Notas avulsas 2

PensadorApresento aos leitores algumas notas publicadas no Facebook nas últimas semanas. Há também alguns excertos de outros textos já publicados, incluídos aqui como complemento a outras notas. Os textos “notas avulsas” têm o objetivo de tecer comentários e críticas a variadas questões pontuais que não poderiam ser abordadas em conjunto em um mesmo texto. Seguem as notas. 

Cuidado com os guias politicamente incorretos da história; eles contêm erros crassos, informações distorcidas e propaganda ideológica travestida de informação histórica. Leandro Narloch escreveu dois volumes destes. Narloch foi colunista da Veja, a revista que inventa factoides para incriminar pessoas. Nada que venha de alguém que escreve na Veja é confiável. No Guia Politicamente Incorreto da História do Mundo, por exemplo, Leandro Narloch usa Ian Kershaw para dizer que Hitler era socialista. Na obra que ele cita, o livro “Hitler”, Kershaw diz no capítulo oito que Hitler nunca foi um socialista e argumenta extensamente sobre isso. Já vi gente usar o livro do Narloch pra dizer que o nazismo era um movimento de esquerda. Não confie nesses livros, seus autores não têm qualquer compromisso com pesquisa histórica.

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Ser politicamente incorreto é ser contra políticas sociais, cotas nas universidades, casamento homoafetivo, dizer que o nazismo era esquerda,  Marx era impostor, o PT é comunista e totalitário e a esquerda faz doutrinação nas escolas e universidades. A direita abraçou o politicamente incorreto para se mostrar despojada e crítica, mas se mostrou apenas desmiolada, conspiracionista e inculta. Inculta porque fala de ensino neutro quando quer impor um currículo e, no afã de desconstruir o que erroneamente chama de hegemonia de esquerda, tenta reescrever a história cometendo erros clamorosos, distorcendo autores estrangeiros, chutando clássicos para o lixo e abandonando o compromisso com a pesquisa. Nós temos que combater isso não com uma guinada à extrema esquerda, o que não vem mais ao caso, mas com esclarecimento, no sentido do Iluminismo.

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A direita que pede intervenção militar contra um governo democraticamente eleito age como crianças que cresceram mas não atingiram a maturidade e por isso precisam de uma figura paterna repressora. Não entendem o que é dialogar, aceitar a existência do diferente nem a importância de fazer reivindicações respeitando o Estado democrático de direito. A democracia é para adultos que reconhecem o valor da Constituição e da liberdade; eles acostumaram a ser mimados, a ter o que sempre querem não por direito, mas por hierarquia social. Se a Constituição não serve mais a seus interesses querem aboli-la, então esperneiam, insultam, caluniam. Foi o que fez o rapaz que se infiltrou na comitiva presidencial em Washington e xingou Dilma. Aclamado como herói nas redes sociais por outros energúmenos como ele, passou a se considerar um revolucionário e representante da maioria da sociedade, que ignora sua existência. Outros acham normal e engraçado desejar que todos tivessem sido fuzilados na ditadura. Eles formam uma minoria barulhenta, fascistas que não sabem o que é o fascismo. Vão às ruas combater um espantalho que fizeram do comunismo e querem que os militares acudam sua gritaria histérica. Carentes de referências, acolhem qualquer Sheherazade ou Bolsonaro que ecoe seus discursos autoritários de classe.  Esses são os leitores da Veja e dos guias politicamente incorretos.

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Contra o conservadorismo das elites contemporâneas que odeiam dividir o poder e a renda, somente um pensamento progressista crítico e autocrítico pode erguer a voz em denúncia e em favor dos desfavorecidos e de minorias. A história é fluxo e mudança, mas em favor de quem os eventos vão mudar vai sempre depender da ação dos atores sociais no presente e da consciência de que o passado não é útil apenas aos que querem manter o status quo, mas também a quem quer abrir uma perspectiva de futuro.

Do texto “O conservadorismo e a história”.

