A queda moral e política do PT

DilmaRichard Pipes, em um de seus livros sobre a Rússia Soviética, fala sobre as continuidades da monarquia czarista sobre o regime instaurado pelos bolcheviques, entre elas o patrimonialismo. O caráter autocrático da monarquia, como controle do Estado sobre a informação, apropriação dos recursos do país e ausência virtual de propriedade privada foram todos absorvidos pelos comunistas liderados por Lênin. Lênin, diz Pipes, era ainda mais autocrático que os czares, se imiscuía em todas as questões de Estado e tratava o país como seu domínio privado.

Hoje, no Brasil, não existe um só partido de esquerda cuja organização e funcionamento não seja ainda leninista. Lula é um exemplo disso. Lula nunca quis sair do governo e não consegue aceitar que a esquerda governe sem ele. Os grampos telefônicos da PF nos mostraram um Lula sobre o qual pouco ou nada conhecíamos: o homem que quer estar acima da lei, que afronta o judiciário e vê o poder como uma extensão de sua vontade política.

O PT, é claro, não começou a corrupção nem o desvio da Petrobrás, mas instrumentalizou a corrupção como uma prática sistemática de financiamento do partido e fez isso com muito mais eficácia do que qualquer outra legenda. Para as lideranças do partido, isso não era amoral se usado para o bem maior de proporcionar os programas sociais. Foi assim que Lula e o PT saíram quase incólumes do mensalão. A situação começou a ficar ruim, mesmo para uma parte da militância, quando as investigações da Lava Jato evidenciaram que a corrupção não era usada apenas pra programas sociais, mas também para enriquecimento pessoal dos líderes.

O PT, juntamente com a base aliada e até mesmo uma parte da oposição, conseguiu se apropriar dos recursos do país, porém não conseguiu dar o passo seguinte que seria o controle da informação, ou a censura à imprensa, defendida através da regulação da mídia, uma medida exposta num Congresso do Partido em 2011. Para compensar isso, passou a financiar um jornalismo chapa-branca de viés estritamente militante, com nomes como Paulo Henrique Amorim e Luís Nassif sendo as pontas de lança desse processo.

O PT foi fundado, no início dos anos 1980, como uma alternativa à esquerda que fugia ao pensamento autoritário dominante em legendas como PCB e PC do B. Era um projeto de uma esquerda democrática que também buscava fugir dos vícios da política populista anterior a 1964. Mas a forma de conduzir o partido ainda permaneceu fundamentalmente leninista. Hoje podemos ter mais clareza disso quando vemos que José Dirceu protagonizou todos os escândalos envolvendo o partido, incluindo a morte de Celso Daniel. Mensalão e Petrolão fazem parte de um mesmo esquema pelo qual o partido passou a ver o país como seu domínio privado.

A política de cooptação, compra de votos e desvio de dinheiro público jamais foi condenada dentro do PT. Lula negou o mensalão, Dilma não interveio no esquema da Petrobrás e às vésperas da votação do impeachment na Câmara o governo literalmente tentava comprar votos de partidos e parlamentares para evitar a deposição. Não havia sequer a preocupação de esconder isso, tudo feito às claras e até mesmo Collor e Maluf, quem diria, ficaram escandalizados com a veia corruptora insaciável do PT.

Se um governo do PSDB ou do DEM estivesse sendo acusado dos mesmos crimes que o PT hoje está, não tenha dúvida de que não haveria um só petista, uma só pessoa de esquerda que não estivesse agora clamando por impeachment ou por novas eleições. O petista age com o seguinte raciocínio: fazer impeachment contra outro é defender a democracia, contra nós é golpe, é fascismo. O argumento que embasa esse raciocínio é que Eduardo Cunha é réu da Lava Jato e vários outros parlamentares são investigados. Independente disso, enquanto essas pessoas estiverem lá, são elas que têm legitimidade para julgar a presidente e é de acordo com a Constituição que ela está sendo julgada.

