Cinco mentiras que a direita quer que você acredite

mentiraDepois de um texto em que desconstruímos o devaneio do discurso em torno de “marxismo cultural” que a direita tanto repete, vamos agora discutir outras inverdades e distorções grosseiras que são repetidas à exaustão por aquelas pessoas que se identificam como direita ou conservadores. Escolhi cinco temas que considero que estão entre os principais: Bolsa família, cotas raciais, meritocracia, “ideologia de gênero” e Paulo Freire. A maior parte do que é dito sobre esses assuntos está no nível do senso comum. Contudo, frequentemente ganha contornos de uma narrativa ideológica. Vamos analisar brevemente as narrativas em torno de cada um desses temas e mostrar seus equívocos. 

1. Bolsa Família é esmola pra condicionar as pessoas a votarem em um partido. Tem que ensinar a pescar ao invés de dar o peixe.

Bolsa Família é política de redistribuição direta de renda. Foi criada durante o governo Lula a partir da fusão de outros programas que já existiam antes e que foram criados por FHC. Juntamente com o Fome Zero, esse programa foi responsável pela saída de dezenas de milhões de pessoas da linha de pobreza ou, para ser mais exato, mais de trinta milhões entre 2004 e 2010.

A afirmação “tem que ensinar a pescar ao invés de dar o peixe” não se aplica nesse caso. O poder de compra que o Bolsa Família concedeu a muitas pessoas alavancou a economia e proporcionou a muitos que outrora dependiam de um emprego com carteira assinada ou nem tinham perspectiva de emprego, que se tornassem empreendedores e gerassem outros empregos. Inclusive muitos pequenos empresários que são contra o programa não sabem que suas empresas existem por causa dele.

Além disso, um dos critérios do programa é que, para receber o benefício, os filhos dos beneficiados devem estar matriculados em uma escola. O programa contribuiu decisivamente para a queda da mortalidade infantil.  Isso desmonta outro argumento muito utilizado contra ele: que as pessoas “fazem” mais filhos para receber o pagamento. Mas não tem problema. Com a melhoria da qualidade de vida, apesar de o valor pago ainda estar muito aquém das necessidades básicas das famílias mais pobres, o objetivo também é que esses filhos na escola se tornem futuros profissionais e tenham condições de ingressar com dignidade no mercado de trabalho.

Falar de Bolsa Família como medida eleitoreira também não faz sentido. O programa trouxe resultados concretos, palpáveis, contribuiu para a melhora da economia e redução da miséria de forma visível e ainda foi adotado por outros países. O PT, apesar de todos os seus erros, ganhou as últimas três eleições presidenciais porque fez políticas de caráter social-democrata que a oposição não fez. Portanto, é natural que isso tenha rendido ao partido votos entre os segmentos sociais, as regiões e estados do país onde houve mais ascensão social e melhoria da qualidade de vida em decorrência dessas políticas. Além disso, o programa não torna as pessoas dependentes dele: apenas entre 2003 e 2013, mais 1,5 milhão de pessoas deixaram o benefício por terem melhorado de vida.

Por outro lado, a atual recessão econômica e aumento do desemprego são decorrentes da corrupção. O Bolsa Família não tem nenhuma relação com isso e em parte é por causa dele que a economia não está pior. Conceder bolsas sociais é uma prática comum em países desenvolvidos e com valores muito mais altos do que o que vemos aqui. Por exemplo: recentemente, a Suíça anunciou um plebiscito para conceder um salário básico no valor de 2.700,00 euros mensais a toda a população.

Nós temos condições não apenas de ampliar o valor do benefício como também de manter outros programas sociais. Infelizmente, no Brasil os ricos sempre tiveram a máquina pública a seu favor, inclusive aqueles que defendem “Estado mínimo” sempre recorrem ao Estado para receber benefícios e financiamentos para seus negócios. O discurso contra programas sociais escamoteia uma tentativa de patologizar a pobreza de modo a retratá-la como indolente, inapta, conformada e indigna de qualquer ação do Estado a seu favor.

2. Cotas raciais na universidade privilegia o negro e é racismo contra o branco, que também não tem cota.

A incompreensão do que sejam as cotas e quais seus objetivos é o que mais contribui para a reprodução desse discurso. Primeiro, é importante dizer o que as cotas não são: elas não existem para saldar dívida histórica com a escravidão ou o quer que seja. Se fosse, seria patético. Seria impossível resolver problemas ainda decorrentes da escravidão no passado apenas com as cotas. Segundo: as cotas não constituem uma política para melhorar a educação. É por isso que não vem ao caso criar cota para o branco e para o pobre, porque sua meta não está relacionada à elevação da qualidade do ensino. Isso significa dizer que cota não é política educacional.

Cota é política de integração racial. Seu objetivo é reduzir o preconceito com a presença do negro em espaços onde ele historicamente não está presente ou está presente em número muito reduzido. Nesse sentido, a cota é política de ação afirmativa, é política de inclusão. A ausência do negro na universidade é uma das maiores causas de preconceito com aqueles poucos que conseguiam ingressar, que são minoria e, não raramente, são estigmatizados por estarem num espaço que historicamente não é deles. Mesmo nas universidades públicas, em especial nos cursos mais concorridos, o negro é ínfima minoria.