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Ideologicamente, a esquerda ainda tentar manter a bandeira do trabalhismo e, uma vez no poder, passa a concentrar-se quase exclusivamente em criar mecanismos para manter-se lá. A direita não consegue ser popular e não elitista. O Brasil atual é um exemplo claro disso: hoje, não há nenhuma oposição organizada ao PT, o que é ruim tanto para a democracia quanto para o próprio PT, que assenhoreou-se do Estado abandonando todas as recomendações éticas que fazia quando era oposição.

Do texto “Além da esquerda e da direita”

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Precisamos de uma esquerda inteligente, que saiba pensar além do que faz a militância paga, especialmente nos meios jornalísticos e não veja nas denúncias contra o governo apenas ações conspiratórias de agentes que pretendem tirá-lo do poder; uma esquerda que saiba pensar o social sem esquecer o indivíduo ao invés de ver os indivíduos como átomos numa massa de eleitores. Por outro lado, precisamos de uma direita que não seja desescolarizada, tacanha, conspiracionista e saiba pensar o social, não apenas o indivíduo enquanto entidade abstrata de uma doutrina econômica. Vivemos um excesso de ideologismo, de polarizações rasteiras, e análises sociais são reduzidas a cartilhas de partidos ou de posições ideológicas estanques.

Do texto “Além da esquerda e da direita”

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O maior problema da direita brasileira é que ela nunca deixou de ser udenista, isto é, golpista, entreguista e – como consequência de seu anticomunismo radical – devota de ditaduras militares. A direita tupiniquim é uma caricatura do que há de mais retrógrado na esfera política, desde a defesa descarada de regimes fascistas até o alinhamento a fundamentalismos religiosos, como aconteceu com as duas últimas campanhas de José Serra.

Do texto: “Irracionalismos da direita brasileira”.

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Depois do fim do comunismo, basicamente duas ideologias sobressaíram na geopolítica mundial: o liberalismo e o Islamismo. Este último não é apenas uma religião, mas uma religião política universalista, fortemente avesso à democracia e às liberdades individuais. De formas distintas, as esquerdas têm sido atraídas para sua órbita.

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Nada é mais perigoso do que cair na armadilha do pensamento único. É o pensamento que dispensa aprofundamentos, pois todas as respostas já estão prontas, não havendo mais nada a investigar. É o pensamento que imagina ser crítico mas é carregado de autoritarismo. Esse ainda é um problema muito presente na esquerda, que ainda pensa o mundo com as mesmas lentes da década de 80, ainda vê o capitalismo como “o mal”, sem entender que o que chamamos de capitalismo, para além das questões econômicas, também está relacionado a determinadas formas de convivência social e determinados valores morais e que, sem as mediações de caso, para entender suas especificidades, ficam apenas os lugares-comuns que nada explicam.  É a esquerda que vê o conflito na Palestina como uma luta entre algozes (Israel) e vítimas (o Hamas), o bem e o mal e apoia o Hamas sem entender nada da historicidade daquele conflito. É a esquerda que passou décadas atacando o embargo comercial a Cuba mas emudecia e ainda emudece para não criticar a violação de direitos humanos na ilha. É a esquerda que vê o PT se liquefazer na corrupção mas culpa a “mídia golpista” pelo que vem a público. Tudo é explicado a partir de um esquema mental dualista, como se uma Verdade atemporal e imutável tornasse dispensável toda mediação de caso. Nessa visão, a demonização toma o lugar da compreensão. O pensamento ideológico é fácil pela rapidez com que rotula, denega, segrega. Alinhar-se à esquerda e à direita requer algo como uma profissão de fé: abre-se mão de uma autonomia intelectual (por preguiça ou presunção) para reproduzir os jargões de um grupo. Esse é o modo de pensar dos que querem “derrubar o sistema” para emoldurar o mundo a seus caprichos pessoais.

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A esquerda radical (e seus simpatizantes) nunca se preocupou com direitos humanos e liberdades individuais  porque pensava ter as chaves da história e do futuro. Agora que não tem mais, busca em qualquer anti-americanismo e qualquer anti-capitalismo seu modelo de heroísmo, até um Edward Snowden e um Julian Assange são evocados para ocupar os lugares de Che Guevera, Lênin ou Fidel Castro. E ainda sobre lugar pra um antissemitismo deslavado. No fundo, o que ela quer é uma liderança messiânica que a dispense de pensar.

