O governo e o legado de Mao Tsé-Tung

Mao-Tse-TungNão concordo com a ideia de que, para ser moral, o motivo de nossa ação deve ser beneficiar os outros. A moralidade não tem de ser definida em relação aos outros […] As pessoas como eu querem […] satisfazer o próprio coração, e, ao fazer isso, temos automaticamente o mais valioso dos códigos morais. Claro que existem pessoas e objetos no mundo, mas eles estão todos lá somente para mim […] Pessoas como eu têm um dever somente para consigo mesmas; não temos dever para com outras pessoas […] Não sei do passado, não sei do futuro. Eles não têm nada a ver com a realidade de meu próprio eu. […] Estou preocupado apenas com meu desenvolvimento. […] Tenho meu desejo e ajo de acordo com ele. Não sou responsável perante ninguém.  Mao Tsé Tung

Essas palavras foram escritas por Mao Tsé Tung aos 24 anos, em 1918 e ele agiu de acordo com elas por toda a sua vida. O trabalho mais importante sobre ele hoje disponível em língua portuguesa é o livro “Mao, a história desconhecida”, dos historiadores Jon Halliday e Jung Chang (Editora Companhia das Letras, 2006), uma vigorosa pesquisa que desconstrói cada pilar que a mitologia pseudo-comunista do século XX ergueu em torno da figura de Mao Tsé Tung. O livro não é apenas uma biografia, mas uma pesquisa histórica que desvela fatos aterradores da vida do biografado. Ególatra, Mao não mediu esforços para subjugar a tudo e a todos à sua vontade. Não por acaso, a obra já inicia mencionando que Mao foi responsável pela morte de cerca de setenta milhões de pessoas em tempos de paz, estatística que, no decorrer do livro, os autores comprovam com fontes fidedignas.

Para muitos, as experiências do socialismo real não foram genuinamente marxistas. Há uma grande parcela de verdade nisso, especialmente se levarmos em conta que os regimes políticos que emergiram dessas experiências herdaram muito mais elementos da formação cultural desses países e da personalidade de seus líderes do que da teoria marxista.

Hoje sabemos que Stálin era um assassino, e não de burgueses, mas, principalmente, de comunistas e trabalhadores. Na Europa Setentrional, o socialismo assumiu feições democráticas através da social-democracia, há algumas décadas em crise devido a variadas reformas econômicas que reduziram a atuação do Estado como promotor de políticas sociais. Apesar do recuo das liberdades individuais nas nações que optaram pela construção do socialismo pela via da ditadura, em alguns lugares o socialismo também conseguiu criar uma classe média de tipo ocidental, com elevado padrão de vida e altamente escolarizada. Isso, contudo, não foi suficiente para salvar esses regimes, que não conseguiram produzir bens de consumo no mesmo ritmo dos países capitalistas desenvolvidos.

Onde o comunismo engendrou classes médias, terminou sendo derrubado por exigências pontuais dessas sociedades que aproveitaram reformas políticas para exigir mais liberdade. Onde isso não ocorreu, o nacionalismo e a socialização da miséria aboliram qualquer resquício de marxismo pela perpetuação de dinastias no poder, como são os casos notórios (porém com outras notáveis diferenças) de Cuba e da Coreia do Norte.

A China, porém, ainda permanece uma gigantesca economia de mercado controlada por um partido comunista e que sempre se caracterizou por sua singularidade: antes mesmo de ser uma gigantesca economia de mercado, a China optou pela revolução a partir do campo e não das cidades e dos operários, como preconizava a ortodoxia marxista. Embora Deng Xiaoping seja conhecido como grande responsável pela abertura econômica que transformou a China numa superpotência, não há dúvida de que o legado de Mao Tsé-Tung ainda está presente e é uma das grandes inspirações do regime. Mao liderou reformas desastrosas, que provocaram os maiores surtos de fome coletiva da história, era megalomaníaco, ególatra, sádico e foi responsável pela morte de dezenas de milhões de pessoas.

