Resposta a Olavo de Carvalho

Combater a desinformação, especialmente em questões históricas, é uma tarefa árdua, demanda tempo e muito esforço. Já afirmei em outro texto que a história é um campo permanente de disputa, permeada por tentativas de silenciamento da memória em nome da legitimação de uma hegemonia. Posso estar cansando meus leitores ao falar novamente de Olavo de Carvalho, mas o silêncio ante a grosseria da desinformação deliberada pode ser muito prejudicial a alguns.

Olavo publicou um texto tentando refutar minhas críticas a ele no seu site Mídia sem Máscara. Ele inicia me chamando de insignificante e não dedica menos do que sete páginas (com promessa de continuação) a refutar algumas de minhas colocações, além de vários posts enfezados atacando minha pessoa no facebook. Se considero alguém insignificante não dedico meu tempo a escrever textos refutando suas críticas; essa é a primeira questão lógica que leva o idoso jornalista a entrar em contradição logo no começo do texto.

Na internet, ninguém é insignificante, se se julgar pela difusão que suas ideias podem ter; a internet é um espaço democrático de expressão de opiniões; seu alcance e rapidez de propagação pode tornar qualquer texto, vídeo, documento rapidamente conhecido por milhares de pessoas. Foi assim, aliás, que Olavo, um jornalista de influência insignificante antes do advento da internet, conseguiu, por meio dela, difundir todo tipo de opiniões infundadas e ainda ganhar dinheiro de alguns trouxas com seu seminário on line de Filosofia.

Aqui, podemos sair das paredes da academia e levar discussões históricas a um variado público de forma prazerosa e dialógica, sem o recurso da linguagem hermética que amiúde caracteriza a produção acadêmica. É possível que os textos deste blog estejam causando dores de cabeça ao energúmeno jornalista, uma vez que ele diz que estou emporcalhando sua reputação. Na verdade, não estou emporcalhando sua reputação, o que tenho feito é dissertar acerca de quão porcas são suas diatribes. Então ele diz: “em cada parágrafo o sr. Bertone comprime tantos erros e absurdidades que a sua desmontagem requereria muito mais que dezoito linhas de contestação para cada linha de texto.”

Nenhuma contestação às maluquices ditas e escritas por Olavo foi feita neste blog sem fundamentação e indicação de fontes. É muito curioso ver como ele levanta objeções a essas “absurdidades” e “erros”. Como demonstrarei, doravante sua argumentação será construída a partir de fontes dúbias, na melhor das hipóteses fontes que não são definitivas, mas que ele as toma como tal. Em sua pretensa amostragem, ele começa pelo tema da participação americana no golpe militar de 1964. Esse é o único tema de todo o texto.

Ele transcreve um trecho de meu texto “A Confusão mental dos seguidores de Olavo de Carvalho”, onde coloco que a CIA financiava órgãos de oposição ao governo Goulart e que Kennedy fez pressão sobre o presidente para um alinhamento contra Cuba. E prossegue:

1. Se John Kennedy pressionou o governo Goulart para que se alinhasse aos EUA contra Cuba, é que, obviamente, contava com esse governo como um possível aliado na luta contra Fidel Castro, não como um inimigo que tivesse de ser derrubado.

A coisa torna-se ainda mais evidente quando se sabe que João Goulart tomou posse como sucessor de um presidente que era abertamente, escandalosamente pró-Cuba, ao passo que ele próprio, Goulart, não tomara nenhuma posição pública em favor de Fidel Castro até então.

Era natural, portanto, que Washington visse na troca de presidentes a esperança de alguma mudança de rumo na política externa brasileira.

O que havia de escandaloso em um presidente ser pró-Cuba? Que Washington pudesse esperar uma mudança de rumo com um convite a um alinhamento contra Cuba justifica as posições estratégicas do governo americano contra o socialismo, mas daí a esperar que o governo brasileiro deveria necessariamente aquiescer é desconsiderar a soberania nacional em matéria de política externa, de onde se conclui que ser abertamente pró-Cuba não poderia ter nada de escandaloso, exceto para os setores conservadores que viam nisso uma ameaça a seus interesses.