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Já perceberam que os partidos que levam o nome “socialista” ou “comunista” não têm nada de importante a propor? Nem poderiam porque ou ainda estão encalhados na retórica bipolar da Guerra Fria (casos do PSOL, PCB e PSTU) ou se tornaram legendas de aluguel (como o PSB e PC do B). Após a ruína moral e eleitoral do PT não haverá mais esquerda no Brasil.

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O PT estava a um passo de transformar o Brasil em um país de pleno emprego. Agora, as filas quilométricas de desemprego da era FHC recomeçam. As políticas econômicas do governo Dilma 2 têm retirado direitos trabalhistas, um dos grandes trunfos do PT até o ano passado e o aumento de impostos estrangula o poder aquisitivo dos trabalhadores; isso pra não taxar as grandes fortunas e não comprometer os ganhos dos banqueiros. O PT se tornou um partido contra os trabalhadores e não mais a favor deles. O aumento abusivo de impostos não se deve à baixa arrecadação mas ao banditismo com dinheiro público que o PT capitaneou para se manter no poder. Dilma não é mais a guerrilheira que lutou contra a ditadura, mas a gestora incompetente que vendeu mentiras a granel para vencer as eleições. O PT é agora indefensável – motivo pelo qual Lula tem ido quase ao desespero.

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Dilma não pode mais fazer pronunciamento na TV; não pôde falar aos trabalhadores em primeiro de maio porque tem tirado direitos deles. Não pode falar à sociedade agora porque não tem mais base de apoio social. Com sete por cento de aprovação, não é mais possível sair do isolamento do Palácio sem uma tropa de seguranças e blindagem acústica.

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O futuro de PT é a autoextinção ou, na melhor das hipóteses, a completa desmoralização eleitoral e impotência política. Se a esquerda inteira não quiser seguir o mesmo caminho, deve entender que precisa formar uma nova coalizão sem ele. Não precisamos fingir que o PT não afundou na corrupção para defender políticas sociais inclusivas, para nos colocar contra a terceirização e advogar a importância da atuação do Estado na economia.

Do texto “O fim do PT”

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Para negar que o nazismo era de direita, a direita inventou um mito: a de que intervenção do Estado na economia define um sistema político como esquerda poque a direita é o liberalismo econômico. Ou então: o nazismo rejeitava o socialismo marxista, mas estava ligado a outros movimentos socialistas, por isso o nome socialismo na sigla. Por isso também Goebbels e Hitler diziam que eram socialistas. Nada disso é verdade. Estatismo por si só não define nenhum sistema como esquerda ou direita nem Hitler era socialista e jamais o foi. Quem diz isso é um destacado historiador de nossa época e que escreveu a mais densa biografia de Hitler hoje disponível; o mesmo autor que Leandro Narloch deturpou pra dizer que o nazismo era de esquerda no seu Guia Politicamente Incorreto da História do Mundo, um livro que não passa de uma fraude. Se você se confundir com essas nomenclaturas (o que é direita e esquerda, quem era direita e esquerda no século 20), vai perder o fio da meada de toda a história contemporânea.

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Zizek diz que o capitalismo não é o melhor dos mundos possíveis. Isso todos nós sabemos. O problema é que o que ele quer colocar no lugar é um comunismo tão difícil de identificar quanto a matéria escura.

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Nando Moura é apenas mais um exemplo da barbárie e da incultura que se dissemina espontaneamente na internet.

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21 thoughts on “Notas avulsas 2

  1. Lúcio Júnior Espírito Santo 10/09/2015 / 20:06

    Bertone, Zizek não tem projeto político, não é comunista! Leia o artigo abaixo.

    Slavoj Zizek, filósofo esloveno, está sendo acusado pela ativista Molly Klein, ligada ao Left Forum, nos Estados Unidos, de antissemita, dentre outras acusações.

