A Igreja, a República e a sociedade

papaConstitucionalmente a República brasileira é laica, mas a sociedade não. A sociedade é profundamente religiosa. Isso é  tanto uma herança de nossa formação histórica como também uma evidência do malogro do projeto iluminista no hemisfério Sul do globo.

O Iluminismo não foi um movimento antirreligioso, mas em diversos momentos foi anticristão por motivos muito compreensíveis para o século 18, especialmente na França: a Igreja representava a ausência de liberdade de pensamento, a Inquisição e era um dos pilares do Antigo Regime. O Iluminismo tinha um projeto de educação universal por meio da qual os homens se tornariam autossuficientes, aprenderiam a fazer uso de sua razão guiando-se unicamente por ela. Kant, Rousseau e Helvetius foram arautos desse novo paradigma.

O Iluminismo descartou a teologia como falsa ciência e a metafísica como irracional. As grandes doutrinas sociais que emergiram no século seguinte, como o positivismo, o nacionalismo e o comunismo expressaram, de diferentes formas, o anseio por emancipação e racionalização. Colocadas em prática no século 20 engendraram sistemas políticos que consistiram em grandes projetos de engenharia social, como o nazismo, o fascismo e o comunismo, cujo objetivo era fazer por meios artificiais o que não poderia ser feito por meios naturais. Dos três o comunismo foi o que levou mais longe o objetivo de construção de uma sociedade fundamentada na racionalidade tecno-científica e foi o único regime da história a tentar erradicar a religião e qualquer forma de crença em Deus das mentes e do cotidiano de milhões de pessoas.

No Brasil, o positivismo forneceu a inspiração aos republicanos que derrubaram o Império, proclamaram o novo regime, extinguiram o padroado e instituíram a laicidade do Estado. No Leste europeu, o comunismo afundou e, embora a religião não tenha desaparecido, a propaganda estatal antirreligiosa de sete décadas aliada a sistemas de ensino universais eficientes sedimentou naquelas sociedades a descrença e a indiferença religiosas. Na Europa ocidental o desencantamento do mundo conduziu a uma retração da religião institucionalizada tanto da esfera pública como da privada. Mas aqui o positivismo não logrou o mesmo êxito, nem pretendeu chegar a isso em nenhum momento.

Nossas instituições se modernizaram, mas não nossas elites políticas nem a sociedade. Uma característica de nossa formação social é o messianismo, elemento tão explorado pelas propagandas governamentais populistas desde Vargas e tão presente em levas migratórias que marcou, por exemplo, uma diáspora nordestina para outras regiões do país durante todo o século passado e mesmo os movimentos trabalhistas até o final dos anos oitenta. O Brasil é uma das nações mais religiosas e devotas do mundo e os brasileiros fazem questão de demonstrar isso. É o que leva jogadores de futebol a usar camisas como os dizeres “Deus é fiel” ou a se reunirem no centro do campo para fazer orações antes ou após a conquista de um campeonato. Também é o que leva artistas de vários ramos a manifestar publicamente símbolos e sua fé religiosa. É o que leva pessoas do alto escalão político a beijar a mão e ajoelhar para o papa e a imprensa a dedicar quase vinte e quatro horas na cobertura de um evento como a Jornada Mundial da Juventude.

O que está em questão é mais do que a espetacularização do evento e a elevação do pontífice à condição de celebridade, elementos que naturalmente estão presentes, mas também a iniciativa de colocar a religião como ponto alto da cultura nacional e como elemento natural de integração entre diferentes camadas sociais. “O brasileiro é um povo sofrido” disse Oscar após o encontro com o papa. Podemos dizer que a nação, ou pelo menos uma parte significativa dela, parou para vê-lo. Mas ele também é um chefe de Estado, poderíamos dizer. E aqui está em nome de um Estado que é, primeiramente, uma religião. O Estado brasileiro não é religioso, mas flerta com a religião quando precisa de seu poder de mobilização. Dizemos que a modernização não foi e não é homogênea. Mas não tivemos aqui um projeto de descristianização, tão caro a algumas sociedades mas tão necessário à integralização de um projeto de modernização e desencantamento. O cristianismo no Brasil não arrefeceu, mas pluralizou-se. A Igreja pode encontrar obstáculos em manter-se hegemônica na América Latina, mas é muito mais difícil para ela lidar com um quadro social em que a religião não é mais importante para as pessoas, como na maior parte da Europa.

