Cristiano Alves: um stalinista incurável

cristiano_alvesDesde que iniciei este blog, tenho recebido comentários agressivos dos mais variados tipos que se pode encontrar na internet: olavetes, ateus, evangélicos, alguns católicos, espíritas e stalinistas. Mas também tenho recebido e-mails de apoio de pessoas que elogiam a página e dizem estar aprendendo bastante com o conteúdo. Como tenho dito, essa é a parte gratificante do trabalho e que estimula a continuar.

Em geral, os críticos que vêm aqui estão mais interessados em fazer proselitismo para suas ideias do que qualquer outra coisa. Quando veem que não conseguirão, os argumentos são sempre os mesmos: “Você não é historiador”,  “tenho pena dos seus alunos”, entre outros. A preocupação dessas pessoas com o que ensino a meus alunos é muito curiosa: é como se, quem diverge deles, não deveria estar numa sala de aula. O medo de que opiniões diferentes sejam formadas desvela a consciência dogmática de quem quer a todo custo eliminar a divergência como algo capcioso. Já vivi essa experiência com espíritas, alguns evangélicos, olavetes e agora com um stalinista: Cristiano Alves, dono do blog “A Página Vermelha”.

Há algumas semanas, Cristiano veio aqui dizendo que republicou em seu blog meu texto “Olavo de Carvalho: um filósofo para racistas e idiotas” e me convidando a seguir sua página. Quando entrei lá, vi naquele site loas a Stálin, ao perverso regime da Coreia do Norte e abordagens extremamente reducionistas e dogmáticas. Deixei pra lá, afinal, a internet é um território onde qualquer um pode criar um blog e publicar o que bem entender.

Mas Cristiano não se deu por satisfeito. Navegando pelo meu blog, ele viu que eu não compartilhava com suas ideias e resolveu puxar uma discussão no meu texto Lênin e o Comunismo. Primeiro ele tentou dizer que não havia antissemitismo na União Soviética. Quando lhe provei que houve, ele mudou de assunto. (Isso foi feito anteriormente, na sessão de comentários do texto “Fascismo e Comunismo”). Então começou com este comentário:

Professor Bertone, Alguma vez já leste algum livro de Ludo Martens? Lenin não oferece nenhuma “alternativa totalitária”, Lenin fornece uma alternativa científica que conseguiu mudar melhor o destino de centenas de milhões de pessoas!

O que é uma alternativa “científica” para ele? A afirmação é um lugar-comum tão anacrônico quanto risível. Um dos primeiros textos que li sobre o caráter “científico” do marxismo-leninismo foi o de Politzer, “Princípios Fundamentais de Filosofia”. O livro é muito interessante como material introdutório ao materialismo dialético, mas no geral seu conteúdo se resume a uma perspectiva otimista com Stálin e a União Soviética. Politzer foi executado pela Gestapo, portanto não viveu o suficiente para ver Kruschev denunciar os crimes do stalinismo no XX Congresso do PCUS em 1956.

Ao dizer que Lênin forneceu uma teoria “científica”, Cristiano está regredindo ao modelo cientificista do século XIX, do qual Marx partilhava, de que era possível apreender leis da história e, com base nisso, fornecer uma teoria da ação humana. Assim foram desenvolvidas as Filosofias da História naquele século, como o hegelianismo, o positivismo e o próprio marxismo. Moses Finley, historiador marxista e um dos maiores especialistas em História Antiga, sintetizou a crítica a esse modelo de teoria social que se difundiu na segunda metade do século passado: “[…] o comportamento humano não se presta à análise quantitativa e ao reexame repetido sob condições idênticas e, portanto, todas as generalizações são duvidosas; o marxismo distorce o comportamento humano quando o reduz a uma teoria monista; pior ainda, como todas as variedades de ‘historicismo’ (no sentido de Popper), ele é moralmente pernicioso”.

O marxismo-leninismo não é uma teoria científica. É uma ideologia política transformada em dogma oficial do regime comunista da União Soviética. Ao ignorar algo tão simples, já era de se esperar o que mais poderia vir de Cristiano: uma overdose de veneno stalinista. Depois ele tenta justificar que o regime stalinista não era totalitário e que o país precisava se defender de invasores que tentavam derrubar o socialismo:

Em outras palavras, o país precisava de alguém com mão de aço, senão enfrentaria o mesmo destino que a República Soviética Húngara ou o Chile de Alliende, que por sinal era um admirador de Stalin, todavia não seguiu o magíster.

Isso tudo não é e nem nunca foi “totalitarismo”, é uma situação completamente diferente dos regimes fascistas, agressores. A URSS tomou uma posição defensiva em razão de suas próprias circunstâncias.

O “magíster” que esse pobre rapaz adora mandou executar praticamente todos os dirigentes que participaram da Revolução de Outubro. Um dos casos mais emblemáticos foi Trotsky, que Stálin expulsou do país e ordenou seu assassinato aqui do outro lado do mundo. Cristiano finge ignorar completamente diversas pesquisas recentes que, a partir de novas fontes e novos questionamentos, têm levado a público o caráter genocida e totalitário do ditador que ele venera. Obcecado pela integridade do seu “magíster”, ele se apega a qualquer coisa que possa, pelo menos em sua mente doentia, trazer algum consolo acerca da integridade de seu ídolo.

Depois ele disse:

É lamentável ver um professor como o senhor cair na mesma ladainha de Olavo de Carvalho & Cia ao falar em “genocídio para com a própria população”. Essa ideia não é apenas absurda, como absolutamente ilógica. A URSS era um país com carência de mão de obra, ela chegou a ter que importar mão de obra americana, que país com perdas consideráveis numa guerra civil iria querer “destruir sua própria população”? Ora, os nazistas aniquilaram os judeus na Alemanha e isso pode ser constatado por dados demográficos. A URSS, na época de Stalin, cresceu em milhões por ano. A população de russos, bielorrussos e ucranianos, longe de diminuir, cresceu, conforme nos mostram historiadores como A. Zemskov. De onde o tirou dados tão absurdos sobre tal “genocídio”?

De nada adiantou eu ter lhe mostrado autores renomados que falam sobre o Holodomor, o genocídio ucraniano, onde cerca de sete milhões de pessoas morreram entre 1932-1933 por causa da ação de Stálin de confiscar os grãos daquela República e isolar seus cidadãos impedindo-os de sair do país, devido à resistência de muitos camponeses à política de coletivização vinda de Moscou. Eu havia inclusive postado no início daquela seção de comentários o link para um artigo (um dos poucos em língua portuguesa) sobre o assunto, muito bem fundamentado, em mais de 50 páginas sobre o assunto, de Luís de Matos Ribeiro, da Universidade de Lisboa. E o que Cristiano falou sobre o artigo? Nada, simplesmente emudeceu e o ignorou. Pelo contrário, pra ele aquilo não foi genocídio, foi uma política socialista para eliminação de uma classe, os kulaks. De nada adiantou eu ter lhe trazido o conceito de genocídio e mencionado trabalhos sérios acerca do tema. Se tivesse se dado ao trabalho de ler o artigo, teria lido na nota 16: “A expressão russa kulak ou culaque (“punho”) – em ucraniano, kurkul – era utilizada para designar pejorativamente um camponês considerado rico. No entanto, o critério estabelecido pelo decreto de 21 de Maio de 1929 para definir um kulak era pouco rigoroso e susceptível de interpretações abusivas: a contratação de um operário agrícola durante uma parte do ano, ou a posse de uma máquina agrícola mais sofisticada do que a simples charrua, de dois cavalos e de três ou quatro vacas era suficiente para rotular um camponês de kulak. Normalmente, o termo era utilizado para designar qualquer camponês que manifestasse alguma forma de hostilidade contra o Estado”.

De nada adiantou eu ter lhe trazido uma citação que mostrava um exemplo de culto à personalidade, algo que Stálin instituiu após ter eliminado da liderança do partido todos os agentes que ele pelo menos desconfiava que poderiam se opor a seu desejo de poder absoluto, à sua própria deificação. Cristiano simplesmente negou que isso existia na União Soviética. De nada adiantou eu ter lhe indicado a leitura dos livros “Ascensão e Queda do Comunismo” de Archie Brown e “O Passado de uma Ilusão” de François Furet. Para ele, qualquer coisa que possa questionar sua visão de que Stálin era um Deus bondoso é mera propaganda anticomunista. Como se ainda estivéssemos em plena década de 1940 ou 1950, Cristiano divide as pessoas em comunistas e anticomunistas, atribuindo aos segundos uma ação permanente e incansável contra os primeiros.

