E eles não querem ser chamados de fascistas

fascismoNa América Latina, o Brasil tem sido um dos países mais flexíveis em julgar e punir os militares acusados de tortura durante o período da ditadura. Agora, no entanto, alguns fatos podem vir à tona com a Comissão Nacional da Verdade, instituída por lei pela presidente Dilma em 2011 e instalada no ano passado.  Como todos sabem por ter sido amplamente divulgado, o objetivo da Comissão é investigar casos de tortura e violações de direitos humanos cometidos pelos militares contra dissidentes de esquerda durante o período em que os militares estiveram no poder.

Sabemos que só no dia seguinte ao golpe de 31 de março de 1964 centenas de lideranças políticas, sindicalistas e estudantes “desapareceram”. O regime depôs um presidente democraticamente eleito para impedir o que consideravam como inserção do comunismo no Brasil. Diante disso, nada mais legítimo do que investigar os crimes dos pretensos defensores da ordem nacional que torturaram e executaram milhares de inocentes de Norte a Sul do país.

Mas para alguns direitistas, a existência de uma Comissão como essa é ilegítima, como são ilegítimos, para eles, qualquer governo de esquerda e qualquer iniciativa para investigar os abusos do regime militar. Digo isso após ter observado este texto, que nada mais é do que uma manifestação insultuosa e raivosa contra a comissão e contra um de seus membros, Claúdio Fonteles.

Para o autor do texto, a comissão deveria considerar como crimes os gestos de resistência da oposição contra o regime. Ora, o regime era ilegítimo, aboliu a democracia, a constituição, fechou o Congresso. O regime foi instituído para reprimir, não para dialogar, e aqui já reside um grande disparate do autor do texto, o senhor Félix Maier. A oposição teve de buscar outros meios para lutar pela democracia e um deles foi a luta armada. O site oficial da Comissão é bem claro a esse respeito: A Comissão foi criada pela Lei 12528/2011 e instituída em maio de 2012. Ela tem por finalidade apurar graves violações de Direitos Humanos, praticadas por agentes públicos, ocorridas entre 18 de setembro de 1946 e 5 de outubro de 1988. (Grifos meus) O trecho dispensa comentários. Mas vamos por partes.

O autor do texto está escrevendo para o site direitista “Mídia sem Máscara”, que há muitos anos tem se destacado por fomentar o ódio contra todo intelectual e movimento de esquerda, com textos escritos com uma agressividade e reacionarismo que fazem Veja, O Globo e Folha de S. Paulo parecerem brincadeira de criança. O nome do site que pretende ser “sem máscara” já é, por si mesmo, um engodo, já que a filiação ideológica de seus colunistas é claramente expressa em todos os seus textos. O fundador e mentor ideológico do site é o jornalista Olavo de Carvalho, sobre quem já postei alguns textos aqui. O site possui uma orientação fascista (embora seus autores o neguem), mas vários de seus textos são explícitos sobre isso: anti-comunista, anti-iluminista, nacionalista. Para solidificar a doutrinação de jovens e outros interessados (o que não poderia ser feito apenas com artigos de um site), Olavo ministra um Seminário de Filosofia, em que fornece os direcionamentos teóricos para um pensamento de extrema direita, como o que é expresso aqui por Félix Maier.

Na continuação do texto, Maier afirma: A Comissão lembra os “Esquadrões de Reescritores” da distopia de George Orwell, 1984, e tenta reescrever a História recente do Brasil à sua cara, a cara da mentira. O paralelo com a obra de George Orwell é espúrio e o objetivo da comissão não é reescrever a história do Brasil, mas investigar abusos e violações a direitos humanos. Se fosse um regime de direita fazendo isso com ex-governantes de esquerda, certamente Félix Maier não chamaria essa atitude de “mentira”. Ao usar esse termo ele demonstra ignorar todo o debate contemporâneo em torno da questão da verdade histórica. Para os defensores de uma ideologia totalitária (e nesse caso estamos lidando com uma postura totalitária de direita) só há uma verdade, a expressa por um grupo. Qualquer coisa dita de forma diferente é denegada como falaciosa, e o autor não apenas a denega, como também a insulta.