O que é mais intrigante em toda a retórica dos aguerridos defensores do governo é que eles fecham os olhos para todos, absolutamente todos os crimes e erros cometidos pelo PT que vieram a público: mensalão, petrolão, envolvimento da cúpula petista com o assassinato de Celso Daniel, estelionato eleitoral, desvio de mais de três bilhões de reais da reforma agrária, que beneficiou empresários, funcionários públicos e até pessoas que já morreram, cooptação de movimentos sociais (incluindo o MST, que jamais se manifestou contra isso) e sindicatos, entre outros.

José Dirceu foi apontado como um dos envolvidos no escândalo de desvio de dinheiro da prefeitura de Santo André que culminou no assassinato de Celso Daniel e nenhuma voz de esquerda foi ouvida pelo menos lamentando um crime tão hediondo. Ninguém. Todos mantiveram silêncio absoluto e desviaram a atenção para mais ataques pessoais ao juiz Sergio Moro.

O ato de defender o governo se concentra unicamente em apontar o dedo para a oposição e dizer: eles também são corruptos. Então, porque os outros são desonestos nós vamos ignorar a desonestidade do PT por causa do Bolsa Família e do Pronatec, é isso? Quer dizer que agora ser de esquerda é mais importante do que ser honesto? Nossa honestidade está condicionada a dos outros, se eles não forem nós também não precisamos ser?

O mote “mas a oposição é pior” se tornou motivo para silenciar sobre tudo isso. Vamos nos tornar cúmplices de criminosos para não apoiar outros criminosos? E vamos esquecer que todos esses criminosos eram aliados ontem? Também não conta para o militante que apoia o governo que, em Outubro de 2015, Lula reuniu a bancada governista na Câmara para convencê-los a votar contra o pedido de investigação de Eduardo Cunha pelo Comitê de Ética da casa. Lula quis dar guarida a Cunha para que ele não desengavetasse o pedido de impeachment.  Como algumas pessoas não concordaram, a estratégia não deu certo. Lula trouxe o PMDB para o governo, indicou Temer como vice na chapa de Dilma em 2010 e tentou proteger Cunha da cassação. Mas incrivelmente o petista e parte da esquerda não conseguem refletir sobre nada disso.

A defesa do governo não pode estar pautada na defesa do pleno emprego, que já não existe mais. Teremos dez milhões de desempregados em algumas semanas. Também não pode estar pautada na defesa de direitos trabalhistas, que já começaram a ser retirados a rodo, com aval da própria Dilma. Nem pode estar pautada em programas sociais: o valor do Bolsa Família, que não foi reajustado, está corroído pela inflação; o governo mais que triplicou a prestação mínima do Minha Casa Minha Vida e imagine o efeito prejudicial que isso vai ter sobre as vidas de tantas famílias de baixa renda. Já o dinheiro da reforma agrária foi escoado para empresários, políticos e até para defuntos, num esquema que envolveu o desvio de mais de três bilhões de reais.

Incapaz de pensar historicamente e refletir criticamente sobre isso, a militância petista e grande parte do restante da esquerda, com professores universitários à frente, se limita a repetir o mantra de sempre: os programas sociais e os investimentos feitos justificam os erros.

Com o PT a esquerda chegou pela primeira vez ao poder no Brasil, depois de tantas décadas de fracassos, mas esqueceu de deixar para trás o modus operandi da vulgata leninista e o populismo pré-1964. Enquanto nos Estados Unidos a esquerda conseguiu agregar as ideias liberais à sua agenda e abandonou o personalismo, no Brasil ainda está muito longe de conseguir isso. A esquerda, de um modo geral, ainda está engessada nessa visão personalista e patrimonialista que o PT levou ao paroxismo. A atual crise pela qual passa o governo Dilma representa o fim desse projeto.