    Klein, Jacob Levich e outros intelectuais levantaram o passado de Zizek na ex-Iugoslávia. Nos anos 80, ele era parte de um grupo dissidente dentro do partido “comunista” da Eslovênia. O jornal Tribuna, periódico oficial do partido, publicou, em 1988, o polêmico texto Protocolos dos Sábios de Sião, famosa falsificação antissemita que inspirou Hitler e que permanecia, desde 1934, inédito na Iugoslávia. Não apareceu outra justificativa para a publicação do texto, comprovadamente não escrito por sábios de Sião, a não ser a de estimular o antissemitismo. Segundo Klein, Zizek e seu grupo defenderam-se dizendo que aqueles judeus que conspiravam mundialmente, na verdade, eram uma metáfora dos “comunistas” iugoslavos. O texto seria, então, uma crítica ao governo e não um verdadeiro ato antissemita.

    Alguns episódios semelhantes, entre os quais um que Zizek conta, parecem ter consolidado o prestígio de Zizek como contestador do falso regime comunista da Iugoslávia, na verdade já em decomposição desde os anos 40. Um desses episódios Zizek mesmo conta, quando menciona que um grupo de estudantes fez um cartaz para um evento da juventude do partido, venceu a disputa e, a seguir, denunciou que tinha copiado o cartaz de um antigo cartaz nazista. Isso liga-se ao discurso que Zizek desenvolve até hoje: ele se diz “stalinista e fascista”, assim como aproxima os jacobinos e Hitler para chocar, vendo também “comunismo” no Anel dos Nibelungos de Wagner. Para Zizek, o problema com Hitler seria que ele “não foi violento bastante”. Para ele, violência seria “força para mudar as coisas”. Gandhi, nessa conceituação, seria mais violento do que Hitler.

    Segundo Klein, na verdade o projeto de Zizek não é comunista e sim anticomunista e pró-americano. Ele aparenta até mesmo ser “stalinista”, mas é uma farsa, evidentemente. Sua intenção é produzir confusão na esquerda. Seu grupo atual, segundo ela, pretende tornar as posturas reacionárias algo subversivo e chique, o máximo da contestação. Tanto que ele assevera em vídeo recente que o máximo do totalitarismo é o politicamente correto, numa posição em que converge com besteiras ditas por um Luiz Felipe Pondé, que associa politicamente correto e fascismo.

    Zizek –chamado ironicamente de Zizney segundo Molly Klein -continou sendo um dissidente influente e apoiou a banda Laibach quando ela passou a usar iconografia neonazista em suas apresentações. Igualmente, Laibach é o nome da cidade de Liubliana sob a invasão nazista. Zizek participou ativamente do movimento artístico Neue Skolovenski Kunst (nova arte eslovena, em alemão). Sua argumentação é que é preciso “sobreidentificar-se” ao sistema para combatê-lo, o caminho não seria o distanciamento crítico marxista. Segundo Klein, Levich e outros críticos, sua “superidentificação” seria com o nazismo, o reacionarismo, o racismo, a heteronormatividade, etc.

    Laibach é uma banda que faz declarações de esquerda, mas um de seus videoclipes, dos anos 90, é bem claramente antistalinista.

    Não há evidências de que Zizek tenha pessoalmente decidido a publicação do texto. No entanto, Klein observou que a fala de Zizek na eleição em que participou como candidato nos anos 90 traz uma fala muito semelhante ao texto dos Protocolos. Zizek, fazendo discurso anti-comunista no Partido Democrata Liberal, mencionava que “chega de ser objeto da fantasia dos outros, desses vampiros”. E a seguir associa os vampiros aos partisans, ou seja, aos falsos comunistas iugoslavos. Originalmente, porém, essa retórica servia para atacar os judeus, no contexto dos Protocolos dos Sábios de Sião. Igualmente, Zizek defendia privatizar mais abertamente do que fazia o falso governo comunista da Iugoslávia.

    Na revista Mladina, do partido Democrata Liberal, Zizek, nos anos 90, fez parte de um grupo que defendia supostamente os direitos humanos, mas na prática, advogou a secessão violenta da Iugoslávia. Essa secessão foi seguida de uma faxina étnica de muçulmanos, dentre outros casos de suicídio de pessoas de outras etnias. Zizek nunca mencionou isso. Lá, junto à sua esposa Renata Salecj, segundo Klein, o grupo elaborou uma argumentação para suscitar a invasão norte-americana em apoio da secessão iugoslava. Os eslovenos foram apresentados como os novos judeus e os nazistas seriam os sérvios.
    Recentemente, a acusação de antissemita foi rebatida por Zizek em artigo para o jornal The Guardian.

