O conservadorismo e a História

Edmund Burke, eminente pensador britânico conservador do século 18
Edmund Burke, eminente pensador britânico conservador do século 18

Declarar-se abertamente conservador tem sido uma ação cada vez mais difícil na era da informação em que vivemos. Além do viés quixotesco que norteia suas ações, um conservador também possui um sério problema cognitivo: ele precisa rejeitar o caráter dialético da história e aceitar as mudanças apenas naquilo que mantêm de aparente, isto é, na medida em que não alteram a estrutura da pirâmide social. Por isso as revoluções e os movimentos sociais são a própria antítese da alma conservadora.

Historicamente, o conservadorismo nasceu como reação à Revolução Francesa e aos ideais de liberdade e igualdade que a nortearam. A Revolução trouxe ao palco da História a expectativa do progresso, a crença na possibilidade humana na realização do futuro através da ciência, da razão e da luta social; a Revolução secularizou a escatologia cristã, transferindo para o homem e a sociedade as responsabilidades por seu próprio destino, instituindo o planejamento no lugar da espera, a razão no lugar da fé, o Estado no lugar da Igreja, o desejo de poder no lugar da obediência à autoridade e o indivíduo no lugar de Deus.

Com isso a história passou a ter um sentido fora do conteúdo estritamente religioso que a tradição cristã lhe atribuía. Agora, como sujeito da história, o homem assume o controle do seu próprio devir, com o domínio da ciência e a técnica pode mudar a natureza e, com isso, mudar a própria sociedade e a si mesmo. A Revolução também trouxe ao palco a laicização do pensamento político, iniciado na modernidade com Maquiavel e consolidado com os pensadores pós-iluministas do século 19. Nesse sentido, a Revolução Francesa passou a dividir o pensamento político do ocidente em conservador e progressista.

O progressista acredita na capacidade do espírito humano para reorganizar a sociedade, dissolvendo privilégios seculares e instituindo a noção de direitos humanos. O progressita acredita que a pobreza não resulta da vontade divina ou da indolência dos indivíduos, mas é deliberadamente forjada para manter os privilégios de uma casta ou de um grupo social. Para reverter essa situação, é necessário a institucionalização de outra compreensão da história e o uso da razão e de uma hermenêutica laicista para esquadrinhar as intenções e ações dos agentes no passado e no presente.

Como reação a esse paradigma, o pensamento conservador veio reafirmar a imutabilidade da natureza humana, a necessidade da sujeição do indivíduo à doutrina religiosa e às classes aristocráticas tradicionais; em nome destas últimas, contesta-se a capacidade do Estado moderno de conceder bem-estar. O progressista tem o olhar voltado para o futuro, o conservador para o passado, para o culto dos antepassados. O conservador teme a liberdade e somente pode conceber uma sociedade livre com rédeas. Para isso não bastam as leis, é preciso a imposição do culto à tradição.

Desse modo o pensamento conservador não pode apelar apenas à História, pois como disse, precisa negar seu caráter dialético e fechar-se no apelo à tradição e à autoridade contra o que consideram o caos, isto é, a reorganização da sociedade pelo espírito revolucionário. Por isso, o conservadorismo é mais uma indisposição para com a mudança do que propriamente uma ideologia. Além disso, o conservador precisa recorrer à religião revelada, justamente porque suas verdades são consideradas atemporais  é que a sociedade deve bastar-se nelas. Como a religião revelada não aceita a historicidade dos valores morais, precisa continuamente silenciar aqueles em seu interior que não se conformam a essa visão.

Por seu fechamento o pensamento conservador tende a ser pouco reflexivo e crítico, mas nunca crítico em relação a si mesmo. Somente pode vicejar em sociedades eminentemente agrárias, com baixa mobilidade social e pouco acesso a informações. Por isso o conservador é uma espécie em extinção, seus clamores contra a mudança em geral não visam ao bem comum mas ao medo que possui de perder privilégios e de que outros tenham acesso a lugares que historicamente não tiveram.

