Milagres e milagreiros do neopentecostalismo no Brasil

curaA qualquer hora do dia ou da noite que você ligar sua TV ele está lá, sempre assistido por uma multidão em sua igreja-sede, ou às vezes ao ar livre, prometendo curar tudo. É Valdemiro Santiago, há alguns anos o maior fenômeno midiático do neopentecostalismo brasileiro. Suas preleções não possuem rigor teológico, nenhum tipo de rebuscamento; seu estilo de falar é leve, interage com o público, sorri bastante, demonstra uma simplicidade que beira à paspalhice, mas é dono um império religioso de milhares de igrejas espalhadas pelo Brasil e o mundo e possui vários programas na TV aberta e 24 horas no canal arrendado por sua igreja.

O fenômeno conhecido como “cura divina” foi popularizado nos Estados Unidos no início do século passado por William Essek Kenyon e Kenneth Hagin (o leitor pode ver detalhes no meu artigo sobre a Teologia da Prosperidade no menu “Publicações”). R. R Soares foi um dos pioneiros na divulgação dessa prática no Brasil, no que foi seguido por inúmeros outros líderes por todo o país. Hoje, a maior parte das igrejas pentecostais e neopentecostais alegam praticar a cura. Além de R. R. Soares, Edir Macedo também já praticou curandeirismo. Atualmente, Valdemiro Santiago se destaca; passou semanas mostrando um homem que teria sido curado de lepra em sua igreja e, muitas vezes, exige que seus fiéis mostrem exames de antes e depois das curas. Mas, até que ponto as imagens da TV e os supostos exames dos fiéis são realmente confiáveis?

Nas filiais da Igreja Mundial do Poder de Deus em todo o país há um forte culto à pessoa de Valdemiro. Nos cultos, fiéis disputam espaço para tocar no apóstolo para serem curadas. Às vezes, levam fotos de parentes doentes para que sua oração ou seu simples toque possa curá-los. De onde vem tanta confiança em um homem que, apesar de alegar curar qualquer coisa, fez um tratamento do joelho no hospital Albert Einstein em 2011?

Essa mentalidade não é exclusiva do Brasil contemporâneo. Na Baixa Idade Média e durante a Idade Moderna, havia na França e Inglaterra uma crença coletiva no poder curativo dos reis. Acreditava-se que através de seu toque, doenças (a principal era a escrófula, que acometia boa parte da população) podiam ser curadas. Se não fossem, as pessoas voltavam para receberem novo toque. Mas naquela época a medicina e a fé estavam imbricadas, de modo que remédios naturais eram receitados pelos médicos juntamente com tratamentos não naturais e os escrofulosos eram encaminhados aos reis para serem curados.

Mas era um fenômeno de características bastante diferentes do que acontece no Brasil contemporâneo, onde uma consulta médica custa cerca de um terço de um salário mínimo e a relação entre fé e medicina é invertida: a medicina é usada para reforçar a imagem do apóstolo como dotado de poderes divinos e ampliar a clientela que busca os serviços prestados por sua igreja. Na Baixa Idade Média, por não haver distinção entre as esferas secular e religiosa, o poder dos reis era sancionado pela Igreja através da sagração e mesmo que houvesse outros curandeiros além dos monarcas, inexistia um contexto de práticas ou ideias fora da religião que levasse os indivíduos a questionar a taumaturgia.

A cura é o carro-chefe da Igreja Mundial, mas ela não é filmada. No programa O Poder Sobrenatural da Fé é frequente as transmissões dos cultos realizados em locais públicos, que reúnem centenas de milhares de pessoas. Ele faz então a oração e depois pede que se manifestem aqueles que teriam sido curados. Auxiliares posicionados em lugares estratégicos indicam imediatamente alguém ao seu lado, dizendo do que aquela pessoa foi curada. Cadeiras de rodas e muletas são erguidas do meio da multidão para indicar os curados de paraplegia. Algumas dessas pessoas são previamente escolhidas pelos auxiliares e conduzidas à plataforma, onde são entrevistadas pelo apóstolo, que lhes pergunta há quanto tempo estavam paralíticas e como conheceram o ministério (a igreja). Em geral, os “milagres” são usados para reforçar o marketing da igreja, o seu diferencial e, naturalmente, a autoridade do apóstolo como “ungido de Deus”, um escolhido.