E ele prossegue: Na mesma obra orwelliana constam as inserções televisivas “Dois minutos de ódio”, que a presidente Dilma transformou em “Dois anos de ódio contra as Forças Armadas”, podendo essa cultura odiosa ser prorrogada por mais dois anos. Vale lembrar que a presidenta é a comandanta-em-chefa das Forças Armadas, as quais ela deveria respeitar, não destilar seu ódio e patifaria sem limites.

Por estar se referindo à presidenta, o autor, mesmo discordando de suas posturas, poderia, no mínimo, usar uma linguagem mais respeitosa e argumentar sem o uso de termos ultrajantes. Mas se o leitor observar os textos dos colunistas do Mídia sem Máscara, verá que essa é uma prática corriqueira de vários deles. O autor não explica em que a presidenta está desrespeitando as Forças Armadas e nem qual o problema da Comissão da Verdade, exceto por seu descontentamento expresso de forma tacanha.

E ele conclui com esta pérola:

Finalizando, a História do Brasil, a antiga e a recente, deveria ser apenas escrita por historiadores, não por paus-mandados da vil ideologia socialista. Um dia, a História verdadeira do Brasil se imporá a seus habitantes, e o trabalho do Comando Vermelho de Dilma Rousseff será jogado na lata de lixo, onde ficará para sempre.

O tom iracundo e injurioso de todo o texto manifesta a filiação ideológica do autor, que não pode pretender ter razão por não apresentar argumentos minimamente embasados. O que ele entende por “História verdadeira?” E que tipo de historiadores ele acha que devam escrever essa história? Ela deverá ser a única? Mas isso está implícito em suas palavras. E eles ainda não querem ser chamados de fascistas. Ao pretender jogar os trabalhos da comissão “na lata de lixo” o autor evoca uma prática dos regimes totalitários, que é a supressão da divergência, da diversidade ideológica. Veja o leitor que ele pretende que uma história que chama de “verdadeira” se imponha à sociedade. Quem imporá essa história e como? Estaria Maier pedindo por um novo golpe militar? Não importa para ele que direitos humanos estejam em questão, ele apenas acha que os militares jamais deveriam ser investigados. Esta é a típica postura do ultra-conservadorismo da direita brasileira, avessa a qualquer coisa que arranhe seus privilégios ou escarafunche seu passado e acostumada a ver os seus interesses sendo os interesses do conjunto da nação. É a postura aristocrática que toma a oposição e a participação popular na política por banditismo (o uso do termo “Comando Vermelho” alude a isso).

Em tempo: Recentemente o site Pragmatismo Político veiculou uma notícia que mostra que o ex-presidente João Goulart – deposto pelo regime que Félix Maier tanto defende e do qual Olavo de Carvalho e seus sequazes são saudosistas – foi envenenado no Uruguai, segundo Mário Neira, um ex-agente secreto. Mas o “Mídia sem Máscara” jamais noticiará isso. Este inclusive, poderia ser um dos inquéritos da Comissão da Verdade, um presidente democraticamente eleito e deposto por uma junta militar foi assassinado logo depois. Segundo Neira, Jango era considerado uma ameaça pelos militares brasileiros, já que organizava planos para a democratização brasileira. A sociedade brasileira apenas tem a ganhar com os trabalhos da Comissão da Verdade. E se Félix Maier não tem nada de importante a dizer, poderia ao menos ficar calado.

