Para compreender Marx

Karl-Marx-Jonathan-SperberEm nossa sociedade, Marx tem sido um dos autores mais comentados e menos lidos e compreendidos, especialmente pelo tipo de direita que tem crescido no Brasil: uma direita desescolarizada, conspiracionista e sem afeição pela vida intelectual. A esquerda, por outro lado, não demonstra ser muito melhor quando defende totalitarismos ou ainda fala em luta de classes. Contra essas miopias, uma obra que chegou ao mercado brasileiro este ano tem uma importância singular: é o livro  “Karl Marx: uma vida do século XIX”, de Jonathan Sperber (Editora Amarilys).

Sperber é um historiador norte-americano e professor na universidade de Missouri. A biografia escrita por ele não é apenas mais uma entre muitas, mas um livro em muitos aspectos revelador, que, antes de qualquer coisa, tem o cuidado de situar o biografado dentro de seu contexto. Desse modo, o autor já inicia mostrando que o tipo de revolução defendida por Marx estava muito mais próxima das ações dos jacobinos e de Robespierre do que de Stalin e sua compreensão do capitalismo não explica o capitalismo do século XX ou de nosso tempo, mas foi uma leitura centrada essencialmente nas primeiras décadas do século XIX.

Por este motivo, o autor não deixa de assinalar que muitas informações contidas em “O Capital”, especialmente nos volumes dois e três (compilados postumamente por Engels dos manuscritos deixados por Marx), já vieram a público desatualizadas, pois não levavam em conta mudanças importantes na sociedade industrial de 1850 em diante e transformações nas relações de trabalho. Esse problema, assinala Sperber, não passou despercebido a Marx ainda na redação do primeiro volume, que preferiu destacar de suas fontes os casos em que o capitalismo se mostrava como um sistema essencialmente explorador e desumano, reproduzindo descrições  mais dramáticas de miséria social dos mais pobres, deixando de lado os casos de aumento de salários e questões referentes a melhorias no padrão de vida de alguns segmentos de trabalhadores.  Essas questões levaram ao surgimento, na década de 1870, de uma tendência na esquerda que renunciava à revolução violenta em nome da reforma do capitalismo, como expresso no livro “Socialismo evolucionário” de Edward Bernstein, um dos pais da social-democracia, um movimento de raízes tão marxistas quanto o próprio socialismo revolucionário.

Na obra, Sperber desvela a formação do homem, que obviamente não nasceu comunista e quando jovem até se mostrava crítico da ideologia que depois viria a abraçar e defender por toda a vida. Revela o estudante brilhante que Marx foi, posteriormente um intelectual destacado em seu tempo, assim como os anos como refugiado político, como ativista e como jornalista. Foi um crítico da burocracia prussiana de seu tempo, da autocracia czarista e defensor da democracia e da liberdade de expressão como passos necessários à modernização de uma sociedade.

 Há detalhes curiosos e tristes da vida privada, da relação com a mulher, Jenny Von Westphalen, a morte prematura de alguns filhos, as dificuldades financeiras agudas em Londres, a amizade com Engels, a quem Marx chegou a ajudar financeiramente, antes da universalmente conhecida relação marcada por envios de dinheiro por parte de Engels, o impacto que as revoluções de 1848 exerceram sobre seu pensamento, sua participação na Comuna de Paris (evento que se tornou importante para a compreensão que Marx teve de como deveria ser o comunismo), as influências intelectuais, especialmente a Filosofia de Hegel e o Positivismo. Em relação a isso, o autor destaca como essas influências se fizeram presente nos escritos de Marx no decorrer de sua vida intelectual.

Sperber mostra um Marx alinhado com os valores sociais da era vitoriana; um ativista e intelectual que jamais se imiscuía de seus deveres como pai e marido, que lutou pelo bem-estar da família e cujo filho que teve com a criada não abalou o casamento por uma série de razões discutidas na obra, e que levantava fundos para ajudar os refugiados políticos que chegavam a Londres vindos de vários lugares da Europa. Também mostra um Marx retraído para falar em público, mas autocrático na hora de tomar decisões, com grandes dificuldades de pagar as contas e administrar dinheiro e cujas preocupações com questões financeiras consumiram boa parte de seu tempo e saúde.

