Socialismo é coisa de museu

adeus-leninO que sobrou do socialismo do século XX foi basicamente Cuba e Coreia do Norte. Cuba vive uma transição lenta para o capitalismo e a Coreia continua na mesma onda há décadas: usa seu programa nuclear para barganhar ajuda humanitária dos países desenvolvidos. Na China, o Partido Comunista abriu mão do socialismo há muito tempo para se manter no poder. Em nenhum desses lugares existe mais movimento socialista com pretensões expansionistas nem seus governos têm qualquer interesse para expandir seu modelo social para fora de suas fronteiras. Não há mais nada no mundo que se assemelhe a um Comintern. Não existe mais socialismo.

O maior mérito do socialismo no século passado foi realizado de forma não intencional: foi forçar o capitalismo a mudar em favor dos mais pobres. As experiências políticas da primeira metade do século XX mostraram que o empobrecimento em massa resultante de grandes crises sociais e econômicas deixa amplas parcelas da população à mercê de ideologias extremistas. Ao ver sua existência ser posta em risco por elas, o capitalismo teve que se reinventar e atenuar seu ímpeto predatório. Para isso, lançou mão de políticas de equalização social, proteção do emprego, universalização de serviços públicos e sistemas de seguridade social.

Nas primeiras décadas do século XX, ficou claro que o liberalismo econômico não era mais capaz de reduzir as desigualdades sociais e proporcionar qualidade de vida para os mais pobres. Era preciso que o Estado atuasse com políticas públicas inclusivas para resolver as disparidades sociais que ameaçavam jogar o continente europeu num turbilhão de movimentos revolucionários.

A Primeira Guerra Mundial e a Revolução Bolchevique na Rússia, com o consequente desmanche do equilíbrio imposto pelo Congresso de Viena cem anos antes, deram o tom da violência que marcaria as décadas seguintes e grande parte do restante do século.

Depois da grande crise de 1929, o socialismo soviético forneceu aos países capitalistas desenvolvidos a fórmula para evitar a revolução mundial, e décadas depois se desintegrou por dentro e se anulou como alternativa política e social. Com o fascismo e o nazismo, a extrema-direita se apresentou como alternativa tanto ao socialismo marxista quanto ao liberalismo. Após mergulhar o mundo na Guerra e promover a barbárie inaudita do Holocausto, a extrema direita foi contida dentro dos limites em que não pudesse ameaçar a ordem democrática.

Os problemas da humanidade hoje se devem menos ao capitalismo do que à capacidade de redistribuição de recursos e administração de conflitos regionais dentro de um quadro político semelhante ao da social-democracia europeia. O capitalismo do século XX, seja em sua versão fascista, seja na versão social-democrata, entendeu que Estado Mínimo é uma noção tão perigosa quanto indesejável.

Já o fracasso da experiência soviética provou que o projeto marxista era menos atraente do que parecia. Se, por um lado, contribuiu para fazer  capitalismo se renovar, por outro foi incapaz ele mesmo de se renovar no sentido de uma abertura para as liberdades individuais e a produção de bens de consumo. Sem democracia e sem liberdade de mercado o socialismo estacou na improdutividade e na indolência.

Se chamamos as experiências socialistas do século XX de “socialismo real” em contraposição ao pensamento marxista que aponta para emancipação dos indivíduos em vez de sua subjugação pelo Estado totalitário, não deixa de ser verdade que o termo socialismo já agrega, em seu bojo, o germe do totalitarismo.

A democracia moderna tem como marco fundador a Declaração Universal dos Direitos do Homem e do Cidadão, de 1789, que preconizava o direito de todo homem à vida, à liberdade e à propriedade. Para Marx, essa Declaração produzia apenas o que ele chamava de “homem egoísta”, porque a verdadeira emancipação humana seria alcançada pela ação revolucionária e a subsequente abolição da propriedade privada.

Em 1918, os bolcheviques proclamaram a Declaração dos direitos do povo trabalhador, como contraponto à declaração “burguesa” promulgada durante a Revolução Francesa. Mas ao abolir a propriedade privada, o Estado socialista se tornou uma nova classe dominante sobre os trabalhadores, tão ou mais implacável do que os governos “burgueses” que combatia.