  2. Henrique 11/09/2015 / 18:34

    Ótima nota: “Nando Moura é apenas mais um exemplo da barbárie e da incultura que se dissemina espontaneamente na internet.” Antes de eu me deparar com este parágrafo, eu já estava lembrando deste lixo enquanto lia suas notas, até q finalmente vc o citou. É muito contraditório, pois Nando Moura aparenta um metaleiro revoltado e libertário, mas é uma das figuras mais conservadoras e intolerantes q já vi no cenário brasileiro. Parece até um personagem criado.

  3. Gabriel Ramos Tavares de Pinho 12/09/2015 / 16:30

    Acho errado acusar a direita atual de golpista e udenista,eu leio o blog do Rodrigo Constantino na Veja,e do Reinaldo Azevedo,e eles mostram a corrupção e acusam,então pedir impeachment é golpismo?Que eu saiba a nossa Constituição Federal de 1988 dá esse direito,quando é provada a participação do governante em casos de corrupção,quando se provou o caso do Collor e do FIAT Elba,o PT pediu impeachment para ele,o PT então era golpista?Se há corrupção,tem de se investigar e punir os envolvidos,José Dirceu está na cadeia,Genoíno tbm foi para a cadeia no caso do Mensalão,os diretores da Oderbrecht,o Paulo Roberto Costa,diretor da Petrobrás tbm,e se for provado que a Dilma sabia desses esquemas,e era conivente,nada mais justo do que o Impeachment,com o Michel Temer seu vice presidente assumindo a presidência.Mas acho que não é golpismo,cada meio de comunicação tem a sua ideologia,a VEJA é de direita,e a Carta é de esquerda,a Carta Capital não denuncia o governo,assim como a VEJA não elogia,isso é comum no jornalismo,o correto seria o imparcialismo ,mas isso infelizmente não existe,.nos EUA,vc tem a CNN que é democrata,e a Fox News que é republicana.Agora sobre doutrinação ideológica nas escolas,isso não existe,não tenho como provar,mas que há uma pressão mto grande,para vc se assumir de esquerda,isso existe sim,eu mesmo era petista,mas quando deixei de apoiar o partido depois desses muitos escândalos de corrupção,pq acho que os fins não justificam uns meios,um professor meu da UNINOVE,tentou justificar o mensalão,citando a governabilidade,pq sem o apoio do Congresso não conseguiriam governar,nem implantar os projetos sociais,mas eu não sou maquiavélico,não concordei,e continuei postando coisas sobre o governo,aí ele me excluiu do facebook,e sem contar os comentários de que ´´eu virei coxinha´´, ´´reaça,´´,e essas outras coisas,pode não haver uma doutrinação ideológica nas escolas e universidades,mas basta vc assumir uma posição contra essa esquerda que está hoje no poder,que sofrerá bullying e perseguição até mesmo de seus professores!Eu tbm não me considero de direita,sou a favor das cotas,do casamento homoafetivo,de melhoria na escola pública,e na saúde,mas basta vc se posicionar contra o governo,e acusar o PT de ter perdido os valores dos anos 80,para vc sofrer bullying,ser chamado de ´´coxinha´´ e ´´reaça´´,pode não ser doutrinação ideológica,mas algo próximo de isso,acontece nos cursos de ciências humanas das universidades brasileiras,falo do meu caso,no curso de história,quase todo estudante de história,ciências sociais,filosofia,e outros cursos das ciências humanas no Brasil,pelo menos falo dos casos que eu conheço,ou são petistas,psolistas,apoiam o PSTU,PC do B,não há ninguém de direita,ou que tenha uma visão menos dualista,somos nós contra a elite branca,contra a VEJA,contra os reaças,coxinhas!Ou seja vc não pode pensar diferente deles,que sofre bullying!