Como um dos principais teóricos da modernidade, Marx é essencial para entendermos a formação de nosso mundo, mas não para explicarmos a nossa época, como o próprio autor assinala na introdução da obra: “A visão de Marx como um homem atual cujas ideias definem os contornos do mundo moderno já se esgotou, e é chegada a hora de uma nova interpretação que vê nele uma figura vinculada a um passado histórico, cada vez mais distante de nossa época: a idade da Revolução Francesa, da filosofia de Hegel, dos anos iniciais da industrialização inglesa e da economia política daí decorrente. Talvez Marx possa ser mais proficuamente compreendido como um personagem retrógrado, que tomou os eventos da primeira metade do século XIX e os projetou para o futuro, do que um intérprete previdente e confiante nas tendências históricas”.

O livro de Sperber preenche uma grande lacuna que faltava em nossa bibliografia sobre Marx: um trabalho de fôlego escrito por um historiador profissional não vinculado a uma militância de esquerda ou direita e, por isso mesmo, não preocupado com a desconstrução anacrônica ou uma idealização do biografado. O livro de Sperber é acima de tudo uma obra deste século XXI, escrito para leitores do século XXI, especialmente leitores cujas mentes já estão no século XXI.

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22 thoughts on “Para compreender Marx

  1. João Paulo 06/12/2014 / 1:38

    Prezado prof. Brrtone

    Não conheco essa obra ela é nova? Um ponto que me chamou a atencão foi com relação a vida pessoal de Marx que Sperber descreve de forma resumida nessa síntese. Não é muito comum trabalhar a vida pessoal com a intelectual como não le a obra nao vou tirar conclusões. Eu tenho uma obra um pouco perecida com essa mas diferece em pontos. O livro se chama “Ler Marx” de 3 autores: Emmanuel Renault, Gérard Duménil e Michael Löwy. Todos da escola francesa. A obra em si trabalha varios artigos de Marx e suas principais obras A ideologia alemã, O capital entre outras. Eles falam dos erros e dos acertos de Marx sobre a economia, filosofia e politica e no final de cada analise descreve o que pode ser aproveitado das ideias, teorias de Marx para o século XXI. O senhor ja leu ou houvi falar sobre ela? Creio que pode de certa maneira “casar” com essa obra do Sperber. Desde já agradeco a atencão.

    • Bertone de Oliveira Sousa 06/12/2014 / 13:43

      João, a obra foi lançada originalmente em inglês em 2013 e lançada em português esse ano. A síntese foi pra apresentar brevemente a obra, mas em todo o livro a vida pessoal de Marx é discutida em detalhes e ele também tece comentários preciosos sobre cada uma das obras dele.

  2. Pedro Henrique F. 06/12/2014 / 1:55

    Bertone ótima sujestão de leitura pelo que parece. Mas eu estou mais curioso em um aspecto atual do Brasil que você citou: o porque essa direita brasileira é desse jeito. Existe algum fator x ou y primordial? Ou é reflexo de uma sociedade que não valoriza a educação?

    • Bertone de Oliveira Sousa 06/12/2014 / 13:49

      Pedro, as derrotas sucessivas que vem sofrendo nas últimas eleições tem deixado a direita paranoica e em estado permanente de afetação. Eles desprezam a educação formal e a universidade e fazendo isso se isolam da vida intelectual. Outros, que estão na universidade, como Pondé, o Magnoli e o Villa não escrevem nada que se aproveite e combatem uma esquerda que nem existe mais. Enfim, é uma direita quixotesca que não consegue dizer nada de importante.

