O que Fukuyama realmente escreveu em “O fim da História…”

fim do comunismoO livro O Fim da História e o Último Homem, do filósofo Francis Fukuyama, completa vinte e cinco anos. Publicado em 1992, teve origem em um artigo intitulado O Fim da História?, publicado três anos antes, em 1989 na revista The National Interest. Poucas obras que vieram a público neste mesmo espaço de tempo causaram tanta celeuma quanto esta. Celebrada por alguns e odiada por outros, o mundo acadêmico não ficou indiferente a ela. Hoje, com uma leitura atenta da obra e um olhar mais acurado sobre o contexto, é possível inferir que Fukuyama não foi bem compreendido por muitos e possivelmente nem lido por outros tantos. Então, ainda vale perguntar: o que ele realmente escreveu ali?

O Fim da História e o Último Homem foi escrito no calor dos eventos que levaram à queda do Muro de Berlim (1989) e ao fim da União Soviética (1991), e escancararam para o mundo as contradições e os problemas vividos pelo mundo socialista.

O livro começa com capítulos que descrevem as derrocadas de regimes autoritários de direita, como foi o caso das ditaduras militares na Europa, Ásia, África do Sul e América Latina nos anos 1970 e 1980, como também considerações sobre a crise e o fim do socialismo soviético. Fukuyama discute os impasses a que chegaram essas ditaduras e as pressões sociais que levaram a seu desmonte.

A tese central da obra é que, de todos os regimes políticos surgidos na história humana, das teocracias religiosas da Antiguidade até as ditaduras fascistas e comunistas do século passado, a democracia liberal foi o modelo que se manteve mais intacto e emergiu vitorioso por ter como elemento-chave a noção de soberania popular em contraposição às pretensões universalistas e totalitárias das demais ideologias.

Para mostrar a importância disso, ele usa Hegel para refutar a concepção materialista da história e afirmar que o homem não é apenas um animal econômico, um animal que produz riquezas, mas é também um ser que luta por reconhecimento.  Esse desejo de reconhecimento leva os homens à luta por prestígio e a reivindicarem para si valor e dignidade.

De acordo com ele, a concepção de história de Hegel é mais profunda que a de Marx, ou a de outros cientistas sociais, porque ele conseguiu apreender seu impulso não econômico. O mecanismo da luta por reconhecimento abarca uma compreensão mais ampla do homem, bem como das descontinuidades da história, as guerras e erupções súbitas de irracionalidade mesmo em momentos de tranquilidade econômica. De Hegel, Fukuyama também toma emprestada a noção de que o homem é um ser indeterminado e portanto é livre para criar sua própria natureza.

Ele explica que a história não precisa nem deve abrir mão de uma explicação econômica e a concepção do “reconhecimento” pode corrigir e ampliar a perspectiva econômica uma vez que permite recuperar uma visão histórica não-materialista, no sentido da versão marxista, e mais completa como compreensão da motivação humana.

A importância do “reconhecimento” Fukuyama também encontra em Platão, na República, o thymos, ou “espírito”. Em Platão, o thymos corresponde à terceira parte da alma, sendo as outras duas o desejo e a parte racional. Ele associa o thymos à autoestima, porque em Platão está relacionado ao valor que as pessoas dão a si mesmas e ao desejo que elas têm de reconhecimento desse valor. Ele também se relaciona à busca humana por dignidade, prestígio.

Foi o desejo de reconhecimento, por exemplo, que levou aos movimentos anti-comunistas na União Soviética, no Leste Europeu e na China. Esses movimentos resultaram de uma combinação de desejo de prosperidade com desejo de participação política.

Existem ainda outras noções ligadas ao thymos: a isothymia, que é o desejo de igualdade, ou ser reconhecido como igual; e a megalothymia, que é o desejo de ser reconhecido como superior aos outros. Ao primeiro estão relacionados os movimentos de luta contra escravidão, por exemplo, e ao segundo, as ambições políticas de tiranos como César, Stálin e Hitler. Esta, segundo ele, continua a ser a maior ameaça aos valores da democracia liberal.