Essa forma de “operar milagres” é curiosa porque não se questiona a veracidade do que é considerado milagre. O título de “apóstolo” que Valdemiro ostenta também lhe confere o poder simbólico de que necessita, além de seu carisma como líder, para reforçar sua credibilidade entre seus fiéis. Afinal, na tradição cristã, os apóstolos de Cristo teriam realizado milagres, inclusive através de lenços, de seu toque ou de serem tocados e de sua sombra, uma prática que o neopentecostalismo retoma com o adicional da tecnologia de edição de imagens dos meios de comunicação. Por ausência de uma leitura histórica crítica da Bíblia, os fiéis não sabem que, tanto os livros escolhidos para formar o cânon da Bíblia, como também os relatos que neles estão contidos, refletem os pontos de vista, as crenças, as preferências, os preconceitos e as tendências daqueles que os escreveram, de forma que esses relatos não tinham o objetivo de serem literais, narrativas de fatos históricos apenas, mas pretendiam registrar um conjunto de visões e crenças que reforçassem uma determinada tendência no cristianismo nascente.  Com a exacerbação do discurso centrado na cura divina, o neopentecostalismo reitera uma leitura redutiva da Bíblia, ao mesmo tempo em que gera dependência dos fiéis em relação à igreja e ao líder.

Em função de seus programas de TV, a Igreja Mundial necessita dar um cunho jornalístico sensacionalista na forma como os milagres são expostos e narrados. Os recortes feitos nas entrevistas para dar credibilidade à eficácia da igreja expõe a característica lacunar desse discurso, na medida em que, por meio da televisão, é possível criar efeitos de realidade que funcionam como índices de referencialidade para conferir às narrativas a verossimilhança que os produtores da igreja pretendem. Os discursos proferidos na igreja e repassados na mídia são construções de uma realidade que a igreja necessita tornar crível: a de que há uma relação de causa e efeito entre frequentar/assistir a Mundial e acreditar no apóstolo/pastor local que levará o fiel a obter o milagre de que precisa.

É sintomático que igrejas com ampla adesão como a Mundial sejam procuradas por seus serviços mágico-religiosos na área da saúde e finanças. Além da defasagem do sistema público de saúde e as longas filas para obter atendimento, observa-se o declínio de vários postos de trabalho e de direitos trabalhistas, pois como diz Victor Vincent Valla no livro Religião e Cultura Popular, “não existem mais empregos com garantias sociais de saúde, férias, horas extras, etc. para um grande número de brasileiros […]. Até um trabalho remunerado, mas sem garantias sociais, está ficando raro, fazendo com que seu valor tenda a ficar baixo”. Para aqueles que têm de trabalhar como diaristas, ou ganhando comissão ou mesmo um salário mínimo, o estresse devido ao ambiente de trabalho em decorrência das demandas da jornada ou da exposição a formas variadas de violência psíquica pode acarretar diversos efeitos colaterais, como dores no corpo, dores de cabeça frequentes ou mesmo desequilíbrio emocional.

A igreja neopentecostal se configura como uma comunidade de apoio social que presta serviços a clientelas específicas para a solução de problemas também específicos.  No entanto, essa não é a única alternativa buscada para a cura de males físicos ou psicológicos. Essas alternativas, no entanto, estão disponíveis de acordo com o poder aquisitivo dos interessados, como diz o mesmo autor que citei acima:

Por contarem com mais recursos, as classes média e alta buscam saídas para suas queixas de sofrimento difuso que geralmente não são acessíveis às classes populares de baixos recursos. A maioria das propostas conhecidas como “alternativas” – meditação, yoga, tai chi chuan, terapias das mais variadas formas – são normalmente oferecidas na esfera privada a preços que as classes populares não podem pagar. Além disso, as próprias terapias propostas normalmente seguem uma lógica voltada para as condições de vida das classes média e alta.

 A depreciação da medicina secular disseminada pelo discurso neopentecostal pode ser um fator preocupante, pois torna invisíveis os mecanismos pelos quais as políticas públicas voltadas para a saúde são ineficientes, retirando dos representantes eleitos a responsabilidade por essas questões. Ao disseminarem a crença de que a miséria social é causada por questões não sociais e a medicina deve ser deixada de lado pela fé, as igrejas neopentecostais se colocam, de forma consciente ou não, como portadoras de um discurso conservador e legitimador do status quo.