      • Pedro Henrique F. 06/12/2014 / 16:00

        Ah entendo. E por sinal você citou o Villa, eu li aquele livro dele que foi hit do momento, o Década Perdida. Eu achei um livro ok, mas achei tacanho sublinhar só pontos negativos do PT. Ele tem um trabalho tao ruim assim? E também, já que essa nova direita é tao meio doida quanto ela parece ser, a tendência deles é piorar uma vez que o discurso deles parece ainda preso no século XX ou XIX. Sera que eles não entendem que assim só irão piorar a situação deles ou é mais fácil bater o pé? Não existe uma direita “normal” no Brasil? É uma dúvida que me deixa abismado pois só vejo Bolsonaro, Olavo e afins como sinonimo de direita hoje em dia.

      • Bertone de Oliveira Sousa 06/12/2014 / 20:04

        Pedro, o problema de gente como o Villa e o Magnoli é que eles não sabem a importância das políticas sociais e a direita inteira vai nessa vala comum, por isso eles não ganham eleições, não aprendem com os próprios erros e agora só dão pra fazer gritaria. E seguindo gente como Bolsonaro, Olavo e Lobão essa direita só tá indo de mal a pior.

      • Pedro Henrique F. 06/12/2014 / 22:29

        Entendi, mas a minha dúvida é do tipo, eles não percebem ou não querem perceber que só estão se auto destruindo? Ou a histeria, orgulho, preconceito, etc são tantos que não deixa-os ver com lucidez? Pois eles reclamam, mas não fazem nada para melhorar. Isso é meio paradoxal.

      • Bertone de Oliveira Sousa 07/12/2014 / 14:29

        Pedro, a verdade é que falta escolarização a esse povo, independente do nível econômico. Eu comentei aqui o caso de um estudante universitário de classe média que foi elogiado pelo Constantino na coluna dele na Veja por ter escrito uma carta ao professor se recusando a ler Marx, alegando que ele foi responsável pelas atrocidades nos regimes comunistas do século passado. É esse tipo de gente, idiota mesmo, incapaz de compreender a importância dos clássicos e fazer problematizações históricas, que está aderindo a essa direita.

      • Pedro Henrique F. 07/12/2014 / 15:24

        Eu vi essa historia. Realmente é um pessoal pequeno e idiota. Mas só por saber, existe alguma direita normal no Brasil? Tipo, pessoas que ajam de modo minimamente civilizado e que tenham escolaridade básica? Eu não gosto dessa coisa de direita-esqueda pois acho meio genérica e fora de contexto, mas é um jeito da moda e ainda usam (infelizmente ao meu ver).

      • Bertone de Oliveira Sousa 07/12/2014 / 15:41

        Existem aqueles que vieram de uma tendência social-democrata, e depois deixaram essa tendência, como FHC e Serra.

      • Pedro Henrique F. 07/12/2014 / 19:32

        Oh OK. Obrigado pela informação. Eu só espero que o nivel da dita direita aumente, pois se eles perderam eleições é pura exclusividade deles. Mas vejamos o que o futuro reserva não é? Abraços.

      • joneto582014 21/12/2014 / 19:23

        Caro prof. Bertone,

        Descobri o seu blog alguns meses atrás, e desde então tenho lido alguns textos instigantes, embora nem sempre concorde com eles. Não tenho certeza se serei considerado um “inimigo” seu, já que sou liberal. Espero que não.

        Gostaria de dizer que eu sou o primeiro a conceder a existência de um pessoal direitista (ou pelo menos antipetista) muito barulhento. Mesmo percebendo que a truculência verbal não é monopólio da direita, concordo que essa não é a forma ideal de se discutir os gritantes problemas do país. Muita gente que comunga com as minhas idéias tende a ser impaciente com aquilo que chama de “desonestidade dos esquerdistas”. Sei que do outro lado do corredor há também muita gente que não tem paciência para dialogar por causa da “desonestidade da direita”. Bom, é minha convicção que se um lado ouvisse o outro esse tipo de desconfiança automática não aconteceria. É preciso que os dois lado sejam mais caridosos e atenciosos para com as opiniões e argumentos do opositor.