O livro de Brown é uma das pesquisas mais recentes sobre o assunto. É um trabalho de fôlego sobre toda a história do comunismo no século XX. De nada adiantou eu ter lhe dito que a ditadura stalinista (que ele se recusa a qualificar dessa forma) vitimou cerca 20 milhões de pessoas em menos de três décadas. Essa estatística, inclusive, já havia sido levantada por um historiador russo, Roy Medvedev, que publicou um livro que se tornou manchete no The New York Times

Na matéria, é dito que Medeved contabilizou as vítimas de Stálin da seguinte forma:

  • Um milhão de presos ou exilados entre 1927-1929, falsamente acusados de serem sabotadores ou membros de partidos da oposição;
  • De nove a onze milhões de camponeses mais prósperos expulsos de suas terras e outros 2 a 3 milhões presos ou exilados na campanha de coletivização forçada no início da década de 1930. Acredita-se que muitos deles tenham sido mortos;
  • Seis a sete milhões de mortos na fome punitiva infligida sobre os camponeses, entre 1932 e 1933;
  • Um milhão de exilados de Moscou e Leningrado, em 1935, por pertencer a famílias de antigos nobres, comerciantes, capitalistas e autoridades do governo;
  • Cerca de um milhão de executados no “Grande Terror” de 1937-1938 e outros 4 a 6 milhões enviados para campos de trabalhos forçados, de onde a maioria, incluindo o pai de Medvedev, não retornou;
  • Dois a três milhões enviados  aos campos por violar absurdamente rígidas leis trabalhistas impostas em 1940;
  • Pelo menos dez a doze milhões de “reprimidos” na Segunda Guerra Mundial, incluindo milhões de soviéticos alemães e outras minorias étnicas forçosamente realocados;
  • Mais de um milhão de presos por motivos políticos desde 1946 até a morte de Stálin em 1953.

 Como se vê, o regime comunista da União Soviética na era Stálin não se limitou em apenas tomar os meios de produção, mas reprimiu os próprios trabalhadores, pequenos camponeses, pessoas que participaram da revolução. Não houve coletivização, mas apropriação das riquezas pelo Estado. Stálin tinha pressa em industrializar um país semi-feudal e não poupou esforços nem vidas humanas (independente de classe social ou ideologia política) para levar a cabo essa mudança. Cristiano ainda quis argumentar que havia educação de qualidade e avanço científico na URSS. Sim, havia, mas na Alemanha nazista também havia, e o regime político não era humanista por causa disso. Já discuti aqui no blog que, ao contrário do que pregam algumas pessoas de extrema direita, fascismo e comunismo não eram a mesma coisa. Mas o fato de eu ter argumentado nesse sentido não quer dizer que acredite que os regimes comunistas que vigoraram no século XX deixaram de cometer crimes brutais, pois acreditavam estar em posse do monopólio da verdade (essa era a crença de Lênin e de seu sucessor). Depois ele veio querer negar que o Khmer Vermelho, no Camboja, fosse comunista e que o comunismo chinês não foi influenciado pelo soviético. É uma fraude tão gritante que mais parece vir de alguém que nem mesmo fez o ensino médio. Além de ter negado que cerca de dois milhões de pessoas morreram em cerca de cinco anos no regime do Camboja, ainda veio falar que todos os mortos foram vítimas apenas de bombardeios americanos. De nada adiantou também eu ter lhe provado o contrário.

Falei pra ele que não gosto desse tipo de militância, que precisa fraudar a história para absolver ditadores genocidas e que aprendi com Aristóteles a arte do equilíbrio e da moderação. Pra ele, isso significa dizer que estou em cima do muro. O problema de discutir com pessoas limítrofes como Cristiano, Olavo de Carvalho e respectivos seguidores, é que essas pessoas não conseguem pensar fora dos estreitos limites dogmáticos de sua mente. Falar em equilíbrio e moderação nada tem a ver com neutralidade. Muito pelo contrário. Sempre admirei o marxismo e continuo admirando como perspectiva teórica crítica e humanista. Já falei que sou de esquerda. Mas meu apoio à esquerda não é incondicional nem desprovido de crítica. O sujeito poderia ao menos ler o Zizek, o Bauman e outros autores de esquerda ainda na ativa, talvez assim sua mente pudesse sair dos porões infernais da Guerra Fria o que, dado o seu estado, iria requerer um esforço hercúleo de deslobotomização stalinista.

Um sujeito que acredita que Stálin pôs em prática os princípios de Marx, como ele me disse, ou nunca leu Marx ou já está há tanto tempo mentindo para si mesmo, que terminou por acreditar em suas próprias mentiras. Cristiano ficou tão ofendido pelo meu texto sobre Lênin, que não consegue tolerar que algo assim permaneça na internet. Militantes stalinistas como ele e as olavetes são duas faces de uma mesma moeda. Discutir com ambos é não apenas uma perda de tempo como um desperdício de energia enorme. Parece ser uma sina desse blogueiro ter que aguentar importunações de todo tipo de claques.

A História pode ser usada pra qualquer finalidade, desde legitimar genocídios até abrir uma perspectiva crítica e questionadora. Eu e Cristiano optamos por usá-la para finalidades bem diferentes e se ele prefere a primeira opção é problema dele. Do auge de sua irascibilidade stalinista, não lhe restou outra alternativa a não ser me chamar de “fascista”, como se com tal adjetivo ele pudesse de alguma forma me atingir ou me tirar do sério. Cristiano se tornou um mentiroso contumaz e como todo mentecapto, não se envergonha de lançar mão do insulto (como me chamar de fascista) e da calúnia (como fez em seu blog) como forma de intimidação.

Lembro-me de uma vez ter lido que o antiamericanismo se tornou a ideologia oficial dos órfãos do comunismo. Alguns, como o tal Cristiano, vão além: ao invés de buscarem uma reflexão crítica acerca da tragédia que foram os regimes ditos socialistas do século XX e pensar alternativas à esquerda, eles se fecham no cipoal da ortodoxia leninista e, como se nada tivesse acontecido, vivem como a se a URSS ainda estivesse lá, capitaneando um movimento comunista internacional. Em seu blog, ele ainda publicou um texto com o seguinte título: “Bertone Souza, o professor de história que mentiu pra mim”. Gostaria que Cristiano provasse em pelo menos uma linha onde e em quê eu menti pra ele, como se o fato de eu ter publicado críticas a um jornalista de extrema direita fosse para ele uma evidência inequívoca de meu stalinismo. Em todo caso, não fui eu que o enganei, mas ele mesmo que se enganou e poderia ser honesto pelo menos nesse detalhe. O restante do texto é uma chuva de argumentos ad hominem típicos de uma mente doentia que pretende desacreditar o interlocutor com ofensas e desqualificações. Não dialogo com esses militantes desvairados nem permito que venham aqui fazer propaganda. Pessoas como ele precisam a todo instante chamar a atenção de alguém; estes parecem ser os únicos momentos em que saem de seus mundos de fantasia e de pessoas imaginárias.

Em tempo: neste dia 02 de setembro o blog completa um ano. Agradeço a todos os leitores, assinantes, que ajudam com seus comentários, compartilhamentos ou apenas acompanhando. O objetivo aqui é a crítica, o esclarecimento, o diálogo, a provocação à reflexão, sempre numa perspectiva histórica e sem pretensões de proselitismo.

Leia também:

O orgulho de venerar um genocida

Kruschev não mentiu sobre Stálin

Stálin: uma lenda fabricada sob medida

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75 thoughts on “Cristiano Alves: um stalinista incurável

  1. Nelson 01/09/2013 / 18:40

    Engraçado que pessoas como Cristiano Alves seriam umas das primeiras a serem eliminadas pelo regime comunistas.

    São os idiotas uteis como dizia Lênin.

