O que Bolsonaro representa para o Brasil

direitos humanos bol.Desde as manifestações de junho 2013, um forte clima político de descontentamento com todos os partidos emergiu e ganhou a adesão principalmente das classes médias. A partir de 2015, com o avanço da Lava Jato e o descrédito em que caiu virtualmente todo o campo das esquerdas, foram elas que capitanearam as manifestações anti-Dilma e deram o tom do mal-estar geral que culminou no impeachment. 

Frente ao cenário de crise política e econômica, a extrema direita voltou aos holofotes. Inicialmente, ela queria uma intervenção militar, mas como as Forças Armadas não lhes deram atenção, tentaram encontrar uma figura no cenário político que de alguma forma reverbere seus ideais. É aí que entra Bolsonaro. Apesar da completa inabilidade política e do jeito patético, Bolsonaro ocupa a lacuna de liderança que a extrema direita queria preencher.

Ele ganhou notoriedade unicamente por causa de suas opiniões visceralmente antipetistas na imprensa. Já vociferou contra mulheres, contra homossexuais e imigrantes. Ganhou as manchetes quando disse para uma deputada petista que “só não a estupraria porque ela não merecia[1]” e quando chamou os refugiados que chegavam ao Brasil de escória do mundo, numa alusão a imigrantes sírios, haitianos e bolivianos[2]. Em uma ocasião em que chegou a trocar empurrões com outro deputado na Câmara, Bolsonaro alegou que os militares livraram o Brasil de uma ditadura[3].

Na votação do impeachment na Câmara, no dia 17 de Abril, homenageou o coronel Carlos Alberto Brilhante Ustra, “o terror de Dilma”, disse ele. Ustra foi um notório torturador da ditadura, que inseria ratos na vagina das prisioneiras, entre outras atrocidades. O fato de Bolsonaro tê-lo homenageado para zombar de Dilma desvela seu desprezo pela dignidade humana e a baixeza de seus ideais políticos. Suas declarações vão além: numa completa ignorância sobre os direitos humanos, disse na Câmara que “são o esterco da vagabundagem[4]”; e sobre a busca pelos restos mortais de guerrilheiros do Araguaia, falou que quem procura osso é cachorro. Ele nunca propôs nada relevante e gosta de falar contra os “os comunistas” no poder, referindo-se ao governo petista.

As pessoas que o aplaudem não são doentes, não são loucas, são apenas medíocres. Elas se tornam assim em virtude da adesão a um discurso ideológico que estabelece uma cisão entre bons e maus na sociedade, cabendo aos bons combater e erradicar os maus. O pensamento fascista opera dessa forma. O fascismo torna as pessoas medíocres porque as dispensa de pensar, tudo o que precisam é acreditar que estão combatendo um inimigo poderoso que quer destruir o que mais prezam: a religião, a família, os costumes.

Absorvido pela massa, o indivíduo medíocre passa a desprezar a democracia e a cultura erudita (ele lê panfletos e quer queimar livros, por exemplo). Ele abandona a relação dialógica com o poder e com a alteridade: ao invés de ouvir e falar, ele grita palavras de ordem, acusações, xingamentos, bate panelas, evoca o militarismo como solução, pede o fim de direitos e liberdades. O homem medíocre precisa de um líder para venerar e aplaudir, alguém que ele acredite estar acima de toda corrupção e que possa pôr fim a ela. Ele se dispõe a jogar a democracia no lixo por seu líder. É em momentos de fortes tensões sociais, crise política e econômica que esses sentimentos afloram e homens como Bolsonaro deixam a insignificância política e passam a ser venerados como salvadores da pátria[5].

O filho de Bolsonaro e também deputado federal, Eduardo, elaborou um projeto de lei que torna ilegal o Partido Comunista. A sanha antidemocrática de pai e filho é patente. Eduardo alega que o comunismo matou milhões e seu símbolo e apologia devem ser criminalizados assim como fazemos com o nazismo. Ele faz aqui uma confusão entre nazismo e comunismo para justificar a equalização de ambos, um assunto sobre o qual já esclareci em outro texto[6]. Embora ditadores como Stálin, Mao e outros tenham deixado muitos mortos, o comunismo não é uma doutrina política que agrega uma visão de mundo racista e genocida, como o nazismo.

Quando os europeus criticam o comunismo estão se reportando ao socialismo real, criado por Lênin e levado adiante por Stalin, a experiência do totalitarismo que viveram de perto. É isso que leva, por exemplo, os europeus do leste a mudar os nomes de ruas, praças e avenidas que homenageiam ditadores da era soviética. Além disso, não existe mais movimento comunista internacional, os partidos que se chamam de comunistas nas democracias ocidentais sequer defendem revolução armada e ditadura do proletariado e seus programas de governo são essencialmente socialdemocratas. O maior problema dessa direita é nunca ter compreendido o significado histórico da queda do muro de Berlim – uma crítica que pode ser estendida a setores da esquerda também, cuja retórica de Guerra Fria, em parte, alimenta e mantém a existência de personagens como Bolsonaro.