Agora, numa época em que nenhuma ideologia política pode mais ser alçada à condição de panaceia da humanidade e em que se tornou moda criticar o consumismo e o materialismo das sociedades contemporâneas, a religião volta a ser um foco de esperança e expressão de descontamentos. O papa tocou de leve em questões sociais, nada que pudesse surpreender o que era esperado, mas focou no discurso de espiritualização da Igreja e revitalização religiosa. O discurso do papa não poderia ser político ou filosófico, pois não é por essas razões que as pessoas estão deixando a Igreja Católica no Brasil. Seu padrão discursivo estava em sincronia com o que seus fiéis compreendem bem: autoajuda. Foi isso que o levou a falar em confiança, dias e horizontes iluminados, em botar fé e acreditar no amor. É o único discurso cabível num mundo globalizado em que as relações sociais são intermediadas por valores mercantis e impessoais e a religião tenta reassumir o papel de fornecedora de sentidos últimos para a vida individual e coletiva.

Francisco é acima de tudo um latino-americano que conhece as fragilidades do continente e sabe se colocar muito mais próximo das ansiedades dos fiéis do que seu antecessor. Mas no fim o que se pode ver são pessoas pedindo as bênçãos de um papa pressionado, tentando passar a imagem de empatia e despojamento, destoando claramente da postura geral da Cúria Romana, enquanto na mesma República outros o farão para seus bispos e apóstolos, sequiosos de mais verbas para seus canais e programas de televisão ou cabeças de gado. O alívio que a fé significará para uns, também significará, de outra forma, para outros.

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22 thoughts on “A Igreja, a República e a sociedade

  1. Bruno Ribeirk 26/07/2013 / 6:02

    Bertone,

    O ateísmo crescente na Europa é resultado de intervenção da União Européia ou apenas reflexo de um IDH mais elevado? E sobre o aumento do cristianismo no Brasil, lembremos: o catolicismo e a Igreja perderam féis para o protestantismo. A Igreja tenta recuperar a força que perdeu?

    • Bertone Sousa 26/07/2013 / 10:46

      Bruno, é reflexo do IDH mas também de uma modernização que acarretou desencantamento. No Brasil, essa é a meta da Igreja. Da década de 40 pra cá (que é quando começou o censo do IBGE), o percentual de pessoas que se declaram católicos caiu em quase cinquenta por cento e a tendência é que continue.

      • Bruno Ribeirk 26/07/2013 / 20:10

        Mas, se a religiosidade tem caído, por que vemos cada vez mais pessoas se convertendo ao protestantismo?

      • Bertone Sousa 26/07/2013 / 20:14

        Mas a religiosidade não está caindo, foi o que eu disse no texto.

      • raoni 18/08/2013 / 12:22

        É como cuspir no prato que comeu, precisamos da religião durante toda a historia mas agora com o conforto da modernidade nao precisamos mais de Deus, ou seja, prepotência sem limite.

        Mas o que vem destruindo o catolicismo é o efeito fofoca, tudo que sabemos sobre a igreja é via fofoca de seus inimigos. Hoje sou católico, mas foi com muito custo pois aprendi na escola que se existe o capeta esse só pode ser a ICAR.

        É o que sempre digo, vc pode ser ateu ou anti cristao, o que nao pode é criticar sem conhecer, esse é o verdadeiro mal. Por isso estude antes de criticar, mas nao só pelas fontes dos inimigos do catolicismo mas sim das fontes supostamente imparciais e pelas fontes dos catolicos também.p

      • Bertone Sousa 18/08/2013 / 16:57

        Raoni, primeiro eu não escrevo sobre o que não entendo. Segundo, na verdade, quem precisa estudar é você e aprender que não existem fontes imparciais, nunca. Você pode falar em fontes mais confiáveis e menos confiáveis a partir de determinados critérios, mas nunca imparciais. Em meus trabalhos acadêmicos, uso fontes produzidas por pessoas das igrejas que estudo, mas num blog o espaço é curto pra isso. O objetivo do blog é levantar algumas questões pontuais pra abrir a discussão, por isso aqui ninguém cospe em prato que comeu. Muito menos o catolicismo está sendo “destruído”. Fofocas podem desfazer casamentos, amizades, relações interpessoais, mas não instituições de grande porte. Aqui não estou falando de fofocas, mas de história. Leia, estude e assim não passará vergonha.