Na primeira parte da obra ele discute os mecanismos que levaram a uma racionalização e modernização do mundo, especialmente a ciência e a guerra. Discute os movimentos que rejeitaram a tecnologia e a sociedade racionalizada, como os românticos do início do século XIX, os hippies dos anos 1960 e o fundamentalismo islâmico. Para ele, as consequências práticas das ideias desses movimentos seriam a desindustrialização, a redução dos avanços na medicina, retrocessos nas comunicações, nas políticas de controle de natalidade, diminuição da liberdade sexual e o retorno de muitas pessoas à vida de camponeses pobres, presos à terra e a ciclos intermináveis de trabalho pesado. Ou seja, em vez de libertar a humanidade de necessidades supérfluas, esses movimentos retrocederiam a épocas de mais dependência e perda de autonomia dos indivíduos.

Quando disserta sobre a América Latina, o autor critica a teoria da dependência desenvolvida nesta região nos anos 1960 e 1970 e segundo a qual os países do Terceiro Mundo estavam condenados a um atraso econômico e à dependência permanente dos países industrializados que, através de suas multinacionais e de relações econômicas desiguais, deixavam os países mais pobres na condição de exportadores de matérias-primas e importadores de produtos mais sofisticados das nações mais industrializadas.

Para Fukuyama, essa teoria se tornou por si mesma um obstáculo ao desenvolvimento desses países, que absorveram com ela um conjunto de ideias derrotistas. O autor usa exemplos da Ásia (Coreia do Sul, Formosa, Hong Kong, Cingapura, Malásia e Tailândia) para dizer que suas experiências bem-sucedidas de industrialização provam que o caminho para o desenvolvimento econômico é acessível a todos os países.

Para ele, a estagnação da América Latina se deve a duas causas principais: a primeira é cultural, isto é, os hábitos, costumes, religiões e estrutura social dos povos lantino-americanos representam um obstáculo a seu crescimento econômico. Ele ressalta que não existe conflito intrínseco entre religião e liberalismo e parafraseia Hegel quando este diz que foi o cristianismo que abriu caminho para a Revolução Francesa e o princípio da igualdade de todos os homens.

Mas nem sempre a religião se mostra inclinada à tolerância e à igualdade, e ela não cria per se sociedades livres. Na Inglaterra, por exemplo, o liberalismo político levou ao fim as guerras religiosas entre católicos e protestantes e desarmou a religião, que se tornou tolerante. E não ocorreu apenas na Inglaterra: o liberalismo, ele diz, derrotou a religião na Europa.

Em relação aos hábitos mentais, a América Latina produziu classes extremamente estratificadas, mutuamente hostis, voltadas para si mesmas. Isso se reflete na duração da escravidão no Brasil, por exemplo, com uma classe de senhores violentos e ociosos e um amplo contingente de escravos ociosos com pouca noção de liberdade.

A outra causa do fracasso do desenvolvimento econômico da América Latina ele chama de “explicação de natureza programática”, isto é, a América Latina, assim como outras partes do Terceiro Mundo, nunca tentou o capitalismo seriamente. Esses países são prejudicados por tradições mercantilistas que herdaram de suas ex-metrópoles da Península Ibérica dos séculos XVII e XVIII, além de o poder do Estado ser usado para favorecer as classes superiores, que sempre procuraram imitar as classes superiores da Europa, diferentemente de países como a Inglaterra, onde emergiu uma classe média empreendedora.

Ele ressalta que as políticas de substituição de importação adotadas nesses países a partir dos anos 1930 protegeram suas elites da competição internacional e limitou os produtores locais. Destaca também que as legislações trabalhistas introduzidas nos anos 1930 e 40 em países como Brasil, Argentina e Chile impediram esses países de desenvolverem uma mão de obra que elevasse suas indústrias ao mesmo padrão de crescimento dos países asiáticos.

A relação entre democracia liberal e desenvolvimento econômico decorre do fato de que a industrialização produz sociedades de classe média, mais exigentes em termos de participação política e igualdade de direitos. A classe média, por sua vez, é resultado da universalização da educação. Em sociedades liberais, a educação tem um viés emancipatório na medida em que leva as pessoas a questionarem preconceitos sociais e formas tradicionais de autoridade.

A educação também é responsável por instigar nas pessoas aquele desejo de reconhecimento de que o autor fala no início da obra. Ela o faz na medida em que leva os indivíduos a terem mais consciência de seu papel como cidadãos, maior senso de justiça e de dignidade.

