Genética e espiritualidade

dnaA ciência não prova a existência de Deus ou de uma alma imortal, mas as pesquisas acerca da origem das crenças religiosas têm avançado bastante. Em 1966, a Revista Time publicou uma matéria com o título Is God Dead?, em que se aventava a possibilidade do desaparecimento da religião diante do avanço da secularização. O tempo, porém, desfez esse otimismo e hoje sabemos que a secularização, ao invés de suprimir a religião, cria novas formas de cultos e de alternativas de vivência do sagrado. A secularização pode promover altos índices de desfiliação religiosa, mas não acaba com o senso de espiritualidade e espiritualidade nem sempre está associada à religião.

Antes mesmo de surgirem religiões institucionalizadas, crenças espirituais já faziam parte do cotidiano humano. Graças à Arqueologia, sabemos que há cerca de 100 mil anos, um de nossos ancestrais, o Homem de Neandertal, já havia desenvolvido a prática de enterrar mortos e é provável que isso estivesse relacionado a uma intenção religiosa. O fato é que não existe absolutamente nenhuma sociedade em que não encontraremos alguma forma de crença em vida após a morte e em entidades sobrenaturais e há várias explicações para isso. Entre elas estão pesquisas recentes como a do geneticista Dean Hamer que afirma que a religião é mais do que um fenômeno cultural, é um instinto.

Sua tese, exposta no livro “O Gene de Deus: como a herança genética pode determinar a fé” é a de que existe, nos seres humanos, uma predisposição genética para crenças espirituais através de alguns genes (vários, segundo ele) que interagem influenciando a capacidade de nosso cérebro para a aquisição de formas de consciência que são a base para crenças espirituais. Um desses genes, chamado VMAT2, exerce importante papel na produção de uma proteína que controla o fluxo de monoaminas, produzindo efeitos químicos cerebrais responsáveis pelas emoções. Hamer diz que descobriu essa relação por acaso, numa pesquisa que desenvolvia sobre tabagismo. O livro, na verdade, é praticamente um compêndio de outras pesquisas sobre o tema, desde a questão acerca da espiritualidade em gêmeos até pesquisas com o uso de drogas que alteram a consciência.

Segundo ele, isso não implica necessariamente em crença em Deus ou em deuses, mas na eficácia de experiências místicas como a auto-transcendência, que ele define como “não-dualidade”, ou seja, a capacidade de as pessoas transcenderem a si mesmas e se verem como parte de uma totalidade. Como exemplo, ele descreve uma pesquisa realizada com monges budistas tibetanos que mostrou que, enquanto eles estavam em meditação, os lobos parietais superior e posterior de seus cérebros (partes responsáveis pela associação, orientação e definição do eu) se desligavam, fazendo-os perder a noção de tempo e espaço e sentirem forte identificação com o cosmo.

O que possibilita esse tipo de experiência são substâncias como as monoaminas (serotonia e dopamina), que agem no cérebro alterando o estado de consciência. Segundo ele, essas mesmas substâncias são ativadas por determinados tipos de drogas (como o ecstasy e a cocaína) cujos efeitos provocam experiências semelhantes às místicas. As monoaminas seriam as substâncias responsáveis pelas emoções como tristeza, alegria, ansiedade, agitação. Mesmo algumas patologias como a epilepsia podem gerar esse tipo de experiências. Ele cita como exemplo o caso de Paulo narrado na Bíblia, que teria caído do cavalo e ficado cego após a visão espiritual de uma luz intensa. Muitos casos de ataques com epilepsia dão a impressão de um contato com alguma luz que o indivíduo identifica como algo sobrenatural, e em alguns casos pode mesmo gerar cegueira. Maomé e outros líderes religiosos, segundo ele, também sofreriam de um problema semelhante. Essa tese não é nova, mas essas pesquisas recentes podem vir a confirmá-la. Uma questão a se colocar é qual a razão da existência desses genes e esse é um problema que ele levanta e responde logo no início:

Quais as vantagens seletivas de possuir os genes de Deus? […] Na minha proposição, um dos papéis importantes dos genes de Deus na seleção natural é proporcionar aos seres humanos um senso de otimismo inato. No âmbito da mente, o otimismo é a vontade de continuar vivendo e procriando, apesar de a morte ser, afinal, inevitável. No âmbito do corpo, estudos mostram que o otimismo parece promover uma saúde melhor e uma recuperação mais rápida de doenças, vantagens que nos ajudariam a viver o suficiente para ter e criar filhos e, assim, transmitir nossa herança genética.