Apenas melhorar a escola pública não seria suficiente para isso porque, mesmo numa escola pública melhor, o negro ainda poderia sofrer preconceito na universidade porque continuaria a chegar lá em pequeno número. Além disso, numa escola pública de qualidade o negro continua sendo excluído dela pelo branco por ter menos capital cultural e econômico para concorrer em condições de igualdade. Melhorar a escola pública para que o negro também esteja nela deve passar por políticas de combate à favelização, ao subemprego (onde o negro está presente em grande quantidade) e à marginalização social que envolve o círculo vicioso criminalidade-estigmatização/exclusão-cadeia.

A cota é para proporcionar a convivência racial e, através da convivência, reduzir o preconceito. A melhoria da escola básica é uma política que evidentemente não deve ser deixada de lado mas, se buscamos combater o preconceito no sentido de diminuí-lo, a política de cotas é o melhor caminho por contribuir para isso mais rapidamente. Essa foi uma política que deu certo nos Estados Unidos nos anos 1960 e 1970 e aqui também várias pesquisas têm mostrado resultados positivos.

Aqueles que falam em vitimismo dos negros ou chamam cota de privilégio, em geral apenas reproduzem o discurso de que o negro deve concorrer nas mesmas condições que o branco. Estes ignoram ou desprezam os problemas históricos que envolvem o negro e o excluem da boa escola e da universidade e a discriminação que envolve sua exclusão. Ainda estamos longe de eliminar o preconceito. Por isso, como política de integração racial, a cota é necessária, importante, deve ser mantida e valorizada. (O leitor pode ler mais sobre isso no texto “A importância das políticas de ação afirmativas”, cujo link está ao final).

3. Cotas raciais e bolsa família ferem o princípio da meritocracia.

Meritocracia é algo importante, mas quando existe igualdade de oportunidades. O Brasil é um país historicamente marcado por abismos sociais e regionais enormes; um país formado sob a égide do latifúndio, do patrimonialismo, da escravidão e o distanciamento das elites brancas e bem-nascidas do restante da população. Todas essas mazelas ainda ecoam no presente, por isso qualquer discurso de meritocracia serve apenas a uma poderosa ideologia de exclusão.

Acredita-se que o mérito estaria no esforço e na capacidade criativa que garantiria a ascensão social. Desse modo, os mais pobres seriam os únicos responsáveis por sua condição. Mas não, o que se esconde nesse discurso não é o mérito do esforço, mas do nascimento, que em grande parte garante a reprodução das desigualdades sociais oceânicas que historicamente sempre marcaram o Brasil. Os mais ricos habituaram-se a viver como castas, em espaços urbanos habitacionais, educacionais e de sociabilidades quase completamente separados dos grupos sociais de baixa renda. As políticas sociais dos últimos anos criaram algumas fendas nessa barreira promovendo inclusão social, seja através da redistribuição direta de renda (Bolsa Família) ou de políticas para inclusão de minorias (como cotas para negros e índios nas universidades).

Mesmo com a atual crise e o aumento do desemprego essas conquistas podem ficar parcialmente comprometidas, embora não perdidas. De todo modo, houve uma redução visível da extrema pobreza e da fome no país e ainda uma aproximação de convivência entre as classes em espaços que antes eram exclusividade dos grupos mais privilegiados. Além disso, a expansão dos Institutos e Universidades Federais proporcionou a possibilidade de acesso ao ensino superior e ascensão social a muitas pessoas que não podem se deslocar para as grandes cidades para estudar.

Isso, é claro, não agradou a muita gente. Um caso emblemático disso foi um artigo de Danuza Leão, quando era colunista da Folha de SP, em que ela reclamava que agora tinha que ver o porteiro do prédio em Paris ou Nova York. Assistimos à ascensão de uma direita ultraconservadora, nacionalista, anti-petista e anti-marxista, cujas ações conseguem facilmente cooptar as classes médias altas para a polarização política que ela vem promovendo. Aqueles que defendem meritocracia no Brasil na verdade defendem privilégios, uma vez que não existe igualdade de oportunidades.

4. A ideologia de gênero visa impor o homossexualismo nas escolas.

Ideologia é um termo que já foi definido de diferentes maneiras por diferentes autores, desde seu aparecimento, no início do século 19. A rigor, é muito utilizada para se referir à visão de mundo de determinado grupo ou de uma classe social. Nesse passo, pode se tornar um instrumento de controle do comportamento dos indivíduos em determinado contexto. Uma visão de mundo ou uma crença se transforma em ideologia quando passa a exercer esse poder regulatório para universalizar uma narrativa sobre o mundo, desacreditando ou denegando as demais.

Nesse sentido, o termo “ideologia de gênero” é uma expressão capciosa, muito mencionada por conservadores e/ou fundamentalistas religiosos para denunciar uma suposta conspiração anti-cristã que quer impor o homossexualismo como norma. Nada disso, é claro, tem fundamento. Aqueles que lançam mão desse discurso nunca estudaram gênero e o fazem para promover uma guerra cultural entre cristãos/conservadores e homossexuais/esquerda.