O problema do socialismo real é que ele é o único socialismo possível. Não se elimina as distinções de classes sociais sem a existência de um Estado forte o suficiente para massacrar tudo o que cheire a oposição, e com isso desestimule os indivíduos à busca de inovação e de outras perspectivas. O socialismo pressupõe que ninguém possa não desejá-lo sob a ameaça de ser visto como inimigo da humanidade ou, como os bolcheviques gostavam de dizer, “inimigo do povo”. O socialismo transforma todos em inimigos potenciais de todos, transforma os indivíduos em agentes do governo ávidos a denunciar seu vizinho, amigo ou parente por ações “contrarrevolucionárias”. Não sobra nada além do Estado e sua nomenklatura, e uma massa de súditos aterrorizados.

Já sabemos qual foi o resultado disso: o gulag, o desterro de populações inteiras, milhões de inocentes desumanizados ou mortos.

Se o socialismo levou o capitalismo a se renovar, se reduziu o analfabetismo e até produziu alguma qualidade de vida, o preço humano que cobrou para se edificar foi alto demais para ainda ser lembrado como algo além de uma sucessão de tragédias. Socialismo e democracia são tão estranhos um ao outro quanto água e óleo.

Os crimes que o socialismo cometeu não são crimes intrínsecos à sua doutrina, como o racismo e o antissemitismo eram na doutrina nazista. Os que querem criminalizar o comunismo ou socialismo como fazemos com o nazismo erram. Mas podemos dizer também que moralmente e até doutrinariamente é um grande erro que alguém, uma organização ou um partido ainda se chamem de socialistas ou comunistas.

O mais importante, porém, é que, cem anos após a primeira revolução socialista, o socialismo como doutrina está acabado, virou peça de museu, embora muitos ainda não o reconheçam.

Foto de capa: cena de filme “Adeus, Lênin”, uma comédia dramática de 2003 que retrata o fim do socialismo na antiga Alemanha Oriental (RDA).

Para ler mais sobre o assunto, clique aqui.

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30 comentários sobre “Socialismo é coisa de museu

  1. Alysson 12/05/2017 / 23:15

    Mais uma boa reflexão fora do maniqueísmo reinante. Acho que as esquerdas jogam contra si e municiam a direita (legitimam espantalhos) ao não renovarem seus discursos. Lembrei-me de Norberto Bobbio, que alertou para a falta de uma teoria do estado na obra de Marx, e deu no que deu. O Brasil carece de novas idéias. Desconsiderando as extremas direita e esquerda, é difícil ver que de um lado há a manjada apologia ao estado mínimo como solução para todos os problemas, e de outro, temos projetos de inclusão que parecem desconsiderar que toda mudança gera alterações e consequências, mostrando-se insustentáveis a médio/longo prazo. E no meio disso tudo, o “mercado” e seus especuladores seguem se comportando como aquele garoto que é ruim de bola, mas é dono da redonda, que se contrariado, põe o objeto debaixo do braço e vai embora com a certeza de que encontrará alguém disposto a jogar sob suas regras.

  2. Yan Borges 13/05/2017 / 11:50

    Professor Bertone Sousa a China é o que por exemplo?Uma Ditadura ou Estado Totalitário?Ou nenhuma das duas?

    • Bertone Sousa 13/05/2017 / 11:56

      Depois da morte de Mao e da abertura para o capitalismo a China se caracteriza mais como uma ditadura. Há mais liberdade em relação ao passado.

      • Yan Borges 14/05/2017 / 3:02

        E Hong Kong,existe essa Ditadura por lá?já que por muitas décadas essa região passou a ser domínio da Inglaterra após a guerra do ópio.

      • Bertone Sousa 14/05/2017 / 13:19

        Hong Kong é diferente por ter certa autonomia e pela influência britânica.

  3. Newton 13/05/2017 / 14:00

    Bertone, é correto dizer que, atualmente, no Brasil, vivemos sob um regime redeglobocrático?