Mesmo em nossa sociedade urbana, o receio das antigas elites agora é a ocupação daqueles que se acomodaram ao poder e a privilégios. É a jornalista da Folha que protesta num artigo de jornal porque encontrou o porteiro do prédio em Paris ou Nova York. É o empresário que acha ruim porque as pessoas agora querem trabalhar de carteira assinada e não mais por qualquer salário; há quinze ou vinte anos não era assim. São aqueles que vociferam contra cotas para negros na universidade porque, numa sociedade onde os negros têm acesso às piores instituições de ensino, apelar à meritocracia sem igualdade de condições é manter a aristocracia branca nos cursos superiores; é a defesa do latifúndio agroexportador e seu peso na economia do país, razão pela qual não se deve dar ouvidos a “baderneiros invasores”. É o ódio ao presidente que foi operário, à presidente que foi guerrilheira, às políticas de transferência de renda aos mais pobres… Os exemplos não faltam.

Contra o conservadorismo das elites contemporâneas que odeiam dividir o poder e a renda, somente um pensamento progressista crítico e autocrítico pode erguer a voz em denúncia e em favor dos desfavorecidos e de minorias. A história é fluxo e mudança, mas em favor de quem os eventos vão mudar vai sempre depender da ação dos atores sociais no presente e da consciência de que o passado não é útil apenas aos que querem manter o status quo, mas também a quem quer abrir uma perspectiva de futuro.

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19 comentários sobre “O conservadorismo e a História

  1. Éderson Cássio 29/05/2014 / 1:05

    Realmente o conservadorismo, que em si já é uma coisa ridícula (eu diria mesmo antiética, pois nunca é fruto de motivação altruísta), no Brasil a coisa ganha contornos patéticos.

    O engraçado é que o “pai de família” brasileiro é liberal no campo econômico, afinal quer mais oportunidades, mas no campo das relações sociais é extremamente conservador, afinal ser homem, branco e heterossexual é ser “aceito”.

  2. Angwlo 29/05/2014 / 11:30

    Bertone como é que se da o conservadorismo no Brasil com o Inglês, Alemão Há muitas diferenças entre eles, gostaria que comentasse porque é impossível comparar o Churchill com o astrólogo de buteco

    • Bertone de Oliveira Sousa 29/05/2014 / 13:03

      Roni, esse assunto dá outro texto. Na verdade, conservadores que foram estadistas como Churchill e Reagan merecem uma análise caso a caso, apesar de os dois terem adotado posturas refratárias ao comunismo soviético, fizeram isso em contexto diferentes e em formações culturais diferentes. Na minha dissertação de mestrado eu até discuti brevemente como o conservadorismo americano atuou nos anos 80 contra a influência de movimentos marxistas e secularistas patrocinando programas religiosos na TV e candidatos republicanos à presidência. Já no Brasil, desde fins do século 19 o Exército foi a única organização que tomou a frente de importantes acontecimentos impondo pautas conservadoras e após 64 baniu até mesmo outros conservadores como Carlos Lacerda; e quando deixou o poder em 85, esse foi entregue a pessoas com quem o regime simpatizava. O conservadorismo no Brasil também possui suas especificidades devido ao caráter anti-reformista e entreguista das elites.

      • Roni Kurono 29/05/2014 / 15:26

        Recentemente, tem aparecido reaças dizendo que só pode ser de Direita quem segue o pensamento do Burke e do Kirk. Se baseando nisto, jogam os males da Direita para o lado da Esquerda, como por exemplo, dizer que neonazistas não são de Direita por que não leem Burke e Kirk. O que acha disso, Bertone?

      • Bertone de Oliveira Sousa 29/05/2014 / 15:38

        Roni, com essa turma direitóide da internet só dá pra fazer zuera, levar essa gente a sério é jogar pérolas a porcos.

      • Robson 03/10/2014 / 1:22

        Professor, o que o senhor quis dizer com caráter dialético? Afinal, o que é dialética? E pergunta que não pode calar: Em quem o senhor votará?