Fukuyama também reconhece que em sociedades muito polarizadas em termos de classes sociais, nacionalidades ou religião, a democracia pode se tornar impotente e ficar refém da estagnação. Isso ocorre especialmente quando elites tradicionais, como grandes proprietários de terras, usam a própria democracia para escamotear grandes disparidades sociais e ainda acumular prestígio, status e poder. Ele chama esse domínio de antigas classes sociais de patologia social e afirma que isso origina uma oposição de esquerda igualmente intransigente, que associa democracia e corrupção e cresce alimentando o desprezo pela primeira.

Ele entende que regimes democráticos que protegem interesses de classes de grandes proprietários ociosos e com mentalidade arcaica não é funcional. Explica que a democracia não pode resolver disputas entre grupos étnicos e nacionais dentro de um mesmo território. Cita como exemplo o caso da União Soviética, que, segundo ele, não poderia se tornar democrática e permanecer unitária ao mesmo tempo porque não havia consenso entre as diferentes nacionalidades que a compunham.

Para ele, no decorrer da história, a humanidade viveu uma luta permanente entre diferentes formas de organização política e social, o que levou sempre ao triunfo de umas sobre outras, ao diálogo e refutação de umas às outras. O resultado disso é que parece não haver alternativa viável à democracia liberal porque essa forma de governo se mostrou a única em que as pessoas não demonstram descontentamentos radicais com seu modo de vida. Isso parece ter levado a história a um desfecho no sentido de que chegamos a uma conclusão desse diálogo. Há outro fator que pesa a favor das democracias liberais: as guerras entre elas são raras, ou inexistentes. As relações entre nações democráticas são predominantemente pacíficas.

Depois do fim do comunismo, a maior ameaça ao liberalismo vem do fundamentalismo islâmico, que apresenta, segundo ele, semelhanças com o fascismo europeu. A força desse radicalismo está relacionada ao desejo de dignidade do mundo islâmico que se mostrou incapaz de assimilar as técnicas e os valores do Ocidente e manter a coerência de sua sociedade tradicional.

 Num futuro próximo a humanidade deverá se dividir em Estados pós-históricos e Estados históricos: no primeiro grupo estão os países que alcançaram maior êxito com a democracia e, no segundo, países que ainda convivem com conflitos de diversas naturezas: religiosos, nacionais e ideológicos. Para os Estados pós-históricos a maior dificuldade que enfrentarão será com a imigração e os problemas para encontrarem soluções para contê-la sem que com isso formulem políticas de exclusão de estrangeiros. O mundo pós-histórico também enfrentará problemas de ordem econômica, como administração de dívidas internas e externas, empregabilidade, cooperação para enfrentar problemas referentes ao meio ambiente, etc.

As experiências do século XX deixaram claro que a democracia liberal é muito mais preferível a seus principais concorrentes: o fascismo e o comunismo. Disso não decorre que ela realizará o projeto do comunismo de igualdade plena. Na última parte do livro, chamada “O Último Homem”, Fukuyama esclarece que algumas desigualdades e diferenças de dignidades nas democracias liberais são inerradicáveis. Ele reconhece a importância do Estado de Bem-Estar social (Welfare State) que em muitos países atuou na regulamentação do comércio, em políticas de redistribuição de renda dos ricos para os pobres e promoção de programas de seguro social.

Essas políticas foram importantes para a “sociedade de classe média” – termo que ele considera ainda inadequado, uma vez que as democracias modernas ainda têm uma estrutura mais piramidal do que igualitária. De todo modo, as sociedades de classe média continuarão a ser não igualitárias sob muitos aspectos, mas isso será mais em decorrência da desigualdade natural dos talentos, à cultura e divisão do trabalho. Qualquer esforço, diz ele, para levar a igualdade social além desse ponto irá resultar no mesmo fracasso do projeto marxista, pois os projetos que seguem essa linha necessariamente lançarão mão de Estados totalitários.

O fato de a democracia liberal ter levado a menos descontentamento social que outras formas de poder não significa que, se num futuro o mundo estiver repleto de democracias liberais, as guerras e conflitos simplesmente irão desaparecer. Os homens, diz Fukuyama, poderão lutar apenas pelo gosto de lutar, pelo tédio de viver em paz. Ele menciona dois exemplos para corroborar esse pensamento: os movimentos estudantis em 1968 na França e a Primeira Guerra Mundial.

Os estudantes que paralisaram a França em 68 viviam numa sociedade próspera e livre, e eram bem posicionados socialmente. Mas ao mesmo tempo viviam numa sociedade onde os ideais de luta e sacrifício estavam ausentes e foram às ruas motivados por isso. Algo semelhante ocorreu quando foi deflagrada a Primeira Guerra. A Europa vivia décadas de paz e prosperidade, mas muitas pessoas queriam a guerra porque estavam cansadas da vida civil pacífica e da monotonia dos tempos de paz.