    • Bertone Sousa 13/05/2017 / 16:24

      Newton, a Globo não tem mais o poder de massificação como tinha no passado, antes da internet e das redes sociais. Hoje as pessoas se informam mais pela internet e buscam outros meios de entretenimento fora da midia tradicional. A audiência da maior parte da programação da Globo tem caído muito nos últimos anos. O discurso de militantes políticos contra a globo está fora de tempo, além de não levar em conta que a sociedade não absorve passivamente o que recebe da grande midia.

      • Newton 15/05/2017 / 11:21

        É bastante questionável à redução de poder de persuasão da Globo para com a massa. Não considero descabida nenhuma crítica à ela nesse contexto. Analisando o comportamento da emissora através de uma visão semiótica, é possível perceber uma estratégia midiática alinhada aos interesses do atual governo. Isso não é novidade no Brasil, aconteceu com mais profusão em outras épocas, inclusive na ditadura, mas atualmente está claro que essa estratégia usada não é mera condição do acaso. Se a Globo já não tem a importância de antes por conta da internet, talvez esse seja outro motivo pela qual a forma com que ela trata sobre questões políticas no Brasil pareça ser tão criteriosamente articulada. É certo também que esse assunto pouco tem a ver com o conteúdo do teu texto, muito bom e preciso inclusive, mas é uma questão que deveria ser mais considerada pelo meio acadêmico. Vejo um comportamento passivo da crítica para com a indústria da informação brasileira. Os poucos que tratam disso são logo rotulados de militantes radicais conspiracionistas, quando talvez falte a eles apenas maior conhecimento semiótico e de teorias da cultura de massa (Adorno, Benjamin, Marcuse, Baudrillard, Bourdieu, Horkheimer, Moles, Barthes, etc). Tudo o que o povo pode saber sobre política atualmente vem de algum tipo de mídia. As opiniões não são construídas através do auto-conhecimento. Quem é fanático por Olavo de Carvalho, por exemplo, ou concorda com ele por ter lido seus textos ou por ter lido quem leu seus textos. É uma rede de informação. Imagine se Olavo tivesse mais espaço na mídia, como um programa na Globo? Assustador. A internet, apesar de ser o meio democrático por excelência na atualidade, ainda sofre em grande parte do mal da inconsistência. É muita informação difusa marcada pela falta de credibilidade, carimbo que geralmente se consegue através de imposição, investimento e tempo. A Globo é a rainha da credibilidade de informação no Brasil. O que Bonner fala automaticamente vira fato e verdade para a maioria que o escuta (o brasileiro não é educado para questionar, para ser crítico). E mesmo que a audiência do JN tenha caído nos últimos anos, vemos que suas edições ainda podem ser impactantes. Estar em meio a duas novelas não é algo impensado. E ser pago pelas maiores empresas brasileiras do meio agropecuário, bancário e de telecomunicações também faz com que o JN tenha compromissos de informação alinhado ao alto escalão executivo brasileiro, o qual tem total participação no cenário político e em suas decisões. Não creio que um poder desses possa ser ignorado e as críticas a ele serem vistas como ‘fora de tempo’. Gostaria que historiados políticos e críticos olhassem mais para o atual cenário considerando o fator midiático, pois assim como disse antes, as pessoas só sabem das coisas através da mídia, seja ela Globo, internet ou Bertone Sousa. Gostaria muito que Bertone Sousa, por exemplo, fosse mais consumido e que a massa se informasse e educasse através dele, pois em Bertone ainda vejo crítica e alinhamento com a verdade sem interesses obscuros (estou enganado?), mas a realidade não é essa. Quem informa é um meio poderoso com vida e interesses próprios, desconectado com interesses da massa. E de nada adianta a gente pensar que vive sob um regime democrático ou ficar discutindo se é social-democrata, neoliberal ou socialista, que seja, se o que é absorvido pela maioria através da mídia é conteúdo de manipulação em um claro regime de controle autenticado por uma falsa credibilidade, o que na prática compromete que o corpo social possa compreender o que de real acontece no Brasil e, por consequência disso, desestimula a sociedade a combater qualquer opressão e mal que são causados pelo sistema de controle. Desculpe pelo tamanho do texto e parabéns pelo blog.