  2. bailux 01/09/2013 / 19:29

    Bertone, para mim esse blog caiu de paraquedas na blogosfera. É raro encontrar um autor como o senhor, livre de qualquer dogmatismo político ou de qualquer outra esfera ideológica. Precisamos sempre analisar de forma crítica ambos os lados, senão estaremos presos a extremismos bisonhos, tal como os de Olavo de Carvalho ou do Cristiano Alves. Também me considero de esquerda e sou ateu, contudo a extrema esquerda e o neo-ateísmo geração toddynho não passam de pura ignorância ao meu ver, fruto de uma pseudo-intelectualidade míope. Lá na Página Vermelha apenas observo uma pessoa presa no seu próprio conto de fadas, que reage de maneira estúpida a qualquer crítica a União Soviética e ao comunismo em geral. Hilariamente, não são diferentes dos conspiracionistas da Nova Ordem Mundial, nos quais tem a absurda ideia de que qualquer contra-prova de suas “teorias” apenas demonstra o poder dos poderosos de se esconderem do mundo suas conspirações maléficas. Igualmente, para a extrema-esquerda, qualquer prova dos genocídios cometidos pelos regimes comunistas é na verdade uma conspiração da burguesia malvada para culpar os “inocentes” totalitários stalinistas, maoistas, etc . Não é possível debater de maneira saudável com esses seres, e o melhor remédio é o silêncio.

    E parabéns pelo aniversário do seu blog! Infelizmente apenas conheci o seu humilde espaço na internet recentemente, mas já posso me considerar um seguidor entusiasta. Espero que muitos anos ainda venham pela frente ! Abraços.

    • Bertone Sousa 01/09/2013 / 21:50

      Bailux,

      você resumiu em poucas palavras o que tenho tentado dizer à exaustão. O problema é que há muitas pessoas que não conseguem viver sem uma canga no pescoço, como a crença incondicional numa ideologia ou em um líder, numa ou mais teorias conspiratórias ou tudo isso junto.Fico impressionado com a incapacidade dessas pessoas de compreenderem algo tão simples e felizmente meus leitores compreendem o que escrevo. Seja bem-vindo ao blog, obrigado por seguir e pela contribuição. Abraços.

  3. Roni 02/09/2013 / 0:16

    Bertone, muito bom! Adorei!

    Me dá uma sensação de alívio encontrar um autor livre de dogmas igual a você. Ganhou ainda mais minha admiração.

    Abraços!

  4. Sandro Carvalho 02/09/2013 / 17:37

    Terrível é o que faz, com mentes fracas, sugestionáveis, o fanatismo religioso, político e partidário.

  5. IGOR DOS SANTOS SOUZA 02/09/2013 / 18:17

    faz um artigo sobre as diferenças entre nazismo , fascismo e comunismo

  6. Jonatan 03/09/2013 / 8:04

    Dei “uma volta” na Página Vermelha e constatei que, para um Blog com mais de 900 mil visualizações não há sequer um comentário dos leitores sobre os textos, no mínimo curioso.
    Parabéns por este um ano de blogagem! Já sou leitor assíduo seu, embora não opine em tudo leio tudo.

  7. CandidoVillas 06/09/2013 / 18:24

    Já havia comentado em oportunidade anterior, admiro o trabalho do velho Olavo, mas, sr. Bertone, seus textos neste blog estão excelentes. Sobre o Cristiano, é caricato demais para ser levado à sério.
    Parabéns, meu caro!

    • Bertone Sousa 06/09/2013 / 19:21

      Pois é Candido, mas infelizmente essas caricaturas adoram criar confusão e espalhar mentiras sobre outros e, no caso dele, falsidades históricas deslavadas, por isso tive de escrever esse texto como autodefesa. Obrigado pelo elogio. Abraço.

  8. Lúcio Júnior Espírito Santo 06/09/2013 / 19:28

    Bom, Bertone, vc está ignorando toda nova geração de historiadores que surgiu nos USA e está revendo a guerra fria; Grover Furr, Mark Tauger, Arch Getty, Roberta Manning, Robert Thurston. Eu e Cristiano nos baseamos, sim, numa bibliografia científica. Mesmo Gorbachev em Perestroika elogia a coletivização, afirmando que resolveu o problema da fome. Ele tb elogia o pacto entre Hitler e Stálin, dizendo que só aconteceu pq a Inglaterra estava obcecada em jogar Hitler contra a URSS.

    • Bertone Sousa 07/09/2013 / 1:13

      Lúcio,

      um revisionista como Grover Furr usa argumentos muito evasivos e fontes duvidosas. Vi que em um de seus trabalhos ele usa um historiador stalinista, Yuri Zhukov, como principal fonte e a partir disso desenvolve uma argumentação muito similar à de Ludo Martens, cujo livro “Um outro olhar sobre Stáline” baixei da internet. O que li em ambos não se diferencia em quase nada do que li em Politzer, com a diferença de que as palestras de Politzer compiladas por seus alunos eram bem melhores em termos de riqueza conceitual. Esses caras basicamente se limitam a dizer que o que é dito contra Stálin é propaganda anticomunista. Se você chama isso de bibliografia “científica” precisa estudar o que é ciência e o que é história. Nem autores como Althusser e Michel Pêcheux eram tão ingênuos a ponto de querer justificar o injustificável: que Stálin era o mocinho a despeito de seu nacionalismo, do culto à personalidade e do assassinato de quase todos os participantes da Revolução. Na verdade a Revolução mesmo aconteceu em fevereiro, porque a de Outubro não passou de um golpe de Estado. O que vocês precisam entender é que o sistema soviético não era marxista, aquilo era um capitalismo de Estado, onde os trabalhadores continuavam sendo explorados por um governo que não era composto por eles e era o único proprietário dos meios de produção. Nenhuma classe trabalhadora tomou o poder em país nenhum que se chamou de socialista. Isso é uma questão de informação histórica básica.

  9. Angela 06/09/2013 / 21:48

    “perverso regime da Coreia do Norte”? Perverso pra quem?

    Sem querer ofender, mas já li várias vezes você se referir a Coréia do Norte assim, não precisa ser “stalinista” para ver o abismo de desconhecimento que você tem desse país e um certo pedantismo ao afirmar essas coisas com tanta certeza. Já gostei de alguns textos seus mas, perdeu a credibilidade.

    • Bertone Sousa 07/09/2013 / 1:18

      Angela, então faça o seguinte: pegue um voo só de ida pra lá e passe o resto da vida beijando os pés do deus Kim. Daqui a alguns anos, se, arriscando sua vida, você conseguir acessar clandestinamente a internet, poderá me dizer como é o paraíso. Até lá, não farei nenhuma questão de ter credibilidade contigo.

  10. Nelson 06/09/2013 / 23:06

    Falando no comunismo e no seu criador: Marx tinha filhos que não sustentava, inclusive teve um filho com a empregada fora do casamento, tratava o filho pior que um cão, não deixava nem o pobre coitado comer dentro de casa. Teve um pai que o sustentou até a vida adulta,mesmo assim não fazia questão de falar com este, tinha uma mãe que não se dava muito bem,tinha um amigo rico que explorava, vVvia falando em trebalho e era boêmio.

    A mãe de MARX no dia do enterro do pai, o ironizou por que vivia escrevendo sobre trabalho e não trabalhava. kkk..

    • Bertone Sousa 07/09/2013 / 1:28

      Nelson, não considero este um bom argumento contra Marx. Ele trabalhou em vários veículos de imprensa, numa época em que ainda era muito difícil se manter nessa profissão. Em muitas ocasiões não conseguiu mesmo conciliar a profissão com a atividade intelectual, até porque viveu de forma errante antes de se fixar em Londres. Pessoalmente, considero bons argumentos o fato de sua personalidade já apresentar traços do que viria a ser o totalitarismo, ao não tolerar divergências na Internacional (expulsou Bakunin quando não pôde mais dobrá-lo) e criticar outros socialistas como Proudhon mais por despeita pessoal do que por fraquezas teóricas deles. Ele tinha seus defeitos, não era nenhum santo, mas isso não invalida o peso e a importância da obra que escreveu.

