Quando dois extremistas divergem

Os leitores que acompanham este blog sabem de minhas divergências com Olavo de Carvalho e seus seguidores. Tudo iniciou quando questionei por e-mail algumas de suas posturas “intelectuais”, após ter acompanhado por algum tempo suas publicações e seus vídeos. Ao invés de também responder por e-mail breves considerações que não chegavam a uma lauda, Olavo usou seu programa de rádio de quase uma hora para direcionar contra mim ataques histéricos de injúria e difamação. Ele parece usar esse recurso com o objetivo de querer “humilhar” seus adversários. Talvez imaginasse que isso me intimidaria e me reduziria ao silêncio.

Então criei este blog e respondi a suas abjetas difamações no texto Olavo de Carvalho e a Pieguice intelectual brasileira. Outros textos vieram e, pra minha surpresa, eles despertaram reações inusitadas: elogios de alguns que começaram a aprender com o blog e ataques histéricos de olavetes. Em um ano, esses textos foram compartilhados milhares de vezes nas redes sociais e republicados em vários outros blogs. Incomodado, o próprio Olavo decidiu vir aqui e deixou vários comentários novamente com sua pueril intenção de me intimidar. Mas ao invés de refutar qualquer argumento, ele não saiu do insulto e ainda cantou vantagem no Facebook, onde é bajulado por uma súcia de seguidores. Além disso, ainda demonstrou racismo ao comparar-me a um “sagui”. Isso, porém, não me surpreende, já que a extrema direita é irremediavelmente racista. O leitor pode ver tudo isso nas seções de comentários dos textos Olavo de Carvalho: um filósofo para racistas e idiotas e A confusão mental dos seguidores de Olavo de Carvalho. Nesses textos, discuti brevemente várias colocações históricas equivocadas que ele acredita serem verdades absolutas que as universidades e estudantes brasileiros ignoram.

Como tenho dito neste blog, Olavo se notabilizou na internet por seu ódio visceral às universidades brasileiras, especialmente a USP; isso não deve nos admirar, pois tendo abandonado a escola no terceiro ano primário, ele jamais pôde cursar uma universidade nem ser professor. Como alternativa, só lhe restou criar um curso de Filosofia na internet, sem, é claro, nenhum reconhecimento, para assim ser chamado de “professor” por seus claques. Olavo também odeia o PT, o marxismo e tudo o que diz respeito à esquerda. Por outro lado, defende ditaduras militares de direita, inclusive a de Franco na Espanha, o militarismo, patriotismo, a expulsão da esquerda democrática do poder – ingredientes que formam o cerne da ideologia fascista, que ele nega professar mas está escandalosamente presente em seus discursos. Olavo tem feito um trabalho massivo de desinformação e doutrinação ideológica de extrema direita há décadas e que já começa a produzir os frutos: seus filhos da internet – uma juventude fascistoide, intolerante e inacreditavelmente estúpida. A imensa maioria dos comentários de olavetes que recebo aqui é impublicável. Em geral, eles não debatem nem argumentam, apenas insultam. Olavetes são pessoas burras, se tornaram incapazes de aprender qualquer coisa fora daquela doutrinação ideológica. Mas, frequentemente, explicando as questões a eles, outras pessoas aprendem. E nesse aspecto este blog tem conseguido êxito. Já recebi e-mails de várias pessoas elogiando os textos e que têm compreendido diversos temas através deles. Infelizmente, é muita desinformação pra alguém desmontar sozinho, mas o trabalho tem sido gratificante.

Outra característica de Olavo é a defesa intransigente da Inquisição. Seus escritos e vídeos estão eivados de reducionismos religiosos, frutos de seu catolicismo radical. Esse fanatismo religioso já o levou a defender o geocentrismo e escrever libelos contra todas as revoluções e movimentos secularistas contemporâneos. O site que fundou, o Mídia sem Máscara, recebe contribuições de vários colunistas, todos de extrema direita e fundamentalistas religiosos. Pessoas tão intolerantes não podem conviver em harmonia sem que suas divergências acerca de determinados assuntos as coloque em confronto. E foi o que aconteceu.

