Humanismo Secular: inimigo número um dos radicalismos religiosos

humanismoA história dos movimentos fundamentalistas nas três grandes tradições monoteístas (Judaísmo, Cristianismo e Islamismo) possui como plano de fundo uma profunda aversão aos ideais do humanismo secular, tomados como herança do racionalismo iluminista (especialmente em sua versão francesa) e como refratários aos princípios da religião. Para os muçulmanos, tudo isso se confundia com o secularismo ocidental. Foi entre os fundamentalistas norte-americanos, nas décadas de 60 e 70, que o inimigo a ser combatido ganhou essa denominação.

O fundamentalismo enquanto movimento religioso surgiu entre o final do século 19 e início do 20 nos Estados Unidos a partir de um documento contendo doze textos conhecidos como Fundamentals of Faith, que, de modo geral, se opunha à teologia liberal e a determinadas correntes científicas, como o darwinismo. O documento reafirmava a inerrância da Bíblia e a literalidade dos relatos nela contidos. Um dos casos mais emblemáticos dessa disputa ocorreu também nos Estados Unidos, foi o julgamento de um professor de biologia chamado John Scopes, acusado de heresia por ter ensinado a teoria da evolução numa escola. O caso ganhou repercussão nacional e o professor foi a julgamento, mas foi absolvido ao final. O fato de um julgamento desse teor ter acontecido em uma das principais repúblicas seculares em pleno século 20 demonstra o nível de interferência que a religião possuía na vida pública norte-americana.

Durante a Guerra Fria, os embates entre religião e princípios seculares voltaram a se tornar acirrados nos Estados Unidos com a criação da pílula anticoncepcional, o movimento feminista, as revoltas estudantis, a ascensão do rock e do consumo de drogas, o homossexualismo, difusão do sexo na adolescência e a aproximação dos movimentos sociais com o marxismo. Os fundamentalistas então designaram tudo isso de “humanismo secular”; Tim LaHaye foi um dos principais ideólogos dessa corrente religiosa. A partir desses princípios, foi divulgado um novo documento chamado Pro-Family Forum, cujo conteúdo era o seguinte:

[o Humanismo Secular] Nega a divindade de Deus, a inspiração da Bíblia e a natureza de Jesus Cristo.

Nega a existência da alma, da vida após a morte, da salvação e do céu, da condenação e do inferno.

Nega o relato bíblico da criação.

Acredita que não existem absolutos, nem certo, nem errado – que os valores morais são autodeterminados e circunstanciais. Faça o que quiser, “desde que não prejudique ninguém”.

Acredita na eliminação de papéis distintivos entre homem e mulher.

Acredita na liberdade sexual entre indivíduos conscientes de qualquer idade, inclusive em sexo antes do casamento, homossexualismo, lesbianismo e incesto.

Acredita no direito ao aborto, à eutanásia e ao suicídio.

Acredita na distribuição equitativa da riqueza americana para reduzir a pobreza e estabelecer a igualdade.

Acredita em controle do meio ambiente, controle de energia e sua limitação.

Acredita no fim do patriotismo americano e do sistema de livre empresa, no desarmamento e na criação de um governo socialista universal[1].

A historiadora britânica Karen Armstrong, que transcreveu em seu livro Em Nome de Deus o documento acima, fez o seguinte comentário:

[…] como ocorre com a maior parte das ideologias, [o documento] também caricatura e supersimplifica o liberalismo. Os liberais que pleiteiam a igualdade entre os sexos ou a distribuição equitativa da riqueza nem sempre são ateus. Os que acreditam nos direitos dos homossexuais nunca aprovariam o incesto. Em vez de achar que não existe “nem certo, nem errado”, apontam a necessidade de rever algumas restrições morais do passado. O desejo de promover a harmonia entre Estados-nação hostis, presente em organizações como a União Europeia ou as Nações Unidas, não implica absolutamente o desejo de promover um “governo socialista universal”. Mas a lista tem o mérito de mostrar que os fundamentalistas consideravam evidentemente negativos valores que muitos cristãos e secularistas liberais consideravam evidentemente positivos (como a preocupação com os pobres e com o meio ambiente)[2].

A lista apela para a teoria da conspiração e sutilmente desqualifica o humanismo como uma ideologia anti-família e anti-cristã, desconsiderando inclusive que muitos cristãos não fundamentalistas abraçavam essas causas. Isso não é muito diferente do que ainda vemos acontecer. A opinião de que os humanistas querem um “governo socialista universal” ainda está na boca de muitos conservadores (não necessariamente fundamentalistas) espalhados pelos meios de comunicação e outras instituições. A relação entre homossexualismo e incesto foi substituída, hoje, pela associação entre homossexualismo e pedofilia como recurso discursivo que muitos líderes religiosos usam para atribuir à homoafetividade uma vinculação com uma prática criminosa. Por outro lado, dizer que valores morais são circunstanciais significa reconhecer sua historicidade. Os fundamentalistas, na verdade, não fazem uma leitura literal do toda a Bíblia, já que não apedrejam mulheres acusadas de trair os maridos nem matam feiticeiras. Mulheres não usam véus nem são obrigadas a permanecer em silêncio em suas igrejas (exceto na Congregação Cristã no Brasil). O que fazem é selecionar alguns trechos da bíblia para dar suporte à militância religiosa antissecularista que pretendem realizar.