Por outro lado, uma pesquisa recente do Datafolha trouxe algumas informações importantes: Bolsonaro não tem apoio fora do círculo da extrema direita que o apoia, embora ainda seja um apoio expressivo. As pessoas também não querem o PSDB, sabem que qualquer tucano representa um retrocesso. O PSDB fala apenas para o grande empresariado e não esconde isso. Também não querem Temer e o PMDB. Há um sentimento geral de frustração e insatisfação com o  PT e a desonestidade escancarada com que hoje se governa, mas também há uma consciência de que é preciso manter as políticas sociais e proporcionar o retorno do pleno emprego. O brasileiro quer uma condução política social-democrata, honesta, limpa e entende que com o PT isso não é mais possível. Não é à toa que a rejeição a Dilma está na casa dos sessenta por cento. Dilma não está caindo por causa da oposição, mas por causa de sua incompetência como gestora e dos erros e crimes de seu partido.

Ao contrário do que muitos pensam, não apoiar o PT não fortalece a direita. Tudo o que Lula e sua claque hoje conseguem fazer é usar a chantagem para manter alguma base de apoio social, chantagem que conta com o respaldo de muitos intelectuais. Tenho dito a meus alunos: precisamos ser capazes de mudar nossa percepção da realidade diante de novas evidências. Apoiar incondicionalmente um partido, um governo por causa de programas sociais não é ser de esquerda, mas cair em autoengano ideológico. É preciso ensinar a juventude que ser de esquerda e ser honesto tem que estar junto e que a tática leninista de promover terrorismo psicológico e acusar todos de fascistas deve ser abandonada e veementemente condenada.

Por fim, deixo um vídeo de Lula falando sobre impeachment num tempo em que nenhum petista chamava isso de golpe; e olha que as pessoas envolvidas no impeachment de Collor não tinham moral ilibada. Lula dizendo que na Constituinte defendia que quando o povo vota em um candidato e depois de eleito ele não cumpre com o programa que apresentou durante a campanha, o mesmo povo que o elegeu poderia destituí-lo. E arremata: “Se a gente conseguisse isso, seria a salvação da lavoura nesse país”.

Atenção: Lula defendia que quem não cumpre com o programa apresentado na campanha eleitoral deve ser destituído. Isso não era algo maravilhoso e justo?

Anúncios

24 comentários sobre “A queda moral e política do PT

  1. Valdinir 14/04/2016 / 9:54

    Bertone, sempre gostei dos seus textos, mas pensei que estivesse lendo um texto da Veja ou Isto é. Poderia escrever, também, um texto sobre a oposição, dando ênfase ao Vice presidente e Eduardo Cunha.

    • Bertone Sousa 14/04/2016 / 14:41

      Valdinir, talvez você esteja mais apto pra ler a Veja do que esta página.

  2. Fabrício Farias 14/04/2016 / 10:35

    Bom dia Professor Bertone,

    Achei correta sua avaliação sobre a atuação do PT no governo nesses últimos 12 anos, bem como sua percepção sobre Lula. Entendo também que, a postura “leninista” de Lula, a meu ver, impediu que a esquerda brasileira criasse novas lideranças políticas.

    Pois bem, agora quero jogar luzes sobre a dicotomia imperativa nos tempos atuais: impeachment/golpe. Como você tem enxergado o papel da mídia comercial, e também da atuação do Judiciário nesse contexto? Faço a pergunta porque entendo que quando se alega que o processo de impeachment é na verdade um golpe, o fundamento está justamente na participação que esses dois setores em especial, tem tido no processo de derrubada do governo Dilma.

    Nesse sentido, quando o PT era oposição e por várias vezes colocou em pauta o impeachment dos governos Franco e de FHC, não havia toda essa junção de outros setores da sociedade e do estado encampando o discurso de impeachment. Acho esse ponto importante, pois nos coloca para refletir sobre a política brasileira num âmbito suprapartidário. Dada as características conservadoras de nossa sociedade, o fraquíssimo debate na esfera pública, seria de fato, impensável a deposição de um governo de direita sob as mesmas condições atuais, sob a justificativa de que sempre que atores políticos não ligados à elite irrompem o cenário político brasileiro, inevitavelmente sofreriam um golpe? Desde já agradeço sua atenção.