  11. New Right 07/09/2013 / 14:00

    Bertone, apesar de ser de direita, tenho admiração por você ser um dos poucos esquerdistas que usam a cabeça como dogma ao invés do Manifesto Comunista e discurseira como lei universal. Tenho acompanhado suas discussões com gente da dirieta e da esquerda, concordo com algumas coisas, discordo de outras, mas no geral fico satisfeito por ver que ainda há honestidade intelectual na esquerda.

    • Bertone Sousa 07/09/2013 / 15:55

      New Right,

      obirgado. Também fico satisfeito quando recebo mensagens de pessoas na direita e na esquerda que não são limítrofes e por isso entendem o que escrevo.

  12. Jardes Tenorio Barbosa 07/09/2013 / 14:02

    “Colocar no mesmo plano moral o comunismo e o nazifascismo, como sendo ambos totalitários, no melhor dos casos é superficialidade, no pior dos casos é fascismo. Quem insiste nesta equiparação pode bem considerar-se democrático, mas na verdade e no fundo do coração já é… fascista…” ( Domenico Losurdo)

    Não pratique desonestidade intelectual professor! Leia e reflita sobre as obras dos grandes historiadores que, ao contrário do Sr , não caíram na armadilha ridícula da ideologia anticomunista da guerra fria.

    Quem foram seus professores de metodologia e teoria da história?

    • Bertone Sousa 07/09/2013 / 16:12

      Jardes,

      se você conhecesse o blog e seu autor não o julgaria dessa forma leviana. Aqui já tive discussões ásperas com pessoas que colocam o nazifascismo e o comunismo no mesmo plano. Mas também não há como negar que haviam notáveis semelhanças entre eles. Suspeito que os “grandes historiadores” de quem você fala são os panfletários mencionados aí acima que na verdade não fazem história, mas apenas propaganda tardia pró-Stálin. Quem precisa mesmo ler e refletir aqui, meu caro, são os advogados de ditadores sanguinários e genocidas. O stalinismo e maoísmo são o câncer moral e intelectual da esquerda, que autores como Thompson, Hobsbawm, Perry Anderson, Frederic Jameson, Stuart Hall, Edward Said, entre outros, souberam rejeitar e dar outros direcionamentos muito mais interessantes ao pensamento de esquerda. E pode ter certeza que tive ótimos professores de teoria e metodologia da história, áreas tão importantes que vocês stalinistas demonstram ignorar profundamente.

  13. Angela 07/09/2013 / 14:55

    “Angela, então faça o seguinte: pegue um voo só de ida pra lá e passe o resto da vida beijando os pés do deus Kim. Daqui a alguns anos, se, arriscando sua vida, você conseguir acessar clandestinamente a internet, poderá me dizer como é o paraíso. Até lá, não farei nenhuma questão de ter credibilidade contigo.”

    Esse é o nível de argumentação de um professor universitário? Esperava mais de você que me mandar ir para Coréia do Norte, está parecendo aqueles reacionários que argumentam mandando ir para Cuba. Simplesmente lamentável!

    Através de livros, fotos e depoimentos de amigos e diplomatas de diversos lugares do mundo que foram para a Coréia do Norte eu acho que você está no mínimo equivocado no que escreve. E eu nem disse que a Coréia do Norte é um paraíso, mas quando você fala que é “um regime perverso” tal afirmação contundente me soa bem irresponsável, principalmente de alguém com títulos acadêmicos que acaba formando a opinião de pessoas incautas.

    • Bertone Sousa 07/09/2013 / 15:49

      Angela, aqui na internet eu não trato gente tonta e burrinha como você com a deferência com que eu trataria um(a) aluno(a), por mais que ele(a) divergisse de mim. Você não sabe nada da Coreia de Norte a não ser pela quimérica visão idílica de alguns stalinistas desmiolados, incluindo, é claro, você mesma. Chamar aquele regime de perverso só é irresponsável pra gente como você que não dá a mínima para liberdades individuais e direitos humanos.

    • Cássio Araújo 21/08/2016 / 23:06

      Angela, pelo amor que você tem à sua vida intelectual, PESQUISE SOBRE A CORÉIA DO NORTE!!!!

      Em pyongyang, professores recebem comida dos alunos no dia dos professor. Até algas são cozidas para não se passar fome!!! Na mesma cidade, INÚMEROS CONDOMÍNIOS são lindos nas fachadas, mas passando pelos portões, são que nem favelas. Pelo amor de DEUS eu não posso acreditar que exista um ser humano dotado de instrução e “independencia intelectual” que defenda regimes totalitários, sobretudo, os de viés socialistas. Sobre o imbecil do Cristiano, como disse um nobre colega acima: seria o primeiro a ser fuzilado pelo regime. Um tirinho na nuca e vala!!! O próprio Vladimir Bukovsky afirmou que uma prática inicial dos comunistas quando chegam ao poder, é eliminar 10% da população, incluindo os melhores intelectuais, engenheiros, médicos, ADVOGADOS (alô, imbec…), etc… e refazer o tecido social, no que ele chamou de “engenharia social”.
      Acabei de conhecer esse blog. Estou encantado com esse professor. Ao mestre com carinho! Parabéns, professor! Absoluta independencia intelectual. Alme e mente livres!!!!

  14. Angela 07/09/2013 / 17:31

    Defender as liberdades individuais e os direitos humanos (dos quais você diz que eu não dou a mínima) é o meu trabalho junto à Ordem dos Advogados do Brasil (OAB). Pelo o que eu vejo acho que você está um pouco confuso sobre o que essas coisas significam. E é interessante perceber como você se sentiu confortável para me ofender de “burrinha” e “tonta”, será que é pelo fato de eu ser mulher? Pois a sua resposta foi totalmente desproporcional a crítica. Esperava mais civilidade da sua parte, nunca recebi um tratamento tão desrespeitoso e chulo de alguém do meio acadêmico. É deplorável de fato!

    • Bertone Sousa 07/09/2013 / 19:30

      Angela, eu falei de gente burrinha e tonta e não tem nada a ver com questão de gênero, já recebi comentários de homens e mulheres assim neste blog. Veja se ofendi o Lúcio e o Jardes que chegaram aqui divergindo; eles sim, com civilidade, mas não você. É muito curioso ver uma advogada defender um regime totalitário, onde noções elementares de direitos humanos são negadas a seus cidadãos. Um país onde possuir uma bíblia, por exemplo, é considerado crime passível de pena de morte. Um país onde cidadãos não podem acessar a internet, não podem professar e muito menos conhecer ideologias que não seja a imposta pelo Estado, a maioria não pode viajar e não são donos sequer de sua vida privada, rigidamente vigiada e regulada pelo governo. São esses os “direitos humanos” que você defende na OAB? A resposta foi proporcional a seu comentário leviano; você chegou entrando de sola chamando o autor do blog de pedante e ignorante (“abismo de desconhecimento”); aqui eu não falo sobre o que não conheço e quem chega esculachando como você merece levar uma bordoada. Aqui há algumas informações básicas:

      http://human-pixels.blogspot.com.br/2009/09/tes.html

      Há ainda várias reportagens disponíveis no Youtube e a pesquisa de Barbara Demick, “Nada a Invejar: vidas comuns na Coreia do Norte”.

    • Sandro 14/09/2013 / 23:56

      “Esperava mais civilidade da sua parte, nunca recebi um tratamento tão desrespeitoso e chulo de alguém do meio acadêmico. É deplorável de fato!” Agora, referir-se a um professor e historiador cujas produções textuais revelam claramente tratar-se de intelectual que se expressa com equilíbrio, sensatez e conhecimento de causa, como sendo “pedante” e indigno de “credibilidade”, aí pode, “né” dona Angela?

    • Sandro 14/09/2013 / 23:57

      “Esperava mais civilidade da sua parte, nunca recebi um tratamento tão desrespeitoso e chulo de alguém do meio acadêmico. É deplorável de fato!” Agora, referir-se a um professor e historiador cujas produções textuais revelam claramente tratar-se de intelectual que se expressa com equilíbrio, sensatez e conhecimento de causa, como sendo “pedante” e indigno de “credibilidade”, aí pode, “né” dona Angela?

  15. Angela 08/09/2013 / 18:05

    “É muito curioso ver uma advogada defender um regime totalitário, onde noções elementares de direitos humanos são negadas a seus cidadãos”.