2. Mesmo supondo-se que fosse verdade o que afirma o sr. Bertone, que “a CIA financiava órgãos daqui para fazerem oposição ao governo Goulart” – coisa que discutirei mais adiante –, a distância entre financiar partidos e outras entidades de oposição e tramar um golpe é imensurável. Uma coisa é, aliás, o oposto da outra. As entidades assinaladas tinham um papel notório na luta ideológica, atuando através do debate doutrinal e da propaganda. Isso é o que fazem entidades de oposição numa democracia normal. Financiá-las seria apenas favorecer um dos lados na luta democrática. Para acreditar que isso fosse prova de participação num golpe, seria preciso admitir a premissa de que toda propaganda contra um governo é golpista – premissa que o sr. Bertone, num autêntico ato falho freudiano, subscreve sem perceber que o faz.

Essa parte é muito curiosa. Olavo tem denunciado acerbamente que o governo brasileiro possui ligação com grupos “terroristas” e faz intensa propaganda para se manter no poder; a partir disso ele já tirou a absurda conclusão de que o PT é um partido totalitário. Aqui, na verdade, é ele que cai num ato falho freudiano, porque então quer dizer que a direita pode financiar propaganda contra governos democráticos de esquerda, mas a esquerda não. Além disso, essas entidades eram financiadas pela CIA, conforme fontes que citarei adiante. Se ele considera isso normal, por que então ele já se descabelou ao dizer que órgãos e agentes no Brasil eram patrocinados por Moscou para difundir ideais socialistas? Por outro lado, é preciso ser muito cretino pra dizer que financiar órgãos de oposição ao governo era parte apenas de um joguinho ideológico e não de uma estratégia maior de desestabilização daquele governo.

Depois ele diz que não está provada nenhuma participação do governo americano  no golpe de 1964 e questiona minha afirmação de que os órgãos de oposição movimentaram um fundo de 12 bilhões de dólares em campanhas contra o governo. Eu havia citada naquele parágrafo dois autores: Evaldo Viera e Boris Fausto. Evaldo Viera escreveu o capítulo “Brasil: do golpe de 1964 à redemocratização” na obra “Viagem Incompleta: a grande transação” organizada por Carlos Guilherme Mota. Na página 192, Viera escreveu o seguinte: “Com o tempo, foram divulgados documentos que confirmaram a cooperação dos Estados Unidos da América na derrocada do governo legal no Brasil”.

O pesquisador da UFU Vitor Amorim de Angelo também confirmou a participação americana no golpe a partir da conhecida Operação Brother Sam (confira aqui). Ele diz que antes da intervenção direta os Estados Unidos optaram pela via diplomática (tentar cooptar o governo brasileiro por um alinhamento contra Cuba, por exemplo) e, com o fracasso desta, o financiamento de grupos de oposição. Como essa investida também malogrou, ele menciona que Thomas Mann se manifestou favorável à derrubada de governos democráticos de esquerda na América Latina e que não haveria, por parte dos Estados Unidos, nenhuma retaliação a tentativas de golpes. Por fim, ele menciona que Lincoln Gordon solicitou apoio logístico da marinha americana aos golpistas e não ficou apenas nisso:

Os Estados Unidos haviam autorizado o envio de 100 toneladas de armas leves e munições, navios petroleiros, uma esquadrilha de aviões de caça, um navio de transporte de helicópteros com 50 unidades a bordo, tripulação e armamento completo, um porta-aviões, seis destroieres, um encouraçado, um navio de transporte de tropas e 25 aviões para transporte de material bélico. Nem tudo, porém, chegou a ser enviado para o Brasil; e o que foi, nem mesmo foi utilizado. Afinal, não houve qualquer resistência do governo deposto e o golpe superou em muito as expectativas militares. Diante da radicalização política do país na época, e sobretudo em razão dos acontecimentos imediatamente anteriores à deposição de Jango, esperava-se uma resistência que nunca chegou a se concretizar.