  4. Gabriel Ramos Tavares de Pinho 12/09/2015 / 16:39

    Como o senhor mesmo disse Professor Bertone.´´O PT estava a um passo de transformar o Brasil em um país de pleno emprego. Agora, as filas quilométricas de desemprego da era FHC recomeçam. As políticas econômicas do governo Dilma 2 têm retirado direitos trabalhistas, um dos grandes trunfos do PT até o ano passado e o aumento de impostos estrangula o poder aquisitivo dos trabalhadores; isso pra não taxar as grandes fortunas e não comprometer os ganhos dos banqueiros. O PT se tornou um partido contra os trabalhadores e não mais a favor deles. O aumento abusivo de impostos não se deve à baixa arrecadação mas ao banditismo com dinheiro público que o PT capitaneou para se manter no poder. Dilma não é mais a guerrilheira que lutou contra a ditadura, mas a gestora incompetente que vendeu mentiras a granel para vencer as eleições. O PT é agora indefensável – motivo pelo qual Lula tem ido quase ao desespero.´´ Mas o problema,é que meus professores da UNINOVE não aceitam isso,já terminei o curso,e agora estou pensando no meu mestrado,como eu te disse no outro post,postei críticas ao governo,e um professor meu me excluiu do facebook,eles acusam a direita de ser autoritária,intolerante,mas eles mesmo o são,por não aceitar quem pensa diferente deles,estou até pensando se faço o mestrado lá ou em outra universidade,pq se eu tiver de fazer uma crítica ao governo no meu mestrado,não vou deixar de fazê-las por medo deles,não aceito censura!Na época das eleições em todas as aulas,era algum comentário praticamente pedindo votos ao PT,o Aécio era reacionário,cheirador,playboy,filhinho de papai,que vivia no apartamento do Leblon durante seu mandato,frequento festas,saindo com modelos,e deixava o governo para a irmã dele,Andréa Neves,isso não deixa de ser verdade,mas o problema era que Dilma era apresentada como a heroína que lutou contra a ditadura,Dilma Coração Valente,os professores até convidavam os alunos para irem em comícios do PT,eu mesmo fui a um que saímos da Avenida Paulista e fomos até a Praça da República,no centro de São Paulo.Ou seja isso é manipulação,o mais justo seria eles não tocarem no assunto,a não ser que um aluno pedisse a opinião deles,mas o certo era eles deixarem os alunos escolherem imparcialmente,e não pressionarem para que votassem em algum candidato.

    ***

  5. Gabriel Ramos Tavares de Pinho 12/09/2015 / 16:42

    Porque o Aécio representava tudo de ruim,e a Dilma tudo de bom na opinião de meus professores,e a realidade não é bem assim,mas a que o senhor atribui professor Bertone,já que o senhor mesmo é um professor universitário,e pelo que leio aqui,está bem longe de ser um petista fanático,a que o senhor atribui o fanatismo de alguns professores universitários pelo PT,a ponto de se negar a fazer qualquer crítica ao governo,e até de excluir do facebook alunos que o critiquem,como aconteceu comigo?

    • Bertone de Oliveira Sousa 12/09/2015 / 20:18

      Gabriel, quando falo de golpismo não me refiro a impeachment, mas à iniciativa de uma parte da direita de pedir intervenção militar constitucional e exercendo certa pressão sobre alguns comandantes militares para isso, levando como resposta sempre um posicionamento firme deles para que se respeite o processo democrático. Impeachment, de fato, não é golpe e meu post não é sobre isso. Foi sobre essa iniciativa que falei muito em uma dessas notas aí. Também podemos falar em determinado caso de golpe branco, mas já é outro assunto.

      Professores dogmáticos existem em várias instituições. Procure um professor que não seja petista para orientar seu mestrado e vincule seu projeto a uma linha que não esteja cheia de professores petistas.

      • Alexandre Aguiar 13/09/2015 / 12:15

        O grande problema desses “guias” é o status de “best-sellers” que lhe são dados. Existem alguns professores que o usam e indicam ppr serem mais atrativos aos olhos dos alunos, devido todo um trabalho estético e uma escrita mais simples, porém é muito arriscado devido seu viés propagandista e conservador atrás de uma escrita sem nenhum
        compromisso com a verdade histórica. livr

  6. Gabriel Ramos Tavares de Pinho 13/09/2015 / 4:59

    Professor Bertone Sousa,e porque o senhor acha que há uma maioria absoluta de professores esquerdistas nos cursos das ciências humanas?Não li nenhum autor de direita durante todo o meu curso!Agora estou tratando de lê-los por conta própria,para conhecer a direita,e saber que há bons autores como Ortega y Gasset,Roberto Campos!