    “Um país onde possuir uma bíblia, por exemplo, é considerado crime passível de pena de morte”

    Veja bem, até agora você não provou nada do que você alega, apenas tentou desqualificar as minhas colocações e de outras pessoas usando jargões como: “Stálin era megalomaníaco” “A Coréia do Norte é um regime perverso” “O comunismo foi um desastre”. Aliás, esse é um método muito usado por pessoas fanáticas como Olavo de Carvalho por exemplo.

    Mostre-me pelo menos a lei norte coreana onde está tipificado como crime possuir uma bíblia! Onde está o diploma legal que confirma isso? Ainda que caiba a você provar o que alega, eu tenho provas que rechaçam de imediato o que você afirma:

    Aqui está uma foto da igreja ortodoxa na Coréia do Norte tirada por um diplomata brasileiro chamado Thomaz Napoleão:

    Aqui está um vídeo da bíblia sendo lida na igreja ortodoxa em Pyongyang:

    Em nenhum momento eu disse que você deveria concordar comigo, apenas estou demonstrando que existem outras versões para o que você considera uma verdade incontestável.

    Você pode achar desnecessário ter credibilidade comigo, porém a internet é como um espaço público, a comunidade acadêmica lê o que se escreve, inclusive a parte que você disse que eu mereço uma “bordoada” por discordar do seu ponto de vista e os outros comentários maldosos e desonestos que você fez. Um profissional com uma postura preconceituosa, agressiva e dogmática como você merece apenas ser ignorado, tanto que esse foi o meu último comentário aqui.

    • Bertone Sousa 08/09/2013 / 21:16

      Ok, ok Angela, pode dar piti e continuar sendo burra e desinformada, e continue assim mesmo bem longe daqui.

      • Maxwell 03/03/2014 / 2:48

        Bertone, desculpe por essa “invasão”, mas eu, liberal de direita, gostaria de mostrar como a Coréia do Norte “tolera” as religiões:

        http://noticias.terra.com.br/mundo/asia/coreia-do-norte-lidera-lista-de-perseguicao-aos-cristaos,3b086380c0ada310VgnCLD200000bbcceb0aRCRD.html

        Ela falou sobre um diplomata brasileiro.Bem, nada melhor do que ler o que o embaixador do Brasil disse sobre a Coréia do Norte:

        “FB: No Brasil temos informações que os coreanos sofrem com o racionamento de comida, isto é real?

        Roberto Colin: Sim. De Pyongyang, que concentra três dos 24 milhões de coreanos, podemos dizer que é uma cidade normal. Os cidadãos parecem estar bem alimentados, mas, as pessoas não moram onde querem, e a cidade concentra só a elite. Lá tem até restaurantes, lojas e parques. Mas o restante do país vive no século 19, com a agricultura manual, arado puxado a bois, também é possível notar que a alimentação é precária. Até hoje, 30% das crianças sofrem de subnutrição. O país já foi muito melhor, até mais que a Coreia do Sul, mas hoje sofre um retrocesso.”

        http://farolblumenau.com/2013/12/embaixador-diz-que-a-coreia-do-norte-ja-nao-e-comunista/

        E só para terminar com “chave de ouro”:

        “Crimes cometidos na Coreia do Norte evocam era nazista, diz ONU”

        http://br.reuters.com/article/topNews/idBRSPEA1G06N20140217

        “Crianças eram dadas como ‘prêmio’ para cães na Coreia do Norte”

        http://noticias.terra.com.br/mundo/asia/criancas-eram-dadas-como-premio-para-caes-na-coreia-do-norte,4f4243ec72e64410VgnVCM4000009bcceb0aRCRD.html

        Claro, no fantástico mundo de Cristiano Alves isso tudo é mentira.Até porque ele, provavelmente, deve saber mais que o embaixador do Brasil na Coréia do Norte.

        Ah sim, sobre o vídeo, parece que a nossa “amiga” não sabe que uma das características de todos os regimes é fazer propaganda.Lógico que a Coréia do Norte não vai assumir que persegue cristãos, por motivos óbvios.

        Aqui vai uma propaganda nazistas voltada para os judeus:

        https://pt-br.facebook.com/video/video.php?v=1453742896870

        Abraços!

      • Bertone Sousa 03/03/2014 / 19:56

        Maxwell,

        minha paciência pra gente como essa moça aqui no blog é muito curta. É gente que pensa que a gente fala e inventa informação da nossa cabeça e escrevem coisas completamente incoerentes e sem nexo. O mais curioso é que ela achou ruim meu conselho de ir pra Coreia e não quer ir de jeito nenhum. Ou seja, ela sabe que está errada, mas pra não dar o braço a torcer prefere fazer biquinho. Alguém já disse que o pior do comunismo é a mentira. No caso dessa gente é a autossugestão idiótica mesmo. Esse pessoal não tem qualquer compromisso com informação histórica, só com essa militância tosca que fazem.

  16. Marco Lisboa 11/09/2013 / 19:21

    Meu caro Bertone, eu costumo postar no Facebook algumas críticas ao socialismo real bem semelhantes às que você coloca. Com o mesmo resultado, com as mesmas calúnias e argumentos ad homine. Acho impressionante como os revolucionários de Facebook perdem as estribeiras à menor contrariedade. Passei mais de 5 anos escrevendo um livro sobre a Guerrilha do Araguaia, entrevistei sobreviventes, li tudo o que havia de relevante, produzi 363 páginas que foram aprovadas para publicação pela UFMG e tive o desprazer de ser chamado de ignorante por um “perito” no assunto, que leu 2 ou 3 textos (que eu li e coloquei na minha bibliografia) porque afirmei que a área da guerrilha se restringia ao estado do Pará. Depois de provar por A + B, inclusive usando o relatório Arroyo e o texto do Pomar citado pelo “especialista”, fui bloqueado, depois de ele ter encerrado a discussão, sem se dar ao trabalho de reconhecer um simples erro geográfico. E ousam falar em nome dos milhões que irão um dia liderar (eu acho que eles realmente sonham com isso). Que dureza. Sobre a Coréia do Norte tive a canseira de manter um debate com um seguidor do Kim III, que não respeitou prazos, não respeitou o limite de postagem, não respeitou a gramática e muito menos as normas de uma discussão educada. Ultimamente, cansei. Já não falo mais para estas pessoas, falo para um ou outro que leia esses debates e que irá refletir e formar uma opinião própria. A imensa maioria da esquerda atual (eu, como você, me considero de esquerda) está perdida, num sincretismo onde misturam Mao, Stalin, Pol Pot, Kadafi, El-assad, Castros, KIm I, II e III e Saddam, que acham que o neo-populismo é a resposta definitiva ao neo-liberalismo. Há outros que continuam cultuando Stalin, como se repetir todos os erros passados fosse a garantia de tudo dar certo. E o mais grave estão tão dissociados da realidade que não conseguem perceber que não convencem nem a família, que não conseguem ganhar um diretório estudantil, um sindicato, que são o melhor argumento que a direita têm para condenar em bloco o socialismo. Que dureza. Continue. Foi bom saber que há espaço para a lucidez na esquerda.

    • Bertone Sousa 11/09/2013 / 19:46

      Marco, compreendo muito bem o que você passou, já tive um amigo que passou por algo semelhante. Também me incomoda ver esses militantes desorientados que obcecados por tudo o que é antiamericano, não se envergonham de defender tiranias como essas que você citou. Eles não entendem que não defender esses regimes também não implica necessariamente ser aquiescente com as políticas externas dos países ricos. Essa Angela aí acima, por exemplo, é uma pobre coitada, nem sabe o que diz. Uma vez, há vários anos, eu participava de uma reunião em um partido, e vi uma mulher dizer que se sentia como se estivesse vivendo no tempo de Lênin e da Revolução russa. Enquanto a esquerda latino-americana não se livrar dessa mentalidade retrógrada e repensar suas práticas vai continuar cometendo os mesmos erros, infelizmente. Também fico satisfeito em conhecer pessoas que tenham lucidez. Obrigado pela contribuição. Abraços.