  3. Gledson Viana 29/05/2014 / 15:55

    A parcela conservadora de nosso país, ainda que cada vez mais diminuta,permanece hoje,digamos,tão órfã de um posicionamento ideológico que pudesse contrapor ao pensamento progressista,que, em resultado,preferiu a adesão a portadores de ideias extremistas,que vivem de pregar o ódio contra segmentos da sociedade,partidos políticos,grupos de direitos humanos, e tudo o quanto possa representar uma ameaça ao seu status quo.O pensamento extremista é a atual base de apoio do conservador porque ora serve para minar a legitimidade dos movimentos sociais,sem que para isso necessite de qualquer análise crítica apoiada em conhecimento histórico ou cientifico.

    • Bertone de Oliveira Sousa 29/05/2014 / 16:08

      Gledson, boa observação; a questão é que os conservadores não-extremistas não tem mesmo algo a apresentar, em geral porque estão ligados a interesses corporativos de ruralistas, empresários ou entidades religiosas, já os extremistas tentam cooptar o apoio deles (frequentemente com sucesso) pela repetição de teorias conspiratórias e, como bem observou o Roni, transferindo para a esquerda os crimes que cometeram no passado através de vários artifícios retóricos. Com gente como Bolsonaro, Feliciano e Malafaia, além dos jornalistas de internet, os extremistas tem tentado alinhavar seus discursos para as eleições e curiosamente se opondo a projetos de inclusão social e transferência de renda.

  4. João Paulo 30/05/2014 / 10:54

    Prezado professor, sou aluno do curso de História da UFS e tenho acompanhado a algumas semanas seu blog. Creio que, na minha modesta opinião, é importante levantar essas pautas principalmente nos últimos acontecimentos no mundo. Atualmente a Europa ainda esta tentando se levantar da forte crise econômica que se abateu nesse continente a alguns anos atrás. E o que pude observar é o crescimento do movimentos de extrema direita principalmente na Ucrânia, França, Itália, alguns deles por grupos neonazistas. Seria importante separar o conservadorismo de movimentos de direita ou extrema direita? ou podemos colocados no mesmo patamar? Desde já agradeço é parabéns pelo blog como ferramenta de trocas de conhecimento. =)

    • Bertone de Oliveira Sousa 30/05/2014 / 11:27

      João Paulo, obrigado seja bem-vindo ao blog. O conservadorismo não é monolítico, mas possui pontos em comum com a extrema direita. Alguns deles é que ambos são antirrevolucionários, apelam à tradição como elemento para manutenção da coesão social e ao exercício do poder pelos mais qualificados, nesse caso não do ponto de vista técnico propriamente, mas do nascimento. Essas foram características marcantes do conservadorismo entre o fim do século XVIII e o início do XIX. Por outro lado, nem todos os conservadores são nacionalistas e antiliberais, como as ideologias de extrema direita o são. Historicamente, o nacionalismo, por exemplo, nasceu de setores conservadores, especialmente na aristocracia alemã do século XIX que não via com bons olhos os ideais liberais da burguesia. No caso da extrema direita europeia atual, há outros elementos que motivam essa ascensão, como a questão dos imigrantes e o aumento do desemprego, causas bem similares às que levaram o fascismo e o nazismo ao poder, embora naquela época a conjuntura internacional fosse bem diferente. Por isso, mesmo não havendo uma relação direta e necessária entre o conservadorismo e a extrema direita, há elementos do primeiro na segunda o que os leva a flertarem, até porque também possuem inimigos em comum.