Mao Tsé Tung nasceu em 26 de dezembro de 1893. Na juventude, chegou a ser professor de história numa escola primária, demonstrava profunda aversão por períodos de paz e prosperidade, que considerava entediantes e que os tempos de guerra são mais desejáveis porque “a natureza humana ama mudanças rápidas e súbitas”. Mas a trajetória do comunismo na China começou antes de Mao aderir à ideologia. Foi em agosto de 1919, quando o Comintern, a Internacional Comunista fundada em Moscou, traçou um programa para uma revolução na China, segundo os autores “dando início a um compromisso de dinheiro, homens e armas que duraria três décadas e que culminaria com a tomada do poder pelos comunistas comandados por Mao em 1949 – o mais duradouro triunfo da política externa da União Soviética”.

Ele tornou-se comunista um ano depois, aos 27 anos. Jamais foi um marxista convicto, jamais pensou em redistribuição de riqueza, jamais foi um sincero partidário de causas sociais e jamais reconheceu ou atribuiu qualquer importância à vida humana. Seu estilo autocrático se manifestou desde o início com seu ímpeto voraz de emitir ordens e ser obedecido. Astuto e traiçoeiro, Mao foi aos poucos galgando postos no Partido Comunista. Em 1923, por ordem de Moscou, os comunistas foram obrigados a apoiar o partido nacionalista, que na ocasião era comandado por Sun Yat-sen. Chiang Kai-shek, que ascendeu a líder dos nacionalistas em 1927, denunciou a infiltração comunista e expulsou a todos do partido e assumiu o poder no país pelos próximos 22 anos.

Perseguido pelos nacionalistas e adepto da violência, Mao e outros líderes comunistas não hesitavam em usá-la e matar indiscriminadamente populações camponesas e outros civis inocentes nos lugares por onde passavam, acusando-os de “contrarrevolucionários”. Para eles, a inspiração maior vinha de Lênin, da ausência de legalidade de seu regime e da brutalidade com que recomendava que fossem tratados todos os agentes que não cooperavam com seu governo. Mesmo assim, a violência dos comunistas na China cresceu a um nível tão aterrador que até mesmo as autoridades da URSS ordenaram que parassem com “matanças sem sentido e desordenadas”, o que levou a liderança de Xangai, onde estava a base principal do partido, a ordenar que “a matança fosse mais seletiva”.

Tratando seres humanos como insetos, destruindo e exaurindo seus recursos de alimentação ao mesmo tempo em que deixavam comunidades inteiras famintas, os comunistas se tornaram odiados por todos os lugares por onde passavam antes de tomarem definitivamente o poder em 1949. Nesse período, Mao ganhou a aversão até mesmo de outros destacados membros do partido, que disparavam: “Ele tem um temperamento abominável e gosta de abusar das pessoas”. A partir de 1929, Mao assumiu o controle de uma importante base comunista. Foi então que iniciou um expurgo de larga escala – o primeiro de vários que veio a fazer até o fim da vida – contra seus críticos e opositores dentro do partido, ordenando prisões e execuções. A partir desse momento, o apoio do governo soviético também foi fundamental para Mao subjugar vários quadros do partido. Em decorrência disso, numa base conhecida como Jiangxi, somente no exército ele ordenou cerca de dez mil mortes. Em outra, Fujian, foram mais de seis mil. As execuções também foram marcadas pela brutalidade de seus métodos: “Em um condado, as vítimas a caminho da execução foram puxadas pelas ruas com arames enferrujados atravessados nos testículos”. (p. 131).