Um dos colunistas do famigerado Mídia sem Máscara, Julio Severo, tem publicado em seu blog pessoal várias postagens criticando a Inquisição. Severo, que também reside nos Estados Unidos, é um protestante fundamentalista e com mania de perseguição, outro anti-marxista fanático e extremamente homofóbico. São dois ogros que se merecem, como carne e unha. Em seus programas de rádio, Olavo já fez várias moções de apoio a Severo, inclusive pedindo contribuições financeiras para ele. Mas não pôde tolerar suas críticas à inquisição e disparou no Facebook:

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Agora deixemos que Olavo nos explique o que compreende por “grosseiras lendas urbanas sobre a Inquisição”:

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Se Olavo é capaz de chamar seus amigos de canalhas e desgraçados, quanto mais aos outros? Toda sua pose de liberal não passa de um teatro malfeito. Vejam os leitores que ele é tão obcecado pela questão homossexual que leva tudo pra esse lado. Nesse aspecto, não se diferencia de seu discípulo; é o sujo falando do mal lavado.

E o que dizer disso?

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Vejam só, leitores, Julio Severo, olavete de carteirinha, sendo aqui escrachado pelo guru de quem se borra nas calças de medo de contestar. Julio já devia ter aprendido que bajuladores não têm respeito, nem de seu alvo de bajulação nem de si mesmos e que sempre recebem como recompensa chutes na bunda como esse.

Agora, deixando a intriguinha de lado vejamos o que o eterno aspirante a filósofo tem a dizer sobre a Inquisição:

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É impressionante como alguém pode ser um mentiroso tão obstinado. Para ele, a Inquisição não era perversa porque as pessoas morriam asfixiadas antes de serem carbonizadas. Mesmo aqui ele mente. Para que as pessoas morressem queimadas e não asfixiadas, os carrascos as vestiam em camisolas embebidas em enxofre.

A imagem que a maioria das pessoas possui da Inquisição é a das fogueiras. Contudo, o Cristianismo não iniciou sua sanha persecutória a partir da Inquisição, mas muito antes, no século IV. Sob o reinado de Teodósio, o Cristianismo se tornou religião oficial do Império Romano e as religiões não cristãs (genericamente chamadas de pagãs) foram proibidas. Em 385 foi decretada pena de morte para quem praticasse adivinhação, além de ele ter ordenado o fechamento de templos pagãos e demolido vários outros. Na década de 390, todo culto não cristão, público ou privado foi proibido. Se descobertos, seus praticantes poderiam pagar multas elevadas ou sofrer outros tipos de punições. De religião perseguida nos primeiros séculos, o Cristianismo passou a religião perseguidora a partir do final do século quarto e não perderia mais essa característica até o advento do Iluminismo e das revoluções burguesas na era contemporânea.

Dessa forma, não é de estranhar que, após acumular tanto poder e influência, a Igreja Católica tenha lançado mão dos métodos mais brutais para silenciar seus opositores. Também é importante enfatizar que heresia significa, literalmente, “escolha”. Um herege é aquele que escolhe divergir da ortodoxia, que quer dizer “opinião certa”. Ora, quem define que uma determinada opinião ou interpretação é correta e as demais erradas? O processo pelo qual foi escolhido o cânon da Bíblia foi muito humano e envolveu disputas árduas por controle e poder. O Cristianismo dos primeiros séculos era formado por tendências teológicas bastante heterogêneas e que não estavam unificadas ainda em torno do que compreendemos por Bíblia. O Concílio de Niceia foi muito importante nesse contexto porque ali foi codificado um credo que transformava a opinião de um grupo em correta e as demais em heresias. Isso ainda no início do século IV. Quando os bispos que impuseram sua teologia chegaram ao poder graças a Teodósio, a perseguição se tornou não apenas inevitável, mas a ordem do dia.

