Quem são os fascistas?

camisas negrasUma parte da extrema direita brasileira há anos vem apregoando ad nauseam que o fascismo é de esquerda. Para isso, alegam estribar-se nos escritos de renomados autores direitistas, desqualificando e ridicularizando as versões de outros renomados autores não direitistas. Essa mesma direita qualifica a si mesma como liberal e conservadora, proclamando-se avessa a toda forma de esquerdismo cujos adeptos qualificam genericamente como stalinistas, defensores desalmados de gulags e extermínios em massa. Eles defendem sua versão da história como “verdadeira” e “pura” adjetivando todas as outras como mentirosas. A recusa do diálogo e o uso de palavras intimidatórias já revelam uma postura intolerante, totalitária. Para eles, o nazi-fascismo é uma vertente do socialismo, por defender um Estado forte e centralizador, ser anticapitalista e contra as liberdades individuais. Se você propõe uma visão diferente, eles o qualificam como “chimpanzé”, lêmure”, “oragotango”, “babuíno” e “macaco-prego”, como neste texto. O uso de insultos, injúrias e calúnias contra pessoas que têm pensamento divergente já é uma prática comum do senhor Olavo de Carvalho e sua matilha de seguidores. 

Embora essas pessoas posem de liberais e conservadoras, na prática não é bem o que são. No texto “E eles não querem ser chamados de fascistas” analisei um texto de Félix Maier no Mídia sem Máscara em que ele defende a erradicação da cosmovisão não-direitista e a necessidade da imposição de outra versão dos fatos de nossa história à sociedade brasileira. A eliminação da oposição e imposição de uma visão de mundo só pode ser feita sob um regime totalitário, o que evidencia o caráter fascista do senhor Félix Maier. Outro que segue a mesma linha é Leonardo Bruno, dono do blog Conde Loppeux de La Villanueva. Após ler meus textos de crítica ao senhor Olavo de Carvalho neste blog, Leonardo tomou as dores de seu mestre e desde então vem publicando sucessivamente em sua página pessoal vários textos em que insulta tenazmente minha pessoa, expondo toda a sua sordidez mental com desqualificações intelectuais, termos jocosos e injuriosos. O mesmo já veio aqui várias vezes deixar comentários com palavras do mais baixo calão. Não contente com isso, resolveu publicar no Mídia sem Máscara um desses textos. Leonardo Bruno acredita ter provado com argumentos irrefutáveis o que é o fascismo. O que fez, no entanto, foi apenas enrolação pseudo-intelectual. Reproduz a mesma atitude de Olavo de Carvalho.  Acusar o nazi-fascismo de esquerda foi uma estratégia da extrema direita para esconder sua face totalitária. Derrotada e protagonista de acontecimentos que resultaram no Holocausto e numa guerra que vitimou dezenas de milhões de pessoas, a extrema direita acusa seus opositores do que ela fez e do que ela é.

Eurocêntrico, Leonardo Bruno também considera a cultura cristã superior a de outros povos, retomando uma visão etnocêntrica do século XIX que fortaleceu a ascensão do nazismo e legitimou a sujeição de africanos e asiáticos quando os Estados europeus buscavam mercados consumidores e fontes de matérias-primas para suas indústrias. Não por acaso, a Inglaterra enviava seus missionários antes de seus funcionários para “prepararem o terreno” para a dominação. Quando fala da superioridade do europeu, ele não se refere apenas à questão tecno-científica, mas moral e ética também. Esse tipo de juízo de valor é um argumento superado há décadas na historiografia. Colocando-se como superior, foi a racionalidade cientificista da cultura cristã europeia que desencadeou as duas guerras mundiais e os genocídios dos regimes totalitários. Ao longo do século XX, a própria Antropologia desmistificou a ideia de superioridade moral de uma cultura sobre outra. O genocídio nazista, por exemplo, aconteceu sob a vista e a omissão da Igreja Católica Romana, além do silêncio de luteranos e outros grupos protestantes. O preconceito de Leonardo se expressa inclusive pela desqualificação à minha origem social, que ele chama de “grotão”, “pocilga”, “roça”, entre outros termos. Maranhense e nordestino, não tenho, absolutamente, porque me envergonhar de minha origem social. O único que deveria se envergonhar é Leonardo Bruno, por ser preconceituoso. São atitudes vis; Leonardo Bruno se rebaixa a uma condição deplorável e infame ao agir de tal forma.