Com o apoio da inteligência, armas, remédios e dinheiro soviéticos, Mao pôde estabelecer um Estado paralelo na China. As províncias que conquistou viveram a primeira experiência do que depois veio a ser o maior Estado totalitário do mundo. Recrutamentos compulsórios, toques de recolher, confisco de alimentos, dinheiro e joias se tornaram parte do cotidiano das comunidades governadas por ele e seu exército. Os excedentes da produção foram roubados da população e até mesmo os cabelos das mulheres eram cortados como pagamentos extras de “bônus da guerra revolucionária”. Explorou-se a mão-de-obra das mulheres como trabalho escravo e os homens foram obrigados a servir no exército. Enquanto isso, o padrão de vida e a saúde da população declinavam rapidamente. Escolas foram fechadas e as crianças recrutadas para sentinelas e “esquadrões de intimidação”, para forçar os adultos a servir o exército e participarem das execuções dos “inimigos de classe”.

Obcecado para prender, eliminar ou humilhar “inimigos”, Mao instituiu um terror sem limites entre a população, desterrando famílias inteiras, ordenando trabalho forçado ilimitado; execuções públicas se tornaram comuns para disseminar o pânico e virtualmente tudo o que as pessoas tinham foi confiscado. As  pessoas foram proibidas de sair das aldeias e as fugas para áreas nacionalistas eram punidas com a morte (dos fugitivos, se não tivessem êxito, e dos carcereiros, se tivessem). Em uma das bases onde Mao e seus homens se estabeleceram, com amplos territórios de duas províncias, durante os anos de 1931-1935, houve o maior decréscimo populacional do país, com cerca de 700 mil mortes durante aqueles anos, grande parte delas assassinadas como “inimigas de classe” ou condenadas a trabalhos forçados, durante os quais morreram vítimas de tratamentos degradantes; outras cometeram suicídio.

“Nesse universo semelhante a uma prisão, o suicídio era comum – uma onda precoce do que depois se tornaria uma inundação durante o reinado de Mao. O número de suicídios era tão assombroso, mesmo entre as autoridades, que o regime teve de enfrentar a questão publicamente, com um slogan: “Os suicidas são os elementos mais vergonhosos das fileiras revolucionárias”. Esses dados mostram que, antes mesmo de chegar ao poder em 1949, Mao e seu exército já tinham provocado desastres humanitários nos lugares onde se estabeleceram.

Alguns pontos importantes que os autores levantam na obra são: o apoio intensivo da União Soviética foi a causa primeira de Mao não sido capturado pelas tropas nacionalistas e por ele ter se tornado um líder proeminente no partido até chegar ao poder absoluto: seus métodos cruéis de intimidação e execução, inclusive de membros do partido, eram bem vistos por Moscou. Outro ponto importante foi o fato de a URSS ter infiltrado espiões dentro do próprio exército nacionalista, causando crises de comando e ondas de desinformações que foram determinantes para que os comunistas chegassem ao poder em 1949.

Os autores também desmitificam a “Longa Marcha”, um dos maiores símbolos da “luta” maoista contra o governo de Chiang Kai Shek. O filho de Chiang, que havia viajado para a União Soviética alguns anos antes, ficou retido no país como uma moeda de troca que Moscou usava para pressionar o regime nacionalista a fazer concessões a Mao e aos comunistas. A fim de não criar uma situação de desentendimento diplomático com o governo de Stalin, os autores mostram que Chiang não derrotou Mao durante a Longa Marcha, mesmo tendo alcançado a oportunidade de fazê-lo rapidamente, com a esperança de rever o filho. Além disso, por pressão de Moscou, Chiang teve de ceder um território dentro da China para o Exército Vermelho (como também era chamado o exército de Mao) e ajudar financeiramente a administração da região, que somava um total de quase 130 mil quilômetros quadrados, abarcando uma população de cerca de 2 milhões de habitantes. Chiang também teve de pagar e armar mais de quarenta mil soldados do exército de Mao.  Somente depois dessas concessões, seu filho foi liberado para voltar à China, em 1937, após onze anos de cativeiro na União Soviética.