  2. Marcilene Almeda 26/07/2013 / 18:28

    Em minha leitura hoje no Brasil a religiosidade está intrinsecamente ligada ao capitalismo. Incentiva-se nos “sermões” mais o ter do que o ser, falo do contexto de uma grande parte de igrejas evangélicas. Igrejas evangélicas com forte cunho social e opção pelos pobres não experimentam esse “boom” de crescimento. Creio que A Teologia da Libertação e sua opção pelos pobres e marginalizados abriu espaço para as igreja neopentecostais prometerem “prosperidade” e muitos migraram sua fé. Ainda hoje é perceptível a disparidade em números das igrejas que ressaltam o “capitalismo” e as que optam por estilos de vida e culto mais simples. Precisamos ler a história sem os óculos da religiosidade que nos foi imposta. Caminhar da negação do humano à autonomia e o re-descobrimento do prazer de “pensar” fora da caixa.

  3. Luiz Antonio Borges 30/11/2014 / 16:53

    Mestre o iluminismo deu ênfase a razão deixando de lado a fé cega.
    Eu acho que a fé cega é fanatismo, eu sou a favor da fé com razão, eu acredito que o nosso mundo não pode ser explicado só pela ciência.
    Eu acho interessante o ateu dizer que não acredita em Deus por que não tem provas de sua existência, mas ele também não prova sua inexistência. Em contra partida ele acredita no “Big Bang” como sendo a origem do Universo. Só que o “Big Bang” é só uma teoria e pra deixar de ser teoria, caro mestre necessita, ser comprovado… Que eu saiba ainda não foi…
    O ateu acredita mesmo assim, acredita naquilo que não é comprovado.
    Caro mestre a ciência é muito importante para o progresso da humanidade, a humanidade muito deve a ela, mas ela, ciência, muda seus conceitos e suas teorias com o tempo e o avanço das pesquisas. Nada do que é dito hoje é eterno para a ciência e provavelmente mudará daqui alguns anos.
    Para finalizar o sr. citou Immanuel Kant um filosofo e iluminista, gostaria de lembrar que ele além de iluminista era um cristão fervoroso…

    • Bertone de Oliveira Sousa 30/11/2014 / 18:05

      Luiz, você está confundindo hipótese com teoria. Quando falamos de uma teoria, estamos falando de uma concepção que se mantém verdadeira por conter princípios considerados universalmente válidos do ponto de vista científico e não ter sido satisfatoriamente refutado; é assim que podemos falar de uma teoria da gravitação universal, teoria da relatividade, teoria cinemática, teoria celular, teoria da Evolução e teoria do Big Bang, por exemplo. Hipótese, por outro lado, é uma suposição que carece de comprovação para se tornar uma teoria e isso não se aplica ao Big Bang. A ideia de “provar” a inexistência de algo não faz sentido do ponto de vista científico. Como alguém vai provar que não existem duendes, fadas, Thor, Odin, Zeus, Apolo, Elfos, unicórnios, pégasus? O ônus da prova recai sobre quem afirma, não sobre quem nega. Mas um crente em Deus ou em deuses de modo algum precisa provar a existência do objeto de sua fé, porque a religião é normativa, não explicativa. Já a ciência é explicativa, não normativa, como já expus em outros textos. O fato de a ciência mudar de tempos em tempos é seu maior trunfo e seu maior mérito e uma prova de que não está fundada em dogmas, como a religião. O próprio papa Francisco admitiu publicamente recentemente que as teorias da Evolução e do Big Bang são verdadeiras. A religião não deixa de existir por isso, mas avança ao reconhecer que suas narrativas da criação não são científicas. Ora, o papa sabe disso e o admite publicamente, restando aos fiéis a tarefa de se informarem (e estudarem) pra não ficarem dizendo bobagens por aí. Você comete o mesmo erro de muitas pessoas de confundir religião com ciência e demonstra com isso não compreender nem uma nem outra. Sobre Kant, ninguém está dizendo que ele não era cristão e quem conhece a especificidade de seu pensamento no contexto do Iluminismo sabe a importância que teve para o fim da metafísica e a reafirmação do racionalismo das Luzes.