Leonardo Bruno parece sofrer de uma patologia que em psiquiatria é conhecida como “Transtorno de Personalidade Histriônica”, característico de pessoas que querem a todo custo chamar a atenção para si. Pessoas com tal transtorno querem ser o centro das atenções, têm excesso de autoconfiança, querem demonstrar superioridade e não toleram críticas e desaprovações, além de serem exibicionistas (no seu caso, quer posar de intelectual. Ele parece ter um forte problema com minha formação em história, pois está sempre se referindo depreciativamente a isso. Sua raiva é análoga à de Felix Maier, que não quer que outras versões da história, além da que considera correta, sejam ensinadas em salas de aula. Há uma notória obsessão dessas pessoas para eliminar a diferença).  Ele não sabe nem mesmo debater. Um debate, em primeiro lugar, requer uma relação de respeito entre os arguidores, qualidade que, nem de longe, ele possui. Ao invés disso, o que ele faz é usar uma retórica intimidatória, esbravejando palavras de ordem e insinuando uma superioridade intelectual imaginária, para desacreditar o adversário diante de seus leitores. Pessoas com o tal transtorno querem a todo custo impressionar os outros e costumam usar de dramatização e exageros emocionais em seus discursos. Tudo indica que esse seja o caso dele. Se for mesmo, Leonardo precisa urgente de um tratamento ao invés de ficar na internet fazendo cyberbullying.  Sua megalomania, belicosidade nas palavras, distorção dos fatos para acusar e caluniar demonstram uma personalidade paranóica. Mas continuemos o texto, pois ainda preciso fazer uma problematização teórica do fascismo.

Um dos grupos que tem se inspirado nas ideias do senhor Olavo de Carvalho se chama Resistência Nacionalista. No site 4shared eles disponibilizam suas revistas. Na  número 11, por exemplo, eles incluem o prólogo do livro “O Imbecil Coletivo”, recomendando-o como leitura obrigatória. O nome do grupo já é esclarecedor: todos sabem que o nacionalismo é uma das características do movimento fascista. Na Itália de Mussolini, os “Camisas Negras”, como eram conhecidos os seus apoiadores, tumultuavam e dispersavam reuniões de adversários e políticos de outras vertentes. Logo após chegar ao poder, Mussolini invalidou o parlamento e aboliu as eleições; baniu os outros partidos políticos e deportou seus membros para ilhas que serviam de prisão, sem julgamento. Embora ficassem chocadas com a ações do novo regime, muitas pessoas ficaram quietas por considerarem que o fascismo era melhor do que o comunismo para colocar uma camisa de força no país.

No texto de Olavo de Carvalho, ele faz um jogo de palavras para desviar o foco para as verdadeiras características do fascismo. Veja o leitor que Olavo não usa uma referência, ao invés disso se vale de um discurso tropológico, ironizando adversários. Quando fala de nacionalismo, ele fica na metade do caminho, deixando de mencionar as características da unificação de Itália e Alemanha e o forte antissemitismo que já vigorava neste país antes mesmo da unificação. Olavo erra ao chamar o nazi-fascismo de revolucionário, escamoteando suas raízes conservadores e contrarrevolucionárias. No livro “Introdução ao Fascismo” Leandro Konder explica:

O Fascismo é um movimento chauvinista, antiliberal, antidemocrático, antissocialista, antioperário. Seu crescimento num país pressupõe condições históricas especiais, pressupõe uma preparação reacionária que tenha sido capaz de minar as bases das forças potencialmente antifascistas (enfraquecendo-lhes) a influência junto às massas; e pressupõe também as condições da chamada sociedade de massas de consumo dirigido, bem como a existência nele de um certo nível de fusão do capital bancário com o capital industrial, isto é,  a existência do capital financeiro.

Os que acusam o fascismo de ser de esquerda alegam sua atuação junto às massas, sua pretensão revolucionária e seu discurso anticapitalista. Konder explica que esses movimentos abandonaram algumas de suas características quando subiram ao poder, de forma a desviar a atenção de seu vínculo com o capital monopolista. Essa estratégia foi adotada para atender às expectativas de suas bases sociais de apoio, oriundas especialmente da pequena burguesia que possuía aspirações revolucionárias, pois culpavam o grande capital pelas crises sociais. Só posteriormente os fascistas passaram a expressar diretamente os interesses do capital monopolista. Além disso, os fascistas eram anticlericais no início, mas após tomarem o poder firmaram um acordo com a Igreja para a criação do Estado do Vaticano.