Sobre isso ele comenta que muitas das chamadas “curas” operadas por líderes religiosos ou por outras pessoas através da oração podem exercer um efeito placebo sobre aqueles que afirmam ter sido curados. Depois de mencionar vários casos em que o tratamento com pílulas placebo funcionaram, ele diz que a razão de sua eficácia, tanto psicológica quanto física, ocorre pela liberação de dopamina, além de produzir sedativos endógenos e óxido nítrico (substância muito usada na fabricação de suplementos vitamínicos para ganho de massa muscular por aumentar o fluxo sanguíneo). As pesquisas mostraram que essa alteração química do cérebro também ocorre em momentos de oração. Em outras palavras, oração pode de fato curar, mas não por causas sobrenaturais.

A tese do livro é que a espiritualidade evoluiu como herança genética entre os seres humanos por trazer benefícios tanto para a saúde física quanto mental; ou seja, a religião faz bem, o que não significa dizer que ela sempre faz bem. No final, ele discute o fato de que as religiões também incitam à intolerância, provocam genocídios, torturas  e outras mazelas que já conhecemos bem e nesse aspecto ele distingue entre genética e herança cultural. Esse tipo de pesquisa é particularmente importante para as ciências sociais porque podem nos ajudar a compreender a própria historicidade das crenças religiosas e também a discutir o papel da religião e da espiritualidade em nossas sociedades. Em nossa época, apesar dos altos índices de desfiliação religiosa, muitas pessoas buscam alternativas às religiões tradicionais e institucionalizadas em rituais com ervas alucinógenas, técnicas de meditação oriundas de cultos orientais ou invenção de novas seitas. O fato é que para muitas dessas pessoas o cultivo de algum tipo de espiritualidade lhes proporciona alívio físico e mental sem o qual enlouqueceriam ou perderiam a vontade de viver. O conceito de busca por auto-transcendência que ele discute também é pertinente por ajudar a compreender as raízes da busca humana por superar as próprias limitações. Se a física nos ensina que a matéria que compõe nossos corpos é constituída de fragmentos cósmicos, talvez a genética possa nos auxiliar a compreender melhor as raízes evolutivas da espiritualidade.

Para aqueles que se apressam a dizer que isso prova a existência de um Deus ou que o autor está sendo muito aquiescente com a religião, ele deixa a advertência:

Os céticos provavelmente vão argumentar que encontrar um gene de Deus mostra que não existe Deus – que a religião nada mais é do que um programa genético de auto-engano. Os fiéis religiosos, por outro lado, poderão interpretar a existência dos genes de Deus como mais um sinal da engenhosidade do criador – um modo inteligente de nos ajudar a reconhecer e aceitar sua presença.

Ambos os argumentos são como misturar alhos com bugalhos, ou, neste caso, teologia com neurobiologia. A única coisa que sabemos ao certo sobre as crenças e sentimentos espirituais é que são produtos do cérebro – descargas de correntes eletro-químicas através de redes neuronais. Entender como esses pensamentos e emoções se formam e se propagam é um problema que a ciência pode tentar solucionar. Mas ela não pode determinar se uma crença específica é verdadeira ou falsa. A espiritualidade é, em última análise, uma questão de fé e não de genética. 