      • Luiz Antonio Borges 01/12/2014 / 5:12

        Mestre com todo respeito, quem esta confundindo hipótese com teoria é o senhor.
        A hipótese é uma idéia provável.
        A teoria é uma idéia baseada em fatos comprovados de uma forma ou de outra, ela realmente é muito difícil de ser refutada, porém ela ainda não é uma verdade científica, para sê-la é necessário que seja comprovada cientificamente. Aí caro mestre ela deixa de ser teoria e passa a ser um fato.
        O Big Bang não é um fato é uma teoria, das mais aceitas nos meios científicos, a qual me é simpática, mas é uma teoria, não foi comprovada cientificamente.
        Ai eu pergunto por que, na sua opinião, é tão errado alguém acreditar em Deus pela fé, pois Deus não pode ser provado cientificamente.
        E o senhor acha certo acreditar, na teoria da evolução, do Big Bang e outras, que ainda são teorias não foram devidamente comprovadas?
        Concordo com o que disse em relação ao Immanuel Kant no campo da metafisica, como podemos ver no pensamento abaixo.

        A crítica da razão pura explica essencialmente por que as metafisicas são voltadas ao fracasso e por que a razão humana é impotente para conhecer o fundo das coisas.

        Immanuel Kant

        Um abraço caro mestre.

      • Bertone de Oliveira Sousa 01/12/2014 / 13:57

        Não Luiz, teoria em ciência é uma coisa, hipótese é outra. Na cosmologia contemporânea, o Big Bang não é uma hipótese, mas uma teoria consolidada e comprovada por variados meios. É só buscar a literatura científica mais recente e constatar. Nesse caso, te falta leituras e informações básicas, principalmente porque você esta confundindo religião com ciência. Também não estou dizendo que considero errado alguém acreditar em Deus pela fé, pelo contrário, estou dizendo que a fé prescinde de provas porque fé e ciência tratam de coisas diferentes. Por isso o Big Bang é uma questão científica, não teológica ou religiosa. Já escrevi sobre isso (diferenças entre religião e ciência) em textos como “Criação e Evolução: notas sobre um debate sem fim” , “Religiões alienam e são irracionais?” e outros.

      • Luiz Antonio Borges 01/12/2014 / 15:55

        No pensamento científico o fato sempre é superior à ideia, sendo que o fato sempre pode destruir – corretamente dizendo, tornar falsa – a ideia científica. Por isso, por ser uma teoria científica sempre formada a partir de hipóteses testáveis e falseáveis, há sempre a possibilidade de aparecer um fato que venha a destruir a visão nela encerrada e até então válida e atual. Decorre que teorias científicas jamais são provadas pois é impossível garantir-se que nunca se descobrirá um novo fato que venha a contradizer alguma de suas ideias até então válidas. Entretanto, algumas teorias estão tão bem corroboradas por uma quantidade tão grande de fatos que, na prática, é pouco provável conceber que estas sejam falseadas. Entretanto esta possibilidade é inerente e indissociável de qualquer teoria que se diz científica, não devido aos fatos, mas às ideias associadas à mesma.

  4. Marcos Silva 19/05/2015 / 11:47

    Bertone,

    Você acha que a melhora da qualidade de vida da população implica numa possível descrença nas instituições religiosas ?

    • Bertone de Oliveira Sousa 19/05/2015 / 14:11

      Marcos, essa é uma tendência em muitos países, mas não uma regra. Um país que geralmente é usado como contra-exemplo é os Estados Unidos, mas isso deve às especificidades de sua formação histórica, embora pesquisas comecem a apontar um aumento sensível de desfiliação religiosa. Mas essa descrença nas instituições não está necessariamente relacionada com ateísmo ou agnosticismo, mas também com a plurirreligiosidade, que é uma tendência crescente nos países onde a tradição secular já fincou raízes.

  5. Lucas 13/09/2015 / 23:53

    BERTONE, O TEXTO A SEGUIR TEM APRESENTA INFORMAÇÕES VERDADEIRAS OU É FALACIOSO?

    “E bom falar na inquisição. Antes dela bastava uma falsa denuncia para as pessoas serem mortas a puro gosto popular. Foi a inquisição que formalizou o julgamento legal. Livrando de pena a maioria dos casos. Gracas a igreja o sistema de tribunal se formalizou na idade média.

    Vocês acham que o seculo das luzes ( illuminismo) Livrou o mundo da “idade das trevas” ? Tu acha que o movimento renascentista. Illuminista. Revolucao francesa e os ideaia construtiviatas e marxistas nao mataram ninguem? Iludido

    Não importa a merda que a igreja supostamente fez. Ela produziu praticamente TUDO o que voce conhece a nivel civilizacional. Contratual. Legal etc.