Foi isso o que fizeram com o material didático apelidado pejorativamente de “Kit gay”. O material atendia aos requisitos dos Parâmetros Curriculares Nacionais para a educação básica. Alguns vídeos que o acompanhava foram postados na internet e tinham o claro objetivo de desconstruir o preconceito entre os jovens acerca da homossexualidade. Lamentavelmente, graças ao lobby da bancada evangélica no Congresso, o material não foi utilizado nas escolas.

Gênero não diz respeito apenas à homossexualidade, nem a sexo, mas a identidade social, a uma construção identitária. Foi a ignorância em relação a isso que gerou celeuma em torno da prova do  ENEM de 2015 que trazia uma citação de Simone de Beauvoir que dizia que “não se nasce mulher, torna-se mulher”.

A discussão de gênero nas escolas, que os conservadores tanto se descabelam para banir, objetiva trazer para o jovem discussões pautadas em conhecimentos especializados no sentido de promover esclarecimentos e também a redução do preconceito. Numa era em que o jovem tem acesso a muita informação e nem sempre tem clareza para distinguir entre o que é importante e fundamentado e o que não é, cumpre à escola trazer para a sala de aula esses temas e lhe fornecer instrumentos conceituais e teóricos para pensar essas questões fora do senso comum.

Não existe “ideologia de gênero”, não se busca universalizar um discurso mas, ao contrário, combater o preconceito pelo debate qualificado. Aqueles que falam em ideologia em geral são os mesmos que também tratam o feminismo e a homossexualidade como doenças, com tratamento e cura, através da mistura espúria de ciência e religião ou de uma leitura literal da Bíblia.

5. Paulo Freire é o responsável pela decadência da educação no Brasil.

Essa é certamente uma das mais idiotas de todas as bobagens que a direita tem repetido no Brasil. Recentemente, todos os principais meios de comunicação noticiaram que Paulo Freire é o único autor brasileiro entre os cem mais requisitados pelas universidades de língua inglesa, com o livro “Pedagogia do oprimido”.

Paulo Freire se tornou um dos bodes expiatórios que a direita escolheu pra demonizar no Brasil, acusando-o de ser responsável pela ineficiência de nosso sistema educacional e pela “doutrinação marxista” que ela pensa existir em nossas escolas. Então, como é possível que um autor que causou tanto estrago na educação de seu país esteja entre os mais pedidos e lidos pelas melhores universidades do mundo?

Aqueles que falam isso na verdade nunca leram PF e, se alguns leram, nunca entenderam. Como disse o historiador José Eustáquio Romão em entrevista à BBC, PF “nunca foi aplicado no Brasil”. Na verdade, tudo o que a direita fala sobre ele são estereótipos, frases reducionistas sem nenhuma preocupação com a veracidade do que está sendo dito, como já é corriqueiro nesse segmento.

PF dialoga com o marxismo mas sua concepção de educação não se limita a uma só linha de pensamento. Crítico da ideologia, do autoritarismo e do discurso que fala em neutralidade do ensino, ele mostra nesse livro que educar não é somente transferir conhecimentos mas deve ser um ato voltado para a liberdade, sem com isso se abrir mão da autoridade, do conhecimento e da competência profissional.

Nunca aplicamos Paulo Freire como nunca aplicamos praticamente nenhum teórico da educação porque educação nunca foi prioridade no Brasil, não apenas dos governos mas também e principalmente da sociedade, inclusive daqueles que criticam PF. Seu método de alfabetização parte da vivência cultural do grupo a ser alfabetizado, a partir de palavras que fazem parte de seu cotidiano. Esse método foi usado em países como Finlândia, Coreia do Sul e tem sido aplicado também no Japão, Hungria, Armênia e País Basco.

Conclusão

Graças ao poder de alcance da internet, todas essas mentiras e preconceitos têm se espalhado na velocidade da luz e pega até gente que aparentemente deveria estar bem preparada para identificar esses erros.

A direita no Brasil resolveu sair do armário mas saiu furibunda e criticando assuntos que não compreende e autores que não lê. Seu debate de baixo nível não fomenta nenhuma possibilidade de diálogo. Tudo o que fala está eivado de ódio proto-fascista, mágoa e maniqueísmo político. Mas também podemos usar a internet para levar esclarecimentos e desconstruir essas narrativas.

Leia também

A importância das políticas de ação afirmativa 

Marxismo cultural ou a burrice ideológica de direita

Evangélicos e Estado laico no Brasil

Existe doutrinação ideológica nas escolas? 

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54 comentários sobre “Cinco mentiras que a direita quer que você acredite

  1. Pedro Henrique 27/02/2016 / 8:51

    Ótimo texto como sempre Bertone, porem acredito que esqueceu de colocar o “Fascismo/naziemo é de esquerda” na sua lista.
    Este também propriamente já desconstruído diversas e diversas vezes.