      • João Paulo 30/05/2014 / 12:16

        Poderia se colocar uma espécie de história comparativa no que diz respeito a essa ascensão de movimentos de extrema direita em alguns países da Europa nos últimos anos com a período entre guerras 1924-1935, claro que separando o contexto histórico para fugirmos do anacronismo. Eu pude observar alguns pontos interessantes como por exemplo na crise econômica de 29 a União Soviética não sofreu intensamente como os países industrializados na época como a Alemanha e EUA.. Hoje perdemos perceber, na minha opinião, que a China esta prestes a se torna a maior potência econômica do mundo em meio a crise,(2009)+ o acordo econômico bilionário com a Rússia com relação ao gás e isso somado também com a estrita relação da Rússia com a união europeia e os EUA. Na crise de 29, ou um pouco antes ou depois, foi onde o movimento de extrema direita ganhou força. Atualmente o desemprego e os imigrantes somados com a crise de 2009 puderam trazer a toma suspiros desse movimento de extrema direita. Só vou reforçar que não estou comprando o contexto político, geopolítico ou a força das crises ate porque a de 29 foi extremamente destruidora. Só observei alguns ponto que são similares. Agora a pergunta que me faço e se é para nos preocuparmos com o ¨andar da carruagem¨ atual ? Isso é mais como uma pequena teoria ou ainda é muito cedo e precipitado? Obrigado pela resposta anterior, professor.

      • Bertone de Oliveira Sousa 30/05/2014 / 12:34

        João Paulo, a comparação não é de todo inválida, mas é claro que sempre há especificidades a se levantar. Se se levar em conta o quanto a crise de 29 e a questão das nacionalidades foram importantes para a ascensão do nazismo e do fascismo, não deixa de ser preocupante que a extrema direita possa voltar a crescer com problemas similares. Na França, a Frente Nacional, um partido de extrema direita, tem ganhado popularidade contra as promessas não cumpridas da esquerda durante a gestão de Hollande. Os nacionalistas querem dissolver a União Europeia alegando que a entidade trava o crescimento econômico dos países membros, querem extinguir benefícios sociais públicos como saúde, educação e seguro-desemprego, que são propostas que sempre foram alvo do neoliberalismo, mas isso não significa redução do papel do Estado, significa apenas abolição de políticas sociais, até porque são nacionalistas que estão propondo essas mudanças. Ainda é cedo pra dizer aonde isso vai levar e aonde os projetos expansionistas da Rússia vão chegar, mas o mais preocupante é que isso mostra que o fascismo continua vivo como estado de espírito e em perfeitas condições de chegar novamente ao poder. Valeu, estamos aqui pra dialogar mesmo. Abs.

  5. Marcelo Augusto 01/06/2014 / 18:07

    Qual é a sua opinião sobre o “pós-modernismo”. Você acha que isso é chilique conservador ou que muita gente já passou da conta?

  6. Mateus Junqueira 06/06/2014 / 11:33

    Infelizmente, a maioria dos que se dizem “progressistas” nunca leram uma unica frase de Edmund Burke. Longe de ser um conservador, Burke era um membro do partido whig (partido liberal britanico) em oposiçao ao partido tori (partido conservador). Durante toda sua vida politica ele foi contra as politicas colonialistas da Inglaterra na India e foi um defensor dos Estados Unidos na luta pela independencia, defendeu tambem o direito dos catolicos irlandeses. Burke nunca foi um defensor do status quo. Burke não criticou a revolução total em nome de manter tudo na mesma. Criticou-a por assentar no pressuposto ingénuo de que podemos desenhar o futuro, em vez de simplesmente tentar influenciá-lo. Disse que todas as acções humanas produzem alguns efeitos que não podem ser previstos. Afirmou que o melhor plano central será sempre corrigido por não especialistas que têm um conhecimento directo das circunstâncias particulares. Logo, não é possível saber com certeza o que trará uma mudança total. Isso não significa que tudo deva permanecer como está. Significa que deve haver uma interação permanente entre tradição e mudança, e que esta deve ser gradual, por ensaio e erro, de forma a poder ser corrigida e mesmo revertida quando as suas consequências se revelarem indesejáveis.
    A previsao feita por ele em 1790 nas suas Reflexoes sobre a revoluçao francesa, de que a revoluçao traria um governo anarquico e despotico se tornou realidade com a morte de Luis XVI em 1793 e a instauraçao do Reino do Terror.