    Toda a sua legislação, antes de ter juspositivismo, se baseia no jusnaturalismo judaico-cristao. Se nap fosse a igreja vc nao teria sistema pegal. O contratualismo começa, no cerne, na identidade do povo como cultura pela sua religiao. Todo o resto e feito em cima disso.

    E sim. A inquisição foi um tribunal mais formal que ja se. Foi visto da idade media… Antes dela, as pessoas se matavam por qualquer coisa , ou voce. Acha que o rei realizava um tribinal e fiscalizava de forma eficiente todo crime que ocorria? As pessoas , a gosto popular, queriam matar muita gente e a igreja nao matou. Pelo contrario, sem a formalização da inquisiçao teriam morrido mais pessoas a. Juri popular do que o que a igreja matou.

    PS: A caça as bruxas foi um movimento ilegítimo e não teve Aval da igreja. O julgamento de bruxas pela caça não era o mesmo julgamento na tribuna inquisidora.

    O que vocês conhecem da igreja e em parte mentira. Como a famosa historia da igreja atrasando a ciência. A igreja como corpo institucional também financiou e formalizou as primeiras instituições e investiu em varias comunidades cientificas. A faculdade de Cambridge, Inglaterra, começou em 1.200. Era uma instituição de monges, foi a maior faculdade de desenvolvimento cientifico e ate hj a maior faculdade do mundo. A unica área onde a igreja não contribuiu a ciencia foi a medicina, pois mexer em corpos etc era contra o principio. Mas as racionais, de metodo hipotetico indutivo: Fisica, matematica etc foi tudo da igreja. O maior desenvolvimento na parte da óptica e de modelo atômico vieram dos maiores grupos religiosos : Catolicos, islâmicos e indianos. E hoje voces falam que religiao é o opio do povo
    Sem a igreja também nao teria alfabetização.

    ai eles sempre vem com essa : ” mentira que a formalização da tribuna e da legislação é judaico-cristã, é ROMANA”.

    Roma? Roma é mesmo um exemplo. O hedonismo na Roma e lideres como aligola e varios outros simplesmente a colocaram em colapso. Tribunal formal na roma? Roma DC foi infestada de despotas que matavam por querer matar. O cristianismo foi tao importabte na organizaçao civilizacional que roma teve de formalizar o cristianismo como religiao oficial para reorganizar os povos e sair da crise. A igreja ortodoxa apostolica romana Salvou roma.

    A culpa do absolutismo na tribuna que levantou despotas foi de roma. A divisão dos poderes veio com ideal illuminismo, que vejam so, teve como entusiastas protestantes. Ainda que contra a igreja formal, eram religiosos

    ps: Toda a revolução na teorica economica durante o Illuminismo teve participação do entusiasmo PROTESTANTE. Incluindo, também, o novo sistema de divisão dos 3 poderes.

    ” mimimi, fontes históricas provam que ROMA caiu graças ao cristianismo”

    Roma caiu 100 anos depois de virar crista por culpa da invasão barbara e por uma crise econômica gerada pela diminuição drástica do numero de escravos ( o cristianismo acabou com o escravismo em roma). E só mais uma prova de que foi bom, o cristianismo faliu governos escravistas. Isso é ruim onde?

    Roma era déspota, escravista e colocava cristaos em arenas para serem comidos por leões. Logo depois teve que aceitar o cristianismo como oficial para unificaçao e fortalecimento do imperio. Roma crista minou o escravismo e foi invadida por barbaros…em fim…cristianiamo nao levou nada de mau a Roma. O cristianismo romano caçou o hedonismo pagao, ainda que tenha sido algo peverao, isso fortaleceu Roma, de resto, o regime cristao foi muito menos despotico.”

    • Bertone de Oliveira Sousa 14/09/2015 / 0:02

      Lucas, como é que você vem aqui me perguntar se isso é verdadeiro ou falso? O autor dessa coisa precisa voltar pro Ensino Fundamental, nem escrever ele sabe. Isso aí é coisa de energúmeno.