      • Pedro Henrique 27/02/2016 / 15:46

        Eu sei, que diga-se passagem, divulguei diversas vezes em círculos nas redes sociais caso não se incomode.
        Tenho certeza que dos 40 que falam essa bobagem, se 20 lerem e desses 10 não se trancarem no “fundamentalismo” e continuarem sua procura, certamente uns 5 salvam-se dos embustes da direita mentirosa. As vezes eu invejo a direita gringa para ser sincero.
        E como diz o ditado: é de grão em grão que a galinha enxe o papo.

        Abraços.

  2. Jair Vieira 27/02/2016 / 9:19

    Muito bom excelente texto.

  3. Fabricio Farias 27/02/2016 / 12:03

    Mais um excelente texto professor Bertone! Sua escrita clara tem me ajudado bastante a elevar o debate e clarear as ideias de alguns colegas. Nesse momento crítico civilizacional em que vivemos, seu site é de uma importância fundamental.

  4. Roberto Gomes 27/02/2016 / 13:07

    Resumido o texto todo a direita é má, esquerda é bonzinha.
    (Daqui a pouco, ele vai me responde me dá um sermão dizendo o contrário, mas esse é mais um caiu na lábia do marxismo).

    • Bertone de Oliveira Sousa 27/02/2016 / 14:07

      Roberto, por que eu daria um sermão pra você? Não precisa, a burrice às vezes chega num estágio irreversível.

      • Roberto Gomes 27/02/2016 / 16:37

        “… Não,precisa a burrice às vezes chega num estágio irreversível.“
        Está se referido a ti mesmo né? Falou e disse o mestre nessa matéria , que acredita na teoria de um charlatão?, o que espera de um leitor de Marx?, nada além do que insultos simplórios contra quem discorda do moribundo Karl Marx e de sua ideologia fracassada.

      • Bertone de Oliveira Sousa 27/02/2016 / 16:47

        Roberto, sinto lhe informar, mas apesar de toda a sua raiva Marx vai continuar sendo um clássico. Vamos continuar lendo ele nas universidades (do mundo todo) e em outros espaços. Marx todo mundo conhece. Mas você, bem, você é só um zé ruela cheio de mágoa.

  5. Pedro Souza 27/02/2016 / 15:38

    Sem querer entrar no mérito dos seus desentendimentos com o Professor Bertone, penso que você cai no discurso que ele desconstruiu com o artigo.
    O sistema de cotas não é um privilégio, mas uma tentativa de integrar o negro e acabar com o preconceito racial..
    E quando você cita a meritocracia, dá razão a ele, pois é a parcela da população que está acima econômica e culturalmente.

  6. Walter Bueno Sferra 27/02/2016 / 17:18

    Álguém vou o Roberto Gomes por ai?, ou enfiou a cabeça na gaveta, kkkkk, mitou professor, sensacionallll

  7. Antonio Carlos 27/02/2016 / 18:26

    Olá Bertone, parabéns pelo seu texto. Ótimo texto! Também defendo posições semelhantes. Em meu site (sou um velho, do tempo do “site”), estão colocados 2 textos nessa linha. Um chama-se “RACISMO, MERITOCRACIA E COTAS” e o outro “A BOLSA FAMÍLIA E A BOLSA EMPRESA”.

  8. Antonio Carlos 27/02/2016 / 18:50

    E, contra a ideologia de gênero, escrevi um texto chamado “A HOMOFOBIA E O MITO ADÂMICO”.

  9. Nilson Jr. 28/02/2016 / 9:15

    Estatísticas do micromundo coxinha: Eu, minha família, minha rua, todos que eu conheço… hehehehe.

  10. Solymar 28/02/2016 / 9:48

    ” (…) Antes que seja acusado de racista, não o sou, inclusive meus melhores amigos são negros(…)” Oi!? Como assim?
    É professor, tem muita gente em “estágio irreversível”, como despertar o querer aprender a ser mais humano?

  11. Marli Cecilia Pierri 28/02/2016 / 16:12

    Parabéns pelo texto. Eu só espero que as pessoas lêem e passem a diante.

  12. diegoassis10 28/02/2016 / 16:16

    Parabéns pelo texto professor Bertone, sempre uma aula primorosa. Acompanho por aqui e pelo facebook sempre quando posso. Queria te fazer uma pergunta sobre o livro: “O Descompasso Entre as Nações” do professor Paulo Fagundes Vizentini, que fala sobre liberalismo no mundo, não sei se você teve a oportunidade de ler. Eu comprei em feira de livro mas ainda não li, pois não sei se é tendencioso e qual a credibilidade do material. Se puder me dar uma ajuda, agradecido.

    Forte abraço e parabéns pelo trabalho novamente.

      • diegoassis10 28/02/2016 / 16:40

        Opa sem problemas Bertone, vou ler de qualquer forma. Agradecido.