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24 thoughts on “E eles não querem ser chamados de fascistas

  1. Jonatan 23/01/2013 / 5:28

    Pelo que entendi o Sr. Felix Maier defende que sejam julgados os não militares que cometeram “terrorismos” contra o Estado, cita Carlos Lamarca e Dilma.
    Afirma que o PT se utiliza da CNV para na verdade torcer a história. Se o governo quer abafar a história da ditadura seria muito mais fácil deixar como está, não criar a Comissão da Verdade, já se passou uns quarenta anos e pouca coisa se sabe…

    • Bertone Sousa 23/01/2013 / 12:13

      Jonatan,

      e ainda tem o caso da morte de ex-presidentes por causas até hoje “desconhecidas”. Eu citei o caso do Goulart e hoje a Folha noticiou que a Comissão já investiga a do JK:

      http://noticias.uol.com.br/politica/ultimas-noticias/2013/01/23/com-fatos-novos-oab-mg-pede-a-comissao-da-verdade-para-apurar-morte-de-jk-ocorrida-ha-36-anos.htm

      O que é interessante é que eles chamam de “terrorismo” as ações da oposição, mas as prisões sem julgamento e torturas realizadas pela ditadura eles nunca criticam, pelo contrário, até se ufanam disso.

      • Jonatan 23/01/2013 / 20:04

        Bertone,
        Grato pelo LINK
        Quando iniciei a leitura já notei que se tratava do “mídia sem máscara” por sua oposição agressiva (pra não dizer o mínimo).
        Há algum tipo de divulgação da CNV sobre o andamento das investigações? Sei que o sigilo é imperativo porém sendo um assunto de interesse da população, repassar algum tipo de informação demonstra transparência.

      • Bertone Sousa 23/01/2013 / 20:27

        Jonatan,

        a Comissão tem um site oficial (provisório ainda), eu até coloquei no texto um link pra ele, mas é esse: http://www.cnv.gov.br/

  2. Rodrigo 23/01/2013 / 14:43

    Boa tarde!

    Gostaria de comentar sobre este trecho do seu texto!

    “Para os defensores de uma ideologia totalitária (e nesse caso estamos lidando com uma postura totalitária de direita) só há uma verdade, a expressa por um grupo. ”

    Não é isso que está acontecendo atualmente? A expressão da verdade por um grupo, que no caso é um grupo de esquerda.

    Não deveria haver integrantes das forças armadas na CV?

    • Bertone Sousa 23/01/2013 / 17:51

      Rodrigo,

      de forma alguma. Inclusive algumas queixas dos militares são atendidas pela Comissão, como o pedido pra retirar a expressão “repressão política” do texto. O que, inclusive, é um absurdo, já que se trata de uma tentativa de atenuar o caráter ditatorial do regime. Agora não faria sentido eles estarem na Comissão porque são eles que estão sendo investigados. E militares não estão acima da lei. Não há aí nenhuma tentativa de imposição de uma verdade, mas uma proposta de investigação de casos que até hoje foram omitidos da sociedade.

      • Rodrigo 24/01/2013 / 9:25

        A lei nº. 12.528/11 não fala que somente os militares serão investigados!

        Veja o artigo primeiro.

        “Art. 1o É criada, no âmbito da Casa Civil da Presidência da República, a Comissão Nacional da Verdade, com a finalidade de examinar e esclarecer as graves violações de direitos humanos praticadas no período fixado no art. 8o do Ato das Disposições Constitucionais Transitórias, a fim de efetivar o direito à memória e à verdade histórica e promover a reconciliação nacional.”

        Ele diz: Esclarecer as graves violações de direitos humanos praticados de 1946 a 1988.

        O atentado no aeroporto de guararapes não foi violação aos direitos humanos?

        A explosão que matou o soldado Mário Kosel Filho não foi violação aos direitos humanos?

        Os justiçamentos não foram violação aos direitos humanos?

        Será que os pais do soldado Mario Kosel não tem o direito de saber quem o matou e que as pessoas que fizeram isso sejam punidas?