  17. dimas 13/09/2013 / 17:10

    Os neo-estalinistas são assim mesmo, defendem que “o país precisava de alguém com mão de aço” para matar os camponeses ou ucranianos no Holodomor e entram na histeria total, quando um regime “fascista” prende um ou outro assaltante de bancos…

  18. Claudio 14/09/2013 / 19:18

    O melhor, ou o pior, é a pose ridícula nas fotos, imitando o líder amado, com roupa militar, botas, casaca etc. Uma práxis que adere ao fato bruto. Aposto que esse sujeito é paranoico, como o líder estimado.

  19. Ricardo 16/09/2013 / 19:42

    Professor, gosto do seu blog e de seus posicionamentos. Por sua bagagem filosófica, creio que você seja uma pessoa confiável, e seus textos me provam bastante isso por assumirem um visão centralizada das coisas. Sou esquerdista e gosto dos seus artigos que mostram os erros, acertos e alguns problemas das correntes dessa ideologia (em especial o socialismo/comunismo), pois ao contrário de muitos outros esquerdistas eu vejo que a melhor forma de construirmos uma esquerda racional é com a crítica, pois ela mostra aonde nós pecamos e o que devemos consertar.

    Seria pedir demais uma lista com livros honestos sobre marxismo, comunismo/socialismo e outras correntes de esquerda? Coloque quantos quiser pois eu os anotarei.

    Ah, sugiro um artigo sobre a revolução cubano e Che Guevara.

    Abraços

    • Bertone Sousa 16/09/2013 / 21:44

      Ricardo,

      sobre a história do comunismo, você pode começar por “Ascensão e queda do comunismo” de Archie Browm e “O Passado de uma Ilusão” de François Furet (este último você encontrará apenas em sebos virtuais). Há também trabalhos biográficos interessantes como “Mao: a biografia desconhecida” de John Hollyday e Jung Chang e o livro que resumi no texto “Lênin e o comunismo”. Quanto ao pensamento marxista, o melhor é começar a ler as obras de Marx; em geral as traduções vêm com longas introduções e prefácios explicando o pensamento do autor. Depois é passar para autores como Althusser, Gramsci, Lukács. Há outras indicações espalhadas nos meus textos sobre o assunto. Abraços.

      • Ricardo 17/09/2013 / 13:26

        Procurei sobre eses dois livros que voce citou no inicio, entretanto eu os achei meio tendenciosos…

  20. Ricardo 17/09/2013 / 13:31

    Com qual corrente dentro da esquerda você se familiariza, professor? Você ainda vê uma chance do comunismo/socialismo surgir de forma diferente das anteriores e respeitando os ideais marxistas em sua plenitude?

    • Bertone Sousa 17/09/2013 / 20:43

      Ricardo, mesmo que quisesse, ninguém respeitaria os ideais marxistas em sua plenitude, porque o marxismo é composto por tendências bastante heterogêneas. Talvez você quis dizer as ideias marxianas, que seriam as de Marx, porém menos ainda. Marx escreveu para o século 19, para a conjuntura social e econômica específica daquele período. Um autor que tem trabalhado na atualização do pensamento marxista é o Mészaros. Pessoalmente, prefiro a abordagem dos estudos culturais (que inicia como marxismo culturalista a partir de Gramisci e Thompson).

      Sobre os livros, juntos eles contém quase duas mil páginas (apenas os dois), não creio que em um dia alguém pudesse formar uma opinião sólida sobre as obras; mas caso você tenha lido apenas alguma síntese de internet, é importante mesmo que leia as obras. Desde a abertura dos arquivos de Moscou, as narrativas sobre a história do comunismo constituem um campo de luta teórica entre alguns marxistas ortodoxos e outros que não são.

  21. Claudio ricardo santos 21/09/2013 / 7:42

    Bertone,

    Você acha que o Cristiano Alves aguentaria passar um mês na pele de um cidadão que vive nosses regimes que ele tanto adora?

  22. Maycon 29/09/2013 / 3:32

    Professor vc chegou a ver um vídeo que o porco stalinista fez com essa tal angela, até criticaram o o senhor? na moral, coisa tosca e caricata, é proselitismo barato que posta no youtube. Ele nega que existe hoje um marxismo cultural, vem com essa conversa mole de que “o mundo está dominado por anticomunistas”. merece o hospício!

    • Bertone Sousa 29/09/2013 / 12:57

      Maycon, não vi não, nem vou perder meu tempo. Essa Angela é uma burra de dar dó. Ela chegou aqui mostrando uma foto e um video de uma igreja na Coreia do Norte, uma igreja fantoche usada pra fazer propaganda do regime, dizendo que isso prova liberdade de culto e expressão no país. Só restou a ela ir zurrar longe e ficar reclamando por trás. O Cristiano nem marxista é, ele reclama que o Opera Mundi e a Carta Capital não publicaram seus textos; ninguém leva a sério um energúmeno que defende Stálin. Ele é motivo de piada na própria esquerda.

  23. Maycon 29/09/2013 / 15:28

    mto bem professor! só acho que ele conhece muito bem marx e por isso justifica o injustificável, o genocídio de povos inteiros, ditadura,violencia e terro

    Com comunista, principalmente stalinista, tem que fazer como o senhor faz aqui. Comunista não se alicia, comunista a gente desmascara e denuncia! Ganhou um fã do seu site!!!

    • Bertone Sousa 29/09/2013 / 15:38

      Maycon, mas o blog não é anticomunista. Nem todo comunista é stalinista nem defensor de gulags. Não estamos em tempo de “caça às bruxas”, sejam elas comunistas ou “inimigos do povo” como os regimes comunistas chamavam seus adversários (reais e imaginários). Também não há nas obras de Marx nada que aponte genocídios e campos de trabalhos forçados como instrumentos de consolidação da revolução, nem culto à personalidade de ditadores. Campos de trabalho e exílio já existiam na Rússia antes do comunismo e foram apenas incrementados para servir aos interesses do Estado totalitário que se ergueu da revolução. O marxismo do século XX não se reduz à defesa de totalitarismos, como provam as contribuições de Gramsci, da Escola de Frankfurt, da sociedade fabiana e dos marxistas ingleses dos estudos culturais.

  24. Maycon 29/09/2013 / 16:30

    mas professor o marxismo fala em luta de classes. Marx escrevia que na Hungria os eslavos contrarrevolucionárias tinham que ser reprimidos. Você acha que os comunistas acham isso ruim? Eles até justificam.

    quando digo que seu blog é anticomunista, eu não tô dizendo isso pra desmerecer, como fazem os stalinistas aqui, digo pra elogiar. Pelo menos o senhor é da esquerda honesta, o comunismo de que falo é o dos leninistas, dos stalinistas, dos coreanos, dos russos… Não falo de gramci pq ele não tem força na sociedade nem nunca vi estado totalitário gramciano. O professor Olavo uma vez disse que “os membros da opus dei não passavam de boiolas, pois nunca denunciavam os crimes do comunismo”. O senhor no seu blog não só denuncia os crimes do comunismo como também humilhou um comunista e muita gente respeita o senhor por isso. ou seja, uma pessoa de esquerda que deveria ser modelo pra mta gente de direta

    Ñ sei como o professor Olavo cometeu o deslize de chamar o senhor de comunista, se fizessem isso comigo eu mandaria logo tomar no cu. Sei que você brigou com o Olavo mas acho que tirando o aspecto religioso dos vídeos e dos textos do velho Olavão, muita coisa em comum tem entre os textos deles e os seus.

    …o problema do Olavo é que a popularidade acabou subindo a cabeça… ele não esquece que ñ vive para sempre, que é necessário tanto gente na direita e na esquerda denunciando os males do comunismo. Tente relevar isso.

    Eu odeio esquerdistas, menos quando são honestos. Mas numa coisa o jumento stalinista não mentiu… quando ele disse que direita ajuda direita. Talvez o senhor acabe descobrindo que temos mais afinidades do que parece. Abraços!