Fukuyama conclui que nenhum modelo de sociedade pode satisfazer todos os homens em todos os lugares, incluindo, é claro, a democracia liberal. Mesmo a liberdade e a igualdade geram insatisfações e em alguns indivíduos o desejo de recomeçar a história. Em Platão o thymos não era necessariamente bom ou mau, mas deveria ser ensinado a servir ao bem comum. A cidade deveria ser governada a partir de um equilíbrio entre as três partes da alma: razão, desejo e “espírito” (thymos). Se admitimos que a moderna democracia liberal é o sistema político que melhor promove esse equilíbrio, então a ameaça principal a ela pode vir da hipervalorização do reconhecimento, a megalothymia.

Considerações finais

Vinte e cinco anos depois, o livro de Fukuyama continua atual em muitos aspectos. Não há dúvida de que se trata de uma obra de primeira importância sobre o mundo contemporâneo, uma interpretação histórica erudita e perspicaz que deve permanecer como uma referência. Longe de esgotar a obra, esse resumo objetivou apenas esclarecer alguns pontos de maior relevância tratados ali.

Ele tem o mérito de não propor uma nova utopia social e de entender até que ponto podemos construir uma sociedade mais ou menos igualitária depois das tragédias que representaram o fascismo e o comunismo. Também não idealiza o capitalismo. Sua proposta de entender a história a partir do conceito de “luta pelo reconhecimento”, sem com isso abrir mão de outros horizontes, como a história econômica, é bem justificada e bem desenvolvida com um diálogo que vai de Platão, passando por Hobbes, Locke, Hegel, Nietzsche, entre outros.

No Brasil, o livro se tornou praticamente um anátema para a esquerda. Muito criticado e pouco lido, menos ainda compreendido, Fukuyama se tornou a caricatura de um monstro a ser exorcizado. Mas suas críticas à teoria da dependência e ao marxismo, por exemplo, merecem apreciação.

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9 comentários sobre “O que Fukuyama realmente escreveu em “O fim da História…”