        Os direitistas não desprezam a educação formal (longe disso!). O problema – por assim dizer – é que o cenário acadêmico brasileiro é refratário às idéias que eles defendem, daí que eles criticam esse fato e procuram outros meios para avançar os seus conhecimentos. Sim, é verdade que os direitistas pouco ou quase nada sabem sobre o pensamento esquerdista (eu mesmo li pouco ou quase nada sobre o assunto, mas já encomendei o livro do Sperber), mas o que os esquerdistas sabem sobre as idéias da direita? Duvido muito que o esquerdista típico tenha conhecimento de John Locke, Eugen von Böhm-Bawerk, Bruno Leoni, Gustave de Molinari, Ludwig von Mises, John Stuart Mill ou Fréderic Bastiat (só para ficar com alguns clássicos).

        Os barulhentos à direita não são necessariamente os representantes intelectuais do movimento (uso o termo “direita” para classificar todas as formas de não-esquerdismo). Há muita diversidade de opinião no movimento, desde o anarcocapitalismo (também conhecido como anarquismo de direita) até o libertarianismo bleeding-heart (esses libertários não gostam da classificação direita ou esquerda), passando pelo liberalismo clássico. Há vários projetos sendo implementados também como o Capitalismo para os Pobres (http://www.capitalismoparaospobres.com/), capitaneado pelo Diogo Costa, e o Estudantes pela Liberdade (http://epl.org.br/). Isso sem falar nos conservadores influenciados pela corrente inglesa de pensadores como Russell Kirk e Roger Scruton. Todas essas pessoas e grupos citados não são barulhentos nem hostis, e estão abertos para o diálogo civilizado e produtivo.

        Cerca de um ano atrás foi fundada a Revista Interdisciplinar de Filosofia, Direito e Economia (http://www.revistamises.org.br/) cujo objetivo é defender as idéias liberais no fórum acadêmico. Talvez o pessoal envolvido seja capaz de dispersar alguns mal-entendidos sobre o ideário liberal e conservador.

        Joaquim Neto

      • Valdir Antunes 08/01/2016 / 14:09

        Preciso refletir melhor sobre seu texto Bertone. Somente pelo fato de ter que refletir agradeço o texto, mas desde já concordo com você que Pondé, Magnoli e o Villa pelo radicalismo que apresentam ou mesmo alienação, sepultam qualquer credibilidade, o que não é próprio de um pensador ou mesmo intelectual. Gosto de análises imparciais. Mas que a direita é anacrônica isso é; talvez até mais que uma possível esquerda se é que existe esquerda!

  3. Marcus Canesqui 07/12/2014 / 0:09

    Vejo varias pessoas babando ovo pro Olavo de Carvalho, Lobão e afins como se fossem o supra-sumo da intelectualidade brasileira e o restante de nós fossemos um bando de acéfalos primitivos… É deprimente!

  4. Waldo Gomes 09/12/2014 / 7:30

    Bom dia a todos, quero levantar dois pontos apenas, que me parecem mais concretos no momento:

    1º – A ideologia de Marx, de acordo com o resumo apresentado, pois ainda não li a obra, somente pode ser aplicada dentro de sua época ou em outros termos seria uma doutrina natimorta e tudo o que foi feito a posteriori seria uma deturpação ?

    2º – É possível falar em “direita” no Brasil sem uma representação política efetiva no âmbito político, visto que não existem partidos nem políticos com mandatos que assim se definam, mas somente indivíduos isolados ou associações aqui e ali que publicam em redes sociais ?

    • Marcus 09/12/2014 / 23:20

      Waldo, já escutaste falar da família Bolsonaro, Marco Feliciano, Fernando Francischini, Heinze, Álvaro Dias e etc? Dos partidos PP, PSC e DEM?