Nos Estados Unidos, os fundamentalistas são ligados a uma visão teológica conhecida como “pré-tribulacionista”. Os adeptos dessa visão acreditam que o Messias retornará para “arrebata-los” (como salvos e escolhidos que acreditam ser) da Terra para o céu. Os que ficarem serão governados por uma tríade infernal, o Anticristo, a Besta e o Falso Profeta durante um período de sete anos, ao longo dos quais escravizarão a humanidade. Ao final, o Messias retornará novamente, mas não para arrebatar ninguém e sim para uma última guerra entre o bem e o mal ao fim da qual ele estabelecerá um reino de mil anos. A guerra tem até lugar preestabelecido para acontecer: será num Vale próximo a Jerusalém. Por esse motivo eles consideram que não é importante redistribuir riquezas, melhorar as relações entre as nações, cuidar do meio ambiente, pois a sociedade caminha inexoravelmente para o mal e a destruição.

Tim LaHaye também é co-autor de uma série de livros chamada “Deixados para trás” (Left Behind). São romances que falam sobre eventos relacionados ao Apocalipse e foram até mesmo adaptados para o cinema. Mas não são todos os protestantes norte-americanos que adotam essa visão. Há também aqueles que acreditam que é possível melhorar o mundo cuidando dos mais fracos e que o Reino de Deus pode começar a ser construído a partir de ações desse tipo. Mas os radicais exerceram uma influência importante no governo americano até pelo menos o final dos anos 80 e hoje estão ligados principalmente ao Partido Republicano. No Brasil sua atuação foi tímida devido à condição minoritária do protestantismo por aqui. A partir da década de 70 e, principalmente com a redemocratização nos anos 80 e o crescimento meteórico das igrejas pentecostais, houve uma importação em massa dessas teologias norte-americanas e tentativas de alavancar uma direita religiosa que milite pelos mesmos princípios.

Mas, por que o humanismo e as liberdades garantidas pelo Estado laico são tão ameaçadores para alguns religiosos? Porque eles veem essas ideologias como outra religião que nega a Deus e caminha no sentido de apressar a vinda do Anticristo (que exerceria o que eles agora entendem por “governo socialista mundial”). Não há muito que debater com os fundamentalistas; em geral são irredutíveis em suas opiniões e possuem uma leitura de mundo bastante fechada. A balança dos acontecimentos mundiais, no entanto, pesa a seu favor: a incapacidade humana de conviver pacificamente, eliminar a miséria, a guerra, os conflitos étnicos e religiosos parece ser incurável, apesar de possuirmos tecnologia suficiente para tudo isso. Mas o fracasso de ideologias seculares que prometiam um futuro de prosperidade e paz como o comunismo contribuiu tanto para emergência de variados conflitos regionais, como também para movimentos de renovação religiosa desiludidos com suas promessas. Foi por isso que cresceram.

Mas o humanismo é uma cosmovisão essencialmente avessa ao pensamento único, é crítica, questionadora, pluralista. Hoje, quando vemos os conservadores de nosso Congresso tão obcecados por aprovar uma cura gay, por patologizar a homossexualidade, não podemos interpretar isso de outra forma senão como um flagrante atentado à liberdade. Se eles criminalizam agora a homossexualidade, poderão criminalizar depois a prostituição, o feminismo, a união estável (mesmo entre heterossexuais, obrigando-os ao casamento civil), o ateísmo… dado o primeiro passo não haverá limites para tentar cercear a liberdade alheia. Esses conservadores têm rejeitado terminantemente o debate científico pela importunação política. A tal cura gay não é uma questão médica, mas política. Espontaneamente, as pessoas não querem deixar de ser gays ou lésbicas, apenas se forem importunadas por sentimentos de culpa oriundos de restrições culturais. Por isso, ao transformar-se a condição homossexual numa condição doentia, os fundamentalistas religiosos estão rompendo com o princípio de sociedade livre pelo qual nos regemos.

Mas é possível que o veneno de Feliciano e seus amigos radicais se volte contra eles, na medida em que sua tão aclamada “ditadura gay” perca apoio popular, desgastando-se e deixando-os isolados. Mas eles não vão desistir facilmente. Se aproveitaram o foco da mídia sobre os protestos para votar apressadamente a pauta, poderão agir novamente de forma sorrateira quando tiverem outra oportunidade. É preciso que nos oponhamos de forma contundente ao uso que alguns fazem da democracia para legislarem contra a democracia.