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14 comentários sobre “Genética e espiritualidade

  1. Luciane Vasconcellos Neglia 18/04/2013 / 22:15

    Muito bom, como sempre brilhante exposição.
    Eu entendo a existência de Deus como uma necessidade que humanos têm em preencher uma grande lacuna herdada “a imperfeição’. O vazio e o deslumbre diante do outro que é tão singular, único. A necessidade de transcender limites da mente, no sentir, querer e realizar. A necessidade de ser protegido, amado e quanto mais intensamente se apresentam as carências; a necessidade de adorar e ser adorado. A necessidade de se posicionar e reverenciar o mistério da vida e morte, de sua origem e destino desconhecido. A necessidade de uma EXPLICAÇÃO para tudo o que muitas vezes parece ser insuficiente. DEUS É.

    ABRAÇOS…

    • Bertone Sousa 18/04/2013 / 22:26

      Oi Luciane,

      não sei se você conhece mas existe um livro chamado “O Sagrado” escrito em 1917 por um teólogo alemão chamado Rudolf Otto cujo tema principal é esse deslumbre diante do outro que você falou, ou como ele chamava, o numinoso. A abordagem dele é interessante e o livro até hoje é referência em estudos de religião. Abraços.

    • Beatriz 11/01/2016 / 22:11

      Bertone acho interessante seu trabalho , quero saber se você e Cristão?

      • Bertone de Oliveira Sousa 12/01/2016 / 0:29

        Oi Beatriz, obrigado. Tenho formação protestante, mas há muitos anos não sigo mais nenhuma religião.

  2. Jonatan 21/04/2013 / 17:31

    Bertone,

    A tese de seu autor é válida porém deixa algumas lacunas a respeito das escrituras sagradas. O texto explica que Paulo caiu de seu cavalo atribuído a uma crise epilética, nas escrituras Paulo, depois de cegado, é enviado a um servo de Deus que ora e ele recupera a sua visão caindo “escamas” de seus olhos. Que relação teria isso com a epilepsia?
    O “efeito placebo” já bem reconhecido pela ciência. Pessoas que estão em expectativa de serem curadas depositam a sua fé em algo que possam ver, neste caso as pílulas de placebo. Os relatos bíblicos são de que Jesus Cristo no início de seu ministério curou pessoas que não estavam com expectativa alguma de serem curadas, as pegou de surpresa, nestes casos está descartada um efeito placebo. O mesmo caso dos apóstolos Pedro e Filipe na porta chamada Formosa e a famosa frase de Pedro ao aleijado: “Ouro e prata não tenho, mas o que tenho de dou, em nome de Jesus Cristo levanta e anda”.
    Tentar caracterizar ou descaracterizar um Deus hebreu através da ciência deverá harmonizar com as escrituras, afinal toda a base do cristianismo vem da bíblia.

    • Bertone Sousa 21/04/2013 / 17:41

      Jonatan,

      a proposta não é dar explicação científica pra tudo o que está na Bíblia, mas ele parte do princípio de que relato sobre a queda do cavalo que aconteceu com Paulo foi verdadeiro comparando com relatos sobre outras experiências místicas de líderes como Buda e Maomé. Essa comparação só foi possível pelas pesquisas realizadas com pessoas que também afirmavam ter esse tipo de experiência. O efeito placebo não atua apenas com o uso de pílulas. Quanto ao milagres atribuídos a Jesus, não dá pra afirmar a veracidade deles, já que os escritores da Bíblia não pretendiam escrever narrativas fiéis aos fatos.

  3. Dantas 28/05/2013 / 21:45

    Bertone,

    Gostei do texto. Quando vejo alguma análise científica sobre religião sempre se fala do otimismo, sensação de conforto e a esperança ante a morte que a Religião proporciona. Tenho a impressão que sempre se toma o Cristianismo por base, uma fé que tem uma soteriologia, um Deus Bom e Justo, que é Pai etc, ou seja, preenche uma série de necessidades psicológicas dos indivíduos com suas carências afetivas e existenciais.