  5. Saul Ramos 11/12/2014 / 21:17

    Bertone, boa noite! compreendendo dessa forma, podemos então pensar que o Marxismo já não é um protagonista nas transformações das sociedades atuais, ainda mais que nos dias de hoje a classe trabalhadora conseguiu vários direitos e uma melhora significativa nos seus padões de vida, ou seja uma realidade totalmente diferente das condições de vida dos trabalhadores nos tempos de Marx. Queria saber a sua opinião sobre a importância de Marx e do Socialismo para os dias de hoje, seria apenas como um fator amenizante do capitalismo? seria ideologias apenas necessárias na luta por direitos trabalhistas? no que diz respeito a sua herança, seria apenas a Social democracia? ou os direitos alcançados dos trabalhadores? Também queria um comentário seu sobre um raciocínio que venho tendo sobre a situação da esquerda atual, vejo ela enfraquecida e fragmentada, e em muitos casos não conseguem superar dilemas básicos de suas próprias organizações, ainda é possivel se observar debates ainda sobre Trotskismo e Stanlinimos, aqui no Brasil vemos partidos nanicos que não conseguem forma nem uma frente básica para concorrer as eleições, acontece justamente o contrário na forma de conflitos entre eles próprios, a juventude que organicamente rebelde e revolucionária não se sente atraida a entrar nesses partidos, nesse cenário pergunto a você, a esquerda está nessa situação porque não consegue realizar um programa político para os dias de hoje, ou porque sua visão de Marxismo e obsoleta? será possível o socialismo se revisionar e se tornar atual e algo importante para os próximos acontecimentos, ou é algo apenas para ficar na história?

    • Bertone de Oliveira Sousa 11/12/2014 / 23:10

      Olá Saul, uma resposta completa a tudo isso daria um texto, mas vamos lá. Marx é importante hoje como clássico, não como um receituário de ação política. Essa é a visão que norteia a obra de Sperber e, a meu ver, a mais adequada para entendermos Marx e sua posição no século 19. Por isso, o que sobrou pra esquerda foi a social-democracia. E como falei no texto, a social-democracia é tão marxista quanto o marxismo revolucionário, ela nasceu do diálogo e da adequação do pensamento de Marx a novas conjunturas sociais. O socialismo revolucionário, por outro lado, está esgotado como alternativa, suprimiu as liberdades individuais em nome da igualdade (redistribuição de riquezas) e não garantiu nem uma nem outra. Já a social-democracia mantém as liberdades ao mesmo tempo em que promove políticas sociais para reduzir as desigualdades. Em relação ao enfraquecimento da esquerda hoje, isso está vinculado às duas situações que você citou. No caso do Brasil, especificamente, a aliança com o PMDB cria um monolitismo político misto que bloqueia reformas mais profundas na sociedade, assim como a obrigação de atendimento a interesses fisiológicos de partidos da base aliada. Isso não afeta somente a esquerda, o problema é que nossa democracia é viciada pelos continuísmos da República Velha e dos modelos populistas/clientelistas que marcaram nossa estrutura política no século passado. Já a visão do marxismo também está em grande parte obsoleta. A esquerda ainda não conseguiu desapegar-se da imagem de Cuba como exemplo (de educação e saúde) e de Che Guevara como líder, só pra ficar em alguns exemplos. Eficiência em educação e saúde é relativamente fácil de alcançar em países pequenos, e outras nações conseguiram isso de forma mais eficaz do que Cuba e sem sacrificar as liberdades individuais. Discuti um pouco mais sobre isso no texto “Notas avulsas”, publicado em outubro desse ano; creio que elas contemplam algumas de suas questões. Abraço.

  6. Marcus Canesqui 27/11/2015 / 0:10

    Olá professor.

    Você tem alguma sugestão de literatura para entender o

    Neoliberalismo
    Eo que o Sr. acha do trabalho do Noam Chomsky?

  7. Teófilo Siracusa 23/01/2017 / 23:13

    Olhe, professor, tem um historiador português, chamado José Rodrigues dos Santos, nascido em Angola, que escreveu um livro de 700 páginas, defendendo a tese de que o fascismo teve sua origem no marxismo. O livro chama-se “Pavilhão Púrpura”, Editora Gradiva, Lisboa, 2014. O que o senhor acha? Há algumas resenhas a respeito da obra na Internet.

    • Bertone Sousa 24/01/2017 / 0:22

      Teófilo, se você quiser ler algo realmente importante sobre o fascismo, leia “Fascistas”, de Michael Mann.

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