Resposta a Olavo de Carvalho III: apelações do filósofo de boteco

Olavo de Carvalho bem que tentou. Ao final, fez o que mais sabe: esperneou, xingou, agiu como criança mimada. Em seu último texto sobre nossa discussão, mandou a história pra longe e se fez de vítima. Insistiu em dizer que citei Boris Fausto e me desmenti, mesmo tendo demonstrado que a citação que havia feito originalmente não se referia a Boris Fausto (confira o texto “Resposta a Olavo de Carvalho – Parte II”).

Pateticamente, ainda quis me dar lição sobre fontes históricas, me indicando a leitura de “Apologia da História” de Marc Bloch, livro que ele diz ter lido aos 18 anos. Pelo visto, ele precisa ler e reler novamente. Ele também precisa ler “Do Conhecimento Histórico” de Henri Marrou, um manual antigo também, mas muito interessante e “História e Verdade” de Adam Schaff. Para Olavo de Carvalho, os fatos históricos é que devem adaptar-se a suas crenças. Por isso, ele não se envergonha em desprezar qualquer referência teórica que seja contrária a suas convicções.

Se estiver conforme a sua opinião, ele toma um testemunho por verídico sem submetê-lo a nenhuma crítica, a nenhuma confrontação. Ele parece ignorar, ou fingir ignorar, que para se discutir qualquer tema histórico, é preciso levantar o estado da arte da discussão, isto é, quem escreveu sobre o assunto, o que escreveu e em que ponto se encontra as discussões. Pelo visto, ele também desconhece a ampla bibliografia que temos sobre História Oral e os cuidados que um pesquisador deve ter ao adotá-la.

Para dar mais dramaticidade à sua síndrome de vítima, ele encerra seu último texto dessa forma:

Quem não conhece a técnica de insistir na mentira até que ela acabe se tornando um cacoete, um vício generalizado, uma crença inabalável do senso comum? É como no Barbeiro de Sevilha: “Caluniem, caluniem, alguma coisa sempre acabará pegando.” 

Em meus textos, citei várias referências teóricas que desmentem o que o sr. Olavo de Carvalho afirmava sobre a atuação americana no golpe de 1964, seja por achismo (apresentação de argumentos sem fundamentos), seja pelo uso de fontes duvidosas. Ao invés de apresentar embasamento teórico, ele diz que faço apelo à autoridade. No primeiro texto, Olavo de Carvalho disse que eu não pesquisava “nem mesmo em livros”; no último, criticou o apelo à autoridade em minhas respostas.

Fica claro a partir disso que ele se atrapalhou, iniciou a discussão de um tema que não domina, numa área em que  não atua (História), foi surpreendido e se viu superado por suas próprias limitações teóricas e metodológicas. Pra não ficar feio, ficou tergiversando em pontos da discussão que já haviam sido esclarecidos e se repetindo, desnorteado como uma barata tonta depois de uma boa dose de inseticida.

Esses textos sobre a situação política e social no Brasil antes do golpe desmentem praticamente tudo o que ele diz sobre o assunto. Olavo de Carvalho não consegue falar nada fora de suas teorias de conspiração: (quase) todos são comunistas conspirando contra a família, a religião e os bons costumes. Para além disso ele se atrapalha e não fala coisa com coisa. É um completo impostor sem nenhum comprometimento com qualquer pesquisa séria. Espalhar mentiras e desinformação foi o vício que contaminou sua alma e agora ele repassa essa prática pra milhares de incautos aduladores que possui na internet. Mostrar o quanto este senhor está equivocado em suas afirmações não é algo de que alguém deva se orgulhar. Há mais o que lamentar.

Leia também:

Resposta a Olavo de Carvalho

Resposta a Olavo de Carvalho – parte II

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33 comentários sobre “Resposta a Olavo de Carvalho III: apelações do filósofo de boteco

  1. Ricardo Lira 03/11/2013 / 12:52

    Professor Bertone. Congratulo-o por ter a devida paciência e a perseverança necessárias para não deixar o debate morrer entre os impropérios com os quais o Sr. Olavo costuma ornamentar suas réplicas. Ainda estes dias, ele voltou a citar, em seu blog no Facebook, de forma debochada e obscena três pessoas que refutam as ideias dele: você, o Eli Vieira e outra pessoa, de cujo nome não me recordo agora. Em seu breve comentário, ele se jacta de ter dado uma lição nos três e conclui com palavras tão chulas que não me atrevo a reproduzir aqui. É preciso que ele tenha oposição, do contrário fará de toda uma geração de seguidores – muito deles bem jovens – clones ideológicos e comportamentais dele. Eu sinceramente creio que só se pode chegar à verdade mediante o confronto de ideias, nunca o confronto de insultos. O debate é salutar, a agressão não.