    • Bertone de Oliveira Sousa 06/06/2014 / 12:50

      Mateus, o sentido de conservador no final do século 18 é diferente dos sentidos que o termo ganhou no decorrer do século 19. Burke olhava com desconfiança a Revolução Francesa pela subversão dos valores tradicionais que veio em sua esteira. Mas meu texto não trata especificamente de Burke, nem especificamente de nenhum outro pensador, mas de tendências gerais que marcaram época.

  7. T. B. 19/06/2014 / 5:19

    Prof Bertone,

    Sou leitor ocasional do blog e aprecio muito seus textos. Acho sua área de pesquisa essencial, dada a explosão do fenômeno pentecostal no Brasil em época recente. Entretanto, vejo que o sr fez algumas afirmações que julgo errôneas e que traem uma certa falta de familiaridade com o chamaríamos de conservadorismo.

    Vamos lá:

    “Por seu fechamento o pensamento conservador tende a ser pouco reflexivo e crítico, mas nunca crítico em relação a si mesmo. Somente pode vicejar em sociedades eminentemente agrárias, com baixa mobilidade social e pouco acesso a informações.”

    Burke, passando por Ortega y Gasset até luzes recentes como o Thatcherismo, o pensamento dito conservador sempre foi província, contraste e bête-noire da sociedade industrial. Aliás, não há sequer um pensador canônico do “movimento conservador” (se é que podemos articular tal quimera) que seja oriundo de sociedade majoritariamente agrária, embora alguns, como Maistre e o próprio Burke, tivessem suas raízes na elite rural. Em outras palavras, para citar o FHC, “o Marquês do Paraná não era conservador, apenas atrasado”.

    Afirmo, aliás, o oposto: Faltou articulação, sofisticação e projeto para que as elites latinoamericanas formassem de fato um bloco da ‘demarche’, o regresso na América Latina sempre foi atrelado aos grilhões de nossa herança ibérica. O Conservadorismo com c maiúsculo que agora alguns articulistas e jornalistas de “direita” tentam emular no Brasil é e foi um fenômeno basicamente anglo-saxão e europeu, ou seja, surgido no locus da modernidade industrial.

    O prof Corey Robin, do Brooklyn College, publicou um livro maravilhoso sobre a direita, de uma ótica progressista, entitulado: The Reactionary Mind.

    Essas foram minhas observações pontuais e nada subtraem deste que é um blog interessantíssimo e modelo para acadêmicos.

    PS: Sou suspeito para falar, visto que sou morador de Ohio e alérgico ao Partido Republicano, mas não diria que Reagan foi estadista.

    Saudações cordiais e desculpe o português enferrujado,
    Tom Müller

    • Bertone de Oliveira Sousa 19/06/2014 / 12:47

      Tom,

      muito pertinentes suas considerações, mas uma história do pensamento conservador pode apreender algumas características gerais. Essas considerações trabalham com alguns aspectos gerais do conservadorismo pelos nuances que assumiu a partir da Revolução Francesa, embora conservadorismo e progressismo não sejam tendências homogêneas; nesse sentido, elas não podem ser errôneas. Mas a noção de pensamento conservador é uma abstração, porque o conservadorismo é definido mais por tendências do que por uma linha de pensamento. Mesmo tendo sido província da sociedade industrial, há um acentuado desenvolvimento de um pensamento conservador na esteira das guerras mundiais e do avanço dos regimes comunistas no Leste europeu, especialmente na sociologia e na economia e que no caso específico dos Estados Unidos ocorre uma imbricação de alguns setores com o fundamentalismo religioso, particularmente no campo político e nos meios de comunicação, o que não ocorreu na Inglaterra. Abs.

  8. Felipe Corrêa 10/01/2016 / 18:57

    Então segundo o texto acima, ser conservador e\ou de direita é ser atrasado?

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