    • Bertone Sousa 14/04/2016 / 12:32

      Fabrício, o impeachment é sempre político, não tem como ser diferente. Lula poderia ter sofrido um em 2005 por conta do mensalão, mas tinha a Câmara a seu favor. Seu governo fez um pacto de conciliação entre diversos grupos, empresários, banqueiros e até sindicatos. O que acontece agora é que essa política conciliatória chegou ao fim, em grande parte decorrente da inabilidade de Dilma para dialogar e negociar. Agora, agentes políticos e grupos financeiros que estiveram com o PT querem outra gestão e são impulsionados pela enorme insatisfação social com o governo e as vias legais que permitem a destituição de Dilma.

  3. Cristina 14/04/2016 / 10:54

    Bertone, concordo com você que o PT insistiu em um modelo falido de governança e os sinais da deterioração desse modelo são visíveis há muito tempo. Mas há outras questões sobre o impeachment que precisam ser vistas.
    Por exemplo, a quem estamos entregando o país com a saída da atual presidente? Não preciso dizer que o que há de pior na política brasileira se uniu para tentar um acordo de governabilidade a partir da saída de Dilma. Essa turma que promove o impeachment dá medo em qualquer um, dadas as atrocidades de que são capazes e das quais já deram todos os tipos de prova. Que projeto é esse de Brasil que está sendo defendido após a saída da presidente? Ninguém quer discutir isto, muito menos esses que vão votar pelo impeachment, ganhando ou não benesses com esses votos. Já há muitas promessas feitas dentro desse grupo e isto não é mais encoberto.
    Outra coisa que me chama a atenção é você atribuir a morte de Celso Daniel a articulações do José Dirceu. O próprio investigador do caso já deixou claro que o motivo da morte foi praticamente acidental, ele foi sequestrado por engano (julgavam ser outra pessoa) e isto está amplamente documentado. Temos que ter cuidado com comentários que vazam nas redes propositalmente em vésperas de votação.
    Quanto ao juiz Moro, ele é indefensável dada a sua conduta em outros processos (incluindo alguns durante o governo FHC) e há material de sobra sobre isto disponível nas redes sociais (mas se temos que duvidar desses documentos, mas ainda devemos desconsiderar boatos sem nenhuma documentação).
    Portanto, o seu texto, como sempre, tem grandes qualidades, mas penso que algumas considerações devam ser feitas.

    • Bertone Sousa 14/04/2016 / 12:21

      Cristina, a questão sobre Celso Daniel foi amplamente noticiada pelos principais meios de comunicação, não tem nada de boato. As investigações da PF deram conta que o dinheiro desviado da prefeitura era levado diretamente pro Dirceu, para custear despesas do partido com campanhas em Campinas e outras cidades. Um empresário recebeu uma bolada do PT pra nunca falar nada e o partido fez o necessário pra tudo parecer um crime comum. Uma pessoa pública nunca é sequestrada e assassinada por engano.
      Há uma campanha difamatória ferrenha contra Moro e Janaína emplacada pela imprensa marrom financiada pelo PT. Já tinham feito isso com Barbosa antes.

  4. abner 14/04/2016 / 11:22

    E como sempre Bertone, como comentei no outro texto tempos atrás, quem sai perdendo com isso infelizmente é a esquerda. Entre um governo impossível de defender e uma oposição impossível de se apoiar, fica tudo muito mais difícil.

  5. Yasmin 14/04/2016 / 11:26

    Um texto todo baseado no mais rasteiro senso comum antipetista : dizer que o PT institucionalizou a corrupção e q o faz melhor do que ninguém e dizer o ABSURDO que regulação da mídia é censura. Melhore. Procure se informar sobre regulamentação dos meios de comunicação pra não estar desinformando as pessoas com os mesmíssimos argumentos da imprensa marrom q você critica.

  6. Servio Tulio 14/04/2016 / 11:51

    Concordo que o texto acima é extremamente realista, como o professor mesmo diz, não é falando mal do PT que está apoiando a Direita. Nesse texto, mostra um discernimento notável da realidade política atual, da classe política e executiva, bem como dos fatos que foram descritos. Apenas uma pessoa realista e capacitada e no texto evidencia isso, que lhe permite analisar o que acontece, com uma visão independente e muito correta a nos iluminar com essas verdades. Parabéns.