    • Bertone Sousa 03/11/2013 / 13:08

      Ricardo, muitos clones ideológicos ele já tem. Vários deles têm vindo deixar comentários reproduzindo os termos chulos que ele usa e que não publico. Eles agem como uma gangue pra intimidar opositores e o simples silêncio pode fortalecê-los. E como você pontuou, eles não confrontam apenas ideias, ou melhor, quase nunca confrontam ideias.

      • Jaelson Castro 28/10/2015 / 11:23

        Imperdível! Assistam o vídeo a seguir e veja mais um profissional, desta feita um Biólogo colocando o embusteiro Olavo em seu devido lugar, isso com muito humor e criatividade! lhttps://www.youtube.com/watch?v=M_ZsFV1V2Mg

    • Jaelson Castro 28/10/2015 / 19:04

      Olavo é a brochada da inteligência

      “1.3 – Representante do conhecimento paranoico: tendo estudado ou sendo autodidata, o representante do conhecimento paranoico pode ser, sob certo aspecto, genial. Freud comparava, em sua forma, a paranoia a uma espécie de sistema filosófico. O paranoico tem certezas, a falta de dúvida é o que o torna idiota. Se duvidasse, ele poderia ser um filósofo. O conhecimento paranoico cria monstros que ele mesmo acredita combater a partir de suas certezas. O comunismo, o feminismo, a política de cotas ou qualquer política que possa produzir um deslocamento de sentido e colocar em dúvida suas certezas, ocupa o lugar de monstro para alguns paranoicos midiaticamente importantes.
      Curioso é que o representante do conhecimento paranoico pode parecer alguém inteligente, mas seu afeto paranoico o impede de experimentar outras formas de ver o mundo, abortando a potência de inteligência, que nele é, a todo momento, mortificada. Isso o aproxima do “ignorante orgulhoso” e do “burro mesmo”.
      Em termos vulgares e compreensíveis por todos: ele é a brochada da inteligência.”

      http://revistacult.uol.com.br/home/2015/04/a-arte-de-escrever-para-idiotas/

  2. Roni Kurono 03/11/2013 / 20:26

    Bertone, eu até gosto das suas respostas. Mas não acha que está dando atenção demais ao eterno aspirante a filósofo? Olavo de Carvalho é um sujeito que fica de mendicância intelectual. Ele quer gente que dê atenção a ele com debates só para depois sair cantando vitória e ainda convocar as olavetes, e canalhas que são, saí por aí dizendo que o guru dos fracassados venceu um debate. Eles tentaram isso com o geneticista Eli Vieira (não sei se você quem é). Teve até um paga-pau que ofereceu 50 mil que não tem para que Eli refutasse alguma bosta que o Olavo escreveu. Mesmo que Eli aceitasse e refutasse, nunca que esse embusteiro ia admitir que foi refutado e humilhado publicamente.

    • Bertone Sousa 03/11/2013 / 22:38

      Roni, eles se alimentam de picuinhas e parasitismo virtual, é verdade, mas responder a provocações teóricas dele também pode ajudar a esclarecer outras pessoas. Mas não vale mesmo a pena, acho que perdeu a graça.

      • Diego Cunha 27/12/2013 / 11:55

        Valendo a pena ou não, creio que você produziu algumas das melhores respostas ao Olavo de Carvalho, que podem ser reproduzidas para alertar nas redes sociais pessoas incautas. É triste saber que o livro deste impostor ficou entre os mais vendidos. Você ofereceu argumentos interessantes e é compreensível que não queira ficar argumentando ad eternum.

    • Rosi Pontes 13/10/2014 / 11:40

      Eu estava pensando nisso. O fato de divulgarmos a discussão resulta em mais publicidade na rede para o filósofo de boteco.