A maior parte das pessoas não compreende as diferenças entre direita e esquerda. Elas querem viver bem, pagar menos impostos, ter direitos trabalhistas assegurados e serviços públicos de qualidade. Esquerda e direita são noções que têm mais importância na vida intelectual do que na vida social e mesmo na atividade política. Siglas dificilmente definem um partido como esquerda ou direita em nossos dias, principalmente na complexa vida política do Brasil. Mas embora as pessoas não compreendam os conceitos, elas são interpeladas por discursos e práticas que assumem um lado político: hoje, os que falam em ideologia de gênero, querem silenciar professores nas escolas, falam em nome de uma “família tradicional”, denunciam o que chamam de ameaça comunista, os que se colocam contra cotas, contra o bolsa família, contra programas sociais de um modo geral e até contra o ensino público e gratuito, falam em geral a partir de uma posição conservadora e de direita.

A ascensão desse grupo é resultado do recuo da hegemonia intelectual das esquerdas no campo da cultura e até das manifestações de ruas. Nos últimos anos, especialmente nos últimos meses, houve uma infantilização no debate político que levou ao recrudescimento de posições polares e limítrofes. No campo político, o Congresso se tornou um foco dessas discussões por ser o mais conservador desde o início do regime militar. Que uma democracia deve conviver com a pluralidade de ideias e valores, isso é necessário e salutar. Mas quando a coexistência degringola para atos de intolerância e projetos de lei que criminalizam o outro por falta de um entendimento histórico sobre determinados eventos, independente de qual lado partem essas atitudes, então a própria democracia fica ameaçada.

Hoje, a direita está na berlinda porque tem mais visibilidade. E é difícil no atual momento político brasileiro distinguir a direita da extrema direita, de tão próximas que se encontram em variados momentos. A extrema direita ressuscitou o anticomunismo, espalhou teorias de conspiração e inverdades históricas a granel, disseminou o ódio a Marx, às esquerdas e até a professores universitários de esquerda. Junto com ela estão religiosos conservadores que abraçaram a retórica da ameaça comunista e falam em “ideologia de gênero” como parte de uma conspiração de esquerda.

Há alguns meses, Bolsonaro e Feliciano articularam a formação de uma chapa para a campanha presidencial de 2018. Não sabemos ainda se essa pretensão de aliança terá futuro. Tudo o que há de retrógrado em termos de direitos humanos, antiliberalismo, antilaicismo e até um pensamento protofascista está agregado nas ideias desses dois homens. Nos últimos anos, o PSC (Partido Social Cristão) saiu da base aliada do governo Dilma (!) para tentar se projetar como uma força conservadora de oposição ao PT. Bolsonaro se filiou ao partido para dar força a esse projeto.

Com eles estão os que defendem mandar para a cadeia mulheres que abortam, proibir discussão de gênero nas escolas, retirar direitos trabalhistas, os que defendem cura gay e a proibição do casamento homoafetivo e os que não têm uma opinião bem formada sobre tudo isso mas votariam neles como um protesto contra o PT. Uma pesquisa do Datafolha de março projetou vários cenários possíveis de uma eleição presidencial. Bolsonaro não se saiu bem em nenhuma delas, com menos de dez por cento das intenções de votos. É difícil projetar qualquer possibilidade de futuro nesse momento, mas o crescimento de uma direita radical e com pouca afeição a liberdades democráticas não deixa de ser um fato expressivo de nossos dias.

O fato de os conservadores se sentirem representados por parlamentares como Bolsonaro e Feliciano atesta o nível de incultura dessas pessoas e o pensamento autoritário que defendem. É como se valesse qualquer coisa contra o PT, até pedir ditadura, além de aderir a pensamentos preconceituosos e teorias conspiratórias sob o mote de fazer frente a um comunismo que há décadas não existe mais. A direita se deixou dominar por uma histeria que há algum tempo ameaça seriamente as liberdades democráticas. Essa direita não é liberal, seu anticomunismo extemporâneo a empurrou para um pensamento chauvinista, avesso a minorias e a direitos humanos. Ela é o que temos de mais retrógrado e antidemocrático desde o fim do regime militar.

Esse momento pelo qual estamos passando é delicado, direitos civis estão recuando com a ação do Congresso, assim como de câmaras legislativas estaduais e municipais em todo o país e um pensamento ultraconservador ganha força dentro e fora do poder na esteira da atual crise. Existem ameaças reais à laicidade do Estado e a liberdades democráticas. Estamos caminhando numa direção nada promissora.