  13. Lucas 28/02/2016 / 16:28

    Bem acho que eu perdi a primeira onda da discussão. Eu confesso que acredito que quando falamos de direita e esquerda aqui no brasil,precisamos nós contem no sentido de controla melhor nossas paixões em relação maneira de como expressamos e pensamos sobre à política, principalmente no pior momento radicalização política que nosso país vive no momento (é claro para os oportunistas de plantão esse processo se canalizar com votos na histeria anti-petista), é claro que devidos as paixões partidárias ideológicas os ânimos de alguns acabou se elevado no determinar do decorrer do debate. Em relação direita há diversas direitas no plural no espectro ideológico as principais são: a direita reacionária ( que engloba monarquistas,conservadores, neo-reacionários, tradicionalistas radicais,fundamentalistas religiosos etc) e direita revolucionária (que engloba fascistas e os nazis tradicionais, há também os poucos ortodoxos nacionais-anarquistas ou também conhecidos como os anarquistas de direita ou o anarquismo da direita, nacionalistas revolucionários, nacionais bolchevistas,conservadores revolucionários, Nouvelle Droite e demais movimentos nacionalistas radicais), há também uma direita liberal e mais progressiva com ares de moderna (que engloba principalmente liberais,libertários e neoliberais) o que predominar aqui no brasil primeira e terceira vertente, principalmente vertente de pensamento liberal-conservadora da escola anglo-americana, pode-se falar de um processo de olavização da direita aqui no brasil, que engloba teorias de conspiração anti-comunistas com posições pro-americanas totalmente posições anti-russas e anti-chinesas,autoritarismo no campo político, neo-liberalismo com abertura para capital estrangeiro, apoio a privatizações e total desnacionalização das riquezas nacionais e apoio dos banqueiros internacionais, na área econômica e na área social um conservadorismo ultra-reacionário.
    Bom por isso eu seria de direita certo?, bem nem tanto digamos que eu tenho valores direitistas (direita revolucionária) uno com valores esquerdistas(Escola de Frankfurt,Socialismo utópico), eu seria de centro radical ou de terceira via, nesse sentido o que me preocupa mais nem é as chamadas “cinco mentiras que a direita que que você acredite“, pois não pertenço a direita tradicional que predominar aqui no brasil, creio que deveria preocupar os direitistas é o problema é estrutural, quando me refiro estrutural, me refiro a falta de alternativa de pensamento. Por exemplo temos aqui um jornalista medíocre (Reinaldo Azevedo) que apoio toda forma de estupidez política para ganhar clicks no seu blog, temos um charlatão pseudo-intelectual que nada de original produziu em décadas no campo filosófico e mesmo assim idolatrado por uma legião de imbecis , esse senhor nem morar no Brasil (pois responde a diversos processos aqui, obviamente estou me referido a Olavo de Carvalho), temos um blogueiro meia-boca da revista veja (Rodrigo constantino) que acredita que solução do brasil é privatizar tudo. Isso resume o que é ser de direita, ou és seguir esse modelo de pensamento ou és o nosso inimigo. Ou Direita encontrar alternativas para seu pensamento aprendendo inclusive com o chamado marxismo cultural e com Escola de Frankfurt (reinventaram o marxismo) e se reinventar para enfrenta os desafios de nossa época ou ela só perderá para o chamado MARXISMO CULTURAL que tanto criticam.

  14. Renato Rafael 28/02/2016 / 20:13

    Excelente texto professor Bertone ! Os temas também foram bem escolhidos, apesar de ser uma pena ter que falar e desmistificar algo como as cotas raciais, algo que qualquer pessoa com um minimo de instrução deveria saber !

  15. Bhakta Priya Devi Dasi 28/02/2016 / 22:00

    Gratidão pelo texto. Muito bom! Só acho que faltam autores que abordem esses temas de forma mais simples, com um portugues bem simples, evitando palavras rebuscadas e frases longas e invertidas, para facilitar a compreensão mesmo. Considerando que grande parte dos brasileiros, de todas as classes sociais, tiveram uma educação aquem do ideal, acho que textos, vídeos e materiais elaborados intencionalmente com um portugues simples, seriam de grande ajuda. Também tratando temas básicos e infelizmente totalmente ignorados pela população brasileira, como o que é ‘direita e esquerda’, etc. acho que seriam de grande ajuda! Fica a sugestão =)

    • Bertone de Oliveira Sousa 28/02/2016 / 22:07

      Olá Bhakta, obrigado por ler e comentar. Na verdade essa é a proposta dessa página, trazer discussões históricas fundamentadas sobre questões atuais e numa linguagem acessível a todos, sem abusar de termos técnicos ou vocabulário rebuscado, como você citou.

      • Daniel 04/03/2016 / 11:25

        Professor, gostaria de saber a sua opinião acerca da situação de Lula e qual seria a real intenção da direita nessas passeatas contra o PT e o “comunismo”.

  16. Érico 29/02/2016 / 0:14

    Professor Bertone, andei assistindo um vídeo do canal Progressistas no youtube e o rapaz lá levantou uma ideia interessante sobre uma nova revolução industrial que estamos vivendo.

    Ele disse (mais ou menos) a mesma coisa que o Stephen Hawking já havia previsto. As máquinas vão substituir cada vez mais os humanos no mercado de trabalho, levando o sistema capitalista a sofrer uma mudança radical.