    • Bertone Sousa 29/09/2013 / 17:23

      Maycon, odiar esquerdistas ou o que for é coisa para pessoas ingênuas. Aqui não prego o ódio a qualquer ideologia ou movimento social, mas convido meus leitores a avaliarem essas questões criticamente, sem adesão incondicional e sem a denegação patente. Pegar frases descontextualizadas de Marx pra dizer que ali estava uma justificativa pros gulags é muito perigoso; a obra de Marx tem que ser compreendida dentro do contexto em que foi produzida e dos diálogos que estabeleceu. Escrevi sobre isso no artigo “Marx ontem e hoje”. E não, meu blog não é anticomunista, como não é anti- qualquer outra coisa. Denunciar os crimes do comunismo é tarefa de qualquer historiador honesto, mas isso não implica em tomar um posicionamento anti-marxista. Muitos católicos deploram os crimes cometidos pela inquisição no passado, mas não precisam deixar de ser católicos por isso. Aqui é a discussão é histórica, mas sem reducionismos de qualquer espécie nem proselitismo político. Como diz o Gianotti, Marx foi alvo de deturpações de todos os tipos e só é possível superar esses reducionismos, com uma releitura atenta de suas obras e uma crítica dos sistemas totalitários do século XX.

      Militantes como o Cristiano e as olavetes não entendem isso porque são extremistas e não conseguem pensar fora desses esquemas mentais. O Olavo até hoje acha que sou comunista, a julgar pelo que andou escrevendo sobre mim no facebook. Mas o Olavo tampouco é uma conservador moderado, é defensor de ditaduras militares e até do regime fascista de Franco. A obsessão anticomunista o levou a se tornar um denuncista barato do governo brasileiro e teórico da conspiração; ele quer denunciar o comunismo mas é saudosista de ditaduras de direita, das quais só deplora o fato de não ter eliminado a esquerda. Olavo é um fascista que se esconde atrás da máscara de conservador. Não há nenhuma afinidade entre mim e ele. Há teóricos de direita e conservadores inteligentes, como foram Hayek e Friedman e hoje o Fukuyama e no Brasil o Roque Spencer Maciel de Barros, mas esse não é o caso dele.

  25. Maycon 29/09/2013 / 19:54

    concordo em quase tudo, mas o senhor não acha professor que os anticomunistas são os únicos que tem coragem de ir a fundo nas críticas? sejam eles de esquerda ou de direita?

    …como disse antes, o que mais admiro nesse blog é justamente sua coragem intelectual. E me baseio principalmente em Hayek e Friedman. Acho que Maciel de Barros tem muitas posições acertadas, mas o problema professor, e isso é preciso entender, é que num país como o Brasil não é muito fácil chegar nas massas, e Olavo de Carvalho pelo menos consegue isso. Concordo que muitas vezes ele extrapola, mas se não o fizesse talvez nem seria conhecido. e como o senhor diz, nenhum regime foi pior que o do comunismo, o fascismo pelo menos garante a propriedade e suas repressões nem se comparam ao genocídio de povos inteiros como no comunismo. O senhor sabe melhor que eu que os comunistas mataram bem mais… por que não apoiar, ainda que por uns instantes, quem os combate?

    Abraços!

    • Bertone Sousa 29/09/2013 / 22:26

      Maycon, eu não apoio fascistas tanto quanto não apoio stalinistas.

  26. Ricardo 30/09/2013 / 14:35

    Professor, voce tem algum posicionamento definido sobre trotsky, che guevara e fidel?

  27. Maycon 03/10/2013 / 23:54

    @Ricardo

    Che, Trotski e Fidel, junto com Stalin e Lenin são todos lixos genocida. O professor é preciso ao colocar todos em um mesmo saco e apontar ele como sendo pior que o nazismo.

    • Bertone Sousa 04/10/2013 / 12:34

      Maycon, pior que o nazismo não foi, nem são todos genocidas. Isso é discurso de fascista, doutrina que você defendeu aí acima. Vocês olavetes são vítimas de lavagem cerebral e saem por aí vomitando essas asneiras monumentais. Putz cara, vai estudar e deixa esse extremismo ideológico olaviano.

  28. Ricardo 04/10/2013 / 17:13

    ” Vocês olavetes são vítimas de lavagem cerebral e saem por aí vomitando essas asneiras monumentais. Putz cara, vai estudar e deixa esse extremismo ideológico olaviano.”

    Isso aí, professor

    mas bem, qual sua opinião sobre cada um deles, professor?

    • Bertone Sousa 04/10/2013 / 20:38

      Ricardo, é difícil falar nesse espaço porque há muitos elementos que devem ser levados em conta. O Guevara era avesso ao sistema totalitário soviético, não é à toa que buscou uma via alternativa a ele; já o Fidel aliou-se e ainda é difícil julgar com exatidão se foi por medo de alguma invasão norte-americana ou por um projeto pessoal de perpetuação no poder. De todo modo, o fato de ter permanecido décadas ali foi deletério ao regime e nesse sentido Cuba não foi muito diferente de outros lugares onde o marxismo-leninismo chegou ao poder: as liberdades individuais foram sacrificadas em nome de conquistas sociais e da manutenção da hegemonia do partido. A permanência desse modelo social e político não pode durar muito. O fato de esse modelo de socialismo também não ter conseguido acompanhar a produção em larga escala de bens de consumo do mundo capitalista desenvolvido a partir dos anos 70, com ampliação das instâncias democráticas, ainda permanece uma barreira que já se mostrou intransponível. Já o Trotsky era um marxista que mostrou certo desapego ao poder; os detalhes de sua derrota para Stálin como líder do Estado soviético provam isso. Ele era mais um intelectual do que um estadista. Sua postura de denunciar as pretensões autocráticas do rival custou caro, mas podemos dizer que a história o absolveu com louvor.

  29. Marcelo 06/10/2013 / 14:42

    Só uma correção professor não é “Orgulho de venerar um genocida”, é orgulho de venerar DOIS genocidas! Tive a curiosidade de olahr o canal desse comunista safado e advinha só!!! O cara tem até músicas louvando Lenin com tradução pra português que mais parecem hinos… é muito fanatismo! até fotos do sujeito parecem com as dele. É o que esse artigo bem coloca, deve ser problema na cabeça ou falta de mulher mesmo!!! É problema sexual! Triste saber que mais de 50 mil pessoas viram isso

    • Bertone Sousa 06/10/2013 / 15:31

      Marcelo, o termo genocida não deve ser usado de forma indiscriminada. Pode ser aplicado a Stálin por causa do Holodomor, mas não a Lênin. Embora ele tenha lançado as bases do que veio a se tornar o totalitarismo de esquerda, seu governo não se configura como genocida. Esse blog não é anticomunista nem pretendo fazer denuncismo de comunistas. Minha discussão com Cristiano foi pelo fato de ele querer reabilitar Stálin como um santo e considerar a ditadura stalinista e o regime norte-coreano marxistas. A música deve ser compreendida a partir do contexto do realismo socialista, que foi o direcionamento dado a todas as formas artísticas e culturais soviéticas, especialmente durante o regime stalinista. Aqui eu coloco a história à frente de paixões políticas e não lamento se 50 mil pessoas viram isso ou aquilo. Pra mim, a discussão de conceitos, personagens e contextos é mais importante do que a militância incondicional e o apego extremista a qualquer doutrina.

  30. Marcelo 06/10/2013 / 14:45

    …o medo que eu tenho é que esse pessoal se ñ tá organizado, tá se organizando…

  31. Bruno 08/10/2013 / 12:38

    Sei que já disseram aqui, mas n custa repetir. É ridículo a pose e a roupa pra imitar o ditador, mas, pasmem, até a camarada/companheira dele… seja lá o que for, tem fotos e até faz vídeos “fantasiada” de ditadora!!!
    Mas é assim mesmo bertone, esse pessoal é de um fanatismo incrível. Ou será que você não ouviu falar de um comunista russo e líder oposicionista que se casou usando uma camisa de Stalin? Sim, pasmem, em pleno casamento!!! E não só ele como também a noiva!!! Eu achava antes que esses caras tinham algum fetiche sexual como aqueles da banda YMCA, mas desse jeito, se eu ficar solteiro acho que até eu acabo virando stalinista. ahuauauahuahuaauha

  32. pedro ricardo vasconcelos 14/10/2013 / 14:27

    Professor, PARABÉNS por denunciar esse lixo de site que não traz nada que preste! Tirou as palavras da minha boca!