Mas o fascismo não está morto. Ao contrário, revigora-se com o culto ao irracionalismo da cultura pós-moderna. Não me admira que um fascista como Leonardo Bruno ladre todo tipo de insultos contra minha pessoa. Ao acusar seus opositores genericamente de esquerdistas e totalitários, eles desviam o foco da discussão para as práticas que defendem, para a intolerância inerente a seus discursos e a inspiração intelectual que oferecem a pessoas e movimentos nacionalistas e totalitários. Como diz o Paulo Ghiraldelli Jr., no final da II Guerra Mundial, essas pessoas foram derrotadas pela força das armas e agora continuam sendo derrotadas politicamente. Sua insatisfação se expressa na forma odiosamente incontida de seus discursos e por sua intolerância escancarada.

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18 comentários sobre “Quem são os fascistas?

  1. Carlos Alberto 31/01/2013 / 22:43

    Ilustre Prof de história,
    se o conservadorismo defendem um estado mínimo, livre mercado, propriedade privada, a lei natural sobre a lei positiva, valores morais cristãos, a família e a tradição (só para citar alguns aspectos), pergunto: qual destes aspectos o Sr identifica como fascista?
    O Sr poderia apontar quais princípios conservadores definidos por Russell Kirk foram defendidos pelos fascistas?

    • Bertone Sousa 31/01/2013 / 23:42

      Carlos,

      nem todo conservadorismo defende estado mínimo. Meu texto não é sobre os princípios conservadores de Kirk, mas sobre um tipo de conservadorismo no Brasil que pretende ser liberal mas não é. No caso em questão, pessoas entusiastas de regimes ditatoriais e defensoras da supressão da oposição não podem ser defensoras de um estado mínimo. Ademais, o fascismo não é contra os valores cristãos, nem a família. O fascismo é conservador.

      • Carlos Alberto 02/02/2013 / 13:46

        Professor,
        essa é a questão, o Sr argumenta sem embasamento algum, não existe se quer um conservador que seja contra o estado mínimo, uma vez que as ideias que norteiam esta filosofia política estão calcadas no indivíduo e não no coletivo. Sendo assim o estado não tem competência para substituir o indivíduo. Os princípios de Russell Kirk são a condensação de todas as ideias conservadoras desenvolvida durante os séculos, falar sobre conservadorismo sem tomar como base esta ideia é tão leviano como falar em socialismo sem ter como base Karl Marx.
        Eu não tenho dúvida que “pessoas entusiastas de regimes ditatoriais e defensoras da supressão da oposição não podem ser defensoras de um estado mínimo”, isso é obvio. Não vejo qual a ligação desta afirmação com o conservadorismo, além do que, são socialistas os defensores do regime Cubano, Norte Coreano, Iraniano e Chinês.
        “Tudo no Estado, nada fora do Estado, nada contra o Estado” essa frase é de Mussolini, deixo aqui para reflexões e como prova da ligação das ideias socialistas e fascistas.

      • Bertone Sousa 02/02/2013 / 18:04

        Não Carlos, meus textos estão embasados. O único que está argumentando sem embasamento aqui é você. E será que você não se deu conta de que meu texto não é sobre Russel Kirk, rapaz? Nem todo conservadorismo é liberal, você deveria saber disso. E no contexto do entre-guerras, com crise econômica mundial e dissolução de democracias, os conservadores tiveram de se apegar a ditadores chauvinistas como Hitler e Mussolini por medo de os comunistas chegarem ao poder primeiro. O fascismo é contrarrevolucionário, possui semelhanças com o socialismo mas não é igual a ele. Nem o Hayek os considerava iguais. Você está confundindo alhos com bugalhos.

    • ejedelmal 05/02/2013 / 14:47

      Condetta, Keynes era capitalista, defeindia o mercado, algo bem distante do esquerdismo, e Keynes é uma das bases (senão a base) para a macroeconomia, e apoiava a intervenção do Estado, principalmente nos momentos em que a “Mão Invisível” de Adam Smith é necessária. Detalhe, Adam Smith não disse o que era essa “Mão Invisível”, assim a principal fonte onde os neoliberais bebem é completamente furada.