Nesse Estado paralelo que conseguiu de bandeja, Mao colocou em prática os métodos de tortura e humilhação pública que posteriormente viriam a marcar todo o seu governo. De início, o partido impôs racionamento de comida, com privilégios para os dirigentes. A brusca redução da qualidade da alimentação provocou a disseminação de doenças, às quais o governo comunista permanecia indiferente, retendo os poucos remédios que importavam das áreas nacionalistas e deixando a população sem ajuda médica. Mao, por outro lado, dispunha de médicos pessoais, alguns russos e um norte-americano.

Depois do estabelecimento do Exército Vermelho naquelas terras, muitos jovens afluíram para Yenan, a capital, acreditando na mensagem de construção do socialismo com liberdade e rapidamente dando-se conta das condições de extrema desigualdade e ausência de direitos. E para o pesadelo dessas pessoas, Yenan se tornou um inferno na terra: era proibido sair e tentativas de fuga eram punidas com execução. Segundo os autores, Mao não permitia o êxodo das áreas comunistas porque queria remodelar essas pessoas e transformá-las em agentes que facilitassem sua futura conquista do poder. Para isso, elas teriam de ser obedientes, passivas e era preciso eliminar sua capacidade crítica e questionadora.

Por conseguinte, a partir do início de 1942 deu início a um projeto de engenharia social que aliou tortura, prisões, privações de sono e de comida, lavagem cerebral com a criação de um ambiente de denúncias, falsas acusações de espionagem que os indivíduos eram forçados a fazer uns contra os outros e forçados eles próprios a confessarem-se como espiões, com organização de comícios de massa com o objetivo único de promover humilhações públicas sob os olhos atentos de Mao para que essas confissões fossem feitas. Declarações de inocência eram seguidas de outros dias de tormento e prisão. Os comícios criaram uma aura de histeria coletiva e esgotamento nervoso que levava os indivíduos rapidamente ao limite de qualquer resistência humana, piorados pela ausência de vida cultural e a abolição da individualidade e de qualquer noção de privacidade. Num dos capítulos mais marcantes da obra, os autores descrevem o estado de terror social e devastação psicológica a que as pessoas foram submetidas por Mao:

Todas as formas de relaxamento, como cantar e dançar, estavam suspensas. Os únicos momentos passados a sós também não propiciavam paz, pois eram consumidos na escrita de “exames da consciência”, prática conhecida até então somente no Japão fascista. “Façam todos escreverem seus exames de consciência”, ordenou Mao, “e escreverem três vezes, cinco vezes, de novo e de novo” […] Digam a todos para botar para fora cada pensamento que alguma vez nutriram que não é tão bom para o partido”. […]

Muitos tentaram resistir. Mas qualquer sinal de resistência era considerado “prova” de que o indivíduo era um espião, sob o pretexto especioso de que “se você é inocente, não deve haver nada que não possa ser relatado ao partido”. O conceito de privacidade não podia ser evocado, porque o bom comunista tinha de rejeitar o privado.  […]

Ao forçar as pessoas a relatar “pequenas transmissões”, Mao conseguiu, em grande medida, fazer com que elas dessem informações umas sobre as outras. Assim, rompeu a confiança entre elas e impediu-as, pelo medo, de trocar opiniões […]. A imprensa de fora não estava disponível e ninguém tinha acesso ao rádio. Também não era possível manter correspondência com o mundo exterior, inclusive familiares: qualquer comunicação de uma área nacionalista era prova de espionagem. A míngua de informação provocava aos poucos morte cerebral – ajudada pela ausência de qualquer escoadouro para o pensamento, uma vez que ninguém podia se comunicar com ninguém, ou colocar suas ideias no papel, mesmo em particular. […] O pensamento independente feneceu.

Dois anos desse tipo de doutrinação e terror transformaram os jovens voluntários de defensores apaixonados da justiça e da igualdade em robôs. […] Os jovens voluntários, que somavam muitas dezenas de milhares apenas em Yenan, haviam atravessado um inferno de confusão mental e angústia. Houve muitos colapsos, alguns para o resto da vida. As pessoas que sobreviveram a Yenan lembram de ter visto cavernas cheias de pessoas, “muitas das quais haviam enlouquecido. Algumas riam loucamente, algumas choravam”, dando “gritos e uivos como lobos todas as noites”.