[1] Fonte: ARMSTRONG, Karen. Em Nome de Deus: o fundamentalismo no Judaísmo, no Cristianismo e no Islamismo. São Paulo: Companhia das Letras, 2001, p. 304.

[2] Idem, p. 304-305.

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23 thoughts on “Humanismo Secular: inimigo número um dos radicalismos religiosos

  1. Bruno Ribeirk 29/06/2013 / 8:43

    Texto bem embasado. Mas, Bertone, não é engraçado e risível que os cristãos fundamentalistas adoram criticar a teocracia islâmica, quando na prática estão propondo politicas igualmente teocráticas?

    • Pra Marcilene Almeida 05/07/2013 / 11:25

      Cheguei um pouco “atrasada” por aqui. Mas penso que todo cristão deveria ler e refletir a respeito desse texto. Sou leitora assídua desse blog. Quando entro chego aberta a receber, refletir, analisar, aprender. Sinto-me desafiada. E cada texto provoca em mim grandes questionamentos. O maior deles é o fato de que infelizmente “nós” evangélicos no Brasil, estamos presos a Idade Média, a Idade das Trevas e temos dificuldade de simplesmente sentar e bater um bom papo ouvindo e respeitando a opinião do outro, porque não preciso impor o que penso. Eu me recuso a deixar de me relacionar com todo tipo de pessoas de qualquer religião ou até aqueles que não tem nenhuma religião e são ateus. Eu posso conviver, conversar, aprender, ensinar, debater e não “bater”. Sigo crendo em Deus, e sigo cheia de perguntas e questionamentos sem medo de buscar as respostas. Parabéns Bertone

      • Bertone Sousa 05/07/2013 / 16:40

        Marcilene, felizmente há pessoas abertas ao diálogo e mais voltadas à compreensão da alteridade em algumas igrejas como você. Na verdade, sempre houve, embora ainda permaneça sendo minoria. Que bom que esses textos estão lhe incentivando a refletir e debater algumas questões, porque é o objetivo. Creio que você pela posição que ocupa pode contribuir de forma significativa para o diálogo interreligioso, algo de que nossa sociedade ainda carece muito muito, especialmente pela ação de líderes arrivistas, não apenas evangélicos. Obrigado pelo elogio e pela participação.

  2. Virgínia Celeste 29/06/2013 / 10:20

    Gostei do novo visual do blog!
    Gostei do texto; não conhecia esse documento citado; bem interessante. Vou compartilhar.

    • Bertone Sousa 29/06/2013 / 11:28

      Virgínia, obrigado. E nada melhor do que uma aprovação feminina do visual. Abraço.

  3. Plábio Desidério 05/07/2013 / 9:50

    Caro Bertone. Mesmo sabendo da armadilha da explicação economicista, como já discutimos aqui, quero apenas pontuar para a importância da teologia da prosperidade nesse fundamentalismo religioso. O neoliberalismo também contribuiu para a restauração conservadora e por conseguinte contribuir para a proliferação dos discursos conservadores e reacionários. O aumento considerável de indivíduos que frequentam o neopentecostalismo está relacionado também com o “novo” ascetismo. A ação eletiva não é apenas o trabalho como vocação, mas o consumo como um hedonismo religioso. O indivíduo se comporto como um consumidor abúlico, mas com valores religiosos, alterando a máxima weberiana, ação racional com valores.

    • Bertone Sousa 05/07/2013 / 11:18

      Plábio, também tenho prestado atenção às diferenças entre essa nova ética do consumo nesses segmentos protestantes e a questão da ação religiosa em Weber. Isso é uma adaptação do protestantismo à transformação da cultura como campo de consumo e redefinição de comportamentos a partir dos anos 70. É uma classe média religiosa que cresce e quer afirmar-se politicamente tomando seu grupo de referência como medida para universalizar valores, usando como estratégia principal a desqualificação dos adversários a partir de argumentos morais e gerando essa onda neoconservadora no Congresso. Mas não creio que seja economicista, são questões pertinentes pra pensarmos as dimensões desse ascetismo, como você mencionou.

      • Pra Marcilene Almeida 05/07/2013 / 11:36

        Plábio e Bertone há um “remanescente”. Tem um grupo que não aparece na mídia e que está nas comunidades caminhando com as pessoas simples porque acredita em uma forma de vida simples e não são adeptos da teologia da prosperidade. Bertone em seu texto bati palminhas aqui qdo vc mencionou o fato de que os fundamentalistas só o são em textos que convém para respaldar suas práticas absurdas. Costumo dizer que não há nada mais pagão do que um sistema religioso. Os mesmo que “lutam” pela fé reproduzem o que dizem combater.