  4. William Andrews Hermenegildo 13/05/2017 / 20:01

    E o socialismo fabiano que defendia chegar ao socialismo através de reformas e democracia? O que acha dessa Ideia hoje?

    • Bertone Sousa 13/05/2017 / 23:10

      William, foi basicamente o que a social-democracia realizou. Há toda uma discussão sobre seu esgotamento enquanto projeto político, mas foi um meio importante de conquistas sociais e redução das desigualdades em muitos países.

      • William Andrews Hermenegildo 11/06/2017 / 0:43

        O que acha do Salvador Allende? Ele tentou instaurar um socialismo democrático no Chile, mas os EUA e a extrema direita não deixaram:https://pt.wikipedia.org/wiki/Salvador_Allende

  5. RONALDO DA SILVA THOME JUNIOR 13/05/2017 / 22:18

    Olá, professor. Trabalho numa livraria e usei suas palavras sobre este tema a respeito, com uma turma de garotos. Eu disse que o marxismo foi um remédio amargo para que o capitalismo mudasse por dentro.
    Comecei a ler o Manifesto do Partido Comunista, da editora Edipro. Por ora, a minha opinião é que este sistema foi um monstro criado a partir dos sintomas de uma sociedade terrível, no século XX. Mas não vi até agora nada que mostre Marx justificando massacres, assassinatos e afins. Minha pergunta é: MARX realmente incita a violência em sua obra, ou isso é resultado de uma perversão posterior de idéias?
    P.S.: mesmo não sendo de esquerda entendo que sobra dele nasceu como um grito de revolta. Pena que o grito parece ter sido alto demais.

    • Bertone Sousa 13/05/2017 / 23:21

      Olá, Ronaldo. Em relação à sua pergunta há duas coisas a considerar: primeiro, uma revolução é sempre a tomada violenta do poder. Marx tomou o jacobinismo como o modelo a partir do qual poderia teorizar a tomada do poder pelo proletariado. Depois da guerra civil francesa (Comuna de Paris), Marx escreveu um breve ensaio falando sobre o massacre do governo francês contra os comunardos e da importância da construção do socialismo pelo proletariado. Lênin retomou e ampliou essa discussão em “O Estado e a Revolução”. Em um sentido específico, Marx entendia que o socialismo não viria sem violência porque a burguesia não abriria mão facilmente de seus privilégios como classe dominante nem da exploração que exercia sobre o proletariado. Então, o socialismo seria a ditadura do proletariado sobre as antigas classes opressoras. E ditadura implica lançar mão da violência.
      O que Marx não fez foi justificar genocídios ou o massacre de trabalhadores e grupos étnicos por um Estado alheio a eles (embora supostamente instaurado em seu nome) e todo-poderoso. Discuti melhor o assunto nesse texto, tópicos 2 e 5: https://bertonesousa.wordpress.com/2016/12/11/2371/

      • RONALDO DA SILVA THOME JUNIOR 14/05/2017 / 20:31

        Obrigado, Bertone. Acho que essa era exatamente a ideia que eu tinha. Ou mais ou menos…

  6. Lia Souza 14/05/2017 / 9:38

    Professor poderia explicar para quem esta assistindo este confronto Eua x Russia se há ideologia no cenário ou é apenas guerra por mercado. Está acontecendo na América Latina uma penetração russa?

    • Bertone Sousa 14/05/2017 / 13:23

      Oi, Lia. Não, no caso da guerra Síria não é a questão ideológica, mas de hegemonia política na região. Desde que ascendeu ao poder, Putin tem tentado elevar a Rússia ao status de uma potência mundial respeitada novamente, como era no tempo da União Soviética. Tem investido em armamentos e feito intervenções militares pontuais para mostrar ao mundo uma Rússia novamente poderosa, como foi o caso da Crimeia e agora da Síria. Expandir a influência russa tem sido uma de suas metas e isso pode incluir a América Latina, mas mais no sentido de acordos comerciais e militares, e não com qualquer coisa que se assemelhe a uma invasão silenciosa ou coisa do tipo.