  7. Alexandre Aguiar 13/09/2015 / 12:17

    Parabéns pelo blog e por textos coesos em uma época tão incoerente.

  8. O nando moura, pra mim, é praticamente desconhecido. Nem sabia quem era até umas semanas, onde vi falar de um vídeo onde ele contestava um outro youtuber que professa o ateísmo. Fiquei curioso pra ver os argumentos dele, mas ele apenas zombava do nome do outro youtuber com uma postura bastante infantil. Nunca mais passei novamente por aquele canal.

  9. Gabriel Tavares 07/12/2015 / 12:00

    Olá professor gostaria de te pedir uma opinião sobre um novo movimento de direita liberal que surgiu no ano passado,o Movimento Brasil Livre,eu não apoio eles,pois sou contra o liberalismo econômico e o estado mínimo,penso que se diminui o tamanho do estado,cortando as políticas sociais,os pobres só vão ficar mais pobres,mas mesmo não apoiando o movimento e discordando da maioria de suas ideias,concordo que gosto da postura de alguns líderes do movimento como Kim Kataguiri e Fernando Holiday,são jovens,e ironicamente são oriundos de família de classe média baixa,Kim é filho de metalúrgicos,e Fernando Holiday é negro,criado por uma mãe solteira em Carapicuíba,periferia de São Paulo,e não gostei também de Jean Wyllys,um político com quem simpatizo,pois não é corrupto,e é defensor de causas que apoio,como uma melhor educação pública,a não redução da maioridade penal,os direitos humanos e LGBT,e é opositor do fanatismo religioso,no entanto na minha opinião ele foi arrogante e grosseiro com Kim Kataguiri sem necessidade,quando comentava as manifestações políticas contra Dilma Rousseff ,no programa online que realiza ao lado de Guilherme Boulos,líder do MTST e o blogueiro da UOL Leonardo Sakamoto,Jean o chamou de ´´analfabeto político que defende o estado mínimo ´´ e ´´garoto de 19 anos´´ de modo pejorativo,o Kim fez um vídeo de resposta em que chamava Jean Wyllys para um debate para que ele mostrasse que de fato o Kim era analfabeto político,e questionava o fato de Jean falar de sua idade,já que nas eleições do segundo turno,em que Jean apoiou Dilma,Dilma afirmou que ele era o ´´Embaixador da Juventude´´,por ser alguém que sempre defendeu a inclusão maior dos jovens no debate político,não gostei do fato de Jean o tratar assim,e recusar o debate,não precisamos tratar todos os adversários políticos como inimigos.

    • Bertone de Oliveira Sousa 07/12/2015 / 14:44

      Gabriel esse discurso não é novo. Eles partem do princípio de que os pobres sofrem por causa dos impostos e não é. Nem a redução do papel do Estado é garantia de redução de impostos. O discurso deles é neoliberal e o neoliberalismo já mostrou a que veio e se mostrou ineficiente frente a crise econômica. É necessária uma reforma tributária para reduzir as desigualdades no Brasil, não reduzir o Estado. Há muitas questões que escapam a esse discurso que só recauchuta o velho liberalismo.