Por isso não devemos nos surpreender com a brutalidade dos tribunais da Inquisição. Eles foram criados na Baixa Idade Média, no século XII, para perseguir inicialmente os cátaros, que contestavam a autoridade da Igreja, o direito de propriedade e os sacramentos, rejeitavam a divindade de Cristo e duvidavam do relato da Criação na Bíblia. Os que não foram mortos, foram cegados, mutilados, arrastados por cavalos ou usados para prática de alvo. Além deles,  os valdenses foram vítimas de verdadeiros banhos de sangue promovidos pela Igreja. Mas quando a Inquisição começou, os cristãos já estavam acostumados a matar hereges: fizeram isso em várias ocasiões contra os judeus, fizeram isso nas cruzadas contra os muçulmanos. Ainda nos séculos IV e V, pessoas foram mortas por duvidarem da trindade e outras foram espancadas até morte por monges.

Voltando à Baixa Idade Média, a partir de 1231, os tribunais passaram a ser controlados por dominicanos que enviavam bispos visitadores a paróquias suspeitas de manifestações heréticas. Os suspeitos eram conclamados a se apresentarem espontaneamente ou, através de denúncias que quase nunca apresentavam provas, os inquisidores efetuavam prisões, nos quais os acusados eram torturados caso não confessassem seus delitos. A prática da tortura não era usada apenas pela Inquisição, mas também pela justiça civil, não apenas no final da Idade Média, mas também durante toda a era moderna. A Idade Moderna, aliás, foi o período em que a Inquisição mais atuou, especialmente na Espanha, onde, após a unificação política, o Estado absolutista impôs o credo católico e incentivou a atuação dos tribunais da Igreja a fim de deter as heresias. Na verdade, na Península Ibérica, a inquisição apenas teve início após a unificação política.

Curioso é que os carrascos costumavam falar para as vítimas dos suplícios que não queriam fazê-las sofrer e as exortavam a reconhecer seus erros “pelo amor de Deus”. Muitos torturados eram forçados a acusar a própria família e os amigos de heresia para serem também submetidos a interrogatório. Nem todos eram mortos, alguns eram condenados a prisões perpétuas ou tinham seus bens confiscados. A confissão tinha duas dimensões: do ponto de vista jurídico, implicava uma prova; pelo lado espiritual, conduzia à penitência. James Haught, em seu livro “Perseguições Religiosas”, parafraseou Lord Acton que sintetizou bem o espírito da Inquisição: “O princípio da Inquisição era assassino… os papas não somente eram assassinos em grande estilo, como também fizeram do assassinato uma base legal da Igreja Cristã e uma condição para a salvação”. O mesmo autor afirmou que, apenas em Portugal, os autos-de-fé continham até 1.500 penitentes de cada vez.

Olavo de Carvalho não escreve um texto ou uma frase que não contenha omissões ou erros históricos grosseiros. Já demonstrei em várias ocasiões neste blog o quanto ele é um embusteiro intelectual, seja em matéria de história, política, religião, o que for. Ele critica as universidades brasileiras não porque sejam ruins, mas porque não estão abertas a suas loucuras medievais e à sua influência maniqueísta e intolerante. Julio Severo, por outro lado, não é homem suficiente para enfrentá-lo e se borra de medo de ser esculachado pelo pseudo-filósofo. Um sujeito que chama publicamente um amigo de canalha e desgraçado (por mais que ele seja mesmo) por uma questão de divergência religiosa não é digno do menor respeito ou consideração de quem quer que seja. Mas em briga de extremistas não se mete a colher.

O leitor que quiser compreender como funcionavam os métodos de tortura da Inquisição, pode assistir a esse documentário da National Geographic. Como aprofundamento, também indico a obra “Inquisição: o reinado do medo” de Toby Green, um trabalho recente e interessante sobre o assunto, publicado no Brasil pela editora Objetiva e o livro “História das Inquisições”, de Francisco Bethencourt, publicado pela Companhia das Letras.