    O problema que vejo é que muitas das religiões antigas não ofereciam muita esperança ou consolo espiritual de qualquer tipo. Acho que até que um dos motivos da vitória do Cristianismo sobre os cultos pagãos foi esse. O mundo dos mortos, a ultratumba, era um local infeliz, sombrio e triste, os Deuses não deviam nada a humanidade, embora pudessem ser convencidos a colaborar com sacrifícios, mas eram instáveis, ai estava o objetivo da religião antiga: o comércio com o divino (rituais e sacrifícios) e justificar a ordem natural e social das coisas .

    Ao menos é a impressão que tenho quando tento imaginar a religiosidade primitiva. Sempre me lembro que a sombra de Aquiles disse a Ulisses preferir ser um escravo de um camponês miserável que reinar no Hades. Mesmo sem grandes recompensas na ultra-tumba, foi desenvolvida uma cultura guerreira com valorização da morte gloriosa em batalha.

    • Bertone Sousa 28/05/2013 / 22:12

      Dantas,

      de fato entre as religiões antigas a expectativa de uma vida feliz no pós-morte era algo raro; mesmo entre os hebreus essa crença era desconhecida. Uma grande inovação do cristianismo foi estender essa possibilidade a ricos e pobres, independente de sacrifícios e rituais como levar alimentos e roupas para o morto no túmulo a fim de não deixá-lo passar necessidades em outra vida. O universalismo do cristianismo, sua perspectiva de igualdade espiritual e, como você bem falou, sua psicologia contribuíram muito para sua difusão. Obrigado pela contribuição. Abraço.

  4. Dantas 29/05/2013 / 22:42

    Bertone,

    Sei que não é objeto do texto, mas já que citastes os hebreus, sempre achei estranho tal povo conviver entre tantos povos com alguma crença em além túmulo, como egípcios, mesopotâmios, os proprios cananeus, e ser totalmente avessos a tal possibilidade. Será que sou eu que não consigo vencer a dicotomia alma/corpo da filosofia grega ou será que os teologos modernos querem evitar qualquer identificação de sua fé com o espiritualismo, assim como a patristica teve que enfrentar e se diferenciar do pensamento gnóstico? Para não ser muito extenso só queria colocar dois pontos, destaco que vou citar geralmente de memória:

    1- A palavra alma em hebraico para alma, Nefas, sempre associada a vida, vitalidade num sentido fisiológico: garganta, vitalidade corporal, apetite, desejo vital, respiração e como pessoa: corpo e eu (indivisivel), logo sem ideia de Eu, essencia que vença a morte. Todavia as concepções originais de psiquê e pneuma gregas também não era fisiológico: alento, sopro, respiração, ar,vitalidade e em algum ponto EU separado de um corpo .

    Como Nefas tambem é usado para significar desejo, anseios, sentimentos, penso que seu universo semantico era mais amplo que a corporeidade orgânica e podia ou foi posteriormente desligada dele, especialmente, quando em Jeremias, vemos seu uso para designar Alma de Deus, como é sabido que a divindade hebreia era imaterial, fica a dúvida…

    2- Outro ponto, são passagens bíblicas, cujo autor(es) parecem pouco se lixar para a ortodoxia:os personagens do gênesis que se reunem aos seus ancestrais ao expirarem ou o sangue de Abel, o justo, que clama desde a terra. Bem sei que podem ser mera formalidade literária/poética do autor(es), contudo o caso da pitonisa de Endor é o mais intrigante, enganada por Saul ela invoca a sombra de Samuel, a bruxa diz: estou vendo um Elohim (Deus?!) que sobe da terra, ela se assusta quando indentifica que é Samuel (…)
    Embora evangélicos digam que era o tinhoso (Uiiiii), capiroto pros intimos, o texto é claro: “Samuel falou: por que me pertubas (…)”, ou seja, para o narrador(es) bíblico era aquele Elohim o profeta sim e este diz a Saul que ele e sua família iriam se reunir a ele na ultratumba (será que Jacó, por exemplo, se reuniu como Elohim com seus ancestrais?).