  6. eli 07/02/2016 / 12:25

    a verdade da fé o que é fé …..eu tenho fé nisso ou maquilo….por vias das duvidas não vou ariscar. tudo existe … é tão obvio vê coisas inexplicáveis …. a palavra de Deus fala que sua voz como a de um trovão … porque estudar tanta e viver no físico, será que a busca da certeza…. será que apalavra de Deus foi base pra toda esse discórdia…. da onde veio a historia de liderança?, pra que tudo isso … c sou um mero animal q logo vai morrer e ainda sim to buscando algo, perdendo o meu tempo que é limitado há onde iremos chegar querendo provar tantas coisas.. por que não viver so com nossos carros e nossas casas, amigos e etc… talvez confiso ou não ..so sei dizer que cada um tem aquilo que necessita sera que homem surgiu do nada ,c o nada é nada … como posso que num lugar sem vida surge muitas vidas. meio loco isso

  7. ednaldo 07/02/2016 / 12:33

    vcs nem tavam lá …. quemdisse pra vcs tudo isso

  8. Marcelo Pires Natorp 21/01/2017 / 23:58

    Desssa vez, professor, fugirei menos um pouquinho do tema do presente artigo, como fiz outras vezes em seu blog de História. Perdoe-me. Mas, a propósito do positivismo, o senhor não o considera um tanto contraditório e, por vezes, paradoxal? Se não, vejamos. Comte, filho ddo Iluminismo, era impiedoso com relação aos pensadores do século XVIII em seu país, chamando-os de “doutores em ghilhotina”. Quis livrar a Humanidade da teologia e da metafísica, contudo, acabou por fundar a bisonha “Religião da Humanidade, substituindo Deus pelo próprio Homem e a Religião pela Ciência. Ou seja, trocou seis por meia dúzia! Embora se apresentasse enquanto visão “positiva” ou “científica” da realidade, o positivismo era uma ideologia conservadora preocupada com o “admirável programa” da Idade Média. Segundo Comte, a noção de Direito deveria desaparecer do domínio político, assim como a noção de Causa, do domínio filosófico, pois ambas se referem a vontades indiscutíveis. Ele entende que o positivismo não admite senão deveres, de todos para com todos, pois seu ponto de vista sempre social, não pode comportar nenhuma noção de direito, constantemente fundada na individualidade. O Homem, como individualidade, portanto, na sociedade científica, senão como membro de outros grupos- desde o familiar, unidade básica por excelência- até o político. Também aí não existe liberdade de consciência. A consciência, para Comte, não determina, sozinha, o modo de existência prática. Assim como não bastam as condições materiais da vida para definir a consciência. E a própria soberania popular é um termo vazio de sentido em sua política positiva, onde a ditadura se exercita num despostismo, espiritual e temporal, pois adota o princípio da força como fundamento do governo. Comte olha para o progresso social como condicionado pelos concomitantes biológicos dos indivídus, de tal forma que nenhuma estrutura social é possível sem que esteja previamente determinada nos fatores biológicos, aliás, irredutívis, como o são todas as categorias de fenômenos na concepção comteana. Gostou, professor Bertone, ou quer mais?

    • Bertone Sousa 22/01/2017 / 0:21

      Marcelo, nunca escrevi muito sobre o positivismo porque já é de conhecimento geral os paradoxos e contradições da doutrina, como você apontou. Mas isso é quando olhamos em retrospecto. É importante também compreender essas teorias dentro do contexto em que foram produzidas. No caso do positivismo, no século 19 a crença na razão humana, na ciência e no progresso inexorável estava na ordem do dia. Mesmo o pensamento de Marx recebeu influência do positivismo. O positivismo também foi importante como tentativa de sistematizar as ciências sociais como saberes científicas, transferindo para elas os métodos das ciências naturais. Como você disse, Comte era herdeiro do Iluminismo, como Hegel, Marx e tantos outros, e precisamos compreendê-los a partir disso. É claro que hoje não adotamos mais essa perspectiva, mas isso teve um peso no século 19, por isso é importante nuançar essas questões.

  9. Marcelo Pires Natorp 22/01/2017 / 9:01

    É isso mesmo, professor Bertone. É sempre importante estudarmos a História das Ideias, tomando cada ideia em seu contexto sócio-histórico. Comte, assim como Marx, Hegel, Rousseau, etc, também foi um produto de sua época. Gosto muito de um capítulo da Filosofia chamado Filosofia da História, que nos auxilia nesse estudo da História correlacionada com a trajetória das Ideias ao longo da História. Ainda, a respeito do positivismo de Comte, sugiro-lhe um livro da ensaísta Consuelo Quiroga, “Invasão do Marxismo pelo Positivismo”. Se o senhor buscar no Google, encontrará mais informações sobre a obra, bem como a editora e disponilidade ou não da mesma. Numa tese polêmica, a autora defende o ponto de vista de que o positivismo teria influenciado até mesmo o Stalinismo, após a ascensão de Josef Stalin ao poder na URSS. Explosivamente polêmico.

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