Notas

[1]http://www1.folha.uol.com.br/poder/2014/12/1559815-para-rebater-deputada-bolsonaro-diz-que-nao-a-estupraria.shtml

[2]http://exame.abril.com.br/brasil/noticias/bolsonaro-chama-refugiados-de-escoria-do-mundo

[3]http://ultimosegundo.ig.com.br/politica/2016-03-22/bolsonaro-diz-que-exercito-livrou-pais-de-ditadura-e-quase-sai-na-mao-na-camara.html

[4] Confira essa fala AQUI.

[5] Um exemplo disso foi a recepção de estrela que Bolsonaro e seu filho tiveram em Recife, Pernambuco, em novembro de 2015: http://www.diariodepernambuco.com.br/app/noticia/politica/2015/11/05/interna_politica,608534/jair-bolsonaro-e-recepcionado-no-recife-como-popstar.shtml

[6]https://bertonesousa.wordpress.com/2014/10/19/socialismo-e-nacional-socialismo-a-esquerda-e-a-direita-autoritarias-do-seculo-xx/

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14 comentários sobre “O que Bolsonaro representa para o Brasil

  1. Pedro Sousa 10/06/2016 / 23:24

    Muito bom, professor! Explicou muito bem a situação atual.

  2. Rafael Ferreira Pinheiro 11/06/2016 / 16:21

    Professor, excelente texto, explana bem os motivos(muitas vezes confusos) que fazem as pessoas apoiarem o deputado do texto e como perigoso ele é para uma democracia que inclua(e não uma republica velha como ele quer). Mesmo ele não tendo chegado a 10% nas pesquisas, fico preocupado com a “ascensão” desse conservadorismo religioso, porque tem religiosos em todos partidos e parece que o compromisso deles é com”deus” e não com o estado e a população, um exemplo é que aqui no Ceará uma dessas deputadas simplesmente conseguiu tirar o direito de estudantes do nível fundamental e médio usassem o nome social.E você, já leu o livro O Mal Ronda a Terra, do historiador Tony Judty?

  3. Fabrício Farias 13/06/2016 / 12:16

    Muito bom texto professor Bertone! Momento pra lá de complicado e nesse sentido, lendo uma matéria em outro site, me faz pensar o quanto a democracia, enquanto uma constante disputa de sentidos e significados etá longe de ser alcançada aqui no Brasil tendo em vista o que ocorre na Suécia, tema da reportagem a que me refiro e que deixo o link ao fim do comentário. Professor, há algum pensador de direita que você recomendaria? Abraços

    http://operamundi.uol.com.br/conteudo/perfis/44339/so+uma+democracia+forte+suporta+uma+cultura+prospera+e+livre+diz+ministra+sueca+alice+bah+kuhnke.shtml#

    • Bertone Sousa 13/06/2016 / 12:35

      Fabrício, é mais importante ler os clássicos do que ficar buscando ideólogos de direita ou esquerda.

      • Professor. pegando carona no assunto, considerando-se autores clássicos, o que um entusiasta de ciência política deveria ler, para se inteirar do que efetivamente propõe a direita?
        Entre os autores respeitados, apenas Toqueville me vem a cabeça, por isso gostaria de saber se há mais algum nome a considerar.

      • Bertone Sousa 14/06/2016 / 12:23

        Rodolfo, clássicos não são de direita nem de esquerda. A abordagem deles vai além dessas margens, eles apreendem o universal no particular, por isso são clássicos.

  4. André 15/07/2016 / 13:20

    “O maior problema dessa direita é nunca ter compreendido o significado histórico da queda do muro de Berlim – uma crítica que pode ser estendida a setores da esquerda também, cuja retórica de Guerra Fria, em parte, alimenta e mantém a existência de personagens como Bolsonaro. ” perfeito, essa é a chave.
    Parabéns pelo texto, concordo plenamente com a análise.
    Sabe, na época do impeachment andei pesquisando intelectuais de esquerda que eram a favor dele. Era impressionante, só a direita era a favor, os da esquerda estavam tapados, mesmo os respeitáveis como o safatle. Encontrei o Gabeira e o Ghiraldelli. Só q o primeiro não é exatamente um intelectual e o segundo é um bruto, mau caráter, um boçal que não sabe dialogar nem lidar com o público.
    Então (re) descobri este blog, que passarei a acompanhar com frequência. Sei que não é o mais correto, intelectualmente falando, ler apenas o que ratifica nosso pensamento, mas é o que posso fazer com o atual excesso de informações – ler criticas, opiniões e ideias que fazem sentido para mim.
    Abraços

  5. Marcus Canesqui 06/01/2017 / 9:06

    Perguntado sobre o que é a direita, o excelentíssimo deputado Bolsonaro responde: “É o oposto da esquerda”. Ou ele acha que as pessoas são burras, ou ele quer esconder a própria. Não sabe o significado do que é direita e esquerda. Um burro representando outros milhões da mesma espécie. Não posso respeitar alguém idolatra torturador.