  33. Sandra mertens 09/06/2014 / 19:40

    Prof. Gostaria de saber se existe alguma análise sua sobre a invasão norte-americana do Iraque e sobre a morte de 100.000 iraquianos sob uma suspeita de possuírem armas de destruição em massa? Sua opinião sobre as inúmeras guerras desenvolvidas por essa nação, incluindo a Líbia e o Afeganistão.

    • Bertone de Oliveira Sousa 09/06/2014 / 20:59

      Sandra, ainda não, já me pediram pra escrever sobre vários assuntos, mas o tempo termina ficando curto para acatar a todos.

  34. dioguinn400@gmail.com 02/07/2014 / 13:24

    O Lênin destruiu um grande país que era o Império russo! A União Soviética é um lixo comparada ao czarismo. Excelente professor Bertone. Você humilhou esse psicopata do Cristiano Alves.

  35. Joao8t8809@gmail.com 03/07/2014 / 19:27

    Professor Bertone, com o tempo o significado do comunismo se alterou. Marx e Engels definiam, principalmente, como a eliminação do Estado.
    O comunismo, de hoje, é algo explicitamente autocrático, burocrata e pseudo-marxista.
    A União Soviética era Capitalista de Estado desde antes de sua fundação, visto que Lênin, em 1921, junto com N. Bukharin, planejaram a NPE.
    Qual sua opinião sobre M. Bakunin e Piotr Kropktin?

    • Bertone de Oliveira Sousa 03/07/2014 / 21:01

      João, existe uma diferença entre o conceito de comunismo na obra de Marx-Engels, que seria realmente a abolição do Estado, e o conceito desenvolvido a partir das características que os Estados ditos socialistas assumiram no século XX. Um dos autores que fazem essa distinção é Archie Browm, no livro Ascensão e Queda do Comunismo, capítulo 6. Comentei essa abordagem brevemente no texto “fascismo e comunismo”. Os caras são dois gigantes do pensamento social e libertário, embora sobre Bakunin pese aquela questão de não ter concluído algumas obras.

  36. Rogério 02/10/2014 / 22:25

    Chamar essa Angela de burra foi apenas eufemismo e elegância da parte sua, professor.

  37. Gabriel Ramos Tavares de Pinho 21/08/2015 / 21:37

    Professor Bertone,eu acessei o blog ´´Á Página Vermelha´´ e assisti vídeos de ´´A Voz do Comunismo´´,apesar de não concordar de forma alguma com sua posição stalinista,o achei com mais conteúdo que Olavo de Carvalho,o Olavo não passa de um palpiteiro,embusteiro,o Cristiano Alves pelo menos mostrou fontes para afirmar seus posicionamentos,de que o Holodomor é um mito criado por ucranianos pró-fascistas,e por jornalistas sensacionalistas norte americanos como William Randolph Hearst,eles não negam que muitos ucranianos morreram nesse período,mas atribuem essas mortes a outras cosas que não a ação direta de Stalin,ele citou um historiador chamado Grover Furr.
    http://averdade.org.br/2011/09/acusacoes-de-kruschev-contra-stalin-sao-falsas/

    E um outro historiador chamado Ludo Martens que escreveu ´´Stalin um novo olhar ´´.Apesar de não ter lido o livro de Ludo Martens ainda,fiquei na dúvida,por Cristiano ter afirmado que Ludo Martens pesquisou diversas fontes para escreveu seu livro,há uma bibliografia extensa no livro dele.https://www.youtube.com/watch?v=u2iVTf5ut0A

    • Bertone de Oliveira Sousa 21/08/2015 / 21:45

      Cristiano Alves é um Olavo às avessas, uma versão extrema-esquerda do astrólogo. Já refutei todos esses argumentos dele e desses autores que ele cita em outros textos sobre o comunismo. Ludo Martens foi um militante que não teve acesso a muitas fontes que vieram a público nos últimos anos. Quem não tem capacidade para reformular sua posição diante de novas evidências não tem capacidade pra pensar historicamente.

  38. Gabriel Ramos Tavares de Pinho 21/08/2015 / 21:44

    Outro fator que me chamou a atenção na argumentação de Cristiano Alves,foi que o regime de Stalin,criou leis antirracistas,sendo o primeiro estado a criar esse tipo de lei,enquanto que os EUA no mesmo período,tinham as leis Jim Crow,segregacionistas,ele até mostrou um filme no blog dele,chamado Tsirk,O Circo,de 1936,em que o enredo consiste de uma jovem branca norte americana engravida de um negro,e por isso fica mal vista em sua terra natal,por isso ela foge para a União Soviética,onde se torna artista de circo,e tem como um empresário,um alemão racista,e esse alemão é motivo de zombaria dos soviéticos por ser racista,e ele falou também que o ator que interpreta o bebê,James Patterson é negro,filho de uma ucraniana com um negro norte americano que foi morar na União Soviética,e posteriormente,se tornou oficial do Exército Vermelho.

    Isso que me deixa em dúvida,não quero defender Stalin,mas fiquei pensando,será realmente que ele queria combater o racismo?

  39. Gabriel Ramos Tavares de Pinho 21/08/2015 / 21:51

    E o senhor considera os sucessores de Stalin,Kruschev,Brejnev,Gorbatchov,melhores que ele?Ou todos foram igualmente totalitários,genocidas?Caso sim,o problema não seria o Stalin especificamente,e sim a estrutura totalitária do próprio regime soviético,já que Lenin também cometeu muitos atos de violência contra opositores.

  40. Gabriel Ramos Tavares de Pinho 21/08/2015 / 21:54

    E Trotsky,o rival de Stalin,também ordenou a execução de marinheiros que protestavam contra o regime soviético,então Stalin não foi o único tirano entre pessoas que detinham o poder na União Soviética,apesar de Trotsky nunca ter governado a União Soviética,durante o governo de Lenin,ele ocupou uma posição de destaque,não sei se chegou a ser ministro,ou algo assim,o senhor sabe,professor,se Trotsky teve algum cargo durante o governo de Lenin?

    • Bertone de Oliveira Sousa 21/08/2015 / 21:57

      O problema de Stalin não foi o racismo, o que ele de fato não era, nem o nacionalismo, como às vezes a direita erroneamente fala. Acesse aí no menu ao lado o Tema Socialismo/comunismo e veja meus textos “Lênin e o comunismo”, “Stalin, uma lenda criada sob medida” e “O que foi o comunismo”, que já respondem a suas questões.

  41. Ronaldo. 27/10/2015 / 1:11

    Fala Bertone!Quanta honra poder ler seus textos e aprender de forma equilibrada e simples,ótimo professor você é.Já li alguns artigos seus,mas ultimamente tenho me interessado mais,pois algumas coisas que leio na internet tem me remetido à você, e quando leio seus artigos me sinto muito bem esclarecido.Eu já era seu admirador,agora te seguirei mais de perto ainda,abraço.

    • Bertone de Oliveira Sousa 27/10/2015 / 1:25

      Obrigado, Ronaldo. Estamos aqui pra tentar fazer diferença e o apoio dos leitores é sempre um incentivo essencial. Abraço.

  42. Cássio Araújo 21/08/2016 / 23:13

    Angela, pelo amor que você tem à sua vida intelectual, PESQUISE SOBRE A CORÉIA DO NORTE!!!!

    Em pyongyang, professores recebem comida dos alunos no dia dos professor. Até algas são cozidas para não se passar fome!!! Na mesma cidade, INÚMEROS CONDOMÍNIOS são lindos nas fachadas, mas passando pelos portões, são que nem favelas. Pelo amor de DEUS eu não posso acreditar que exista um ser humano dotado de instrução e “independencia intelectual” que defenda regimes totalitários, sobretudo, os de viés socialistas. Sobre o imbecil do Cristiano, como disse um nobre colega acima: seria o primeiro a ser fuzilado pelo regime. Um tirinho na nuca e vala!!! O próprio Vladimir Bukovsky afirmou que uma prática inicial dos comunistas quando chegam ao poder, é eliminar 10% da população, incluindo os melhores intelectuais, engenheiros, médicos, ADVOGADOS (alô, imbec…), etc… e refazer o tecido social, no que ele chamou de “engenharia social”.
    Acabei de conhecer esse blog. Estou encantado com esse professor. Ao mestre com carinho! Parabéns, professor! Absoluta independencia intelectual. Alme e mente livres!!!!

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