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36 thoughts on “Quando dois extremistas divergem

  1. Junior 25/10/2013 / 11:16

    Olá Professor,

    Mesmo se tratando de Olavo, o seu texto é excelente e esclarece bem o comportamento geral de qualquer extremista, seja de esquerda ou de direita. Existe muitos pontos a qual concordo com o Olavo, e um deles é o domínio esquerdista no nosso País. Nesse caso, mesmo sendo considerado como extremista, o vejo como uma necessidade em um país que não respeita mais as opiniões contrárias, principalmente em âmbito acadêmico. Acredito que o respeito as diferenças são pontos positivos para o crescimento de qualquer ambiente, o nosso país não pode viver acreditando que os conceitos esquerdistas são tomados como única fonte de verdade. No tocante a física, de fato, o Olavo deixa a desejar, o geocentrismo e teoria da relatividade revelam o quanto é ignorante nesse sentido, e muitas das vezes acaba perdendo a credibilidade em outros conceitos o qual ele domina.

  2. Jonatan Freitas 25/10/2013 / 19:17

    Não tenho dúvidas de que suas colunas “linkcadas” aqui sobre o Olavão já são referências para os internautas alertando sobre a extrema direita. Desconheço se existe mais alguém que não tenha se intimidado aos seus insultos.

  3. Pedro Mello 25/10/2013 / 22:25

    Recentemente no site Diário do Centro do Mundo , o jornalista Paulo Nogueira postou um texto muito bom sobre Luiz Felipe Pondé, onde citou Olavo de Carvalho.
    Resumindo, o debate virou para o lado de Olavo de Carvalho, pela presença do próprio e de olavetes que não aceitam as aberrações históricas professadas por ele.
    Talvez as maiores sejam o questionamento da Física Newtoniana e a tentativa patética de provar que o nazismo é uma ideologia de esquerda, essa também disseminada por seu ex-discípulo Rodrigo Constantino.

  4. Veloso Mike 26/10/2013 / 2:53

    “Existe muitos pontos a qual concordo com o Olavo, e um deles é o domínio esquerdista no nosso País. ”

    O Brasil? Esquerdista?? O.o. O Brasil é um país com um povo preconceituoso, retrógrado, com mentalidade do tempo da colônia, com um moralismo cristão barato que não se encaixa no mundo moderno, cheio de homofóbicos, sexistas, machistas, racistas. Nunca que o Brasil é dominado pela esquerda. Aqui ainda funciona a mentalidade Casa Grande e Senzala.

    Se estivesse falando do Uruguai, eu até aceitaria, mas o Brasil? Esquerdista? Sonha

    • Junior 26/10/2013 / 13:59

      O domínio é essencialmente político, não existe direita nesse âmbito, infelizmente. O que vejo é uma tendência em “demonizar” a direita, como se tratasse de uma luta do bem contra o mal, o que não é bem assim, já que ambos tem seus pontos de vista e precisam existir para essência da democracia. Na minha opinião, sem esses dois elementos na política não há democracia. .

    • Gilson 26/10/2013 / 17:43

      Concordo contigo em gênero e número. Infelizmente, o povo brasileiro é reacionário, mesmo aqueles oriundos de classes mais baixas.

      • Alexandre Souza 20/11/2014 / 13:16

        Gilson, acho que está equivocado. A imensa maioria do povo brasileiro quer sempre mudança, mesmo que não saiba para onde. Utopias “progressistas” servem para vendê-las, e o povo as absorve de maneira até inconsciente.

  5. Roni Kurono 26/10/2013 / 2:58

    Como sempre, um ótimo texto, vou divulgar bastante.

    Obs: “Eterno aspirante a filósofo” foi ótima hahaha

    • Bertone Sousa 26/10/2013 / 3:08

      Roni, novamente obrigado; essas divulgações são importantes.