    O cara do youtube disse que as esquerdas deveriam tomar uma posição nessa nova fase que o mundo enfrenta, ele é meio radical com uma ideia de revolução na marra, mas é interessante de assistir.

    O senhor concorda com essa ideia professor? O capitalismo pode mesmo colapsar nos próximos anos?

    Um abraço.

    PS: não postei os links pois achei que não seria correto, mas é fácil achar o canal e a entrevista do Stephen Hawking no Google.

    • Bertone de Oliveira Sousa 29/02/2016 / 0:54

      Érico, é complicado falar do futuro nesses termos. Tudo isso são suposições, elas merecem ser problematizadas mas o que não se pode fazer é usar as narrativas universalizantes como solução.

  17. Carlos 29/02/2016 / 9:08

    Bom dia professor.

    Tenho uma dúvida em relação as cotas e sua inclusão racial.

    Consideremos o seguinte senário:

    Temos dois garotos pobres oriundos de favelas no Rio de Janeiro. Os dois são amigos cresceram juntos estudaram em escola publica, foram aliciados por traficantes mais fizeram a escolha certa.
    Vendiam balas em semáforos, mesmo com o trabalho infantil sendo crime para ajudar na renda da família que sua unica fonte de renda era o bolsa família.

    Concluem o segundo grau fazem o enem e tiram notas parecidas, uma nota que não lhes concede uma bolsa integral.
    Porém um é branco e outro é negro, e o negro consegue entrar pelo sistema de cotas.

    Pensando sobre isso me indaguei se as cotas não deveriam ser concedidas por questões sociais não pela cor da pele.

    O que o professor nos esclarece sobre isso? Lembrando que não sou contra projetos de inclusão só penso que ainda podem ser melhorados e fiscalizados de modo a evitar fraudes.

    Um abraço professor.

  18. Danielle Ayres 29/02/2016 / 13:47

    Sou negra e creio que se um negro precisar de cota racial pra entrar numa universidade é pq ele não tem capacidade de estar lá. A cota deveria ser para estudantes de baixa renda. Cota racial é para diminuir o negro. Pq eu que sou negra deveria ser privilegiada e meu irmão por ser branco não? A cor da minha pele não me faz inferior ao meu irmão para que eu precise de uma ajudinha do governo pra entrar numa faculdade.

    • Bertone de Oliveira Sousa 29/02/2016 / 14:08

      Danielle você não entendeu o objetivo da política de cotas que expliquei o texto. Releia o texto e leia o outro “A importância das políticas de ação afirmativa” cujo link está no final. Veja que falo da cota não como política educacional, mas como política racial, é uma política para fazer frente ao preconceito. Política pra melhorar educação para pessoas de baixa renda é outra coisa e não tem relação direta com isso. Isso nada tem a ver com privilégio. A cota não tira mérito. É esse aspecto que muitas pessoas não compreendem e terminam avaliando as cotas pelos critérios errados. Em um sentido, a cota na verdade não é para o negro, mas para o branco, para o branco se acostumar a conviver com o negro em determinados espaços. A política de cotas já foi aplicada em outros países com êxito e aqui também tem dado bons resultados. Há um discurso ideológico que acompanha o raciocínio que você expressou e que é preciso ter muito cuidado com ele.

  19. Guto Corrêa 01/03/2016 / 0:19

    Gostaria de deixa meu ponto de vista sobre sua opinião, claro que ela é muito bem montada com pontos certos pra instaurar a discussão e voce com todo o direito pode ter seu candidato . Primeiro para um professor achei sua lingaguem escrita um tanto quanto empobrecida e com uma conjugação de verbos até infelizes na maioria do tempo , mais em todo o caso , nem eu nem filho meu vai ser obrigado a ter quaisquer instrucao com o senhor sendo assim me sinto muito aliviado. Segundo e não menos importante eu vejo no pensamento de esquerda um certo sentimento de frustração porque em canto algum desse planeta se conseguiu êxito com sua ideologia . E no Brasil é ainda pior pois nossa sociedade tem professores que nada mais podemos chamar de fracos , ao invés de aceitar a falta de vocação e assumir que ser professor com sucesso é algo difícil e o estudo deveria ser mais rigoroso pois para educar cidadoes de qualidade não é tarefa fácil. É preferível que se crie uma abolição ao mérito. Aonde pessoas precisam de cotas,auxílios governamentais e quaisquer outro tipo de regalias , pois dessa maneira é mais fácil não ver a real situação do país. Resumindo quem é a favor de qualquer facilitação para cidadoes de má qualidade e claro com valiozos dedos para apertar 13 ou 45 e confirma é criminoso e devia ser preso por traição de nossa amada patria. E não quero entrar em conflito porque tenho certeza que você assisti filmes e series Américanas , come de certeza um MacDonald e seu celular não deve ser um positivo. Sinto pena que pessoas com uma profissão tão linda e abençoada como a do senhor tenha caído nesse descredo nacional e infelizmente nao vejo luz no fim do tunel para nossa naçao . Finalizo com as palavras de Dr Enéas , o senhor não tem condição intracromassomial para discutir com ninguém sobre política.