Voltando ao fundo de 12 bilhões de dólares, Olavo acha que estou delirando porque não conhece a historiografia nacional sobre o golpe. No livro “História Geral do Brasil”, organizado por Maria Yedda Linhares, há um capítulo intitulado “A modernização autoritária: do golpe militar à redemocratização 1964/1984”, assinado por Francisco Carlos Teixeira da Silva, atualmente professor de História Contemporânea do Instituto Universitário de Pesquisas do Rio de Janeiro (IUPERJ). Na nona edição de 1990, página 364, ele escreveu:

[…] a diplomacia norte-americana, muito pouco sutil, utilizava-se da “Aliança para o Progresso”, só fornecendo alimentos e recursos aos estados e municípios que perfilhassem uma evidente oposição ao governo federal, chegando em alguns casos – como no Nordeste – a discriminar populações em estado de calamidade. Em segundo lugar, foi incentivada a doação de grandes somas a dois institutos formados para organizar e centralizar a ação contra o governo Goulart, o Instituto Brasileiro de Ação Democrática (IBAD) e o Instituto de Pesquisas e Estudos Sociais (IPES), que passam a receber fundos das empresas norte-americanas e alemãs estabelecidas no Brasil, em estreito contato com a CIA. Aos poucos, ambas as instituições passaram a ter uma ação em comum, procurando a assessoria direta de homens da Escola Superior de Guerra (ESG), como o Coronel Golbery do Couto e Silva ou Heitor Herrera, e assumindo o apoio financeiro da campanha de políticos que defendessem o capital estrangeiro e lutassem contra a reforma agrária, chegando a movimentar fundos no montante de US$ 12 bilhões.

Olavo deveria ao menos buscar essas referências antes de dizer que estou fazendo afirmações sem fontes num “furor inventivo”. Eu não poderia ser tão irresponsável a esse ponto. Boris Fausto não menciona o montante de 12 bilhões de dólares, mas também afirma que o IBAD obteve recursos da CIA, no livro “História Geral do Brasil”, oitava edição de 2000, página 452. A CIA, contudo, não foi a única financiadora do instituto: industriais, banqueiros e grandes proprietários rurais no Brasil também faziam contribuições.

Uma análise acurada da derrocada da experiência democrática em 1964 deve levar em consideração os fatores externos e internos. Os historiadores são praticamente unânimes em afirmar que estes últimos foram determinantes. Como o eixo da discussão é apenas a problemática da intervenção externa, em nenhum momento afirmei que Washington tramou e realizou o golpe militar no Brasil, mas que participou efetivamente de sua concretização. Vou citar outra referência bibliográfica: Boris Fausto. No livro “Brasil e Argentina: um ensaio de história comparada”, escrito em co-autoria com Fernando Devoto, publicado pela editora 34, na página 382, Fausto assinala:

Muito se tem discutido sobre os fatores que precipitaram o fim da experiência democrática brasileira entre 1945 e 1964. Os argumentos vão desde os de ordem econômica, referindo-se ao esgotamento de um modelo de acumulação, até os de ordem política, enfatizando o problema da paralisia decisória. Tampouco se deve ignorar o papel do governo dos EUA, principalmente depois que Brizola, ainda como governador do Rio Grande do Sul, nacionalizou uma grande empresa americana (fevereiro de 1962) e Jango, mais tarde, optou pelo caminho da radicalização. Foram congelados recursos da Aliança para o Progresso destinados à União, enquanto eram generosamente concedidos a “ilhas de sanidade administrativa”, na expressão do embaixador Lincoln Gordon, como era o caso do então estado da Guanabara, governado por Carlos Lacerda. Entidades golpistas receberam apoio da CIA, por caminhos indiretos, e, por fim, o governo Lyndon Johnson acionou secretamente uma operação de apoio ao movimento militar, que não se revelou necessária.

Essa citação converge com o que foi afirmado no artigo de Vitor Amorim mencionado acima. A intervenção militar direta americana só não aconteceu porque não houve resistência ao golpe. Meu exemplar dessa obra é a primeira edição de 2004. É um trabalho relativamente recente e que nada tem a ver com propaganda soviética como o sr. Olavo sugeriu para esse tipo de abordagem. Se o leitor quiser conferir o conteúdo dos documentos onde o embaixador Lincoln Gordon apoiou o movimento golpista e os telegramas e, pode acessar aqui. O site elenca e disponibiliza sete documentos sobre a solicitação de intervenção americana e planos militares para auxiliar a derrubada de Jango.