  4. Bertone Sousa 05/07/2013 / 16:49

    Marcilene, o problema é que alguns ícones religiosos somente conseguem projeção polarizando o debate e incitando a intolerância. Não sei se você já leu aqui o texto “O que quer Silas Malafaia?” porque a trajetória dele é um exemplo. Primeiro, polemizava com outros líderes evangélicos e depois encasquetou com os homossexuais quando viu que isso estava lhe rendendo capital religioso e agora político. Por isso a tendência é que ele continue essa “cruzada”. Antes ainda a IURD implicava com os cultos africanos e inclusive chegou a ocorrer algumas cenas de violência em alguns momentos. Para alguns segmentos, é preciso que o inimigo seja bem definido e quando isso transpõe o plano religioso para o social resulta nesse fechamento e negação terminante do outro.

    • Pra Marcilene Almeida 05/07/2013 / 19:40

      Lamentável. Em 2005 decidi não assistir ao citado Silas Malafaia porque enquanto assistia uma de suas “mensagens” ele só falava mal de vários ministérios. Estava contra o movimento G12. Eu desliguei a TV e disse pra mim: “Não vou ficar aqui ouvindo esse cara se achar e falar mal de todo mundo” Pq já tinha visto ele falar de vários ministério. Anos mais tarde estava de mãozinhas dadas com o “Patriarca G12”. Enfim. Ridículo. Uma pessoa ontem me disse escandalizado que em uma igreja cobraram pra orar por ele. Afirmando que tem que doer no bolso pra oferta fazer “efeito”. Eu disse a ele que um adolescente de minha igreja sabe que não é preciso pagar por oração nenhuma simplesmente pq leu na bíblia e viu q O Próprio Jesus não fez isso. Se o próprio Jesus se calou e não ficou procurando encrenca, porque esses ativistas não doam seus bens aos pobres e se calam? PODER, E a massa vai atrás. E eu recebo honoráveis títulos de “irmãos” q me chamam de pseudo-pastora, comunista, herege, teóloga liberal e por aí vai. Sou minoria, graças a Deus kkkkk. A multidão comeu pão e peixe… depois gritou: Crucifica! kkk Ah Pesquisei sobre Karem Armstrong, li um pedaço de um dos livros dela. Vou adquirir. Percebi q a leitura respalda questões que eu já venho refletindo.

      • Bertone Sousa 05/07/2013 / 21:54

        Marcilene, você já deve ter percebido que o Malafaia repete incessantemente os mesmos bordões até incutir na cabeça das pessoas, de seu público alvo. Ele sabe que a maior parte de seus ouvintes não são capazes de abstrair, de lidar com conceitos, por isso se reporta a eles como a crianças. Já é uma estratégia bem conhecida e usada por variados meios de propaganda e comunicação. Agora ele se voltou à direita e fala em “esquerdopatas” e coisas do tipo. Então quando alguém nesse campo pensa e diverge recebe esses rótulos que você mencionou aí, mas duvido que essas pessoas saibam o que é heresia e teologia liberal.

  5. Mira Santini 06/07/2013 / 13:42

    Pra. m,arcilene Almeida, voce não está sozinha. A turma triunfalista pode ser maior e mais barulhenta, mas há bem mais do que 300 servos que ainda não dobraram os jolehos a Mamon, o Deus da Teologia da Prosperidade. Saudações cristãs de Belém-Pa

    • Bertone Sousa 06/07/2013 / 17:18

      Minha nossa Mira, colocar essas coisas nesses termos é dar um chute na discussão histórica.

  6. Gerson Varges 24/07/2013 / 3:06

    Compartilhado via face

  7. Jean 25/07/2013 / 0:38

    Gostei muito do seu blog, vou ler com mais calma. o/ Obs.: você conhece a LiHS? Abraço.

    • Bertone Sousa 25/07/2013 / 1:02

      Jean, seja bem-vindo. Já li alguma coisa sobre a Liga Humanista Secular, mas como não acompanho, não conheço muito bem. Abraço.

  8. Mateus Roger 10/05/2016 / 18:19

    Professor, o que é humanismo? Pergunto porque não raramente vejo o humanismo ser associado a esquerda política e até mesmo ao socialismo real, ainda que eu não veja nada que ligue o termo a esses pensamentos quando procuro o significado da palavra no dicionário.

    • Bertone Sousa 10/05/2016 / 23:37

      O humanismo é anterior às noções de esquerda e direita e pode estar nos dois lados, não tem uma associação a priori com nenhum deles.

      • Mateus Roger 11/05/2016 / 9:53

        O socialismo real pode ser considerado humanista por tentar criar um novo homem?

      • Bertone Sousa 11/05/2016 / 14:04

        Sim porque o socialismo encara o homem como centro da realidade e do saber.

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