  7. leila Perez 14/04/2016 / 12:53

    Bem, eu tenho seguido seus posts, os recebo por email e até hoje, achava que voce era coerente, liberal (no sentido americano do termo – não no sentido economico) e justo. E conste que não sou filiada ao PT, não tenho partido no Brasil, embora seja de esquerda, mais corretamente SD e pelo wellfare state. Não vivo no Brasil ha 40 anos portanto não voto por escolha minha, por achar que não tenho direito de me meter no processo politico de onde nao vivo, apesar de acompanhar tudo diariamente.
    Mas esse seu texto, Bertone…
    Como alguem acima, pensei que estava lendo Veja.
    Então, obrigada pelos bons textos do passado, não os porei em duvida, pois tenho discernimento para uma analise comparativa e aplicada segundo minhas proprias concepções.

    Mas se isso é o que voce pensa, que direi. Que horror.

    • Bertone Sousa 14/04/2016 / 14:43

      Leila, é preciso que alguém seja muito desinformado pra enxergar defesa de liberalismo econômico nesse texto.

      E fique à vontade pra cancelar sua inscrição, a porta de saída é cortesia da casa.

  8. RENATO RAFAEL 14/04/2016 / 13:46

    Boa tarde Prof. Bertone ! Depois do provável impeachment, o prognóstico político parece não ser dos melhores também ! Dentro desse nosso sistema político, há uma luz no final do túnel, quero dizer imediatamente pós impeachment? Ou amarguraremos ainda por muito tempo a repetição desse mesmo cenário de corrupção que assola o país a muito tempo?
    Parabéns pela imparcialidade nos textos e comentários, são bem elucidativos !

    • Bertone Sousa 14/04/2016 / 14:57

      Renato, obrigado. A Lava Jato abriu um caminho importante: pela primeira vez políticos e empresários de alto escalão foram julgados e presos. Isso representa um avanço e não haverá como voltar atrás. Independente do resultado do impeachment, o que não pode acontecer é a Lava Jato ser parada. Há gente no governo e na oposição querendo fazer isso.

      • Daniel 14/04/2016 / 17:42

        Robin Hood e os ratos em Palomas

        Robin Hood vivia nas florestas de Palomas.

        Ele queria roubar dos ricos para dar aos pobres.

        Para atingir seus intentos, aliou-se aos ricos, que impuseram uma condição: os pobres receberiam migalhas. Mais do que isso poderia desequilibrar a conciliação de classes.

        Robin Hood, que era filósofo, aceitou com base nesta fórmula: pouco é melhor que nada.

        Robin Hood e seus aliados roubaram muito. Para suas organizações.

        Bem, parece que sobrou um pouco para alguns líderes e muito para operadores do esquema.

        Migalhas foram distribuídas. Até que os ricos cansaram.

        Como tinham pacto com Robin Hood, conheciam todos os seus crimes.

        Nada mais fácil do que condená-lo.

        Aturdido, Robin Hood reclamou: mas só fiz o que vocês sempre fizeram e fazem.

        Não justifica, responderam seus aliados.

        Mas fizemos juntos, insistiu Robin Hood.

        Juntos, uma ova. Nós nunca apitamos nada.

        Vocês são uns ratos abandonando o navio, choramingou Robin Hood.

        Acusou o golpe, partiu para a ofensa, responderam os ricos.

        Não vai ter golpe, reagiu Robin Hood.

        Concordamos, disseram os ricos. Vai ter impeachment!

        Fonte: http://www.correiodopovo.com.br/blogs/juremirmachado/

  9. Daniel 14/04/2016 / 17:47

    Professor, o que está sendo colocado em questão não são os desmandos de Lula, mas sim as pedaladas fiscais que não caracterizam crime de responsabilidade, e somente por isso não sou a favor do impeachment até agora. Agora se houver prova material de corrupção no financiamento de campanha do PT ( e creio que tem mesmo) e nas denúncias de Delcídio ( como duvidar dele?) eu serei o primeiro a me levantar a favor do impeachment e prisão dos envolvidos.