Não se trata aqui de manipulação, mas de agregação desse discurso a outras formações discursivas que extrapolam a esfera estritamente religiosa e atuam no campo político-social, conferindo a certos agentes a vantagem de que precisam para se manterem no poder. Também o fato de muitas dessas pessoas terem vindo de religiões com forte crença na cura (catolicismo devocional, umbanda e outras denominações neopentecostais) as torna predispostas a acreditarem na eficácia das campanhas e objetos mágicos comercializados pela igreja, bem como na autoridade do pastor/bispo e do apóstolo como substitutos legítimos dos médicos.

Anúncios

27 thoughts on “Milagres e milagreiros do neopentecostalismo no Brasil

  1. Octavio da Cunha Botelho 09/01/2013 / 18:58

    Parabéns Bertone, boa análise. Apenas uma observação, quando vc diz que as pessoas das classes mais baixas não podem pagar cursos de meditação, Yoga e Tai Chi Chwan, a realidade não é exatamente assim. Existem muitos cursos gratuitos destas práticas. Eu mesmo ministrei muitos cursos gratuitos de Yoga, quando era praticante, e tive alunos que davam cursos gratuitamente. Pela minha experiência de convívio com o meio, observei que o obstáculo, para as pessoas das classes mais baixas se interessarem por estas práticas, era mais cultural do que financeiro. Pois, quando estas pessoas estavam no curso, logo eram informadas pelo pastor que aquilo era coisa do demônio, então abandonavam o curso.
    Abraços.

    • Bertone Sousa 09/01/2013 / 19:53

      Octávio. Obrigado pela contribuição. De fato em muitos casos a barreira cultural pode ser um grande impecilho, já que as práticas de origem orientais são bastante negativadas no meio protestante, como também o são as de origem africana, por exemplo. O desconhecimento e o preconceito esterilizam as possibilidades de contato. Nas cidades de menor porte isso tende a ser mais agravante.

    • Pergunte a uma Mulher 12/01/2013 / 15:32

      Muito bem colocado! De qualquer forma, estou surpresa com o QUANTO de espaço esses programas estão pegando na TV. Acho que muita gente busca uma cura fácil, porque cá para nós parece fácil ir lá e ser curado só porque pastor quer que você seja. Parece muito fácil, barato, rápido e cômodo. Não acredito em cura assim, mas acho que muita gente pensa que foi curado pelo pastor e na verdade foi pela própria mente: essa sim eu acredito que tem muito poder, MUITO mesmo.

  2. Jac Bagis 11/01/2013 / 13:48

    O povo está mais interessado em buscar a cura do que o Deus da cura… e é sempre destruído por lhes faltar o conhecimento

  3. Jonatan Freitas 11/01/2013 / 19:55

    LI a sua pesquisa onde menciona William Essek Kenyon e Kenneth Hagin, desconhecia os dois fundadores. Não menciona Billy Graham, Oral Roberts e William Branham que também iniciaram o movimento de cura divina.
    Agora, em minha opinião, os neopentecostais abandonaram os princípios adotados pelos pentecostais originais se utilizando apenas das ferramentas para arrebanhar multidões, não há critérios, doutrinas…o que se vê são embusteiros.
    Parabéns pelo texto, é neutro e bem fundamentado.

    • Bertone Sousa 11/01/2013 / 22:26

      Jonatan,

      A questão não é abandonar. Historicamente as religiões passam por mudanças para se adequarem a novos tempos ou simplesmente se aculturam. O próprio pentecostalismo com a prática da glossolalia iniciou em uma comunidade negra norte-americana que inseriu práticas culturais africanas. O neopentecostalismo foi apenas uma adaptação da teologia protestante à sociedade pós-industrial. Embora a teologia da prosperidade tenha iniciado na primeira metade do século, foi na segunda que se difundiu. Agora o neopentecostalismo se define mais por práticas do que por teologias.

  4. Jonatan 11/01/2013 / 23:50

    Bertone,

    Se tratando de religião, sou ortodoxo em minha maneira de pensar: A teologia ensina que Deus é eterno e desta forma não muda o Seu parecer, o que Ele determinou no princípio deveria ser válido para hoje e não é o que acontece, as igrejas se “adequam aos novos tempos” ou “se aculturam” para não perderem os seus membros. Se orientar mais “por práticas” ao invés do que está escrito dá muita margem ao erro.