  10. Gabriel Tavares 07/12/2015 / 12:06

    Professor Bertone Sousa,nessa entrevista,o Fernando Holiday,também integrante do MBL,explica as razões pelas quais ele defende o estado mínimo,as vantagens de que os pobres teriam,segundo ele,ao pagar menos impostos,e de um mercado livre,em que a economia iria crescer,e eles deixariam a pobreza sem precisar do estado,enfim expõe as opiniões dele,eu penso que se agregaria muito mais a nossa política,ao debate,se Jean Wyllys aceitasse conversar com eles,e não simplesmente os tratar como inimigos,como os tratou mais recentemente,quando abriu uma CPI para se investigar crimes de ódio cometidos na internet,em que ele acusou o MBL de cometer crimes de ódio,difamar pessoas,eu sigo a página deles no facebook e o canal deles no Youtube,e não vi nada de ódio,eles são opositores sim do governo atual e da presidente Dilma Rousseff,mas não a xingam,mostram os fatos do Petrolão,mas penso que isso faz parte do cenário político,sempre foi assim,quando não gostamos de um governo,e quando de fato há motivos para se acusar,se acusa,eu apesar de gostar das bandeiras que Jean levanta e defende no Congresso,confesso que é arrogância ele tratar o MBL como inimigos,pq o MBL é uma direita mais intelectual,mais aberta ao diálogo,diferente da direita religiosa da Bancada Evangélica e da direita militar de Bolsonaro!

  11. Gabriel Tavares 07/12/2015 / 15:23

    Mas o senhor concorda que uma direita liberal como o MBL, mas aberta ao diálogo é menos pior que uma direita religiosa como a Bancada Evangélica ou que uma direita que defende o militarismo,a tortura,representada por figuras como Bolsonaro?

      • Gabriel Tavares 07/12/2015 / 16:47

        Sim infelizmente isso é verdade professor Bertone Sousa,eu descobri um vídeo de um encontro deles com Bolsonaro https://www.youtube.com/watch?v=ekvXB4iYkaM ,e realmente nunca vi nenhum pronunciamento deles contra os abusos e a corrupção da Bancada Evangélica,eu tinha esperança que eles fossem uma direita mais intelectual e aberta ao diálogo,civilizada,mas infelizmente não são,eu sou de esquerda,mas sou a favor de termos também um pensamento de direita de qualidade no país,porque fica ruim para a democracia,quando há um distanciamento intenso,e quando representantes da esquerda como Jean Wyllys se negam ao debate com eles,eu sou a favor de uma democracia total,eu sei que é utopia,mas adoraria ver a esquerda e a direita conversando,sem que exista o autoritarismo de ambos os lados

  12. Gabriel Tavares 07/12/2015 / 16:50

    O senhor acha que é possível,professor Bertone Sousa,existir uma esquerda e uma direita que possam dialogar no nosso cenário político,sem autoritarismo,agressões,apenas expondo suas ideias,filosofias?Porque tanto pessoas como o Bolsonaro,e deputados evangélicos,como tbm Jean Wyllys se negam a isso,o Kim Kataguiri nessa questão parecia mais aberto quando propôs o debate ao Jean Wyllys https://www.youtube.com/watch?v=oMVWGlZ-aX4 ,o Jean não aceitou,mas penso que se aceitasse e detonasse com o Kim e seus argumentos de estado mínimo,seria bom para o cenário político,eu sou sempre a favor do diálogo!

  13. Gabriel Tavares 07/12/2015 / 17:06

    Se nos EUA,pessoas com diferentes opiniões debatem respeitosamente em universidades,por exemplo,o ateu Bart Ehrman defensor da ideia que Jesus Cristo era apenas um homem comum e não o filho de Deus,debateu com o fundamentalista cristão William Lane Craig em uma universidade,eu já soube de debates de Craig contra outros ateus,como Cristopher Hitchens,se há esses debates nos EUA,por que não no Brasil?Penso que o Jean Wyllys poderia debater contra o Kim Kataguiri em alguma universidade,e expor o motivo pelo qual ele é contra a ideia do MBL,e não simplesmente dizer que o Kim é analfabeto político.

    • Bertone de Oliveira Sousa 07/12/2015 / 19:14

      Que o diálogo é importante, isso é. Mas essa direita não tem disposição para o diálogo. Ela é agressiva, caluniadora, despreza a universidade e apela a teorias de conspiração sem qualquer fundamento. Kataguiri é discípulo do Olavo, que defende ideias fascistas e que a esquerda seja expulsa do poder inclusive por intervenção militar. O próprio Kataguiri abandonou a faculdade no primeiro ano porque se achava melhor que o professor. Não dá pra comparar essa gente com o nível de debate entre o Craig e o Ehrman, porque ali os dois interlocutores se respeitam e nos Estados Unidos mesmo os radicais religiosos reconhecem a importância da democracia e da universidade.

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