  6. sergio ribeiro 26/10/2013 / 11:10

    Olavo critica em seu texto o que mais faz: generalizar e criminalizar o pensamento alheio como se o seu fosse o único aceitável. Eu li o texto de Júlio Severo e em nenhum momento ele diz que “bons católicos acreditam que a igreja é genocida”. Apenas afirmou que a própria Igreja admitiu seus erros e se desculpou. Aliás, muito incômodo por fatos ocorridos séculos atrás em uma realidade bem diferente da atual.
    E, como sempre, Olavo de Carvalho relativiza a barbárie dos que simpatiza e diz que os adversários foram piores, como se isso servisse de desculpa.

  7. Vitor Cardoso 26/10/2013 / 11:14

    Ótimo texto, ótima reação. Embora o “filósofo” crie adeptos vejo esse número minguar paulatinamente, as novas gerações, com óbvias exceções, possuem uma cultura libertária que me parece intrínseca e irreversível. Os bastiões desse conservadorismo irracional, cultuador dessa cultura homicida (genocida até) estão caindo. Parabéns pelo blog! Continue o trabalho, a real sociedade (e não essa meia dúzia de metidos a nobre desesperados) precisa desse trabalho.

    ( http://www.vmucury.blogspot.com.br )

    • Bertone Sousa 26/10/2013 / 21:33

      Vitor, passe adiante. Há muitos jovens sendo influenciados por esses malucos.

  8. Marcus 26/10/2013 / 12:10

    Comparando os posts do astrólogo com os textos do Bertone tenho a impressão é de que o último atira pérolas aos porcos, uma vez que as olavetes se recusam a enxergar o óbvio e continuam com essa idolatria cega a ele.

    Enfim, continue assim, Bertone, não é fácil, mas é o melhor jeito de se combater a ignorância.

  9. Zeca Oliveira 26/10/2013 / 13:57

    Olavo não passa de um manipulador jocoso dos conceitos Aristotélicos, dos quais se diz especialista. Certa vez peguei-o em flagrante delito denegrindo a obra de Richard Dawkins com base em premissas mentirosas e escrevi o texto abaixo.

    Também escrevi a ele desafiando-o a mostrar que eu estava equivocado e citando explicitamente a página 83 do livro “O Relojoeiro Cego” onde fica claro que a aleatoriedade do processo evolutivo explorada por Olavo é falaciosa: “Essa crença de que a evolução darwinista é “aleatória” não é meramente falsa – é o oposto da verdade”.

    Invariavelmente, esta é a tática rasteira da qual se utiliza; uma premissa falsa que sustenta uma argumentação lógica, esta sim, bem elaborada e que termina por cativar os incautos.

    http://www.teialivre.com.br/colaborativo/publish/ZKOliva/Olavo-de-Carvalho-e-a-Raspadinha-da-Evolu-o.shtml

    Abraços.

  10. João Paulo 26/10/2013 / 16:17

    Penso que realmente Olavo extrapola em áreas que não domina como a física. Que deixe a física para os físicos, a não ser que de alguma maneira ela esteja envolvida com política.

    Quanto a política, concordo com a maioria de seus conceitos e críticas, Olavo realmente é um diferencial entre os intelectuais brasileiros, onde sem sombra de dúvidas reina o comunismo/socialismo como doutrina fundamental, muitas vezes cegamente, graças principalmente ao marxismo cultural implantado pelo foro de São Paulo.

    Enquanto Marx e Engels são cada vez mais conhecidos e enaltecidos, nomes muito mais relevantes ao meu ver são esquecidos como Ludwig von Mises. Os livros do MEC são totalmente imparciais, ao ponto que nos dá ânsia de vômito ao ler, por exemplo, quadros comparativos entre capitalismo e comunismo.

    • Bertone Sousa 26/10/2013 / 21:30

      João Paulo, os livros do MEC são importantes pra evitar que os cérebros de nossos jovens se tornem lixeiras intelectuais como o seu.

      • Jonatan Freitas 27/10/2013 / 16:28

        Um grande obstáculo que encontro com os olavetes é justamente esse Marxismo Cultural, eles simplesmente fecham seus ouvidos quando tento divulgar o professor Bertone. “Ele está contaminado pelos livros do MEC! Marxismo Cultural blá, blá…”
        O que tenho notado aqui é de que docentes conceituados não limitam suas pesquisas somente em livros do MEC.