  3. Vitor Cardoso 04/11/2013 / 10:23

    Prezado Professor, acompanho seu blog e admiro, não só o trabalho, mas também a paciência em debater com essa criatura.
    Em breve teremos olavetes por aqui, como a tal criatura que disse que o simples fato do senhor integrar o meio acadêmico brasileiro já o desqualifica. O que dizer sobre pessoas assim? Por mim, nada, são digno de pena, ficam, em seu colonialismo derrotista, a negar o valor dos profissionais de seu próprio país. Na minha área os acadêmicos brasileiros são respeitados e tenho essa impressão em relação a várias outras.
    Pessoalmente, encaro comentários de internautas, em sua grande maioria, como cocô na calçada em um belo sábado de sol. Você passa por aquela coisa abjeta, se aborrece dois segundos depois esquece.
    Por fim, acho que nosso “filósofo” está incomodadíssimo, dentre as ofensas pessoais que desferiu, ele diz que o senhor é insignificante. Bom, gastou muito tempo para atacar alguém insignificante, não? Essa empáfia esconde o terror, o terror de ser posto em dúvida por seus pares de Instituto, já que, não importa a linha ideológica que se siga, a forma agressiva e destemperada com que ele se manifesta incomoda a qualquer um que tenha um mínimo de inteligência para debater de forma saudável.
    O “filósofo” não representa nada mais do que um reacionarismo caricato, em franca extinção. Os cães raivosos da direita vão se alternando, mas, como tudo que é vazio, acabam por cair no esquecimento e no desinteresse. Logicamente, há sempre um pequeno séquito de zumbis a segui-los, mas com esses eu não me preocupo, reaciotários irão sempre existir.

  4. Trevisolli 06/11/2013 / 11:00

    Bertone, acompanho suas resposta ao Otário de Carvalho há um bom tempo.
    Um pessoa tem que ter sérios problemas de educação para acreditar nas metades das asneiras que ele fala, ou ser uma pessoa branca de classe média alta que acredita ter privilégios sobre tudo. Não sou professor de história, pelo contrário, trabalho na área de informatica, mas sempre fui ligado a questões de humanas o suficiente para sentir um farsante como ele de longe, assim como outros aspirantes a Otário de Carvalho, tais como Pondé, Lobão e Danilo Gentilli.
    O que eu digo para você é o seguinte:
    Continue! Continue com seu trabalho, que está esplendido, pois só alguém com muita paciência para debater com pessoas ignorantes como ele, que não escuta fontes e nem a verdade.

    • Bertone Sousa 06/11/2013 / 19:19

      Tevisolli, infelizmente nunca faltarão aqueles que cultivam a intolerância e o obscurantismo como virtudes, e eles são apenas alguns exemplos. Obrigado pelo apoio e pela contribuição. Abraço.

    • Bertone Sousa 06/11/2013 / 19:29

      Elias, além de isso ser uma acusação criminosa, sujeita a processo cível, é um gesto extremo de desespero.

  5. Roni Kurono 06/11/2013 / 19:15

    Bertone, Olavo admitiu há uns dias atrás no perfil dele que nunca terminou o ensino fundamental. Ou seja, um cara que nunca fez o ginásio quer bancar de filósofo.

    • Bertone Sousa 06/11/2013 / 19:33

      Roni, não é à toa que a astrologia e as teorias de conspiração foram as únicas atividades por meio das quais ele conseguiu chamar alguma atenção.

      • Rosi Pontes 13/10/2014 / 11:59

        Nossa eu pensei que ele tivesse frequentado a faculdade de filosofia pois se intitula filosofo. Por favor desconsidere o meu comentário anterior.

  6. Jonatan Freitas 06/11/2013 / 19:53

    Bertone,

    Eu esperava uma enxurrada de olavetes por aqui, tem censurado seus comentários?

  7. Augusto Song-wol Ariente 07/11/2013 / 23:02

    Eu tenho acompanhado tudo isso e fiquei curioso sobre o tal do Ladyslav Bittman. Ele tem um livro chamado “The KGB And Soviet Disinformation”, de 1985. Eu nunca li o livro mas fiquei curioso especialmente pelo que ele diz. A princípio, dentro do contexto da Guerra Fria, não seria difícil convencer um dissidente ou desertor do bloco soviético a escrever contra seus antigos patrões. Mas são possibilidades. Estaria ele mais bem informado que Bóris Fausto? Deveríamos dar crédito ao Bittman? Se não, por que motivo?