Olavo diz que esses documentos são falsos citando como fonte… ele mesmo. Das três fontes que ele mencionou para “provar” a ideia da intervenção americana como mito, todas foram produzidas por ele. Na primeira, um artigo publicado originalmente no jornal O Globo em 2004, ele apenas contesta dizendo que “não se prepara um golpe com  dois dias de antecedência”. As referências acima o desmentem. Só que ele atribui à esquerda uma fala que não provêm dela; o golpe não foi preparado em Washington, ele foi preparado aqui dentro mesmo, com o apoio da CIA a movimentos de oposição e, por fim, com o envio de armas e aviões de guerra que não chegaram a ser utilizados.

A segunda fonte ele atribui a um ex-agente secreto da Tchecoslováquia que disse que esses documentos foram forjados. Mas por que Ladislav Bittman, o suposto agente, não apresentou evidências de que esses documentos foram forjados? Por que não escreveu uma obra, não veio a público esclarecer, não convocou a imprensa? Fica o dito pelo não dito, em suma, uma fonte que também não prova nada.

Logo em seguida ele menciona como outra fonte uma entrevista que realizou com um coronel que nega todo esse procedimento. As falas, que mais parecem frases de balões de cartum, se assemelham ainda a um fragmento de uma peça de teatro mal ensaiada. Que Olavo de Carvalho é saudosista da ditadura, isso todos nós já sabemos. Se ele quer enaltecer o golpe como um remédio contra o “mal” comunista, também é opção ideológica dele, mas daí a querer burlar a história pra dizer que não houve apoio estrangeiro explícito, é inaceitável. Essa interferência americana, sobretudo a partir de 1963, é um capítulo tão conhecido na história nacional e tão amplamente abordado, que negá-lo não passa de mera trapaça ideológica. Recentemente, a própria presidente Dilma manifestou surpresa ao assistir a um documentário (“O Dia que durou 21 anos”) onde também são apresentados documentos da intervenção americana nesse processo.

Depois,  Olavo conclui com esta pérola:

E um historiador que, sem nada investigar pessoalmente, sem nada pesquisar nem mesmo em livros, sai difamando alguém por uma opinião fundamentada, inventa absurdidades para desmenti-lo e ainda cita fontes inexistentes, é com toda a certeza um charlatão que deveria ser expelido de toda atividade de ensino, para não dizer dos círculos mais altos da vida intelectual.

De onde ele tirou que eu não investiguei nada pessoalmente, nem “mesmo em livros”? Apresentei aqui três obras de referência sobre o assunto, além de outras confiáveis. Quem será que está usando fontes falsas de nós dois e “delirando num furor inventivo”? E quem está usando fontes inexistentes? O sujeito ignora a historiografia nacional sobre o tema e quer dizer que estou inventando, como se eu tivesse simplesmente criado um blog para dizer coisas ao vento e isso não fosse repercutir negativamente em minha imagem como professor universitário. O filósofo de boteco poderia estudar um pouco mais a história do país e parar de vociferar asneiras. E ele indicou ao final que vai continuar. Vamos esperar para ver que outras pérolas o sr. Olavo de Carvalho vomitará em seu site. Ele pode me chamar de vigarista o quanto quiser do auge de seu pedestal achológico. Os leitores inteligentes saberão julgar isso.

Leia também: 

Resposta a Olavo de Carvalho – parte II

Resposta a Olavo de Carvalho – parte III

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46 thoughts on “Resposta a Olavo de Carvalho

  1. Wagner Rabêlo 30/10/2013 / 8:56

    Olá professor,

    Venho acompanhando esta discussão desde o e-mail que o senhor mandou para o Olavo de Carvalho. Venho parabenizá-lo pelo rigor das discussões e pela paciência que tem para com este charlatão embusteiro. Meu deus, quando o cara coloca escritos dele mesmo para “provar” que está certo e a considerar as memórias dos entrevistados como verdades infalíveis… é desconsiderar mais de 100 anos de teoria e metodologia da história. Esse homem vive no tempo das cavernas ainda. No mais, continue o excelente trabalho, admiro muito a sua postura frente ao Olavo de Carvalho. Não deixa de considerá-lo uma fonte política de desinformação, o qual já prejudicou e muito as mentes de nossos jovens.

    Abraço

    • Bertone Sousa 30/10/2013 / 11:00

      Wagner, é preciso ter muita paciência mesmo. Mas felizmente muita gente tem sido alertada e se afastado desse picareta após ler essas postagens. Obrigado pelo apoio. Abraço.