  2. Munhoz 01/02/2013 / 1:42

    Olá, Bertone. Apesar do texto ter sido escrito em direcionamento a determinadas pessoas, vou tentar dar meu pitaco aqui. Concordo com sua posição à respeito do fascismo, muito bem definido pelo Leandro Konder, exceto por um aspecto. Não creio que o fascismo seja antiliberal somente se pensarmos no âmbito político, pois na esfera econômica há sim tendência ao liberalismo ou ao capitalismo. Claro, não vai ser a mesma coisa defendida por Adam Smith, que pensava uma “economia política”, pois o Estado intervém sobre a econômia, no caso do fascismo. De todo modo, é realmente complicado aceitar que a direita conservadora, se designe por liberal, sob todos os aspectos. Alguém aí na história (Marx), num livrinho pequeno, disse que a burguesia é a classe revolucionária por natureza (algo assim). E ela é defensora do liberalismo, tanto político quanto econômico (pelo menos em teoria). Já que se pensa em livre acesso de informações, livre circulação de pessoas e de mercadorias, logo, tendência à globalização (e não ao nacionalismo), criação de partidos distintos, de instituições democráticas (governo do povo), mesmo que sejam representativas, e crítica ao vínculo da Igreja ao Estado ou a qualquer tipo de privilégio das autoridades clericais [baseado no estudo de Pierre Rosanvallon sobre o liberalismo – ou só ler Smith, Locke, Rousseau, Kant, os fisiocratas, até Hegel, se quiser]. Agora, me parece que o grande problema é acreditar que o Obama, por exemplo, ao invés de ser liberal é comunista. Ou mesmo o Lula, a Dilma, o Keynes e seja lá mais quem. Qual é o critério nesse caso? Existe algum? Esse conservadorismo me cheira muito mais a defesa de uma monarquia ou Império nos moldes da Idade Média, com uma aristocracia constituída e uma Igreja forte que controle às opiniões do que qualquer tipo de democracia onde o espaço de cada um não está previamente definido. Bom, é isso. Parabéns pelo trabalho no blog! Quase sempre leio os teus textos “polemistas”, rs.

    Abraços

  3. Nelson 01/02/2013 / 19:09

    O que as pessoas não percebe é que tanto direitistas e esquerdistas se apoiam num mesmo pilar. No materialismo. Ambos ver a vida como uma reunião de valores econômicos, esquecendo do fator transcendente da vida, da sabedoria, do conhecimento, no sentido mais real do termo aristrocrácia, governo do melhores. O problema do mundo hoje, é que os individuos são valoizados pelo poder comprar, de consumo, enquanto pessoas de alta sabedoria são relegados como lixo. O sujeito pode ser o mais execrável possível, mas se tiver dinheiro é colocado no alto, já a esquerda reclama por que não tem esse mesmo poder de consumo e sonha em ser a nova elite financeira. Direita e esquerda são duas faces da mesma moeda.

  4. Pedro Garcia Burgalês 02/02/2013 / 18:15

    “Se você propõe uma visão diferente, eles o qualificam como “chimpanzé”, lêmure”, “oragotango”, “babuíno” e “macaco-prego”, como neste texto. O uso de insultos, injúrias e calúnias contra pessoas que têm pensamento divergente já é uma prática comum do senhor Olavo de Carvalho e sua matilha de seguidores. ”

    Quer dizer, você ressente ser comparado por tabela a animais no mesmo parágrafo em que compara os outros a animais (“matilha”).

    Clássico.

    • Bertone Sousa 02/02/2013 / 18:19

      Isso é pra você ver, Pedro, se é bom ser comparado a animais. Às vezes as pessoas só sentem quando fazem com elas. Como diz o ditado, “respeito é bom e todo mundo gosta”.

  5. Carlos Alberto 02/02/2013 / 22:10

    Poxa Professor,
    assim fica difícil, estou tentado a concordar que o Sr é um especialista em dialética erística. Vamos lá, essa é minha ultima tentativa de estabelecer um diálogo proficiente. O foco da questão gira na ligação do fascismo com a direita, representada pelo conservadorismo e pelo liberalismo.
    O problema é que para chegar a esta conclusão se faz necessário a análise das ideias fascistas e compará-las as ideias do liberalismo e conservadorismo. É (ou deveria ser) humanamente impossível afirmar, que fascismo é de direita ou extrema direita, sem compará-las e identificar aspectos que às assemelham.
    Por isso, professor, eu iniciei o nosso diálogo com perguntas simples, apresentando ideias que conservadores e liberais defendem e solicitei ao Sr que apresentasse quais destas ideias o Sr identificava como fascista. Obviamente o Sr não respondeu, simplesmente porque elas não existem. É baseado nos princípios conservadores de Russell Kirk que sustento esta afirmação, eu sei, o texto do Sr não fala sobre Russell Kirk, mas fala de conservadorismo e falar sobre conservadores sem ter como base seus princípios é o mesmo que falar em socialismo sem ter como base Karl Marx.
    Para concluir, afirmo que fascismo não é de direita, muito menos de extrema direita, pelo contrário, identificamos diversos aspectos semelhantes entre o fascismo e o socialismo, sendo que a única diferença entre eles está no fato do primeiro ser nacionalista e o segundo internacionalista. Fica a seguinte mensagem, escrita por alguém mais inteligente do que eu:
    “Por isso, amigo, quando um comunista chamar você de fascista, não se rebaixe tentando explicar que não é. Ninguém neste mundo deve satisfações a um colaborador de Hitler.”
    O. de C.