[…] Para muitos, o suicídio era a única maneira de acabar com seu calvário. Alguns saltavam de penhascos, outros em poços. Os que tinham esposas e filhos muitas vezes os matavam primeiro. Tentativas repetidas de suicídio eram comuns: um professor de física fracassou quando engoliu cabeças de fósforos (que eram venenosas), depois se enforcou, com sucesso. Os sobreviventes dessas tentativas eram perseguidos sem misericórdia. Um deles, que engolira vidro quebrado, foi salvo e recebeu ordem imediata de “escrever uma autocrítica”.

[…]

Durante o que pode ser chamado de Terror de Yenan, todo o partido foi tratado com violência, até aqueles membros que não se tornaram vítimas totais. Eles eram inevitavelmente coagidos a denunciar os outros – colegas, amigos, até cônjuges –, o que provocava traumas duradouros, tanto nas vítimas como neles próprios. Todos os que compareciam a comícios testemunhavam eventos assustadores que envolviam pessoas que conheciam, e eles viviam com medo de que pudessem ser as próximas vítimas. A implacável invasão da privacidade, com a obrigação de escrever infindáveis “exames de consciência”, causava ainda mais tensão. (p. 304-313).

O que aconteceu em Yenan dá um vislumbre do que viria quando Mao e seu exército conquistassem definitivamente o poder, depondo o governo nacionalista e expulsando Chiang Kai-shek para Taiwan. Alguns anos depois, Mao estenderia esses métodos brutais de doutrinação e violência a todo o país através da Revolução (anti-)Cultural e depois de ter provocado a morte por inanição de dezenas de milhões de pessoas com seu “Grande salto à frente”. Segue abaixo o link para a continuação deste texto.

Clique aqui para ler a segunda parte do texto. 

Anúncios

14 thoughts on “O governo e o legado de Mao Tsé-Tung

  1. Carlos 20/11/2014 / 7:08

    Não posso deixar de associar tudo isso a Marx. Que em suas idéias pregava o fim da propriedade privada.

    Cada indivíduo em si mesmo é único e essa individualidade proporciona as diferenças que nos faz humanos.

    A meritocracia no sentido de crescimento pessoal é o pondo de equilíbrio para a evolução da sociedade.

    Se tudo for igual para todos tal mecanismo impossibilitara o crescimento individual e social a longo prazo.

    A tão aclamada distribuição de renda só faz sentido se de alguma forma ensinar o indivíduo a gerar renda, de contrário não passa de uma versão refinada do post comentado.

    • Bertone de Oliveira Sousa 20/11/2014 / 13:23

      Carlos, nada disso tem a ver com Marx. Marx deve ser entendido dentro do contexto do século 19, dos diálogos que estabeleceu e das tendências intelectuais com as quais dialogou e sem as quais não é possível compreender a formação de suas teorias.

      • Carlos 20/11/2014 / 14:01

        Boa tarde professor. Qual seria então o contesto que induziu Marx a conceber suas idéias?

        E nos dias de hoje o que existe de proveitoso no marxismo? E qual é a influencia de Marx em nossa atual esquerda?

      • Carlos 20/11/2014 / 15:53

        A cada momento fico mais e mais perplexo, após ler seu testo sobre Marx ontem e hoje e sua influencias distorcidas, sou levado a crer que a única forma politica que sempre existiu e vai existir é a força.

        O estado só é estado pela força, policia exercito etc. Quem diria o único poder que destoa disso é a religião, mesmo que por muitas vezes também fez uso da força.

        Como explicar o caso dos judeus? Sem estado por milênios e ainda assim unidos como nação por meio da fé. Intrigante não acha?

        A propósito obrigado pela indicação do testo, muito bom, devo salientar.

        Um forte abraço.