    • Bertone de Oliveira Sousa 01/03/2016 / 1:22

      Guto, achei muito fofo você criticar minha escrita enquanto seu comentário está eivado de erros gramaticais crassos em cada linha. Além de não dominar a língua portuguesa você também não sabe que políticas sociais e para minorias não são políticas de esquerda, mas são liberais. Mesmo um texto tão simples e didático como esse você é incapaz de compreender e vê no texto coisas que não estão lá. Você é o tipo que vê bobagens ideológicas na internet e se acha inteligente, mas não se dá conta do quanto é burrão e analfabeto.

      • Guto Corrêa 01/03/2016 / 8:01

        Espero que você ainda esteja vivo para ver o fracasso dessa geração e sentir-se igual à muitos repórteres brasileiros , aquele sentimento vago de traição para com seu próprio povo.
        Abraco e muita paz , pois vocação para lesionar e discutir o senhor não tem.

      • Bertone de Oliveira Sousa 01/03/2016 / 14:48

        Guto, você só tem mágoa e isso te torna impotente pra qualquer coisa. Mas fique tranquilo que meu trabalho não é lesionar ninguém. Não estudei pra causar ferimentos às pessoas. Mas você precisa urgentemente voltar pra escola, você é um analfabeto e não lê nem escreve coisa com coisa. E não volte aqui antes de terminar pelo menos o ensino fundamental, ok?

      • diegoassis10 02/03/2016 / 16:53

        O cara aparece aqui como um ser iluminado e esclarecido, numa total arrogância pra desmerecer o trabalho do professor e solta um “lesionar”. Só rindo mesmo.

      • Bertone de Oliveira Sousa 02/03/2016 / 17:12

        Diego, o que mais me impressiona no energúmeno é que ele não tem vergonha da própria ignorância e ao mesmo tempo tem afetação de superioridade. Eu só deixo esses comentários pra pessoas rirem mesmo.

    • Rodolfo Andrello 02/03/2016 / 22:50

      eu francamente acreditei que a parte mais bizarra do comentário seria o cidadões, mas aí cheguei em lesionar e quase cometi um suicídio.

    • Rafael 03/09/2016 / 1:44

      Meu Deus, a criatura critica a escrita do professor e escreve “cidadoes” ao invés de cidadãos e “lesionar” ao invés de lecionar.

  20. Carlos 01/03/2016 / 15:41

    Caro professor qual é a sua visão sobre um modelo educacional eficiente para nosso país? Acha possível o sistema de ingresso automático nas universidades? Qual seria o caminho a prosseguir para que todo o contingente que conclui o segundo grau e deseja seguir estudando seja absorvido por universidades, publicas ou não?

  21. Fabio 02/03/2016 / 7:50

    Caro, Rodrigo, você se chamou de argumentador educado tantas vezes que desconfiei da veracidade disso.

  22. Peterson Gusmão 02/03/2016 / 18:40

    Eu queria saber do Bertone o porque dos índices de violência só aumentarem em nosso país ??? Ora, o Bolsa Família melhorou a vida dos brasileiros, tirando vários da severa pobreza, proporcionando poder de compra, acesso á melhores condições de estudo e trabalho, maior renda, enfim, a bolsa chegou para quebrar a inércia entre as classes, que segundo vc perdurou durante tantos anos com a direita no poder. Por quê o gráfico da violência não cai amigo, pelo contrário só cresce, O que há de errado ??? O brasileiro melhorou de vida, o brasileiro tem renda, o brasileiro trabalha , o brasileiro produz, por quê tantos crimes ???

    • Bertone de Oliveira Sousa 02/03/2016 / 20:59

      Programa de redistribuição de renda não é política de combate à violência. A violência tem diversas causas que não estão relacionadas apenas à fome.

  23. César Murilo 02/03/2016 / 21:54

    “Primeiro, é importante dizer o que as cotas não são: elas não existem para saldar dívida histórica com a escravidão ou o quer que seja. ”

    Acabo de me lembrar do filme ‘Descartes’. Descartes tinha a humildade de reconhecer seus erros. E eu humildemente reconheço que na parte citada acima eu estava errado. A sua compreensão de cotas raciais é perfeita.

  24. marcela lobo 03/03/2016 / 23:03

    Adorei! Seus textos sao extremamente coerentes. Um abraço

  25. Elton Roger 13/03/2016 / 20:05

    Boa noite professor Bertone Sousa, um ótimo texto para explicar e elucidar estas questões para desavisados. No entanto tenho uma duvida quando a um pequeno ponto do item sobre as cotas, me perdoe caso seja uma duvida burra ou algo do gênero, mas, se puder explicar eu agradeceria desde já.

    No começo do ultimo paragrafo do item 2, o senhor diz -“Aqueles que falam em vitimismo dos negros ou chamam cota de privilégio, em geral apenas reproduzem o discurso de que o negro deve concorrer nas mesmas condições que o branco.” Nisto me leva a entender que em um caso em que não há cotas onde negros e brancos devem concorrer igualmente em um vestibular, não há a igualdade propriamente dita, tendo o vestibular sendo disputado por brancos que estudaram em escolas boas e com uma carga intelectual bem mais elevado que o concorrente negro, mas, no entanto no texto o senhor diz – “nas mesmas condições que o branco” recebendo o sentido que todos os brancos são de uma classe que pode estudar melhor em relação ao negro. Agora a questão é, o senhor realmente generaliza isto sobre os brancos, ou é possível extrair um outro sentido desta frase?