  2. Fabiana Campos 30/10/2013 / 9:56

    Bertone,

    Pouco me importa sua tentativa patética de tentar brilhar no reflexo alheio. Seus textos são medíocres, seus conhecimentos claramente limitados (você sinaliza sua limitação intelectual como um semáforo sem controle…), e o fato de pertencer ao tosco círculo acadêmico brasileiro é mais do que suficiente para não ser levado a sério. Faça um favor a todos nós e não se exponha mais ao ridículo. Sua pequenez “intelectual” não lhe dá condições de debater, sequer, com um graduando bem informado. Recolha-se a um canto qualquer, encontre um momento para purgar sua mente turbulenta de tanta estupidez e volte às suas aulinhas. Ou permaneça na ilusão, como queira…

    PS: Seja HOMEM e publique este comentário, já que nem sempre o faz. Não há termos chulos aqui (pelo menos, nenhum mais chulo do que você prórpio)

    • Bertone Sousa 30/10/2013 / 10:58

      Fabiana Campos, você acha mesmo que pode me atingir com esse chilique de puta de rodovia? Já que você faz tanta questão de aparecer aqui, vou deixar apenas este comentário para as pessoas verem que sua raivinha apenas expressa a importância desse trabalho e de sua continuação.

      • niquilos 01/01/2014 / 11:22

        bertone, não ofenda as prostitutas. Seu texto é muito bom, mas esse tipo de provocação ofensiva não deve ser levada à sério porque deixa seu texto incoerente. Você demonstrou que Olavo é apenas mais uma pessoa vazia que se acha sábia e inteligente, portanto, não precisava ofender as prostitutas ao compará-las com pessoas raivosas que o idolatram cegamente. no futuro, não estrague seus comentários com ofensas, mesmo que seja uma resposta merecida para mulheres maleducadas e ignorantes.

  3. Moises Sales 30/10/2013 / 10:52

    Eu acho que você não tem a menor noção do que sejam 12 bilhões de dólares, ainda mais naquela época. Basta ter uma simples ideia de proporção para perceber que a movimentação de um volume de recursos dessa envergadura para os fins citados por você só podem ser fruto uma invencionice disparatada.
    O tempo se encarregará de por o Olavo de Carvalho no lugar que ele merece, o de grande filósofo do brasil e um dos maiores do mundo.

    • Bertone Sousa 30/10/2013 / 11:06

      Moises, eu escrevo para que outras pessoas ainda mentalmente saudáveis não fiquem lobotomizadas como você e essa Fabiana.

  4. Edson Almeida 30/10/2013 / 17:35

    Professor Bertone, meus parabéns pelo esforço e caráter em combater a desinformação e alienação chamada Olavo de Carvalho.
    Espero que você tenha a noção de quanto suas ideias e seus ensinamentos são úteis para quem busca a verdade e coerência em um ensino.
    Continue trabalhando por nós que admiramos o seu trabalho honesto.

    E, mais uma vez, MUITO OBRIGADO!

  5. Duke de Vespa 30/10/2013 / 19:45

    O Olavo de Carvalho é o maior embustólogo brasileiro de todos os tempos. Esse cara é de uma estupidez e charlatanismo intelectual sem limites. Francamente, quem leva esse imbecil a sério, só pode ter titica de galinha na cabeça.
    A propósito, Bertone, de vez em quando eu compartilho alguns textos seus em meu face ou blog (citando a fonte, lógico), com o intuito de ajudar na desconstrução desse mito (da idade das trevas) da embustologia nacional.
    Abraços e continue com o excelente trabalho.

    • Bertone Sousa 30/10/2013 / 20:23

      Duke, a maioria são pessoas desequilibradas, veja o caso dessa Fabiana aí.

      Pode compartilhar à vontade. Abraço.

  6. Jorge Mateus 30/10/2013 / 20:42

    Bertone vou discordar de voce dessa vez! Mas valeu o esforço

  7. Alberto Benário 30/10/2013 / 23:46

    “Bertone vou discordar de voce dessa vez! Mas valeu o esforço”

    Parabéns por argumentos tao bem elaborados e evidências tão boas

  8. Alberto Benário 30/10/2013 / 23:50

    Sou da direita conservadora, minha escolha política

    Mas não sou louco de ler Olavo de Carvalho, Veja e Folha de São Paulo

    Essa galera é FASCISTA, REACIONÁRIA.