  2. Luiz Antonio Borges 20/11/2014 / 9:36

    Todo déspota deve ser repudiado, não interessa se é de direita ou esquerda, conservador ou pseudo liberal. Não se justifica.

    Um regime de exceção, uma ditadura só é legitima quando o país enfrenta uma guerra em seu território, ou em casos de cataclisma, etc…

    Porém deve ter um prazo de validade, e os direitos individuais devem ser retomados imediatamente assim cesse o mal que os afligia…

    Faço minha as palavras de Gabriel Garcia Marques.
    “Um homem só pode olhar o outro de cima se for para ajudá-lo a levantar-se.”

  3. Waldo Gomes 21/11/2014 / 10:44

    O comunismo ou socialismo, inevitavelmente, não levariam a este tipo de comportamento tirânico ? Não seria esse o fato que inviabiliza a reforma da sociedade nos moldes marxistas ?

  4. Pedro Henrique F. 21/11/2014 / 23:02

    Se existe definições do que são crimes contra a humanidade, Mao certamente deve ter sido o modelo para cataloga-los.Tais coisas são imperdoáveis, pelo menos, no mundo mortal. Bertone,por sinal, já que você fez o legado de Mao, você poderia fazer o legado de Lenin (se é que já não o fez), afinal, a teoria desse influenciou todos os outros regimes comunistas correto?

      • Pedro Henrique F. 22/11/2014 / 15:23

        Obrigado pelo esclarecimento. Eu provavelmente já o li, mas talvez não tenha-me caído a ficha. E caia entre nós, será que existe um problema de admirar um desses homens? Digo, eu pessoalmente (por algum motivo ao qual ainda irei descobrir) sinto uma estranha atração por Lênin. Tanto que comecei a ler as obras do mesmo para achar a raiz disso.
        Mas não existe problema em admira-los correto? Por mais estranho que possa parecer, até mesmo ditadores tem seus admiradores.

  5. Roni 23/11/2014 / 21:38

    O seu texto é muito bom e cada vez percebo que esse comportamento de Mao citado por vc no texto reflete bastante nos seus admiradores.

    Você falou uma vez que militante político não se importa com vidas, pois a causa política ou partido político é mais importante. Foi algo assim, não lembro bem. Fanáticos políticos admiradores de Stalin e Mao não perdem mais a vergonha em deixar isso claro. O pior de tudo é ver gente formada em direito defendendo esse tipo de absurdo. O cara estuda cinco anos Direito para nada, pois declara, mesmo depois de ter aprendido, ser abertamente contra direitos humanos e a favor de tortura e assassinato de “burgueses”. Uns ainda agem como misóginos e dizem que vão fuzilar “mulheres burguesas” em nome da revolução.

    • Bertone de Oliveira Sousa 23/11/2014 / 21:55

      Roni, felizmente essas pessoas (que também estariam entre as vítimas da violência que elas próprias defendem e estão no mesmo nível mental dos defensores de deposição de governos eleitos democraticamente por golpes militares) hoje não podem fazer mais do que latir na internet.

  6. Alan 18/02/2017 / 17:50

    Eu não fazia idéia de que a pervesidade desse cara chegou a esse ponto. Para quem leu as obras de Karl Marx e soube interpretar corretamente, que, pelo o que vejo é a maior dificuldade, esse Mao estava longe de seguir os conceitos Marxistas. A CENTENAS DE QUILÔMETROS de lonjura.

Deixe um comentário

Preencha os seus dados abaixo ou clique em um ícone para log in:

Logotipo do WordPress.com

Você está comentando utilizando sua conta WordPress.com. Sair / Alterar )

Imagem do Twitter

Você está comentando utilizando sua conta Twitter. Sair / Alterar )

Foto do Facebook

Você está comentando utilizando sua conta Facebook. Sair / Alterar )

Foto do Google+

Você está comentando utilizando sua conta Google+. Sair / Alterar )

Conectando a %s