coronel e torturador da ditadura Carlos Alberto Brilhante Ustra, outro deputado, Glauber Braga (do PSOL, RJ), juntou em seu voto uma homenagem a Carlos Marighella, Luís Carlos Prestes e Olga Benário. Essas homenagens dizem muito sobre os militantes de esquerda e direita no Brasil e trazem consigo um olhar voltado para uma forma de militância que não tem mais lugar em nossa época. Continue lendo