    • Bertone Sousa 03/02/2013 / 1:39

      Carlos,

      você pode ter certeza que não sou especialista em dialética erística. Mas o Olavo, que você citou e que enfiou todas essas minhocas em sua cabeça, esse é especialista. Sinto lhe dizer, mas Russel Kirk não está para o conservadorismo como Marx está para o socialismo. Você não citou absolutamente nenhum autor que corrobore sua afirmação de que fascismo é igual a socialismo. E não, a única diferença não está na relação nacionalismo/internacionalismo. Já expliquei isso no texto seguinte. Quer você queira quer não, o fascismo e o nazismo surgiram como movimentos de direita e permaneceram como movimentos de direita. Nem Hayek e Friedman fizeram asserções tão irresponsáveis. Já expliquei isso também aqui no blog. Você precisa estudar.

      Sua afirmação final do Olavo é bastante reveladora: você é mais uma mente confundida pela erística do astrólogo, atolado em ignorâncias conceituais, falta de leituras e crença cega e incondicional nas palavras do astrólogo. Foi essa mesma lógica que levou os alemães a acreditarem em um homem que lhes dizia que deveriam eliminar os judeus.

      • Alexandre 27/10/2013 / 2:02

        O Konder está certo: o nazismo é antiliberal. Mas o autor desse blog escamoteia (ou ignora) o seguinte: Hayek faz precisamente a asserção de que o Nacional Socialismo tem raízes socialistas e anticapitalistas no livro Caminho da Perdição. Há inclusive um capítulo nesse livro com quase exatamente esse nome. Para sustentar o argumento oposto o autor teria que refutar esse livro ricamente fundamentado e brilhantemente redigido e não citar o paupérrimo livrinho do Konder.
        O mérito do autor do blog é dar a dica de ler o Hayek. Uma posição honesta sobre o tema passa pela leitura desse autor.

  6. Armando Ventura 30/08/2013 / 19:23

    Amigo Bertone, eu gostaria de saber se Hitler fazia, da boca para fora, campanha contra O capitalismo (com o maiúsculo) ou apenas campanha contra o capitalismo de tipo monopolista?

    E por que ele fazia isso? Por que os direitistas dizem que Hitler foi de esquerda só porque o Estado intervinha na economia? Mas ele não privatizou várias estatais alemãs?? Pelo que eu saiba, o que caracteriza um regime de direita ou esquerda não é o quanto o estado intervem nos fluxos economicos

  7. Armando Ventura 30/08/2013 / 19:51

    Eu vi que em vários trechos do “Minha Luta” Hitler chama o marxismo e o comunismo de coisas de judeus. Mas em outros trechos, ele fala que o pensamento burguês também era coisa de judeus. Estou confuso. Qual era a relação de Hitler com o pensamento burguês, capitalista?

  8. Gilberto 30/08/2013 / 20:33

    O capitalismo que Hitler metia o pau era resultado do seu pensamento anti modernismo que rejeitava livre mercado. Só. E isso apenas com Hitler, porque Mussolini e seu Ministro das Finanças, Alberto De Stefani implementaram um laissez-faire radical na Italia. Mas explicar isso para essa galerinha é impossivel

  9. Wilson Melo 01/01/2014 / 13:38

    Belo texto. Assino embaixo. Abraços.

  10. Gean Carlos Bezerra 07/07/2016 / 22:26

    É por isso que fiz matemática. 🙂
    O professor, com a intenção de ajudar aos alunos que buscam informação sobre o tema, acabou abrindo um discussão inútil ao meu ver. Leitores querendo “saber mais” peguntando coisas que ao meu ponto de vista (leigo no assunto) não tem nada a ver com o defendido no texto.
    Nao creio que um professor de Universidade Federal dedique seu tempo a escrever um texto tão extenso sem embasamento. Parabéns professor, ótimo texto e me ajudou na dúvida que eu buscava no google.

    Gean Carlos.’. Licenciado em matemática pela UFAM

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