  6. Danusa Lorenzonni 24/01/2017 / 23:36

    Por favor, professor Bertone, não me confunda com a Danusa Leão!(risinho nervoso). Bom, brincadeiras à parte, deixe-me que me apresente. Sou esposa de um diplomata dinamarquês e morei em Conpenhague por mais de dez anos, entre 1988 e 1999. Falo fluentemente o idioma dinamarquês. Bons tempos aqueles. A Dinamarca é um país admiravel, bem como são notáveis o seu povo e sua cultura. Vivi os melhores anos de minha existência lá. Porém, recentemente estive revisitando a pequena nação nórdica e já percebi algumas mudanças para pior. Infelizmente. Aumento da criminalidade, apesar de nem de longe ser comparada com a nossa, maior decadência nos serviços públicos, como saúde, educação, assistência social ao idoso e à criança, piora nos meios de transporte e mobilidade urbana, embora tudo isso nem pode ser comparado, em termos de problemas, com a situação brasileira, em todos os aspectos. E o mais relevante: a democracia continua mais sólida e madura do que nunca, sem falar ainda dos baixíssimos níveis de corrupção, tanto no setor privado como no público. E eles já combatem essa praga daninha há mais de trezentos anos, desde que o país ainda era uma monarquia absoluta ou semi-absoluta. Lá, nos anos 80, meu marido e eu íamos ao mercado fazer compras, deixando, displicentemente o nosso carro estacionado à beira da calçada, aberto e com a chave na ignição! E ficávamos lá fazendo nossas compras por mais de uma hora ou mais e o nosso automóvelá fora, tudo na maior tranquilidade! E isso durante os dez anos que moramos em Copenhague. E a educação, a fineza, os bons modos e o altíssimo nível de cidadania das pessoas no trânsito, dirigindo seus respectivos carros ou apenas como pedestres, era algo inacreditável, comparando com a selvageria sobre rodas daqui do Brasil. Isso ainda não se perdeu naquele povo. Graças a Deus! É uma sociedade com um elevado senso de civilidade e sabedoria interpessoal. Vizinhos ótimos, solidários, simpáticos, prestativos, sem exceção. E não são racistas. As minhas duas babás negras que levei daqui, eram tratadas como seres humanos, sem nenhuma distinção ou preconceito. Elas frequentavam as festas e os clubes de lazer comigo e meu marido e nunca foram observadas de modo diferente. E o mais interessante é que nas festas das embaixadas onde meu marido e eu íamos com as duas, para cuidarem dos nossos dois pequenos, elas eram tratadas como duas “consulesas” por todos, desde o porteiro até algum membro da Família Real. Inclusive, a própria Rainha Margrete, com toda sua educação, fazia questão de cumprimentar as minhas duas empregadas com um beijo no rosto de cada uma delas. Ah! Se fosse aqui no Brasil… Ambas nem passariam da portaria! Mas, gente fina é outra coisa, não é mesmo? A Dinamarca já atingiu esse alto grau de civilização, tão raro nesse nosso mundinho. Algo raro até mesmo na Europa, com exceção de Suiça, Luxemburgo, Liechstentein, Monaco, Suécia, Holanda, Noruega, Países Baixos, Alemanha, Áustria, Hungria, Repúlica Tcheca, Eslováquia, Croácia, Polônia, e um pouquinho o Reino Unido, França, Grécia e ANDorra. Estes países, em geral, onde suas respectivas sociedades já atingiram um alto grau de civilização e cidadania, aliás, duas palavras cujas raízes etimológicas se aproximam. Faço questão de homenageá-los aqui. Conheço todos eles como a palma das minhas mãos. São a fina-flor da Civilização Ocidental, em todos os setores da vida humana, Cultura, Ciência, Literatura, T

  7. Danusa Lorenzonni 25/01/2017 / 16:11

    Professor Bertone! Desculpe-me” Como sou tonta! Em vez de ter postado o meu comentário abaixo no seu artigo “Da Social-Democracia ao Neo-Liberalismo”, vim postá-lo aqui neste, sobre Jair Bolsanaro! “Bolsanaro”( risos). Por favor, transfira-o para aquele.

    • Bertone Sousa 25/01/2017 / 16:16

      Oi Danuza, bem que eu não havia entendido mesmo o motivo do seu comentário nesse texto. Não é possível fazer transferência de comentário de um texto para outro. Se você quiser, você pode copiar e colar na parte de comentários do outro texto, e eu apago aqui. Abraços.

  8. Danusa Lorenzonni 26/01/2017 / 8:57

    Tudo bem, professor Bertone. Farei isso. Estou adorando o seu blog. Abraçõs, também.

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