    Eu vi certa vez, num forum, um teólogo católico, com grande erudição, rebater a tese demoníaca evangélica e ainda de quebra soltar um veneno na sola scriptura protestante. Bem, não sou católico, mas não tenho problemas em reconhecer as qualidades de alguem independente de posição ideológica e credo religioso. Sem falar que o livro Sabedoria de Salomão (que não parece do sec I AC) tem uma passagem em que diz: tive a sorte de ter uma boa alma (…) entrei num corpo sem mancha (…) mais adiante fica ainda mais patente a dicotomia alma/corpo:

    Os pensamentos dos mortais são tímidos e os nossos raciocínios são falíveis,
    porque um corpo corruptível torna pesada a alma, e a morada terrestre oprime a mente pensativa. Sb 9:14-15

    Fui extenso, mas tentei dar alguma coerência a muita coisa que tenho lido aqui e acolá, mas reconheço que estou longe de ser sistêmico. Todavia parece claro para mim que, do mesmo modo que a Bíblia não pretende ser uma narrativa objetiva, ela não foi elaborada com o objetivo de ter um sistema religioso ou filosófico coerente, pior para os Teólogos. Vc conheceria algum algum autor/obra que pudesse ampliar a pesquisa neste aspecto.

    • Bertone Sousa 30/05/2013 / 15:14

      Dantas,

      alguns livros bons que podem ajudar a entender melhor essas questões são “Deus, uma biografia” do Jack Miles, “Uma história de Deus” da Karen Armstrong, “No princípio eram os deuses” de Jean Bottero e o volume 1 de “História das crenças e das ideias religiosas” do Mircea Eliade.

      • falazeus@yahoo.com.br 31/05/2013 / 0:21

        Legal, mais importante que defender uma posição, queria mostrar que a posição oficial e hegemônica da ICAR e das Igrejas protestantes não era infalíveis e livres de contradições, espero ter alcançado o objetivo. Vou começa a ler suas indicações e ai, se houver post compatível , eu vou dividindo o que compreendo, valeu kra. Obrigado pela dica, continue com este perfil libertário e tolerante, independente da tendência geral autoritária, estimulando a pesquisa e não a doutrinação ideológica.

        Forte abraço.

      • Bertone Sousa 31/05/2013 / 11:46

        Sim, as posições teológicas possuem muitas contradições entre si. A meu ver, de um modo geral a ICAR é mais flexível em suas posições já que tende menos para o fundamentalismo e prioriza mais a questão histórica. Do lado do protestantismo é a teologia liberal que faz isso. No meu último texto (A Bíblia e a História) falei um pouco sobre o livro do Jack Miles, não sei se você leu esse post; caso queira continuar o diálogo pode levar pra lá. Bom, o objetivo do blog é este, puxar uma discussão histórica e estabelecer um diálogo com os leitores. Se puder, ajude a divulgar. Abraço.

  5. RONALDO DA SILVA THOME JUNIOR 12/07/2017 / 23:16

    Bertone, tudo bem?

    Sobre o texto do livro, fica uma pergunta: quanto à questão biológica, sabemos que nem todos os aspectos da índole, do caráter e muitos outros nada têm em comum com a pura genética. Aí está o x da questão: esses estímulos no cérebro seriam a causa ou não seriam uma causa?
    Acredito sim que Deus existe, e não posso dizer como Ele age. Mas creio que mesmo havendo uma explicação racional, ela não exclui a possibilidade de que haja algo além. Afinal, como é possível basear uma crença apenas em base da genética, sendo que grande parte do que os psicólogos descobriram, por exemplo, nem sempre se encaixa no biólogico?
    Um exemplo bobo mas eficaz: gêmeos com criações iguais podem ter caráteres completamente distintos; um pode ser um bom marido mas um bandido, o outro, um cidadão honesto porém machista e misógino. A biologia não tem como dar conta de todas estas situações e, por isso, não há como não imaginar que possa dar conta de explicar algo como a religiosidade, na minha opinião, é claro.

    Qual sua opinião sobre esta questão?

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