      • Tauan De Oliveira Saturnino 29/10/2013 / 21:16

        “A imensa maioria dos comentários de olavetes que recebo aqui é impublicável. Em geral, eles não debatem nem argumentam, apenas insultam. ” – Mas não é o que você acaba de fazer? Ao invés disso por que não diz o motivo de Von Mises não ser conhecido no Brasil.

  11. vilma borges wiese 27/10/2013 / 13:17

    Professor, independente de “olavo” que nem conheço nem curto, gosto por demais das suas postagens, sou pedagoga mas amo a história (a sua construção didática é interdisciplinar, vai além da política, contribuir imensamente no meu dia-adia de aprendiz. Obrigado professor.

  12. Ana Kelly Ferreira Souto 27/10/2013 / 16:00

    Esse Olavo é um lunático … cai na besteira de fazer uma critica em um post dele no face. agora nao tenho paz , as olavetes iradas invadem meu inbox xingando querendo provas

  13. Hugo 27/10/2013 / 16:24

    Bertone,

    A maioria dos reaças que já vi por aí não ousa simplesmente negar a Inquisição e outros excessos da Igreja, mas defendem-na na base do ‘mal menor’, comparando o número de mortes por elas infligidas com as causadas pela Revolução Francesa, URSS e nazi-fascismo ‘esquerdista’, e usam isso como forma de não só enxovalhar a esquerda e o ateísmo, mas todo o iluminismo e seus ‘filhos’.

  14. Anderson 27/10/2013 / 19:13

    Parabéns, Bertone. Seu trabalho de desmascarar essa canalha estúpida é muito importante para termos uma sociedade melhor. Tinha um época que eu até lia alguns textos do MSM afim de entender como os caras pensam, mas, desisti. Eles não pensam. Só uns babacas para levar a sério o que dizem aqueles asnos. Uma pena que a internet esteja infestada deses zumbis acéfalos. Abs

    • Anderson 27/10/2013 / 19:14

      OBS: Desses zumbis acéfalos

  15. Luis Alberto Peixoto Bezerra 28/10/2013 / 14:26

    gostaria de resaltar algo o julio não é protestante fundamentalista, entendo como sendo um protestante fundamentalista é o sujeito que crer fielmente nas escrituras sagradas de acordo com o que está escrito sem adtivos srsr e ainda defende os escritos sagrados o julio é “protestante arminianista”

  16. thiagom zeus dantas 28/10/2013 / 22:32

    Boa Noite Bertone,

    Desculpe não ter respondido seu post anteriormente, tava uma loucura meus horários devido o estudo para o Enem (tentando minha 2ª graduação).

    Contudo, garanto que tenho acompanhado sempre que tenho um tempinho, por mais que nem sempre me manifeste. Tenho também compartilhado seus artigos, com discussões memoráveis em meu face, como este abaixo, abraço:

    A Direita brasileira vai de mau a cada vez pior, melhor ler os velhos autores, os novos pretendentes a intelectuais, nada a acrescentar. Dois personagens limítrofes, Olavo e Júlio Severo, em colisão https://bertonesousa.wordpress.com/2013/10/25/quando-dois-extremistas-divergem/

    Mesmo conhecendo suas posições religiosas, devido o apreço, digo: que Deus lhe abençoe e continue lhe dando discernimento e coragem, graça e paz irmão…

    Dantas

  17. Maurício Moura 29/10/2013 / 21:15

    Bertone, sou fã da sua “cruzada” para desmascarar o embusteiro do Olavo.

  18. Marcelo 08/12/2013 / 20:15

    Sugiro a leitura de um ótimo livro sobre a inquisição. Se chama Maleus Maleficarum – O martelo das bruxas. O livro é o manual utilizado pelos inquisidores durante as práticas de interrogatório e punição.

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