      • Bertone Sousa 24/01/2013 / 11:14

        Não fala que somente eles serão investigados, mas foram eles que cometeram os crimes de tortura e assassinatos de centenas de inocentes. Ou você acha que isso foi heroísmo deles? Quer dizer então que a resistência tinha que ficar quietinha diante de todos os atos desumanos que sofriam e aceitar a ditadura como um paraíso na terra? E os soldados eram santos que nunca cometiam nenhum tipo de abuso contra ninguém?

        Você está mais preocupado com os algozes do que com as vítimas. O seu raciocínio é: morreu um soldado então temos que dar mais atenção a isso do que com as milhares de vítimas do regime. Você usa um raciocínio de inversão dos fatos; os perseguidos são os que você diz que faziam “justiçamento” e não as forças armadas que estavam no poder depois de terem solapado a democracia e fechado suas instituições.

        Mas você também pode mandar suas perguntas direto pra comissão, Rodrigo:
        http://www.cnv.gov.br/fale-com-a-cnv

  3. brunofalcaoribeiro 23/01/2013 / 17:34

    Bertone, não entendi por que você diz que o regime militar foi ditatorial, já que a oposição visava implantar um regime mais tirânico (comunismo) É isso que vc defende?

    • Bertone Sousa 23/01/2013 / 18:50

      Bruno,

      o fato de a oposição ser marxista não invalida o caráter ditatorial do regime. E eles não pretendiam uma revolução comunista, nem o PCB estava mais engajado nisso. Embora a Revolução Cubana fosse a inspiração de muitos deles, boa parte da intelligentsia não agia com base nessa ótica. A proposta era a luta pela democracia. Agora no contexto da Guerra Fria o engajamento à esquerda era a alternativa mais viável pra fazer oposição.

      • brunofalcaoribeiro 23/01/2013 / 19:05

        Mas e os grupos de guerrilha armada (Dilma participava) que iam até Cuba receber treinamento e estratégia? E os bancos saqueados? Os teatros queimados?

      • brunofalcaoribeiro 23/01/2013 / 19:53

        Veja essa resposta que Leonardo Bruno escreveu ao seu post: cavaleiroconde.blogspot.com

      • Bertone Sousa 23/01/2013 / 20:07

        Bruno,

        num contexto de intensa repressão política e ausência de liberdade de expressão a oposição vai usar outros métodos de luta. Mas se eles aprendiam guerrilha em Cuba, o governo também aprendia técnicas de tortura com a CIA. Até franceses que lutaram na Argélia davam aulas de tortura para os militares. Terry Eagleton até chama a CIA de organização terrorista. As coisas que acontecem com os prisioneiros de Guantánamo, por exemplo, não estão distantes do que os comunistas faziam em seus gulags.

      • Bertone Sousa 23/01/2013 / 20:11

        Bruno,

        o Leonardo Bruno pra mim é um zero à esquerda. É um psicopata. Não é minha prática debater com as pessoas na base do insulto e da baixaria como ele faz. Ele já deixou comentários aqui, mas não aprovo porque na política de comentários do blog não aprovo ofensas e xingamentos. Não posso me rebaixar ao nível tão abjeto de discussão que ele faz.

  4. Jonatan 23/01/2013 / 19:12

    Bertone,
    Sob determinado aspecto, até concordo com o blogueiro do “mídia sem máscara” : a insurgência ou revolta armada aos olhos da lei são crimes contra o Estado, o erro está em sua visão unilateral, apoiando cegamente os militares. Se mesmo a presidenta Dilma cometeu o que a estão acusando esta deveria ser investigada independente de sua posição política.
    O que não entendo é esta tão grande oposição contra o PT “de esquerda”, politicamente falando os seus militantes eram de esquerda devido a sua oposição ao governo de base, atualmente o PT não é “de esquerda” pois agora ele é a base governamental. Estou errado?