  9. mendesx 30/10/2013 / 23:52

    Bertone,
    infelizmente esse falastrão e impostor, chamado Olavo de Carvalho, vem seduzindo alguns analfabetos funcionais, em regra jovens de cabeça oca, que nele encontram amparo “intelectual” para o ódio e o recalque que destilam na internet. Não é preciso muita leitura nem muita inteligência para constatar que o tal Olavo é fraco, argumenta de maneira desonesta, abusa de generalizações, simplificações, distorções e inverdades, num típico “papo de boteco”, como voce bem apontou. Tens feito um bom trabalho, desmascarando esse boquirroto. Admiro a sua paciência. Parabéns pelos textos, que leio com assiduidade.
    Abraço.

  10. Thiago Dantas 31/10/2013 / 0:16

    Bertone,

    Vejamos o que o olavete Moises Sales diz: “O tempo se encarregará de por o Olavo de Carvalho no lugar que ele merece, o de grande filósofo do brasil e um dos maiores do mundo.”

    Bem, não perderia meu tempo questionando a opinião deste fulano, pois gosto não se discute, apenas se lamenta. Todavia a questão não é pessoas como ele achar o Olavo um grande filósofo, afinal cada um julga de acordo com seu nível, o problema é (como já vi N vezes) desejar o fechamento da USP e outras faculdades brasileiras, não é por acaso que a Fabiana tenta lhe desqualificar por fazer parte do tosco circulo acadêmico brasileiro.

    Na verdade, Bertone, a rixa deles não é com vc em específico, mas com aquilo que prezamos como cultura e reflexão crítica, demonizadas nestes meios tenebrosos, pois são elas o remédio para o mal da ignorância e do preconceito que assolam os seguidores deste BEZERRO DE OURO TUPINIQUIM.

    • Bertone Sousa 31/10/2013 / 0:26

      Thiago, e esse tipo de obscurantismo contribuiu para o triunfo do nazi-fascismo na Europa. No Brasil, a gritaria que esse povo faz na internet não encontra eco na sociedade; nossa formação cultural não acolhe esse tipo de ideologia.

  11. Josy Onetta 31/10/2013 / 1:36

    Estou estudando História do Brasil no cursinho, e o seu texto foi muito enriquecedor.
    Obrigada Professor. 😀

  12. Vinícius Toledo 31/10/2013 / 3:08

    O cara faz uma afirmação e cita a fonte… que ele escreveu??? hahahaha….
    Isso é que é critério de confirmação, hein! Francamente…

    Prof. Bertone, haja paciência!

  13. Allan Silva (@vivafeliz09) 31/10/2013 / 10:03

    Bertone, parabéns pela coragem e paciência em desmascarar este sujeito. Vejamos algumas características do fascismo e entre parênteses como se aplica na lógica olaviana: Anti intelectualismo (desprezo pela formação acadêmica), anti modernismo e anti ilumunismo (As revoluções do século XVIII mataram mais que a Inquisição), visão conspiracionista e maniqueísta da história (A esquerda diabólica com seu plano maligno de solapar o poder e implantar uma ditadura comunista em escala mundial), devoção ao líder (é só ver a babação das olavetes e como ficam descontroladas quando seu grão-mestre é refutado). Então, professor, não se trata apenas de uma rixa ideológica, é um mal que precisa ser combatido. Continue nesta empreitada.

  14. Franklin Diniz 31/10/2013 / 16:41

    Já pensou em trocar de carreira? De preferência uma em que o sr. não precise expressar sua opnião. =) #ficaadica

    • Bertone Sousa 31/10/2013 / 20:02

      Franklin, pra seu desgosto vou continuar não apenas expressando opinião, mas ensinando história, já que não estamos mais na ditadura para que outras pessoas não se tornem cabeça de prego igual a você.