  26. Daniel 06/04/2016 / 11:34

    Professor, volta e meia ouço discursos e reclamações de que o governo do PT seja marxista e que quer estatizar todas as empresas que puder. Dizem que o melhor seria privatizar tudo para acabar com a roubalheira nas Estatais afim de melhorar a prestação de serviços para o povo brasileiro. Outro discurso é um acerca da sonegação por grandes empresas: advogam que os empresários estão cansados de pagar e o governo desviar recursos via corrupção. O que o senhor acha dessas afirmações?

  27. Edson Silva 07/04/2016 / 21:54

    Sou de origem muito pobre, porém consegui fazer faculdade na Universidade Federal de Santa Catarina, posso dizer, como acreditam Malafaia e todos esses idiotas “pastores” que mesmo estudando em universidade pública, comi o pão que o diabo amassou. Por ser muito pobre, não tinha dinheiro para pagar cursinho, estudei para o vestibular em apostilas emprestadas por um amigo de classe média. Passei fome, fiz fotocópias fiado e andei muito de pé para ir e voltar da faculdade, sabe quantos quilômetros dava da minha casa até a UFSC? 12 quilômetros! Foi um verdadeiro “milagre”, como gostam de dizer os pastores idiotas, eu consegui me formar, era o maior orgulho que o meu pai tinha. Daí vem uns merdas da elite dizer que cotas pra negros é errado, que bolsa família é errado, esses filhos da PUTA não sabem o que é fome! Eu sei, e se hoje eu tenho uma condição melhor de vida, foi por causa da Universidade Pública.

  28. Diego JRosa 02/05/2016 / 16:17

    Mais um excelente texto. Só a questão das cotas, que devem existir, mas deveriam ser aprofundadas para contas para pobres, independente da cor, em faculdades públicas. Quanto a questão da meritocracia é pura verdade. Cheguei a faculdade graças ao ProUni e nunca conseguiria pagando mensalidade. Com a meritocracia verdadeira dentro da sala de aula, me destaquei no curso, provando a minha capacidade. Ou seja, para que haja meritocracia é necessário a igualdade de oportunidades, caso contrário é uma disputa desigual, em que o de situação desfavorável sempre perde, mesmo com potencial melhor.

  29. Dionathan Lustri 30/05/2016 / 19:56

    Não sei de onde vem a maioria dos teus fundamentos, mas não vou rebate-los, mas só uma coisa, questão de privilégio social. Sou do sul do país, e já morei em São Paulo também, sou branco, e e vivi grande parte de minha vida em uma região bem humilde, perto do Capão Redondo, SP, la tive amigos traficantes, estudiosos, vagabundos e tudo mais. De alguns, levo até hoje essa amizade, são eles, brancos, negros e pardos.
    Mudei para o sul, aqui vivo em uma região melhor, porem estudei em colégio publico, e novamente tive contato com gente de todo o meio social, BRANCO, NEGROS, PARDOS. Hoje estudo na universidade estadual de londrina, em um curso considerado elitizado, porem, novamente tive contato de pessoas NEGRAS, BRANCAS, PARDAS. Sinceramente, morei como disse, em umas das maiores favelas de São Paulo, morei em uma região nobre do sul do país, conhecendo pessoas de todas as classes sociais, e estudo hoje em um curso superior, novamente com pessoas de distintas etnias. Então pode até funcionar na teoria a questão de cotas, de privilégios socio-econômicos e qualquer benefício vindo disso. Mas para mim, quem diz isso, não sabe como funciona a realidade dos lugares, e só querem polemizar, sou extremamente á favor de existir COTA SOCIAL, mas sem nenhuma distinção de raça, somente econômica, isso é para mim, um absurdo, o que se passa em sua cabeça? O mesmo garoto negro pobre q estuda sua vida inteira com um garoto pobre igual só q branco, chega no vestibular e tem oportunidade diferente do colega? e é justo? Então se me perguntar se sou contra, sinceramente, sou, o cérebro é igual, a oportunidade q difere, e com toda a certeza a dedicação e o mérito.

    • Bertone Sousa 31/05/2016 / 1:36

      Dionathan, você não entendeu meu texto. Cota social não faz sentido porque cota não é política educacional. Você conviveu nesses espaços mas não entendeu o porquê das cotas porque não estudou sobre elas. Cota racial é política de combate ao preconceito, não medida educacional, por isso ela não se choca contra o princípio da meritocracia, pelo contrário, ela é um corretivo a desajustes oriundos da má aplicação ou não aplicação disso. A questão do mérito está explicada aí. O que você comentou são basicamente clichês de senso comum baseados numa incompreensão sobre o objetivo da política de cotas. Meu texto “A importância das políticas de ação afirmativa” explica mais sobre o assunto. Recomendo que você leia.

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