    • Bertone Sousa 23/01/2013 / 20:22

      Jonatan,

      mas há outras coisas que precisam ser consideradas. Como falei pro Bruno, num contexto de repressão, terá de se recorrer a outros métodos de luta. A luta armada era crime mas as torturas e prisões sem julgamento não. Imagina o que eram capazes de fazer militares que aprendiam a torturar com agentes estrangeiros. Agora a Dilma foi presa pelos militares, apenas teve a sorte de ter sobrevivido. Não há acusações concretas contra ela. Apenas saem falando que era “terrorista”, uma palavra que pode ser usada contra qualquer um pra justificar qualquer coisa.

      O problema do Mídia sem Máscara é o ódio mesmo por tudo o que é esquerda e movimentos sociais. É impressionante o nível de extremismo e raiva desses colunistas. No Brasil, nem a direita publica o Olavo de Carvalho.

      Não, o PT no poder continua de esquerda, o que ele não é mais é oposição. Uma vez no poder, passa a ser situação.

    • brunofalcaoribeiro 23/01/2013 / 20:25

      Bertone, Leonardo Bruno disse que o regime militar matou, ao todo, cerca de 1300 pessoas, enquanto que o comunismo matou 100 milhões. Que diferença, né?

      • Bertone Sousa 23/01/2013 / 20:32

        Bruno,

        não sou um defensor dos regimes comunistas. Eles realmente foram brutais. Cabe às sociedades em que eles vigoraram estabelecer seus inquéritos para investigar seu passado recente. Isso não quer dizer que a gente tenha que ficar quieto porque nosso regime não matou a mesma quantia. Uma coisa não tem a ver com a outra.

  5. Rodrigo 24/01/2013 / 13:49

    O que eu estou querendo dizer é que os dois lados cometeram abusos, portanto, porque somente um lado será investigado? Que sejam analisados e expostos crimes que os dois lados cometeram!
    Isso é a busca da verdade!

    Obs: não estou preocupado com nada, apenas procuro analisar a situação com um pouco de bom senso!

    E pare de usar discurso ad hominem!

    • Bertone Sousa 24/01/2013 / 14:59

      Rodrigo,

      não estou usando discurso ad hominen, só estou dizendo que sua fala deu a entender que você estava colocando os algozes no lugar das vítimas. Querer que as vítimas sejam acusadas de abusos por resistirem à repressão é uma inversão discursiva. Agora se os militares tiverem algo a provar contra alguém de acusações de abuso naquela época, então eles que se manifestem. As forças armadas têm autonomia suficiente pra se manifestarem, como eles já fizeram com relação à comissão. Curioso é que as manifestações deles foram mais no sentido de suprimir a comissão do que de propor o que você está falando.

  6. Camilo 25/01/2013 / 1:44

    “O nome do site que pretende ser “sem máscara” já é, por si mesmo, um engodo, já que a filiação ideológica de seus colunistas é claramente expressa em todos os seus textos”
    Sem é claramente expressa, então é “sem máscara” POR DEFINIÇÃO, e portanto não há engodo algum.

    • Camilo 25/01/2013 / 9:23

      Cometi um erro de digitação. Leia-sa “se é claramente expressa”.

      • Bertone Sousa 25/01/2013 / 11:45

        Camilo,

        quis dizer que o “sem máscara” remete à ideia de objetividade ou imparcialidade, o que não pode existir em nenhum meio jornalístico. Por isso é um engodo. Qualquer interpretação sobre o mundo expressa a opinião e os valores de alguém ou de um grupo, e são por isso mesmo ideológicas. Não há interpretação “pura”, “sem máscara”, o que seria uma contradição em termos.

  7. Leandro 22/03/2014 / 22:16

    Mais e mais defensores do ser Olavo de Carvalho aparecem, enganados pelo guru da astrologia, essa pessoa esta fazendo a cabeça de muitos, tenho medo do que pode acontecer, esse ódio pela esquerda, infundada, mas, apesar do medo tenho fé que voltaram a realidade enxergarão a verdade, assim espero que acordem antes que seja tarde, que isso ainda torne-se uma ameaça ao povo do Brasil, que já é sofrido.

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