    • Bertone Sousa 12/01/2013 / 12:47

      Jonatan,

      eu penso historicamente e não teologicamente. A questão de “certo” e “errado” não nos ajuda a compreender um fenômeno religioso. Esse tipo de juízo de valor não tem legitimidade histórica. Não é demais lembrar que Deus não é acessível à pesquisa histórica, é objeto de fé pessoal. Ideias como “revelação divina das escrituras”, bem como sua atemporalidade são categorias teológicas, não históricas. Historicamente, o Cristianismo foi uma adequação do judaísmo ao helenismo. Nesse sentido, “o que está escrito” representa a opinião, os anseios e as convicções pessoais daqueles que escreveram os evangelhos e cartas do novo testamento – o mesmo se aplica ao Antigo. Ali há contradições e imprecisões históricas que mostram que a preocupação principal era adequar os escritos aos grupos aos quais estavam vinculados. Não sei se você conhece a expressão “crítica superior da Bíblia”, é uma vertente teológica surgida no século XIX que objetiva analisar a Bíblia historicamente, desvinculando-se de sua interpretação literal e das pretensões de inerrância da ortodoxia.

  5. Fuck You Restart 12/01/2013 / 22:37

    Bom Post vc expoe bem sua opinião sobre a midia e a propaganda que levam milho~es de alienados burros a darem seu dinheiro e vida a esses profetas de deus

  6. jonatan 13/01/2013 / 1:54

    Bertone,
    Aprecio a sua perspectiva histórica, é racional.
    Abandonei a denominação por entender que o sistema religioso está corrompido, daí a minha revolta. Porém os meus valores e princípios foram criados sobre a base bíblica.
    Agora historicamente: com que base pode me afirmar que “a opinião, os anseios e as convicções pessoais” são adequações regionais dos escritores? A maiora foi martirizada por esta convicção, isso faz algum sentido?

    • Bertone Sousa 13/01/2013 / 14:29

      Jonatan,

      o fato de eles terem sido mortos pelo que acreditavam não invalida os condicionamentos históricos de seus posicionamentos. Alguns profetas do antigo testamento também morreram por se oporem à corrupção em sua sociedade. Os cátaros e outros “hereges” perseguidos pela inquisição séculos depois também morreram pelo que acreditavam. Muitos comunistas no século XX também morreram pelos ideais revolucionários pelos quais acreditavam.

      Basicamente toda a pesquisa histórica sobre o Novo Testamento discute isso: Bart Ehrman, Dominic Crossan, Elaine Pagels. No Brasil, há muitos livros do Bart Ehrman traduzidos e em praticamente todos eles ele levanta essas questões. Acontece que há muita coisa que envolve a escrita da bíblia e as disputas entre os primeiros cristãos que a maioria das pessoas desconhece e a pesquisa histórica vem tentando reconstituir.

      Também respeito sua posição, você dialoga e isso é importante.

  7. Jonatan Freitas 13/01/2013 / 18:32

    Bertone,
    Havia comentado sobre a “crítica superior da Bíblia”, linha de estudo não se apega interpretações teológicas somente estudos históricos mais empíricos.
    Pergunta: Muito se levanta a hipótese pessoa de Jesus Cristo não ter existido (o que não creio) mas o que esse estudo concluí? O que dizer do apóstolo Paulo?

    • Bertone Sousa 13/01/2013 / 20:01

      Jonatan,

      não sou adepto da concepção de que Jesus Cristo não tenha existido, por isso até coloquei uma resenha do livro mais recente do Bart Ehrman em que ele apresenta argumentos favoráveis à existência do Jesus histórico. Há equívocos na negação e ele apresenta alguns lá.

  8. Jonatan 15/01/2013 / 5:25

    Bertone,

    Por favor me informe o título e a editora do livro de Bart Ehrman.
    Grato

    • Bertone Sousa 15/01/2013 / 12:57

      Jonatan,

      O livro mais recente dele “Did Jesus Exist?” ainda não tem tradução para o português. Quanto aos outros, aí vai:

      “O que Jesus disse? O que Jesus não disse? Quem mudou a Bíblia e por quê” da Ediouro. Há também uma versão de bolso da pocket ouro (que é da Ediouro).

      “Quem Jesus foi? Quem Jesus não foi?” também da Ediouro e que possui também uma versão de bolso.

      “Os Evangelhos Perdidos”, também da Editora Record.

      “Pedro, Paulo e Maria Madalena” da Editora Record. Se puderes, leia também “O problema com Deus” da editora Agir.

      Leia também “Os Evangelhos Gnósticos” da Elaine Pagels. No Brasil tem uma edição esgotada da editora Objetiva, que podes encontrar em sebos virtuais. Se não, podes adquirir da Via Optima de Portugal.