    • Frederico marques 21/05/2014 / 8:34

      Em minha opinião esta seriam as perguntas mais coerentes em relação a este tema. E, curiosamente, a única que não mereceu resposta pelo autor do texto. Que não confiemos em Olavo de Carvalho, vá lá, mas deixar de checar a história e suas possibilidades nos tornaria, justamente, o que o tal filsósofo nos acusa de ser.

      • Frederico marques 21/05/2014 / 8:36

        Me referiro as perguntas do Augusto Ariente, acima.

  8. Leonardo 19/12/2013 / 16:36

    Bertone, parabéns pela iniciativa! Precisamos pensar a política e a humanidade além dos santos e demônios sem ressentimento. O Olavo não agrega nada além da violência.

    Abs

  9. Leandro 21/12/2013 / 20:32

    Como justificativa para não debater com o Prof. Fernando, Olavo afirma que não está acostumado a responder para grupos minoritários e excluídos. Eis aí um autêntico filósofo brasileiro! Ele trata daquilo que interessa à mídia, do que dá Ibope. Aparentemente, o importante para ele não é o que é verdade ou mentira, o que é bom e o que é mau, o que é belo e o que é feio, mas sim se muita gente vai ler ou não. Em todo caso, como agora ele respondeu, talvez seja um sinal de que ele considere que a Montfort está se tornando majoritária e incluída e que, portanto, valeria a pena sair um pouco mais de trás do arbusto e mostrar sua verdadeira cor.
    Mais uma prova de que o Sr. Olavo é um charlatão.

    Professor desculpe a minha chatice, mas se me permite, cada coisa que vejo desse senhor para desmascara-lo, farei, para que as pessoas saibam que é esse velho louco.

    • Bertone Sousa 21/12/2013 / 21:44

      Leandro, essa é uma constatação feita rapidamente por quem tem algum juízo. O que mais se pode esperar de seguidores de um sujeito que se orgulha de ter abandonado a escola na quarta série, diz que Newton e Einstein inventaram teorias para não admitir o geocentrismo, diz que nazismo e fascismo eram de esquerda e que o PT é totalitário? É preciso ser muito burro pra seguir e admirar uma fraude intelectual tão patente.

  10. Leandro 23/12/2013 / 0:00

    Professor, boa noite!
    Tem como denunciar um cara desses, ou desmascara-lo em publico, se é que tem como fazer em publico?

    Abraços Professor, bom natal e ótimo ano novo.

    • Bertone Sousa 23/12/2013 / 11:42

      Leandro, a internet é a melhor forma de fazer isso, porque o alcance é maior. Textos como os meus e de Breno Altman já têm contribuído pra isso. Se puder, ajude a divulgar.

      Bom natal e ano novo pra você também. Abs.

  11. Dani 02/01/2014 / 18:05

    Após acompanhar as discussões, senti curiosidade de assistir aos vídeos do Olavo de Carvalho que o popularizaram na internet e, veja só, acabei me surpreendendo, pois apenas consegui sentir pena dele. Senti pena ao assistir à uma desesperada tentativa de defender conceitos moralistas utilizando argumentos “científicos” para escapar da suspeita de seus “olavetes” (que são “burros e não entendem nada”, segundo ele) de que ele é à favor do homosexualismo, contrariando assim a liberdade religiosa que defendem! Senti pena ao assistir à uma “prudente” comparação do Lula ao Rei Luís XIV, que é idolatrado como se fosse um Deus assim como era este rei, que segundo Olavo “reinava durante a Renascença”. Que o PT Comunista (hehhe) faz o empresariado brasileiro sofrer por torna-lo dependente da caridade do governo (será que ele tem saudade da ditadura quando as concessões faziam certos empresários, como Roberto Marinho, e o governo mais felizes e unidos?). Por fim, ele estimula as pessoas à se guiarem por bases históricas e científicas e não se deixarem manipular por jornais. Quanta inconsistência, eu sinceramente não sei como levar este senhor à sério, ele próprio se perde em seus conceitos, o que o faz soar muito engraçado!

    Espero que as pessoas que se confundam lá, venham elucidar suas mentes aqui neste Blog! Prof. Bertone eu o agradeço pela publicação de não apenas este conteúdo, mas sim por tudo que é publicado neste Blog, tudo muito interessante!