  7. Alan Costa 16/05/2017 / 16:49

    De fato é risível ver pessoas propagando por aí que a China continua o mesmo que era com Mao só que com Xi Jinping, acho que podemos chamar de completa ignorância ou desonestidade. Enfim, coisas dos espectros extremos que como dizem: OS EXTREMOS SEMPRE SE CONVERGEM, a eleição recente na França, que tinha no primeiro turno Mélenchon e La Pen, e seus respectivos debates, só comprovam essa tese da convergência inevitável.

    Professor, você acha possível de acontecer a famosa “terceira guerra mundial”, ou isso é conto de fadas?
    E o senhor acha que a Rússia de fato está querendo uma aproximação com os EUA? e se sim, o senhor acha que é uma estratégia ardilosa que o apolítico do Trump não percebe?

    • Bertone Sousa 16/05/2017 / 16:57

      Alan, não creio na hipótese de uma Terceira Guerra. O que acho preocupantes na aproximação de Trump e Putin é o perfil autocrata de ambos.

  8. Marcus Canesqui 18/05/2017 / 10:28

    Com a abertura do mercado chinês criou-se uma geração de oligarcas como na Russia? Onde as empresas estatais foram repassadas á políticos.

  9. Rafael 19/05/2017 / 15:56

    Alguém manda esse artigo para os seguidores do Olavão? Pra eles o Brasil está em vias de uma revolução socialista

  10. Rafael Silva 20/05/2017 / 6:42

    Rafael Silva:- Olá Professor Bertone! Em agradecimento a sua atenção ao texto que eu escrevi na sua matéria anterior sobre ”O Fim da História” de Francis Fukuyama, não vou me estender desta vez. Gosto de acompanhar as questões contemporâneas, o debate público e os dilemas e caminhos que a cultura deverá percorrer pelos próximos anos. Vou deixar a letra de um música:-

    –A letra é do trio canadense de hard rock/progressivo/pop RUSH. Neil Peart, o baterista e letrista foi um cara ligado as ideias da escritora objetivista Ayn Hand, no começo de sua carreira como músico.
    Depois isso mudou, quando ele começa a se concentrar na experiência humana, nas contradições e paixões do indivíduo, das tragédias e dos dramas de seu tempo.
    Foi um dos caras que escreveu sobre a guerra-fria nos anos ’80 (nos discos ”Signals”, ”Grace Under Pressure” em diante). Você pode encontrar boa parte das referências literárias dele no site ”Rush Fã Clube Brasil”. Que eu me lembre agora, vão de John do Passos a Philiph Roth, Ernest Hemingway, Nietzche e tantos outros. Neil Peart é um pensador da cultura e da história de seu tempo, muito bem informado e sincero.
    Vou deixar o link da música, no site você acha toda a obra do trio traduzida e comentada, várias entrevistas, com muitas referências literárias, artísticas e filosóficas que eles usaram pelo decorrer dos 40 anos de carreira. Não sei se o Professor Bertone vai gostar das músicas, mas eu acho que as letra valem muito a pena. Valeu!
    Um forte abraço ao pessoal de Tocantins!

    YOU BET YOUR LIFE – Roll The Bones Album, 1991

    PODE APOSTAR

    Apenas outro caçador, como um lobo no sol
    Apenas outro viciado em placar
    Apenas outra vítima das coisas que ele fez
    Apenas outro dia – na vida de uma arma carregada

    AS CHANCES SÃO IGUAIS – Você dá nome ao jogo
    AS CHANCES SÃO IGUAIS – Os riscos são os mesmos
    PODE APOSTAR

    Apenas outro vencedor, joga sua vida pelo ralo
    Apenas outra ilha em um furacão
    Apenas outro perdedor, como um gato na chuva
    Apenas outro dia – no caminho de um trem em alta velocidade