  10. Bruno de Oliveira 14/04/2016 / 19:41

    Queria estar aí e te dar um abraço por esse texto, Bertone.

    Tô de saco cheio de gente tentando me vender salvações à esquerda e à direita, como se alguém precisasse ser salvo da crítica mesmo que ao custo da nossa honestidade. A maioria dos meus conhecidos querem salvar o PT da crítica de qualquer jeito. Detesto isso.

    Quero a crítica impiedosa e visceral, verdadeira até os ossos, é só o que interessa. O restante é ideologia ou falta de caráter.

  11. Érico 14/04/2016 / 22:09

    Eu concordo com o texto do Professor até um certo ponto :

    primeiro – não existe provas contra o PT no caso do assassinato do ex Prefeito Celso Daniel. dizer isso é a mesma coisa que dizer que quem matou o Policial Lucas Gomes Arcanjo foi o Aécio Neves.(pode parecer que sim, mas sem provas é só uma especulação.)

    segundo – devemos sempre lembrar de quem vai assumir a cadeira da Dilma, é bastante claro que isso não representa nenhuma melhora pro Brasil.

    terceiro – eu vejo um golpe branco quase terminado. um golpe sim, pois o motivo pra o impedimento não é claro, não é previsto o afastamento da Presidente por “pedaladas”.

    Por fim, quero agradecer ao Professor Bertone pelo texto, como sempre muito claro e bem escrito.
    É um prazer para mim esses minutos que eu ganho lendo o blog do senhor, abraços Bertone.

  12. diegoassis10 15/04/2016 / 12:34

    Parabéns pelo esclarecimento Bertone, li um texto similar no blog do Paulo Ghiraldelli vale a leitura se caso interessar. Acho engraçado como as pessoas enxergam coisas aonde não tem, disseram ali em cima que seu texto está a favor de políticas econômicas liberais, e estão o acusando de parecer com a veja. Perceba como a indivíduo precisa descer para defender o PT em detrimento de uma agenda e militância pura, colocar ideologia a frente da criticidade é no mínimo imaturo.

    • Bertone Sousa 15/04/2016 / 14:34

      Diego essa militância ideológica está emburrecendo as pessoas, de modo que algumas já confundem tomada com focinho de porco. Se você não escreve pra uma claque é logo ultrajado por seus membros.

  13. Lúcio Júnior Espírito Santo 24/04/2016 / 21:53

    Bertone: concordo que não há golpe e sim queda do PT e acho lúcida sua posição nesse sentido.

    No entanto, fui do PT e a inspiração do PT não é Lênin. Não há centralismo democrático no PT, é um partido de tendências.

    O PT se inspira e é apoiado por castristas, gramscianos e trotsquistas. Essas são as vertentes que estão sendo derrotadas, não Stálin e Lênin.

    Abs do Lúcio Jr.

  14. Sérgio Rodrigues 25/04/2016 / 9:39

    Sinceramente, é preciso muita desonestidade intelectual para comparar o czarismo com socialismo. Czar com Lênin.

    Só incautos acreditam nessa balela.

    É como dizer que melancia é água e vice-versa!…

  15. Daniel Vermelho 11/05/2016 / 14:57

    Sinceramente, você pareceu um olavete com esse texto, não duvido que o MSM reproduzia isso por lá. Até citou um pseudo-historiador financiado pela CIA. Assuma logo que você está virando a direita, sai do armário e seja feliz com a modinha conservadora…, tchau, perdeu um leitor.

    • Bertone Sousa 11/05/2016 / 15:00

      Daniel, já vai tarde. Faço questão de não ter um leitor como você por aqui.

Deixe um comentário

Preencha os seus dados abaixo ou clique em um ícone para log in:

Logotipo do WordPress.com

Você está comentando utilizando sua conta WordPress.com. Sair / Alterar )

Imagem do Twitter

Você está comentando utilizando sua conta Twitter. Sair / Alterar )

Foto do Facebook

Você está comentando utilizando sua conta Facebook. Sair / Alterar )

Foto do Google+

Você está comentando utilizando sua conta Google+. Sair / Alterar )

Conectando a %s