    • Bertone Sousa 02/01/2014 / 21:51

      Dani, você teve a mesma surpresa que tive ao ver essas pérolas que ele diz e escreve e ainda condena as pessoas que o criticam com base nessas infinitudes de asneiras que ele espalhou na internet. Aqui tenho feito um trabalho isolado de desconstrução dessas diatribes pseudo-intelectuais, mas que tem alcançado muita gente graças à divulgação dos leitores. Abraços.

  12. Bryan 04/02/2014 / 16:25

    Eu comprei o recém-publicado livro de filosofia do Senhor Olavo de Carvalho “o mínimo que você precisa saber para não ser um idiota”. Confesso que descobri, já nas primeiras páginas, quem é realmente o idiota. Nas primeiras páginas, eu pude perceber a “dor de cotovelo” do autor, pois, para ele, o que importa é o “conhecimento” e não o “diplominha”. O autor entende alguns assuntos da filosofia, mas é filósofo? Eu sei que a dipirona sódica é eficiente para a dor. Eu posso ser chamado de médico? O autor tem razão que o conhecimento é importante, mas o diploma também o é. Portanto, eu não sou médico nem o Olavo filósofo. Mas, o “filósofo” Olavo se gaba no livro quando fala ao “caixeiro de loja e operário de construção” de que é um autor de filosofia; que filosofia? No livro, supramencionado, eu não me deparei com nenhum texto ou reflexão filosófica, ao contrário, eu me deparei com o seguinte: todos estão errados e eu estou certo. A filosofia não é um mecanismo em que nós colocamos as ideias e, a partir delas, começamos a investigar? Cadê a investigação no livro? Não tem. À frente, eu pude perceber o delírio do autor (se é que é a expressão mais adequada) sobre o socialismo, o comunismo e o capitalismo, cujos sistemas são taxados de “farsas neuróticas”, porém o autor não diz o porquê, tampouco não apresenta uma ideia ou uma saída adequada. O autor não fala do sistema enquanto pensamento filosófico e sim as consequências que as pessoas que estavam no poder fizeram em nome de determina sistema. No entanto, as consequências que essas pessoas fizeram não tem nada a ver com o sistema, aliás, nunca existiu e nunca existirá o funcionamento de um sistema puro e perfeito, de tal forma nunca existirá a perfeição do sistema e do gerente concomitantemente – é obvio –; o autor apenas se concentra em criticar o óbvio: as consequências que as pessoas deram ao sistema; as mortes; e todo repeteco ou blábláblá tosco e já sabido por qualquer mortal. Para não me alongar, o livro remete à erística, ou seja, “quero convencê-lo a qualquer custo”; para quem não tem uma visão mais apurada acaba sendo influenciado pelo “pseudo” pensando filosófico do autor que, de fato, inexiste na obra. Mesmo assim, eu desejo sucesso de vendas ao autor. Por fim, eu descobri o verdadeiro idiota: eu mesmo.

    • Rosi Pontes 13/10/2014 / 11:48

      O mais complicado é que tem pessoas entrando em verdadeiras batalhas em defesa do filósofo de boteco.

  13. Antonio H. 06/02/2014 / 12:58

    O Olavo pra tentar vencer um discussão faz bastante uso da desonesta “falácia de falsa proclamação de vitória(http://pt.wikipedia.org/wiki/Fal%C3%A1cia_da_falsa_proclama%C3%A7%C3%A3o_de_vit%C3%B3ria). Como as discussões são via post de internet e assim não há como o antagonista intervir diretamente na fala dele, encontrando-se como que “ausente”, esse cara aproveita para denegrir, escarnecer e fazer rótulo sujo do adversário para depois afirmar que foi ele que “ficou embaraçado”, “nervoso”, “saiu arrastando da discussão” e coisas do tipo…. veja só: logo no título de um vídeo seu na net já aparece escrito: “Olavo esculacha ‘historiador'”. Ele só consegue argumentar nessas extravagâncias. Daí os ingênuos podem ficar convencidos de que ele destruiu o oponente sem mesmo verificar a contra-argumentação e conferir se foi isso mesmo.

  14. Marcus 10/02/2014 / 14:44

    Filósofo de boteco? Prefiro a definição genial dada pelo Breno Altman, “filósofo de bordel”.

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