  1. Rafael Silva 10/05/2017 / 12:00

    Olá Professor Bertone! Saudades do seu trabalho e do estado de Goiás que eu gostaria de conhecer. Para uma pessoa como eu, que acompanha o debate público em São Paulo, a situação beira o sufoco do ponto de vista das ideias.
    Um dos poucos a citarem Fukuyama, na época, causando as polêmicas de sempre foi Roberto Campos. Um pouco depois, surgiria uma das maiores controvérsias do meio intelectual naquela época- ”Regras Para Um Parque Humano” do filósofo alemão Peter Sloterdijk, num debate em contraponto ao pensamento de Jürgen Habernas, nome famoso da escola de Frankfurt.
    Sobre o que eu, pessoalmente conheço deste parque na Europa (nunca fui pra lá, mas o negócio meio que bateu). A força que a música eletrônica pegou na Europa nos ’90, as raves, as novas drogas lisérgicas misturas a opióides, a arte-pós moderna, fazendo um uso desenfreado do ”niilismo” seja pelo sexo, pela banalização da violência, em clubes alternativos, em que se trabalham obras de ”arte” com sangue, fezes, bizarrices em geral, um espetáculo de horrores para o culto do mórbido, por plateias seletas. Multicultural, sem o devido trabalho de harmonização das culturas em questão, num sentido homogêneo, sem a patrulha do termo ”apropriação cultural”. Multiculturalismo sempre teve em certos aspectos, você pode ver o Rock, o Jazz, a Música Brasileira, Latina e o monte de influências, os números que usamos são árabes, o nome das coisas tem origens diferentes. Logo, este ”parque de bem-estar-social de prazer imediato” teria um custo, e necessidade de regras, e o conflito dos que não concordam ou não participam, mais o problema de transformar preconceitos em ideologia, negócio ou arma política. Um assunto sério, absorvido pelo mercado, revoluções à venda!
    No sentido ”conservador” (que até parece um palavrão!) eu uso o exemplo de autores como Michael Oakeshott (nem reacionário, nem revolucionário) ” Uma disposição política conservadora, no entanto, não recusa apenas as ambições utópicas (e futuras) dos revolucionários. Ela permite, igualmente, distinguir o conservador da sua caricatura habitual: o reacionário. Nas palavras de Anthony Quinton, o reacionário não será mais do que um ‘revolucionário do avesso’: alguém interessado em efetuar um corte semelhante com o ‘riso presente’, de forma a precipitar a sociedade, não para uma ‘felicidade utópica’ futura, mas para uma ‘felicidade utópica’ passada.” (uma das frase do autor, quase um romântico, não um raivoso como têm aparecido por aí, não uma ”ideologia conservadora” que é o reacionarismo radical). Detalhe, eu postei esta frase num blog de discussões filosóficas, muito movimentado, ”quente e nervoso por vários lados” com as questões contemporâneas, e no Brasil nem se fale, ninguém postou, comentou, ficou o silêncio, pronto pensei, o louco sou eu!
    Meu, o texto tá uma bagunça, mas vou tentar concluir. As revoluções dos ano ’60, ”a new left” norte-americana, o maio de ’68, a revolução cubana, estão sendo tratadas pela juventude dos dias de de hoje, num sentido de deja-vú, ”vamos fazer estas revoluções novamente”, no caso de ’68, me perdoe a dureza, mas uma mera revolução de mimados, de entediados (que tem surtido grande influência no Brasil). Veja o que a ”revolução sexual” está fazendo na Noruega e na Suécia, politicamente correto radical. Experimentos sociais de todo tipo. Acredito numa sociedade com informação em relação a liberdade das pessoas escolherem sua identidade sexual, não formar estas identidades desde criança, deixa chegar um pouco de maturidade e o indivíduo escolhe, ou vive o que seus sentimentos estão pedindo, paixão ninguém segura, sou o primeiro a reconhecer isto. A chamada ”construção social” dos papéis de homens e mulheres vem dos tempos da escola de Frankfurt e seus contemporâneos.
    Obrigado Professor Bertone, depois eu me aprofundo mais em artistas e movimentos culturais envolvidos nestas questões, dos anos ’90 prá cá. A lista é longa, e nos últimos 20 anos formou-se um conjunto de influências no cenário que vivemos hoje. Peço sua opinião, estou vivendo e observando, apenas, sem militância raivosa e estímulo a boa-convivência. Até!

    • Bertone Sousa 10/05/2017 / 14:15

      Rafael, responder seu comentário daria outro texto, mas obrigado pela interação.

  2. Yan Borges 10/05/2017 / 12:39

    Professor Bertone Sousa,o quê você dessas pages de facebook de esquerda como Meu Professor de História e Anacormiguxos V?

    • Bertone Sousa 10/05/2017 / 13:58

      Yan, não acompanho nenhuma delas, mas de vez em quando vejo publicações dela na minha TL. No geral, as páginas de esquerda no face são rasas e falam sempre as mesmas coisas, como se fosse para crentes. O mesmo em relação à direita.

  3. Edson José da Silva 10/05/2017 / 13:59

    Professor, ótima sua análise do livro de Francis Fukuyama, explica claramente porque este país ainda é dependente de tecnologia estrangeira, porque seu povo tem baixa estima, o descaso das elites, a paranoia da esquerda inculta, e a megalothymia dos adeptos do capitalismo tupiniquim do “salve-se quem puder”, abraços!

  4. Aleksander Costa Pinto 10/05/2017 / 16:31

    Excelente análise! O professor conhece o trabalho de estudiosos como Eric Voegelin? Mário Ferreira dos Santos? A concepção de Política desses autores parece-me bem realista e em alguns momentos convergem para as percepções de Fukuyama.

  5. Gustavo Leite 10/05/2017 / 18:09

    Eu comprei um exemplar do “Fim da História” num sebo. Ainda não li, está na fila. Talvez por esse seu artigo eu o adiante.

    Tenho também na lista dos comprados e ainda não lidos: “A Terceira Onda” do Alvin Toffler (na verdade já li há mais de 20 anos) “Guerra Germes e Aço” do Jared Diamont, e o “O Choque de Civilizações” do Samuel Huntington.

    Outro que vou botar na lista é o tal “Sapiens” do Yuval Noah Harari, de quem falam muito.

  6. Detalhe interessante sobre o trecho: “De Hegel, Fukuyama também toma emprestada a noção de que o homem é um ser indeterminado e portanto é livre para criar sua própria natureza”. Essa ideia é muito próxima das ideias existencialistas de Sartre.

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