    AS CHANCES SÃO IGUAIS – Você dá nome ao jogo
    AS CHANCES SÃO IGUAIS – Os riscos são os mesmos
    PODE APOSTAR

    anarquista reacionário lacaio revisionista
    criação hindu muçulmana católica / evolucionista
    romântico racional místico cínico idealista
    expressionista minimalista pós-moderno neo-simbolista
    gênios de poltrona grafite existencialista
    desconstrução primitiva performance foto-realista
    be-bop ou one-drop ou um hip-hop light-pop-metalista
    adulto de ouro contemporâneo país urbano capitalista

    Apenas outro cigano com uma guitarra de plástico
    Apenas outra dançarina com seus olhos nas estrelas
    Apenas outro sonhador que estava exagerando
    Apenas outro bêbado – no volante de um carro roubado

    AS CHANCES SÃO IGUAIS – Você nomeia o jogo
    AS CHANCES SÃO IGUAIS – Os riscos são os mesmos
    PODE APOSTAR

    Música por Geddy Lee e Alex Lifeson / Letra por Neil Peart

    YOU BET YOUR LIFE

    Just another hunter, like a wolf in the sun
    Just another junkie on a scoring run
    Just another victim of the things he has done
    Just another day – in the life of a loaded gun

    THE ODDS GET EVEN – You name the game
    THE ODDS GET EVEN – The stakes are the same
    YOU BET YOUR LIFE

    Just another winner, pours his life down the drain
    Just another island in a hurricane
    Just another loser, like a cat in the rain
    Just another day – in the path of a speeding train

    THE ODDS GET EVEN – You name the game
    THE ODDS GET EVEN – The stakes are the same
    YOU BET YOUR LIFE

    anarchist reactionary running-dog revisionist
    hindu muslim catholic creation/evolutionist
    rational romantic mystic cynical idealist
    minimal expressionist post-modern neo-symbolist
    armchair rocket scientist graffiti existentialist
    deconstruction primitive performance photo-realist
    be-bop or a one-drop or a hip-hop lite-pop-metallist
    gold adult contemporary urban country capitalist

    Just another gypsy with a plastic guitar
    Just another dancer with her eyes on the stars
    Just another dreamer who was going too far
    Just another drunk – at the wheel of a stolen car

    THE ODDS GET EVEN – You name the game
    THE ODDS GET EVEN – The stakes are the same
    YOU BET YOUR LIF

    Música por Geddy Lee e Alex Lifeson / Letra por Neil Peart

  11. RONALDO DA SILVA THOME JUNIOR 01/06/2017 / 19:30

    Professor, tudo bem? Eu gostaria de pedir que você analisasse um post de um blog que encontrei na internet. Nele, são tecidas duras críticas ao Leandro Karnal. Porém, notei algo estranho… O autor parece sofismar falsamente um monte de bobagens sobre uma frase do filósofo, aproveitando para acusá-lo de embusteiro e sem vergonha. Ora, pois, não sei se você concorda, mas tenho percebido uma tática comum na direita hoje: analisar trechos isolados de autores e sofismar falsidades encima, sem qualquer análise séria ou recorrer a fontes para justificar opiniões. Você concorda comigo? Por favor, responda, pois acho que este sentimento é compartilhado por milhões de pessoas assim como eu.

    • Bertone Sousa 01/06/2017 / 20:52

      Ronaldo, quem alcança alguma visibilidade fica sujeito a esse tipo de ataque. É a típica postagem hater. O autor desse blog inclusive é olavete e isso diz tudo sobre o perfil de seus textos e argumentação.

      • RONALDO DA SILVA THOME JUNIOR 02/06/2017 / 7:03

        Olha que interessante: esse pessoal da direita extrema adora falar mal de Paulo Freire, que ele era mal professor… Não devem saber que ele foi professor de doutorado de Mario Sergio Cortella! E que Cortella foi secretário de educação da Erundina!

  12. RONALDO DA SILVA THOME JUNIOR 02/06/2017 / 7:04

    Valeu professor!!!!

  13. Anderson Borges 12/07/2017 / 8:42

    Olá professor!

    Gostaria de saber qual tipo de regime está estabelecido de fato no Vietnã, considerando que ele usa o “socialista” em seu nome. Abraço e parabéns pelo trabalho!

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