  9. Plábio Desidério 19/01/2013 / 16:47

    Outro texto interessante de sua autoria Bertone.

    Como o fenômeno é complexo, também. é necessária mediações para analisá-lo, bem como Hegel observou ao distinguir a análise imediata e mediatizada. Uma questão que eu observo como pertinente: estaria os neopentecostais assumindo a “estética” do grotesco, como estudo M. Sodré? E por isso conseguem grande audiência. Estariam re-atualizando práticas do catolicismo popular, principalmente uma visão maniqueísta do mundo, agora utilizando a técnica e a linguagem midiática? Como a cultura é construída, por trocas simbólicas, penso que o neopentecostalismo é um grande patchwork da cultura brasileira.

    • Bertone Sousa 19/01/2013 / 17:19

      Plábio,

      esse texto é um breve esboço de um capítulo que estou desenvolvendo na tese. A questão de reatualização de práticas do catolicismo popular é algo que, na prática, os pentecostais vêm fazendo desde o início. O Francisco Rolim até fala disso. Só que uma diferença dos neopentecostais é que eles deixaram o discurso ascético para positivar o mundo. O termo “patchwork” cabe bem aqui, além da motivação deles de aproximar as práticas do protestantismo brasileiro do norte-americano.

    • Bertone Sousa 21/01/2013 / 20:13

      Plábio,

      e a tendência é que esse tipo de coisa venha a aumentar. Agora o Valdemiro Santiago e o R. R. Soares tem passaporte diplomático. Quantos mais ainda vão conseguir daqui pra frente? Edir Macedo tem uma fortuna de quase um bilhão de dólares. Um parlamentar evangélico vai concorrer à presidência da câmara. Enquanto eles acusam os críticos de perseguição, eles vão fechando o cerco pra aumentar o poder que já possuem.

  10. Plábio Desidério 22/01/2013 / 12:24

    Caro Bertone,

    Penso que temos um fenômeno e possivelmente um problema, a partir, de suas obervações sobre o “fechamento do cerco” que você abordou. E além disso, tem outra questão a adesão cada vez maior de pessoa à esse “projeto”. Interessante é a participação dos jovens e sua adesão. Já percebi entre alunos que não gostam de comentar sobre isso e as opiniões conservadoras e até mesmo reacionárias. O meu receio é estarmos gestando o Ovo da Serpente. O fascismo começou assim.

    • Bertone Sousa 22/01/2013 / 14:50

      Plábio,

      penso que o Bauman dá algumas pistas pra gente entender esses fenômenos. O incremento da cultura do medo que força alguns grupos a se fecharem em suas comunidades, por exemplo. O medo do outro leva à sua negação e demonização. Ele fala muito sobre como o fundamentalismo lida com essas coisas e, embora as igrejas neopentecostais não sejam todas fundamentalistas, algumas delas têm fortes traços. De toda forma, essa militância naturaliza a segregação social e outros problemas sociais na medida em sai de debate e retira suas causas sociais. Isso já está acontecendo e, se continuar, só teremos a perder. Essa visão conservadora pra se tornar extrema direita como você falou, é um passo.

    • Bertone Sousa 23/01/2013 / 20:50

      Jonatan,

      o pior é que isso não diminui nenhum pouco o prestígio deles diante de seus fiéis.

  11. Ivan Hosea 07/02/2013 / 13:34

    Su Majestad el Rey Cuong Truong: El diablo adoradores del culto illuminati aka El grupo de Bilderberg se infiltró su país para que vayas, tu madre y toda su familia en sus esclavos.

  12. paulo fernando s. medeiros 17/02/2013 / 12:04

    Sr. Bertone, qual é a sua crença?
    O que o sr. diz sobre a nossa existência
    Temos a liberdade de pensar e criar tudo aquilo que nos vem a esse miolo pensante.
    Quem é o homem justo?
    Porque estamos neste mundo cheio de indagações, problemas e conflitos?
    Todos temos uma história para contar, ontem, hoje, sempre.

Deixe um comentário

Preencha os seus dados abaixo ou clique em um ícone para log in:

Logotipo do WordPress.com

Você está comentando utilizando sua conta WordPress.com. Sair / Alterar )

Imagem do Twitter

Você está comentando utilizando sua conta Twitter. Sair / Alterar )

Foto do Facebook

Você está comentando utilizando sua conta Facebook. Sair / Alterar )

Foto do Google+

Você está comentando utilizando sua conta Google+. Sair / Alterar )

Conectando a %s