  15. Athos Filho 31/10/2013 / 16:58

    Bertone, infelizmente não vi nada em suas argumentações (os dois textos)que refutassem alguma coisa que o Olavo disse, aliás vejo sempre isso, aparece sempre alguém que tenta refutá-lo e nada.
    Não digo com alegria, pois é triste ver que no Brasil o que aprendemos está errado. Até mesmo o livro do agente da KGB permanece desconhecido, pena que não foi traduzido.
    http://www.amazon.com/The-KGB-Soviet-Disinformation-Insiders/dp/0080315720

    Muito da sua argumentação ignorou informações contidas no texto de Olavo, isso é demonstração clara de tentativa de vencer um debate e não de argumentar e esclarecer aqueles que o leêm. Coloco vc na lista do ghiraldelli, que leio para ter o contraponto, mas não vejo nada que acrescente.
    ao ler suas respostas nos posts me pergunto: Será mesmo que a legião de seguidores do Olavo são desinformados? a tendência dos jovens é de seguir as “idéias” de um conservador e direitista ou ser simpático com as causas da esquerda?
    Acho que o que justifica a legião de Olavo são os fatos e argumentos por ele postos que não são refutados(não por falta de tentativa de muitos). Recentemente li o debate dele com o Dugin, ótimo, e por ele pode se ter uma base do que estou falando.
    como seria bom, como seria engrandecedor para todos ter debates de alto nível entre posições opostas. Seria grande para o Brasil, mas o que vemos são tentativas de manter na historia, versões de fatos que hj já foram desmentidas. vemos interpretações de fatos e documentos forçadas que não se sustentam sem a constante “pregação” por seus apoiadores.

    • Bertone Sousa 31/10/2013 / 19:56

      Athos, pelo exposto você se submeteu a uma reforma do pensamento que já está em estágio avançado. No seu caso, por mais que um texto apresente argumentos e fundamentos teóricos, não vai adiantar; você já colocou sua escolha ideológica à frente da investigação histórica e qualquer investigação que não se alinhe a essa escolha será chamada por você de “interpretação forçada”, independentemente de quaisquer outro fator que possa ser equacionado à questão.

  16. Thiago Dantas 31/10/2013 / 23:13

    Bertone,

    Mesmo sabendo que não é necessário, gostaria de postar uma pequena contribuição. Como é sabido, o próprio EUA abriu arquivos secretos daquele período que demonstram seu apoio ao Golpe de 64: http://www.gwu.edu/~nsarchiv/NSAEBB/NSAEBB118/index.htm. Embora o golpe tenha nascido aqui e sido planejado por brasileiros, os EUA o apoiavam material e politicamente.

    O próprio Departamento de Estado dos EUA ao mudar o status dos documentos, de “top secret” para de domínio público, que podem ser encontrados hoje no Arquivo Nacional americano são taxativos quanto ao lado dos yankees e sua participação. Aparentemente, a embaixada norte-americana tomou partido influenciada pela amizade entre o adido militar Vernon Walters, Castelo Branco e o embaixador.

    Os documentos estão lá nos EUA, o Olavo esta nos States, não é? Então, por quê ele não faz referência a eles? Ignorância ou desonestidade intelectual?

    Abraço Bertone, Graça e paz irmão.

    • Bertone Sousa 01/11/2013 / 0:16

      Thiago,

      o pior é que nessa tréplica que o Lucas postou aí, além de ele não ter apresentado nenhuma fonte nova e basicamente repetido os mesmos argumentos, ainda recortou partes do meu texto pra interpretar do jeito dele. Ele ainda disse que eu não pesquisei nem em livros; quando viu que eu tinha as referências não teve nem a decência de se retratar. Ele é bom pra chamar outros de vigaristas e parece que faz isso pra desviar a atenção do que ele mesmo é.

  17. Leandro 17/12/2013 / 23:41

    Há um site católico onde, Fernando Schlithler, já foi sitado o site aqui, ele também desmascara o embusteiro Olavo, nossa to p da vida com esse ser senil, que nada absolutamente nada ele sabe, o pior é que tem muita gente seguindo esse homem.

  18. Luana Mendonça 01/01/2014 / 19:14

    Tenho medo, pavor mesmo desse Olavo de Carvalho, do Reinaldo Azevedo, do Lobão e de toda essa turma da extrema-Direita que cresce a cada dia no Brasil.
    Agora até o Danilo Gentili (reacionário jovem) vai ter um programa no SBT.
    Sou Professora de Geografia em Passo Fundo/RS e estou assustada, o número de colegas professores que virou olavete em 2013 é assustador.
    Estou cansada. Esse pessoal da extrema-direita está por todos os lados. Tenho medo que a Presidenta Dilma não seja reeleita em 2014.

    • Bertone Sousa 01/01/2014 / 19:19

      Luana, ajude a divulgar o blog, vamos unir forças contra a influência dessa turma neoconservadora extremista. Abraços.

    • Bertone Sousa 02/01/2014 / 21:30

      Henrique, esse texto foi respondido. É só clicar em “Resposta a Olavo de Carvalho – parte II”, logo acima do início da seção de comentários.

  19. Ricieri Taglietti 06/01/2014 / 8:47

    Texto muito bom e lúcido , natural ditas olavetes o acusarem de não ter coerência ou algo do tipo , blog espetacular , parabéns Bertone

    • Bertone Sousa 06/01/2014 / 12:01

      Ricieri, obrigado. O Olavo é um mentiroso, disse que sou comunista e as olavetes acreditaram. Essas pessoas não conseguem pensar que existem posicionamentos fora dos extremos em que eles colocam todo mundo, por isso ficam totalmente confusos quando alguém foge ao estereótipo. Abraços.

  20. Stetison 24/01/2014 / 15:20

    Olá professor,

    Li o seu texto, e não pude deixar de considerar alguns exercícios de estupidez do senhor Olavo de Carvalho, favor, veja um texto que ele publicou em 2006:

    http://www.olavodecarvalho.org/semana/060206dc.htm

    Considero isso um insulto à inteligência.

    Um abraço.

    • Bertone Sousa 24/01/2014 / 17:32

      Stetison,
      estou começando a pensar que um dia Olavo vai dizer que Jesus Cristo foi morto através da ação de um agente do serviço secreto soviético colocado em uma máquina do tempo pra realizar tão gloriosa missão pelo comunismo.

      • Stetison 07/02/2014 / 20:43

        Olá professor,

        Heeheheheheh, o sujeito tá bitolado com esse negócio de que a KGB (sob as supostas várias formas) consegue agir em qualquer dimensão.

    • Manoel 13/03/2014 / 17:09

      Por esse preço, eu mesmo não compraria.

  21. Antonio Matzembacker 22/06/2014 / 4:24

    Prof., perde tempo discutindo com alguém que se rotula “filósofo”, mas sequer logrou uma simples graduação na área? Sabe-se que nem aprovado no vestibular o coitadinho foi. Afora que a inteligência dele se revela quando acendendo aquele cigarro fétido (não tem inteligência nem pra cuidar de si), mas não tão fétido quanto a deturpação ideológica que ele pretende e que, acredito, não seja de graça, afinal para morar nos EUA sem “fazer nada pra ganhar dinheiro” é no mínimo curioso. Ao final, o mais ridículo de tudo é ver ele postando fotos da sua imensa biblioteca, tal qual charuto de Freud, nunca fumado mas por demais exibido.

    Por fim, tenho uma frase que define bem o dito “prof”:

    “Olavo de Carvalho está para a Filosofia assim como Edir Macedo está para a religião”.

  22. Evaldo de Jesus Oliveira 28/07/2015 / 7:05

    Olá Professor.

    Parabéns pelo trabalho de desintoxicação ideológica deste pseudo filósofo.

    Mas penso que para que seu trabalho fique ainda melhor, seria necessário evitar respostas

    ofensivas,não se nivelando à ele.

    Acho que se fizer isso, ele vai acabar se matando, pois, não terá mais nada a dizer.

    Torço para que continue tendo muita coragem e paciência neste combate.

    Mais uma vez , meus parabéns.

  23. Wilker Gassen 17/03/2017 / 1:40

    Amém, achei alguém com inteligência (e paciência!!!) para demonstrar as maluquices desse senhor. Sou professor de Direito e por vezes ouço alguns alunos meus citarem o tal “filósofo”, Pesquisando não encontrei qualquer material sério sobre o mesmo, qualquer texto inteligente que demonstrasse as aberrações dele. Agora tenho uma ótima fonte para tal. Obrigado pela contribuição!

    • Bertone Sousa 17/03/2017 / 1:57

      Wilker, foi justamente por também não encontrar nada relevante sobre ele há alguns anos que decidi escrever esses textos no blog e mostrar suas falácias. Passe adiante. Abraços.

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